“Idosos devem se apressar e morrer”

Solução do Ministro das Finanças Japonês para o problema da Seg. Social.

Ainda bem que “Após repercussão, Taro Aso disse que falou apenas do seu desejo pessoal.”
Ah bom, ainda bem que não é a posição oficial do governo. Isso deve resolver a gaffe…

Por agora rio-me deste estatista. Mas aqui em Portugal, ou acabam com as reformas estatais enquanto é tempo, ou dentro de algum tempo ainda vou ouvir isto da boca de algum estatista Português. E se eu tiver azar e for um de esquerda, ainda vou ler muito imprensa publicada a achar isso normal!

PS: No meu artigo de ontem, nos comentários o Rui Carmo respondeu ao comentador “Comunista” com a seguinte frase: “Só um comuna para dizer que o liberalismo é responsável por aquilo que resulta da prática dos seus ideais.” O comentador “Comunista” entendeu isso como uma “defesa” do ministro. Que disparate.  O Rui referia apenas o óbvio: o comentador estava a tentar imputar ao liberalismo uma frase que claramente resulta do ideário socialista. O estado tudo deve decidir, do nascimento à morte do indivíduo dificilmente pode ser colado como “liberal”, mesmo que tenha sido dito por um estatista que, entre estatistas, é considerado menos socialista/mais liberal – o que de acordo com estas declarações claramente não é o caso. Um liberal teria dito: este assunto não é nada a haver com o estado, os fundos em causa dão prejuízo porque não há incentivos à sua eficiência, a solução é privatizar. O que convenhamos é diferente de pretender a morte prematura das pessoas.

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37 pensamentos sobre ““Idosos devem se apressar e morrer”

  1. paam

    Só uma nota. A palavra estatista não é a melhor para definir alguém averso a alterações.

    estatista
    (alteração de estatística)
    adj. 2 g. s. 2 g.
    Que ou quem se ocupa de trabalhos estatísticos ou é especialista em estatística. = ESTATÍSTICO

  2. Alguém avesso a alterações é um conservador.
    Alguém que defende o poder do Estado é um estatista.
    Não confundir com estadista, que tem outro significado.
    Note-se que a relação destes temas com estatística é 0 (inexistente, com 100% de confiança!)

  3. DavC

    Um estatista defende a morte prematura dos idosos, um “não-estatista” defende que o estado não deve fazer nada para que eles continuem vivos se não tiverem capacidade financeira para pagar cuidados de saúde, alimentação, etc. A diferença é…?

  4. paam

    “Alguém que defende o poder do Estado é um estatista.”

    Errado. Um estatista é alguém “que se ocupa de trabalhos estatísticos ou é especialista em estatística”.

    Não inventem significados novos para as palavras. Torna qualquer discussão impossível. E além disso, os estatistas podem sentir-se ofendidos.

  5. Lobo Ibérico

    @DavC,

    “Um estatista defende a morte prematura dos idosos, um “não-estatista” defende que o estado não deve fazer nada para que eles continuem vivos se não tiverem capacidade financeira para pagar cuidados de saúde, alimentação, etc. A diferença é…?”

    O DavC não faria nada para que os seus familiares, amigos ou vizinhos mais chegados continuem vivos se não tiverem capacidade financeira para pagar cuidados de saúde, alimentação, etc?

    Se não tivesse de trabalhar quase meio ano para subsidiar intermediários na atribuição desse apoio, não teria dinheiro/tempo para fazê-lo directamente, de forma realmente altruísta e directa? Ou prefere passar um cheque em branco ao mediador e fica com a consciência tranquila?

  6. fernandojmferreira

    Lobo Iberico,
    O DavC prefere um sistema em que todos sao “governados” pela mao “bondosa” dos politicos, mesmo os que se portam mal.
    Para eles, receber dinheiro que nao lhes pertence torna-se um “direito”, se for entregue por um sistema sem cara e sem corpo a que chamam “estado social”.
    Para eles, e’ uma ofensa viver da caridade alheia. Ja nao e’ ofensa viver da “caridade” forcada.
    Nao da para entender.

  7. DavC

    O DavC prefere um sistema em que a sociedade não deixa as pessoas à sua própria sorte, que cuida dos mais fracos. Porque vive num mundo que não se divide entre os ricos que se portam bem e os pobres que se portam mal, é mais complicado que isso. Quem aqui vive num mundo à parte não é o DavC, quem perfilha ideologias fanáticas e marginais não é o DavC.

    O Lobo Ibérico e o Fernando Ferreira preferem um sistema em que as pessoas que não têm acesso à caridade voluntária morrem à fome ou sem cuidados de saúde. Vive num sistema em que os que têm menos sorte (aliás, não há sorte, é sempre mérito, não é?) devem depender do altruísmo alheio, e se se armarem em parvos e tiverem umas opiniões mais estranhas aos seus bem-feitores lá se vai a caridade, que é para não se armarem em espertos!

