Comunismo é isto

Perguntas que ninguém faz ao PC, por Miguel Castelo Branco.

Entre 1900 e 1960, nasceram 2 biliões de seres humanos. Desses, 5%, ou seja, 100 milhões foram mortos por regimes comunistas na URSS, na China, na Coreia do Norte, no Cambodja, no Afeganistão, no Vietname, na Europa Oriental, na Nicarágua, em Cuba, na Etiópia e Moçambique em purgas, fomes artificiais, destruição premeditada de grupos sociais, deslocação de populações, campos de trabalhos forçados, repressão policial, privação de assistência médica. Os horrores cometidos pelos nazis atingiram cifras impressionantes estimadas entre 7 e 12 milhões, prefazendo 10% das vítimas do comunismo. Moral e academicamente, é pertinente lavrar juízo sobre experiências políticas pela quantificação do mal que causaram – isto é, do sofrimento – assim como identificar as ideias, os programas e os homens que estiveram na origem de tais crimes, na larga panóplia de genocídios, democídios, classicídios, crimes contra a humanidade e terror de Estado.  (…)

(…) Entre nós persiste, lamentavelmente, um temor reverencial que impede que o tema dos muitos holocaustos comunistas sejam aflorados na disputa política. Estamos no último ano da evocação do genocídio dos ucranianos, que se saldou pela morte, entre 1932 e 33, de dez milhões de camponeses que se opunham à colectivização imposta por Moscovo. Que eu saiba, nenhum deputado da maioria pediu à Assembleia um voto de pesar lembrando essa tragédia da história contemporânea. Não há, nos grupos parlamentares do PSD e do CDS, ou até do PS, um só deputado que levante o debate?

52 pensamentos sobre “Comunismo é isto

  1. Guillaume Tell

    Eu estou é admirado o PCP não ter pedido em 1998 um voto de pesar pelos 100 milhões de mortos que o capitalismo terá causado entre 1900 e 1997 se atendermos ao que foi escrito no “Livro negro do capitalismo”.

  2. lucklucky

    O Comunismo é só a mais assassina exportação Europeia.
    Ainda há que referir as Guerras inuteís que acabaram com o fim da Guerra Fria, a destruição económica e cultural, o gasto de energia para a quase zero de evolução científica, artistica, cultural

    Os deputados são como cães de pavlov do jornalismo. O jornalismo é de Esquerda. A Esquerda desde que foi infectada pelo abraço do Comunismo nunca mais escapou…Enquanto no Sec XIX a esquerda defendia em boa parte a liberdade hoje defende o Estado. Não admira tomou conta dele.

  3. Jónatas

    Onde é que querem chegar com isto? Vamos a seguir contar todos os mortos que os Estados Unidos fizeram nas suas guerras? E a seguir vamos contar quantos mataram os Vikings? E a seguir as Cruzadas? Esta ideia quase ingénua de que podemos atirar pedras mesmo com telhados de vidro que todos os povos do mundo têm é a maior prova de que sim, não sabemos nada do que estamos a falar. Mas sabemos dizê-lo bem. E isso é que interessa.

  4. Comunista

    “Entre 1900 e 1960, nasceram 2 biliões de seres humanos. Desses, 5%, ou seja, 100 milhões foram mortos por regimes comunistas”

    Este número de 100 milhões já não tem credibilidade académica. O seu valor hoje é puramente propagandístico.

    “Readers might be interested to know that Mr Conquest in his classic The Great Terror estimated, in a series of curious extrapolations from literary sources, some seven to eight million arrests and roughly one million executions. Conquest’s arrest estimates would appear to be high by about elevenfold; his execution guess by a factor of nearly 32. Even if some of the 612,000 arrested were subsequently shot – and we know this sometimes happened – it is clear that Conquest’s estimates are, as we Americans say, not even in the ball park, while those of the revisionists are closer to the mark. Once again, archival evidence has contradicted rumours and stories. Of course 31,000 executions are in no way ‘better’ than a million and the lower numbers must not diminish the moral revulsion we feel at this criminality. Lives were taken and ruined on a massive scale. At the same time, it seems important to be accurate and careful in our scholarship and to avoid inflating the truth for polemical purposes.”

    http://www.lrb.co.uk/v09/n02/j-arch-getty/starving-the-ukraine

    Poderão ver no link um interessante debate entre Getty e Conquest logo após a crítica de Getty ao livro de Conquest.

