Integração europeia

kafka

São muitas vozes que se levantam na Europa contra os paraísos fiscais, as Zonas Francas e outro tipo de territórios que permitem a pessoas e empresas baixar a factura fiscal. Nesse sentido fiz um exercício que considera que esses territórios deviam ser expulsos da União Europeia e/ou sujeitos a sanções.

 

 

  1. Reino Unido – não se percebe a preocupação com as Falkland/Malvinas ao mesmo tempo que permitem que em território britânico existam paraísos fiscais como Gibraltar ou a Ilhas do canal. Expulsão;
  2. Holanda – o regime fiscal holandês configura concorrência fiscal desleal como demonstra o regime de tributação das SGPS que levou tantas portuguesas a saírem de Portugal e sedearem-se em Amsterdão. O Porto de Roterdão devia ser investigado. Expulsão;
  3. Itália – a República de San Marino é um paraíso fiscal e é inadmissível que os Governos italianos não façam nada para a anexar. Expulsão;
  4. Espanha – o Porto de Vigo é um  Porto franco e mais uma razão a somar à presença de Andorra que ajuda a que Espanha tenha vantagens fiscais sobre o resto da Europa. Expulsão;
  5. Áustria e Alemanha – o Liechenstein é um bode expiatório que na realidade serve os interesses do capital alemão e austríaco. A sua existência põe em risco a solidariedade europeia. Expulsos, os dois;
  6. Luxemburgo – Quase não são precisas palavras. O paraíso fiscal por excelência no coração da Europa. Expulsão;
  7. França – O que dizer do Mónaco? E da Córsega? Expulsão.
  8. Bélgica – depois do Depardieu e outros, o Bernard Arnault, CEO da LVHM o maior grupo de marcas de luxo do Mundo, também mudou a residência fiscal para a Bélgica o que demonstra a concorrência fiscal desleal desta última. Expulsa;
  9. Irlanda – com dois escalões de IRS e uma das corporate tax mais baixas da UE faz óbvia concorrência fiscal desleal. Expulsão;
  10. Países de Leste – apesar de grande variação (de flat taxes a IRCs zero) os países de Leste entretêm-se em criar sistemas fiscais competitivos que atraem investimento prejudicando o resto da União Europeia. Tudo expulso.
  11. Dinamarca – ao facilitar despedimentos, com um IRC abaixo da média da UE e tendo um sistema fiscal em que por exemplo os dividendos não são taxados, ou os prejuízos das empresas não têm tempo limite para ser amortizados, a Dinamarca prejudica a Construção Europeia. Expulsão;
  12. Suécia – entre muitas outras coisas os dividendos recebidos por sócio gerentes de empresas estão isentos de impostos. Óbvia infracção da solidariedade fiscal europeia. Expulsão;
  13. Finlândia – o caso finlandês é mais complicado mas pelo sim pelo não expulsa-se também.

Resta aplicar sanções económicas à Suíça pela União Europeia constituída por Portugal e Grécia, os únicos que não têm nada que lhes possa ser apontado no sentido de fazerem concorrência fiscal (leal ou desleal) ao resto da….wait. Pra onde é que foram?

 

4 pensamentos sobre “Integração europeia

  1. Euro2cent

    Esta gaita, posta em ingles e injectada no sitio certo (vá-se lá saber qual é), dava a volta às internetes em oito dias. Daqui a duas semanas estava a chegar ao Espesso e à Bijão …

  2. LDR

    A Suiça já devia estar na lista negra dos países associados à lavagem de dinheiro e com medidas severas devido à fuga de capitais a cobro do segredo bancário que vigora por aquelas terras. A Polícia Alemã anda a comprar CD’s a trabalhadores dos bancos suiços para apanhar as lavagens (cá isso seria ilegal).

    Ao mesmo tempo, a Suiça é protegida pela Alemanha pois a Alemanha é´a principal beneficiária da riqueza acumulada na Suiça (fruto de grandes lavagens de dinheiro no mundo ocidental).

    Qual a percentagem de dinheiro que entra na Suiça que pode ser considerado suja? Subornos, tráfico de influências, tráfico de droga, corrupção, etc etc… Depois há o dinheiro da fuga aos impostos ilícito, ou seja, apesar de viverem no país onde a taxa de esforço fiscal é enorme, arranjam forma de escapar. Por que é que não mudam de residência fiscal em vez de fugirem ao fisco? Para um desses paraísos, por exemplo…

    Sou a favor da concorrência fiscal entre países, até porque é a única forma de se reduzir o peso do estado/dívida. A questão é que se há regras é para serem cumpridas.

    Além desses paraísos todos, onde qualquer europeu pode meter o dinheiro (desde que tenha suficiente) a Europa ainda trata bem um país de seu nome Suiça, que tem como principal fonte de riqueza lavar dinheiro do ocidente.

  3. As ilhas do canal não são território do Reino Unido (nem da UE).
    A república de São Marinho é um estado independente.
    Andorra não pertence a Espanha. É um estadoi independente com dois co-principes, o Bispo de Urgel e o Presidente de França.
    O Liechtenstein também é um estado independente. Creio que é da EEA mas não é da UE.
    Mónaco também.

  4. LDR escreveu:

    “Suiça, que tem como principal fonte de riqueza lavar dinheiro do ociden”

    Falso, a Suiça é, juntamente com o Japão o país do Mundo com maior produção industrial per-capita.

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