  8. fernandojmferreira

    O DavC prefere passar um cheque em branco aos politicos e passar a viver de consciencia tranquila. O DavC nao quer lidar ele mesmo com os problemas dos outros, prefere que os politicos lidem.
    “Como pode este idoso morrer em casa sozinho?” Pergunta o DavC: “Nao ha uma assistente social funcionaria do sistema que devia ter “sinalizado” este idoso?” Indigna-se o DavC. “O problema sao a falta de recursos”, respondes os politicos. “Se vos, poveco, nos derem MAIS DINHEIRO E MAIS PODER, entao sim, vamos resolver todos os problemas sociais, sentadinhos nos nossos gabinetes ministeriais”.
    O DavC nem pensa que que o rendimento da maquina “estado social” esta calculada em 30%, no maximo. O DavC nem se chateia que 70% do que ele desconta nao sao para “ajudar os pobres, os desprotegidos e os esfomeados”, sao para governar a “maquina”, o “sistema”.
    O DavC acha que todos os seres humanos sao malignos. Acha que um ser humano nao consegue ser caridoso para com outro e por isso e’ preciso haver uma maquina coerciva para obrigar uns a serem “solidarios” com outros. Quem manda nessa maquina sao igualmente seres humanos, os mesmos que o DavC considera malignos.
    Pergunto-me se o DavC ja alguma vez deu do seu tempo e dinheiro, voluntariamente, aos outros. Se deu, entao o DavC experimentou a verdadeira solidariedade: dar um pouco de algo que e’ VERDADEIRAMENTE seu. Nao e’ o caso do estado social, que “da'” apenas o que roubou a outros, sob ameaca.

  9. DavC

    Sim, de facto, com base na caricatura idiota que faz do mundo, tem razão. Não se canse muito comigo que eu já conheço esse argumentos todos de ginjeira. No fim ninguém me convenceu que o que defendem não é um sistema em que quem não tem dinheiro para pagar está tramado. E sim, prefiro uma democracia com todos os seus defeitos a isso.

  10. fernandojmferreira

    Voce tem direito a preferir o que quiser para a SUA vida. Nao lhe aflige o facto que esta a preferir coisas para a vida dos OUTROS?
    A pergunta e’ apenas rectorica, pois ja sei a resposta: “Nao, nao me aflige que o sistema que defendo FORCE pessoas a entregarem aos politicos (grande) parte dos frutos do seu esforco e trabalho”

  11. Comunista

    Fosga-se. O homem é ministro da economia de um governo de direita, do partido liberal, e agora os comunistas é que são imputados. Nunca um título de um post do Insurgente serviu tão bem para uma tese de um insurgentista: “Isto está a ficar ridículo…”

    Na verdade nem é bem assim: já não é que esteja a ficar ridículo – já ficou.

  12. fernandojmferreira

    E porque a maioria das pessoas deste estado (nao confundir com sociedade) acha determinada coisa, essa coisa tem de, necessariamente, estar certa?
    Houve um tempo que a maioria achava que os negros nao deviam ser livres pois, coitados, nao saberiam cuidar de si mesmos;
    Houve um tempo em que a maioria achava que as mulheres nao deviam sequer votar pois, coitadas, nao tem capacidade de decisao;
    Houve um tempo que a maioria pensava que o mundo era chato e estava no centro do universo;
    Houve um tempo em que a maioria achava que os judeus deviam ser exterminados.
    Pode haver um dia em que a maioria ache que o DavC esta ca a mais.

    Nao, meu caro amigo, DavC, nao e’ se nao gostar, tenho bom remedio. E’ mais se nao gostar tenho de continuar a mamar com tal sistema, pois nao ha fuga possivel. Mas isso nao incomoda a maioria. O pais nao e’ meu. O pais e’ da maioria.

  13. lucklucky

    O DavC é que é o fanático. É o DavC que quer obrigar todos os outros , mesmo os que não concordam a seguir a ideia do DavC. Que é a única correcta. Diz.nos o DavC.

  14. lucklucky

    É claro que é especialmente conveniente ao Estado Japonês que os velhos morram depressa porque assim aqueles que não têm herdeiros – não conheço a lei das heranças no Japão – já não podem reclamar da enorme Dívida Publica do Governo Japonês que foi vendida no essencial ao Povo Japonês.

    Ao cuidado do Povo Português a partir do momento em que compram Dívida Publica Portuguesa o Estado Português passa a estar especialmente interessado na vossa morte.