    Seria porventura interessante que os insurgentes considerassem a matança realizada por ingleses e americanos no mesmo período. Só os bombardeamentos dos americanos sobre a Coreia do Norte mataram mais de 2 milhões de civís. A isto pode somar-se as baixas no Vietnam, entre 2 a 4 milhões também maioritariamente civís. A Inglaterra na Índia, só no período em torno de 1943, viu cerca de 4 milhões de vítimas de fome e doença (isto num ano e tal dois anos). Sem contar o período Vitoriano onde se estimam entre 12 a 30 milhões de mortos de fome e doença no período entre 1876 e 1908. Poderíamos somar ainda a governo brutal de Leopoldo II da bélgica, entre 1865 e 1909, no Congo, onde as estimativas chegam a 10 milhões de mortos. Os próprios belgas admitem que metade da população do Congo morreu devido à exploração a que foi sujeita nesse perído.

  5. A. R

    O comunismo é um nicho do mercado político que nunca entendeu o homem. Aprendeu apenas a explorar o lado mais obscuro do homem: a inveja, o ódio, a natural tendência ao pouco esforço e a ganância por aquilo que é dos outros. Baseia-se em mera propaganda onde mistura a realidade e a imagem que eles têm da realidade: vivem num mundo à parte. A propaganda é de tal ordem que se babujam nas vitimas das próprias guerras que criam e perdem (caso da Coreia que a URSS e China desencadearam e no nazismo), no caso dos seus irmãos nazis que armaram e treinaram na fase inicial do nazismo e dos quais se acharam também vítimas mas com quem repartiram o mundo em solenes reuniões dançantes na Polónia e nas vítimas do terrorismo que alimentaram nos quatro cantos do planeta.

    Trata-se de um problema mais de índole psiquiátrica e não se combate pelas ideias e factos. Os factos por si falam: todos os comunismos deram origem a tirania com brutais polícias políticas e empobrecimento geral das populações com enriquecimento e mordomias das classes dirigentes gananciosas pelo poder. O comunismo actua como a Máfia: infiltra-se, corrompe, engana e ilude. As ideias não penetram pois eles formataram-se para o impedir: o entupimento intelectual é total e a capacidade de auto-crítica nula. Basta ver os índices internacionais de corrupção, pobreza, miséria, gangsterismo para sabermos onde passaram ou estão. Como diz Fernando Dias Villanueva nunca tão poucos mataram tanto em tão pouco tempo.

    Gozam de certo modo de uma similaridade com uma religião que pretende o Céu na Terra. O livro sagrado é o Capital, o profeta é Karl Marx (um bêbedo, caloteiro, adúltero que nunca trabalhou e viveu dos outros), tem as suas canções (grãndola, gaivota, internacional, etc), disseminou-se em seitas, falhou todos os objectivos na construção do seu céu (à custa da liberdade dos outros) mas espera um sinal de que tudo poderá mudar e do “agora é que é”. Criaram um simulacro de paraíso na Europa de Leste mas as pessoas nunca o procuraram: antes pelo contrário. Moles enormes rumaram para onde puderam trabalhar e viver em liberdade e nunca foi para Leste.

  6. ruicarmo

    Caro Comunista,
    o MCB – o autor do post – escreve também: “Os crimes cometidos em nome do regimes que se reivindicavam do marxismo-leninismo foram cometidos em tempo de paz; ou seja, foram executados em situação regular do exercício do Estado, sem a emergência de guerra interna ou externa que pudesse desencadear mecanismos de auto-defesa preventiva ou perda de controlo dos decisores superiores sobre os respectivos subordinados.”
    Não o posso ajudar na notória dificuldade em ler português. Talvez o passo acertado seja agraciar Estaline pela obra que fez.

  7. Comunista

    leninismo foram cometidos em tempo de paz; ou seja, foram executados em situação regular do exercício do Estado, sem a emergência de guerra interna ou externa que pudesse desencadear mecanismos de auto-defesa preventiva ou perda de controlo dos decisores superiores sobre os respectivos subordinados.”

    Rui, é uma falsa questão. A violência capitalista não é diferente. Os Estados Unidos, a Inglaterra, a Bélgica não foram atacados pelos norte-coreanos ou pelos vietnamitas, pelos indianos e pelos congoleses só para me reportar a exemplos que dei.

  8. ruicarmo

    Se o especialista em falsas questões, diz que o que autor escreveu é uma falsa questão, Estaline me livre de pensar sequer em contrariar tão bem argumentada ideia.

