Coisas Que Me Deixam Irritado Logo Pela Manhã

Segundo o Jornal de Negócios, o governo está a preparar legislação para que telemóveis, tablets e aparelhos de gravação passem a pagar taxa por direitos de autor de acordo com a sua capacidade de armazenágem.

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21 thoughts on “Coisas Que Me Deixam Irritado Logo Pela Manhã

  1. Ricardo C.

    Eu gostava de saber para quem vai o produto dessa extorsão, pois eu sou autor e não me parece que venha a ganhar nada com isso. Aliás, quando publico material meu na internet é porque não me importo que o copiem, pois essa é a regra desde o início. Contrariar esta regra implica abrir mais uma “Caixa de Pandora”, desta vez de contornos que irão, a prazo, mexer com a nossa liberdade.

    Aliás, conhecendo bem o espírito corporativista implantado no nosso país, apostaria antes que se trata de uma medida para beneficiar apenas alguns grupos económicos e associações de autores.

  2. PT

    Voltámos à PL118. Já começa a ser cansativo que cada governo socialista que sobe ao poder tente implementar isto…

  3. Pedro

    O objecto desta notícia é fantástico… Se esta proBosta (o B é de propósito) avançar todo e qualquer detentor de telemóvel ou de qualquer meio de armazenamento que permita a gravação e que seja taxado deve exigir à SPA (ou quem gere os direitos de autor) a sua parte correspondente em direitos de autor…

  4. AA

    era “interessante” que as gravações por particulares também recebessem o seu quinhão da pilhagem, mas “infelizmente” é preciso um pouco mais do que carregar no rec para pertencer à elite parasita

  5. Luís Lavoura

    O meu filho tem no telemóvel dele uma memória suplementar cheia de músicas que passa o tempo todo a ouvir.
    Não sei se as músicas foram pirateadas ou não, suspeito que sim.
    O que quero dizer é que as memórias de telemóveis servem, em boa parte, precisamente para isso – para fazer tráfico de músicas pirateadas.

  6. ruicarmo

    Acho estimulante saber que o filho do Luís Lavoura tem um telemóvel. E logo um que tem memória suplementar, repleta de músicas. E que a criança passa o tempo todo a ouvi-las. Ultrapassa o reconfortante a sua suspeita de pirataria e até de tráfico.

  7. Manuel Costa Guimarães

    Caro Luis Lavoura,

    Explique-nos lá o que é que essa memória suplementar tem que ver com taxas? Se alguém achar que o seu filho anda a “traficar” música, não é com taxas que lá vai, é com um processo-crime. E não, essas memórias servem especialmente para aplicações.

    A SPA tem é um lobby muito forte e está a ver se passa este género de leizeca de ladrão sem ninguém dar por ela, mas passando, só vão aumentar a compra de memória em Espanha.

  8. A. Dias Diogo

    Senhores
    denunciado publicamente de um ilícito pelo próprio pai. Ao que chegámos! Isto apenas tem paralelo na China comunista e com o J. Stalin.

  9. antonio jorge

    A SPA é uma máfia! Eu organizei um festival de musica e tive que pagar direitos de musica à SPA, mesmo passando artistas que não eram protegidos pela SPA. Aliás tive que pagar direitos correspondentes ao número de lugares que o anfiteatro levava (que foi alugado sem nenhuma ajuda estatal!) mesmo no final apenas ter preenchido um terço da lotação. A SPA é uma organização criminosa que pede playlists aos djs, que faz bullyng e que ameaça as pessoas por telefone! Eu sei porque fui ameaçado por pessoas dessa organização! Pessoas que nunca escreveram uma música na sua vida e recebem dinheiro (muito mais do que muitos artistas esforçados) de direitos de autor! Acordem! Isso são tudo umas sanguessugas! Eles não protegem a música! Eles roubam e dão aos amigos e a artistas foleiros e parolos que se fartam de aparecer nas tvs! Já soube de festivais, de festas e de noites que fecharam graças a esses pidescos! Eles não são pela cultura eles são pela roubalheira e pela monopolização da máfia dos cançoneiros de

  10. “O que quero dizer é que as memórias de telemóveis servem, em boa parte, precisamente para isso – para fazer tráfico de músicas pirateadas.”