  9. Rogério

    Mas ainda há imbecis que querem entrar na contabilidade dos mortos? Umas mortes não justificam outras, mas a desonestidade intelectual de quem se dedica a esta contabilidade não tem fim. Até porque tende a contabilizar apenas determinados mortos, omitindo uns quantos milhões que não entram no balanço.
    Seria interessante, já que são tão dedicados aos números, que nos dissessem quantos foram os mortos dos regimes não comunistas, quantos foram os mortos das sociais-democracias, dos liberalismos, dos conservadorsmos, das democracias-cristãs, dos nacionalismos e fascismos, em suma, quantos foram os mortos das várias formas de gerir o capitalismo.
    Depois dessa contabilidade e só depois dela, veremos se continuam disponíveis para esta conversa.

  10. Matlou

    Gostei da intervenção deste “Comunista” a tentar desculpar números equivalentes de mortes com períodos temporais. Notam-se as prioridades.

  11. lucklucky

    “Os Estados Unidos… não foram atacados pelos norte-coreanos ou pelos vietnamitas”

    É preciso lata. os Norte Coreanos atacaram os Sul Coreanos e os Norte Vietnamitas atacaram o Vietnam do Sul. Isto claro depois de terem aterrorisado a Coreia do Norte e o Vietnam do Norte para ganharem o poder.

  12. Jónatas

    Eu até vos tomo por gente inteligente. Por isso, é totalmente incompreensível para mim esta incapacidade de perceber que ambos os lados, o capitalista e o comunista, têm culpa no cartório. É uma questão de geopolítica e toda a gente percebe que assim seja. Agora, virem defender a superioridade moral do capitalismo pelas mortes dos regimes comunistas é desvirtuar por completo uma realidade que não pode nem deve ser medida assim. Mais ainda com a vergonhosa afirmação de que “o comunismo é assim”, como se ser comunista significasse, apenas e só, matar pessoas. É desonestidade intelectual e não tem cabimento numa sociedade moderna.

    Os fundamentalistas são sempre perigosos, sejam à esquerda sejam à direita. Não porque tenham ideias fundamentalistas mas porque perdem a noção crítica, a ponderação e a razão, defendendo, independentemente dos meios, um fim. Post a post, a radicalização do discurso que às vezes aqui vejo tira-vos a credibilidade que granjearam ao longo de tanto tempo. Discordo com muito do que dizem mas venho aqui porque sempre tomei isto como um porto seguro de racionalidade, mesmo que seja do lado contrário da minha barricada.Usam teorias, usam números, usam factos. E defendem a sua causa, com dignidade. Agora isto? Posts destes não têm cabimento numa sociedade que se quer avançada. Que se quer a discutir as questões abertamente. Isto não devia ser um recreio de um liceu, exijo mais de vocês. É que com este post, pareceu.

  13. Comunista

    A divisão da Coreia tendo gerado dois governos levou a que cada parte da Coreia quisesse reunir toda a Coreia segundo os seus termos, portanto o caso era de tensão entre as duas. Quem começou a guerra? Cada lado diz que foi o outro. Você simplesmente toma a versão de um dos lados como a verdadeira, como se os EUA não sejam tão mentirosos como o mais mentiroso que se possa imaginar. De minha parte, não sei quem disparou o primeiro tiro mas o que ocorreu foram escaramuças fronteiriças a que os EUA responderam com a destruição de todas as cidades e vilas norte-coreanas e o massacre 20 a 30% da população civil norte-coreana.

    É incrível que o país mais beligerante do mundo desde a segunda-guerra até hoje, os EUA, seja para vocês sem culpa, imaculado. Quem tenham aniquilado milhões de vidas civís não vos incomoda nem vos perturba porque na vossa mentalidadezinha os EUA e seus aliados, acima de todos os ingleses, não importa quantos milhões mais venham a massacrar, jamais deixarão de ter perfeitas razões para o fazer.

  14. ruicarmo

    “Posts destes não têm cabimento numa sociedade que se quer avançada. Que se quer a discutir as questões abertamente. ”
    Obrigado pelo elogio. Estamos cá também para isso.

  15. ruicarmo

    É tamanha a paixão que o Comunista tem pelos EUA. Não a perca. No comentário seguinte será capaz, acredito, de fazer a ligação entre o post, as guerras na península coreana, o Jaime Neves e os comunistas presentes no Parlamento.

  16. Comunista

    Paixão é a sua pelos povos da URSS, da China e da Coreia. Não mostra a mesma paixão por outros povos: será porque nestes outros casos para você se trate não de massacres nem de genocídios mas da ordem natural das coisas?

  17. O que é absolutamente irónico, é que aquela que foi uma das mais eficazes Gulags, a da ilha de Solovetsky, implementou mecanismos capitalistas para incentivar o trabalho forçado, ou a “concorrência socialista”, como lhe chamavam os cínicos — um pouco mais de pão a quem trabalhasse mais, mais um fato de trabalho por ano, uma esmola aqui e ali. Lá conseguiram fazer o canal do mar branco, que hoje de nada serve. Só nessa empreitada, estima-se que terão morrido mais de 100 000 presos. Tudo, claro, em nome do bem comum. Mas graças a essa pequena amostra do capitalismo, ainda houve uns quantos que se safaram.

  18. ruicarmo, eu confesso a minha perplexidade perante a mente de um comunista, e concebi uma teoria a esse respeito. Existe um ódio doutrinário aos EUA, à semelhança daquele decretado por Kim Jong Un e seus antecessores. Logo, tudo o que lute contra o Império do Mal — amigos deles será. Ou seja, quando se esperava que os intelectuais de esquerda rejeitassem o fanatismo religioso, a luta sanguinária, a depravação dos direitos humanos, assiste-se precisamente ao contrário: simplesmente porque Israel é aliada dos EUA, então eles seguem em marcha com os islamitas extremistas, numa causa que não é deles, excepto pela luta contra o inimigo comum.

  19. ruicarmo

    Caro Mário Amorim Lopes,
    existirão “progressistas” que acharão que essa é uma edificação do capitalismo opressor. E que foram os ocidentais que construíram o muro da vergonha com o justificado receio das suas populações fugirem para os paraísos comunistas.

  20. Jónatas

    Está para aí uma confusão, Mário Amorim Lopes. Percebo onde quer chegar mas você está a confundir demasiadas formas de governo numa só. Quanto ao ódio doutrinário, ele não acontece de agora. Se for a ver, há uma relação de ódio entre o mundo árabe e o mundo ocidental desde há séculos atrás. Pensamos que estamos, todos nós, no higher ground moral, somos o mundo ocidental, a sociedade mais avançada de que há memória.

    Mas imagine o mundo no século XI, com os árabes a serem o centro da cultura no mundo e as Cruzadas do Norte da Europa, feita de povos que descenderam dos bárbaros vikings, a matarem tudo e mais alguma coisa porque estavam cobertos pelo perdão de Deus. Que a coisa mudou de figura? Mudou. Têm os árabes de compreender isso? Deviam. Agora, vir para aqui dizer que somos o Império do Bem quando temos tanto (mas tanto…) sangue nas mãos, é uma afronta.

    Vai, de certeza, dizer-me que os nós e os Espanhóis também andámos em guerra e nos entendemos. Nós e os franceses. E eu percebo o que quer dizer. A diferença é apenas e só uma : as invasões que fizemos à Terra Santa tinham um cariz religioso de superioridade. Há uma arrogância e um desprezo pelo outro que é incomparável.

    Vamos para a escola e aprendemos todos que ganhámos Portugal aos mouros. Esses que nos ocupavam as terras. Desde pequenos que estamos pré-formatados a olhar com desconfiança para aquele lado. E este ciclo só parará quando, de uma vez por todas, pararmos para pensar e começarmos a compreender o que está aqui realmente em causa. Posts destes só eternizam o problema, não o resolvem. E, quer queiramos quer não, estamos nós, que até pensamos que somos laicos, andamos hinduísticamente a viver as mesmas vidas várias vezes.

  21. ruicarmo

    “Vamos para a escola e aprendemos todos que ganhámos Portugal aos mouros. ”
    Tem toda a razão. Eram marcianos. E saíram de livre vontade porque tinham receio em esgotar as formas de energia limpa que precisavam.

  22. Jónatas, disse muito, e muito do que disse eu não referi. Foi mera extrapolação sua. Permita-me avançar. Quero apenas focar na questão da moralidade.

    À luz dos meus princípios e valores, eles são de facto os melhores, daí que eu os siga. Toda a gente e todas as sociedades assim o assumem — nós acreditamos numa matriz de valores que julgamos preconizar o melhor/mais avançado. E não são apenas os ocidentais que acreditam nisso. Os orientais e especificamente os islâmicos acreditam precisamente no mesmo, sendo que os nossos valores são derivados de forma mais mais racional, enquanto que a deles numa orientação mais teológica — os ideais deles são melhores porque foram decretados por Allah.