    Esta lei não pretende compensar a pirataria, mas sim a cópia privada.

    Adicionalmente, quando se compra música no iTunes, por exemplo, no contrato já está incluída a possibilidade de usar as músicas em vários dispositivos (embora em número limitado), e de fazer várias gravações em CD. (Ou seja, o preço/serviço já inclui a possibilidade de cópia privada.)

    Por último, espero que não defenda que os produtos que possam ser usados para cometer ilegalidades passem todos a pagar taxas para compensar tais ilegalidades.

  11. lucklucky

    O social fascismo do PSD+CDS.
    E è deixar de comprar coisa alguma de “artistas” tugas e deixar de ir a festivais. Já conheço alguns que o vão deixar de fazer.

  12. Ricardo Cerqueira

    As armas servem para matar, mas também para concorrer em modalidades olimpicas. Depende do uso que lhes dão.

    Se os telemóveis têm memória e capacidade de armazenamento, não quer dizer que isso seja para piratear coisa nenhuma. Aliás, eu tenho uma memória acrescida no meu telemóvel, apenas para armazenas as fotos que EU faço.

    Será que, por ter fotos de minha autoria no meu telemóvel que, percebo agora, possui uma capacidade de memória “potencialmente criminosa”, posso pedir o meu quinhão do saque à SPA?

  13. Syme

    #7: já conhecíamos os tristes casos de filhos que denunciavam os pais ao partido e à polícia comunista, na URSS.

    Agora, no Portugal sociallsta de 2013 e enquanto não é criada a PIDA –Prevenção de Infracções aos Direitos de Autor– o Sr. Lavoura decidiu adiantar serviço e denunciou publicamente o seu filho por “suspeitas de pirataria”.

    É enviá-lo quanto antes para o Campo Canavilhas, para reeducação na correcta interpretação dos direitos e deveres de cada um na sociedade.

    Não há campo de reeducação? Ora essa, crie-se: é mais uma excelente oportunidade para o “investimento público” mostrar os seus maravilhosos efeitos multiplicadores, ao serviço da educação socialista, do progresso e do crescimento.

  14. Luís Lavoura

    O meu comentário #7 apenas pretendia mostrar que as memórias de telemóvel de facto servem, em muitos casos, tal e qual como outras memórias, para violar direitos de autor. Portanto, não há razão para que essas memórias em particular sejam excluídas do âmbito desta lei. Ou se faz a lei incluindo essas memórias, ou então nem vale a pena fazer a lei.

  15. Syme

    “Ou se faz a lei incluindo essas memórias, ou então nem vale a pena fazer a lei.”

    Para não repetir observações que já lhe foram dirigidas (cf. os comentários 13 e 16), o Sr. não entende que o seu comentário ilustra perfeitamente as implicações absurdas da intenção legisladora; ou seja: que nessa sua disjunção lógica, a escolha do que fazer não é propriamente difícil?

    Não me parece que seja sequer uma questão ideológica: é preciso uma enorme falta de inteligência para se pensar em propostas destas, e o que o devia preocupar é o facto de elas estarem a ser consideradas do ponto de vista das políticas públicas, não é a utilização que o seu filho dá à memória do telemóvel.

  16. ruicarmo

    Para valer a pena fazer a lei proponho uma taxa proporcional em função da capacidade de memorização do cérebro humano. O estado deve o quanto antes de dar início aos estudos que possam igualmente taxar as aves capazes de memorizarem sons.

  17. ricardo saramago

    Enquanto a carneirada se deixar tosquiar sem espernear não vão faltar espertalhões de tesoura em punho.
    Quando acabar o cabelo vai o coiro.

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