    Ou seja, a grande diferença entre os povos não está aí. Está naqueles que julgam que para chegarem ao céu é preciso decretar uma guerra santa e converter os infidels a serem devotos do seu deus. E refira-se que não foram apenas os islâmicos extremistas a decretar isto. Também nós nas cruzadas fizemos o mesmo.

  23. lucklucky

    “Agora, virem defender a superioridade moral do capitalismo pelas mortes dos regimes comunistas é desvirtuar por completo uma realidade que não pode nem deve ser medida assim. ”

    O Desastre Comunista, Pode e Deve ser medido assim. As mortes dos regimes comunistas foram provocadas pela Ideologia Comunista.

    Assassinar os próprios povos é naturalmente a consequência de uma ideologia que quer controlar tudo.

    O Comunismo como a outra ideologia totalitária como o Islão Radical quer controlar todos os aspectos da vida humana. E por isso tem de matar. Para começar matar o próprio povo.
    Matar por causa da ideologia. Para impedir os outros de serem diferentes e decidirem a própria vida. Matar como forma também de terror.

    Não é matar por causa de uma guerra de vizinhos que estão desavindos por causa da fronteira. É matar para impedir os outros de serem diferentes.

    Os assassínios do Comunismo aconteceram em qualquer país comunista e pela mesma razão. Para subjugar e controlar.

    E a matança comunista é só umas das variáveis. Poderíamos comparar o deserto comunista de muitas maneiras. Desde o terror, arte, arquitectura, desenvolviemtno cientifico. Foi tudo um deserto excepto no que é mau.

    “Eu até vos tomo por gente inteligente.”
    Poupe-me, quem escreve o que escreveu deve achar que os outros são parvos ou são ignorantes sobre a história do comunismo.

  24. lucklucky

    Quando digo subjugar e controlar não é só o típico obrigar alguém a fazer isto ou aquilo, vai muito mais longe, é formatar a personalidade, o ser plenamente subserviente à ordem pelo terror.

  25. Jónatas

    lucklucky, se quer saber, o grande desastre humanitário comunista chinês não teve nada a ver com ser comunista. Teve, isso sim, a ver com uma guerra bem capitalista: a de ser o maior fornecedor de ferro do mundo, tentando tirar o lugar aos Estados Unidos na produção desse metal.

    Curiosamente, em parte e à sua escala, lembra aquilo que Carnegie, o magnata do ferro norte-americano, fez em Homestead, no final do século XIX. Para que perceba que são dois lados da mesma moeda com um único objectivo: serem os maiores produtores de ferro, não olhando a meios para lá chegar. Um com um país, outro com uma empresa, não tiveram o menor respeito pela dignidade humana para atingir os seus objectivos.

    É disto que tratamos aqui. Não é de sistemas, não é de maneiras de ver o mundo. É apenas e só o mais básico instinto do ser humano, que é igual na China e nos Estados Unidos. Como o é em Israel e na Palestina, no Irão ou na Coreia do Norte. Os povos que seguem um ideal, sejam eles o ideal capitalista ou comunista, são, a maior parte das vezes, meros peões. E a maneira como vemos o mundo é apenas isso, nossa. Não implica que o outro esteja errado ou que tudo o que faça seja um desastre. Coisa que os vossos posts não reflectem. Nenhum deles.

  26. Jónatas, reduzir o projecto ideológico anti-revisionista de Mao Zedong, as origens marxistas-leninistas e a revolução cultural que ocorreu na China a um mero interesse em ser o maior fornecedor de ferro do mundo é de uma cegueira tal, que reduz esta conversa ao absurdo. Acho que deveria dar um contributo, reescrever a história e publicar um livro sobre essa sua teoria.

  27. Jónatas

    Mário, tem razão, a maneira como escrevi a resposta foi uma extrapolação. Se não corresponde à verdade, retiro o que disse, sem problemas.

    Não concordo consigo quando diz que somos mais racionais e o outro lado menos. O que eu disse foi que houve uma altura em que éramos uns bárbaros e eles mais avançados. E que hoje somos nós os avançados e eles os menos avançados. E que o facto de sermos bárbaros não impediu que hoje chegássemos ao ponto civilizacional a que chegámos. Não nos saímos nada mal. Como não podemos nunca negar que muito do que aprendemos e que nos permitiu chegar a este ponto civilizacional veio daqueles a quem olhamos hoje como atrasados. Nem podemos nunca negar que os outros olham para o seu atraso como, em parte, culpa nossa. E sintam algum amargo contra nós ainda hoje.

    Estando num fórum liberal, vou tentar que vejam a coisa de maneira análoga. Se olharmos para o mundo como um mercado, eles são a concorrência. E não há ninguém melhor do que vocês para saberem o efeito que a concorrência tem em quem é o maior produtor. Como não há ninguém melhor do que vocês para saberem o efeito que haveria no mundo se houvesse uma só mentalidade dominante. Um monopólio. Seja ele capitalista ou comunista, o mundo precisa de pontos diferentes. O que sempre disse foi que há pontos fortes e pontos fracos em ambos. E que ambos afectam o ser humano de maneiras muito diferentes. Ignorarem a concorrência desta forma, colocando tudo debaixo do mesmo guarda-chuva dos assassinos comunistas, é não perceberem o mercado e os potenciais consumidores que vocês querem atrair para a vossa causa. Que vocês estão convencidos que são os melhores, não tenho dúvidas, todos os posts demonstram isso. O que não demonstram é maneiras de fazer a ponte para aqueles que não pensam como vocês e que têm legitimamente outras expectativas. Se é que isto faz algum sentido para vocês.

  28. Jónatas

    Mário, se discorda do que disse em relação à redução que fiz ao Grande Passo em Frente do Mao, como é que concorda que se resuma os comunistas, todos eles, à condição de assassinos expressa neste post?

  29. Jónatas, está uma vez mais a extrapolar. Eu tenho amigos muçulmanos e conheço muitos outros que são pessoas fantásticas, abertas e “avançadas”. Istambul é um exemplo de quasi-perfeita harmonia entre ocidente e oriente.

    A única coisa que eu disse foi que me deixa perplexo como é que a esquerda se associa sempre às causas dos islâmicos radicais que querem extinguir Israel, sendo a minha explicação oriunda de terem um inimigo comum: os EUA. Só isso pode justificar a defesa de uma cultura de tirania e opressão para com os outros, os infidels, os não iluminados.

    Por fim, eu prezo e adoro a diferença e não a igualdade. Considero de salutar que existam diferentes culturas, mentalidades, valores e princípios. Agora, é preciso ter cuidado quando os princípios dos outros colocam os meus em causa, o que é o caso. Enquanto eu respeito que haja quem não pregue ou siga religião, já alguns extremistas consideram que todos deverão ser devotos a Allah. Consegue perceber a diferença?

  30. Jónatas

    Estou mais inclinado para ver essa harmonia em tantas outras cidades da Ásia do que em Istambul, mas cada um como cada qual.

    Se se entender Israel, como eles entendem, como um País que apareceu do nada e que tirou terras à força que não eram deles, percebe-se que não são só os islâmicos radicais que pensam assim. Estou certo que sabe a história de Israel e de como aconteceu. E você percebe as razões de ser da existência de Israel ali. Todos percebemos. Explicar a alguém sem escolaridade e que, de repente, vê a sua propriedade ser de outra pessoa porque sim, não é tão simples. Vocês aqui, que vêem a propriedade privada como vêem, têm de perceber o que sente essa pessoa. E que por muito que as razões históricas sejam válidas, há uma expectativa de vida que é gorada. E é gorada por milhares de pessoas.

    Não sou ingénuo mas gostava que a esquerda se associasse a isto não pelo lado do ódio aos EUA mas pelo lado da defesa de quem não pode fazer nada perante isto. Como sempre foi apanágio da esquerda, esta defesa de quem não se pode defender. E são muitos os que não se podem defender num mundo capitalista de contratos blindados pelos melhores advogados. Até porque, se for a ver, não reconheço na minha esquerda esse ódio aos Estados Unidos que refere. Que existe noutra esquerda, não o nego, mas não faz sentido nenhum. Como é que a esquerda pode ser contra Obama e as suas políticas se ambas vêm do mesmo berço político?

    Em relação ao que diz no final, o que estou a dizer desde o início e você não percebeu é exactamente isso: tem de haver respeito pelo outro. Se você quer que a sua posição seja respeitada, também tem de respeitar a do outro. Não vejo é isso acontecer quando se despacham todos os comunistas como assassinos. Como também não entendo que não consiga perceber que um comunista vê estes posts como estando a colocar em causa os seus princípios. Princípios que deviam ser, também eles, passíveis de defesa, apesar de diferentes. Por isso, não vejo como é que você não consegue perceber a diferença entre aquilo que diz, no final e com que concordo, e aquilo que tem sido expresso em cada post, que contraria aquilo que diz. Porque o que vejo naquilo que diz é : desde que sejam os meus princípios, não admito que toquem neles mas se forem os princípios que não são meus, que se lixem, são todos uns assassinos.

  31. Os meus princípios são e serão sempre criticáveis, e eventualmente poderão ser adjectivados como bem entender, por quem bem entender. O que aqui está em causa é o alcance deles. Os meus princípios colocam a liberdade dos outros em causa? Por princípio, não. Respeito a liberdade individual, o que implica respeitar a liberdade individual dos outros. Existem outras culturas, com outros princípios, que estariam dispostas a forçar-me a abdicar dos meus princípios para me submeter aos credos deles? Sim. Devo respeitar que outros me queiram privar das minhas liberdades? Não. Devo permitir que interfira com a minha própria liberdade? Não.

    Quanto a Israel, discutir a história é terra queimada. A Palestina historicamente sempre foi uma terra habitada por judeus, o movimento sionista sempre concentrou lá muitos judeus, e o terreno de Israel era um protectorado britânico que foi atribuído, com o consentimento de quase todos os países constituintes da ONU, ao povo de Israel. Se eles depois lá foram ampliando o seu território com os colonatos, foram, e é criticável, mas o conflito surgiu muito antes disso. Que estão rodeados de extremistas cujo único objectivo na vida é pulverizá-los? Estão. Não vejo como isto possa abonar em nome da defesa dos extremistas. É algo que me escapa, pronto.

  32. ruicarmo

    Pelos vistos o único problema que impede que o comunismo atinja a perfeição é a existência de Israel. Sempre a aprender com estes progressistas incansáveis.

  33. lucklucky

    “lucklucky, se quer saber, o grande desastre humanitário comunista chinês não teve nada a ver com ser comunista. Teve, isso sim, a ver com uma guerra bem capitalista: a de ser o maior fornecedor de ferro do mundo, tentando tirar o lugar aos Estados Unidos na produção desse metal.”

    Você não responde a nada e depois inventa patetices idiotas. Então Mao ao ter o objectivo de produzir o máximo de aço matando , esfomeando e roubando propriedade e empresas privadas é objectivo capitalista.
    Isso é pior que ser ignorante. Você é um digno discípulo de Goebbels e do Pravda.

    Já agora ainda não houvi nada sobre meio milhão de portugueses expulsos de Africa. Ou o território conquistado pela URSS no pós Segunda Guerra e consequentes expulsões. Ou meio milhão de Judeus expulsos dos países Àrabes. E das inúmeras limpezas étnicas em África.
    Mas como já sei que o seu ódio a tudo o que não igualitário – odeia Israel porque não se tornou em algo onde a pobreza é endémica e igual.
    Porque Israel é uma prova que falsifica a sua ideologia.

  34. Jónatas

    Contra quem perde a cabeça numa discussão, não se costuma responder nada. E é isso que vou fazer. Mas questione-se porque é que o que eu disse o afectou tanto ao ponto de o fazer perder a razão desta maneira.

  35. Jónatas

    Mário, nada contra o que diz. Se é assim que pensa, estamos de acordo. Discordando em muita coisa mas de acordo no essencial.

  36. lucklucky

    Boa. É bom vê-lo continuar com as tácticas habituais do manual Comunista. Essa é a penúltima do manual.

    Você não consegue negar o projecto totalitário de controlo de todos os aspectos da vida humana pela ideologia comunista por isso simplesmente não pode responder.

    Se o mel não funciona entra-se em “todos são iguais, se não funciona passa-se para o brutal newspeak que Orwell tão bem descreveu.

    Como exemplo de dizer que o Regime Chinês ao usar o poder total de que os Comunistas se arrogam ter sobre as pessoas incluindo matar proprietários e destruir propriedade privada, e chama tal coisa de : capitalista.

    Com a lata de dizer que as mortes provocadas por esse desejo ideológico de controlo total sobre as pessoas não deverem ser assacadas ao Comunismo.

    É obra.

  37. Guillaume Tell

    Acho engraçado alguns comentários dos comunas para defenderem a sua casta e dizer mal do capitalismo
    .

    – Quando se fala de 100 milhões de mortos entre 1900 e 1960 causado pelos comunistas (e como se vê o total final não está lá sabendo que não contamos o Grande Salto do Mao, os Khmers Vermelhos etc.) a desculpa é que o número é exagerado (uns rematam logo para os “crimes do capitalismo”). Mas o facto é que causaram imensas mortes, nem que seja o Estaline. A desculpa que surge para explicar o que fez o fulano é dizer que não era um “verdadeiro comunista”, mas não questionam na mesma o Gulag, a Ucrânia, as Grandes Purgas (que mataram mais militantes comunistas que o próprio Hilter à passagem). É curioso, Thatcher também não era uma “verdadeira liberal” se formos por o mesmo caminho, mas encontrarmos pouca gente, inclusive entre os liberais, para dizer que o seu Governo foi mais negativo que positivo.

    – 100 milhões de mortes causados pelo comunismo é absurdo na mente da vermelhada, mas já não é absurdo o capitalismo ter morto 100 milhões de pessoas que são comptabilizadas segundo o “Livro negro do comunismo” como mortes criadas “pelas duas Guerra Mundiais, a Coreia, o Vietname, o colonialismo, as repressões do fascismo, do nazismo etc.” Ou seja os mortos causados por comunistas em guerra não contam os dos outros sim, o colonialismo faz parte do capitalismo mas já agora a ocupação da Europa do Leste e do Tibete conta como libertação, Budapest em 1957 ou Praga em 1968 não se terminaram em repressão e não ouve mortos, ou melhor os 2570 mortos nessas insurreições ressusitaram e os cerca de 600.000 refugiados que fugiram de lá entre 1948 e 1989 eram todos ricos, e já agora os Nortes Coreanos não saiem do país deles é porque não querem, e ninguém pode lá viajar livremente ao risco de os “contaminar”.

    – E finalemente há aqueles que desviam a questão dizendo “ah mas e o capitalismo matou quantas pessoas por lhes negar alimentação, saúde ?”. Pois e as vítimas das experimentações nucleares do Cazaquistão começaram a se sentir mal só a partir de 1989, a fome na Ucrânia foi um mito, o Mar de Aral só perdeu água depois de 1991, a indústria pesada soviética nunca estragou a saúde de ninguém tal como Tchernobyl etc.

    Eu falei várias vezes do “Livro negro do capitalismo”, que como haverão de ter percebido saiu em reacção ao “Livro negro do comunismo”, e pode dizer-se que é reacção no pior sentido da palavra porque os artistas que escreveram este sub panfleto contam, como disse em cima, que os crimes do capitalismo incluiem as duas Guerras Mundiais, a Coreia, o Vietname, o colonialismo, as repressões do fascismo, do nazismo. Mas também a escravidão, as repressões contra as greves e os sindicatos, os imigrantes mortos (e pelos vistos um acidente de trabalho para eles conta como crime do capitalismo), as repressões raciais nos EUA, o sionismo, a publicidade, os banqueiros suíços etc. Enfim a lista é longa podem ver por vós próprios.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Livro_Negro_do_Capitalismo

    O quê é curioso é todo o frenesim que houve à volta do “Livro Negro do Comunismo”, onde os defensores do comunismo tentaram descredibilizar o conjunto da obra contestando detalhes, mas já ninguém ou quase se lembrou de criticar esta farsa que foi o “Livro Negro do capitalismo”. Bom como este último nem sequer chega à categória de pasquim é normal que não receba críticas.

  38. AA

    É preciso ver que a comunalhada chama “capitalismo” a tudo o que não envolva confisco violento de toda propriedade privada, e escravização de todos os indivíduos aos desígnios do Colectivo, conforme determinados por uma aristocracia de partido único. E daí que chamem “capitalismo” aos colegas nacional-socialistas, e fascistas, e ditadores vários, e por aí fora incluindo todas as patologias do estatismo não-comunista.

  39. Guillaume Tell

    É normal que digam isso tudo. Afinal de conta já ouvi dizer várias vezes que “o comunismo é um sistema perfeito, o problema são os homens”!

  40. Nunes

    Só um pequeno aparte: A questão do ferro chinês não é uma questão comunista ou capitalista, foi uma opção política por uma industrialização forçada e rápida. Tem mais a ver com dinâmicas geoestratégicas do que com ideologias. Seja como for, o número de mortos, é grandemente exagerado, tanto de um lado como do outro…

  41. realizações do comunismo pelo mundo
    1)estupro de 5.000.000 de mulheres pelos comunistas
    2)assassinato de 100.000.000 de pessoas pelos comunistas
    só isso é o suficiente para mostrar que comunismo não presta

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.