  15. باز راس الوهابية وفتواه في جواز الصمعولة اليهود. اار الازعيم .

    a eutanásia é um hábito grego
    e se espartano é grego macedónio ou trácio ou nez percés não é grego não

    japonês tem pirâmide invertida há 40 anos
    não há estado social que resista

  16. DavC

    Eu não digo que é a correcta. Digo que vocês implicitamente condenam pessoas a morrer por falta de alimentos e cuidados médicos. Eu não obrigo ninguém a seguir a minha ideia, mas se vivem nesta sociedade cumprem as regras, não é assim que funciona?

  17. باز راس الوهابية وفتواه في جواز الصمعولة اليهود. اار الازعيم .

    e só os certificados de aforro prescrevem para o fundo de regularização de dívida se não reclamados em 5 anos…os da série A e B
    os da série C são creditados na conta bancária 10 anos depois de subscritos

  18. fernandojmferreira

    Em que te baseias para concluir que pessoas morreriam por falta de alimentos e cuidados medicos? Vivo num pais onde existe estado social. No entanto, todos os anos, cidados comuns doam bilioes de dolares para as mais variadas causas. E isto APESAR do estado social. Depois do estado tirar o seu (grande) quinhao, o cidadao comum ainda consegue doar para as mais variadas instituicoes. Quantos mais bilioes nao dariam, se ficassem com o que e’ seu?
    DavC, antes de julgares os outros, tentando adivinhar quem ajudaria os “pobrezinhos e os desprotegidos”, caso nao existisse a mama estado, faz um julgamento INDIVIDUAL primeiro. Pensa assim:
    “Caso nao houvesse estado social, o que e’ que EU FARIA para ajudar os pobres e os desprotegidos?” Provavelmente respoderias: “Eu poderia fazer muitas coisas: Poderia doar uma percentagem do que ganho para esta ou aquela instituicao ou poderia voluntariar-me e ajudar directamente.” Agora pensa que, tal como tu respondeste assim a tua propria pergunta, MUITOS OUTROS responderiam da mesma maneira. OS pobres nao morreriam de fome porque tu poderias partilhar a tua sandocha com um deles; os doentes nao morreriam sem cuidados de saude porque haveria alguem que o impediria DANDO ALGO de seu. Isso e’ que e’ a verdadeira solidariedade humana.

  19. DavC

    Não é preciso imaginar isso, basta andar uns anos para trás em Portugal e ver o que é um país em que a “rede de segurança” proporcionada pelo Estado é substancialmente inferior. Era bom, não era?

  20. Paulo Roxo

    A questão de fundo tem pertinência e deve ser discutida pausadamente e sem preconceito, até porque cada euro gasto na tua/minha saúde saí da ‘vida de terceiros’. Percebo que a coisa posta em modos cruelmente relativos à moda Samurai, num plano simples ‘viver vs não morrer’, é um bocado bruta para o soft mundo ocidental habituado ao Estado Social ‘montado’ em hiper-dívidas que nos roubam saúde e bem-estar a cada minuto.

  21. fernandojmferreira

    E agora, e’ bom?
    Porque e’ que, apesar dos bilioes que se gastam no estado social, ainda ha tantos pobres e tantos sem assistencia medica?
    Sera preciso os politicos pilharem ainda mais da riqueza produzida? Se for esse o caso, a riqueza produzida vai sendo cada vez mais pequena.
    E’ o problema do xuxalismo. E’ como uma cobra que, para sobreviver, tem de comer a propria cauda, ate ao dia em que ja nao ha mais cauda.

  22. fernandojmferreira

    Depende de melhor para quem. No colectivismo coercivo, para alguem ficar “melhor” ha, necessariamente, alguem que fica pior.
    E mesmo assumindo que agora e’, “melhor”, de que serve esse melhor se continua mau?
    Estar enterrado na merda ate ao pescoco e’ melhor do que estar enterrado na merda ate ao queixo; No entanto, continua-se enterrado na merda.

  23. Lobo Ibérico

    Caro DavC,

    não sei de onde retirou a conclusão de que eu e o Fernando Ferreira defendemos um sistema que deixa cada um à sua sorte. Quero acreditar que está mal informado (ou nós não somos eficazes na comunicação).

    Pelo contrário, é por termos valores morais bem assentes que somos voluntaristas — nunca forçaremos outrém a assumir responsabilidades que são nossas, sob coacção de terceiros. A regra de ouro é “trata os outros como desejas ser tratado”. É do nosso próprio interesse dar o melhor de nós aos que nos rodeiam. Esse é o verdadeiro elo de união entre pessoas — solidariedade com um rosto.

  24. fernandojmferreira

    Lobo Iberico,
    O DavC nao confia na solidariedade do ser humano comum. Dar aos outros o que e’ seu, seja tempo ou bens e seervicos, nao existe no dicionario do amigo DavC. Os seres humanos sao todos maus e egoistas. Assim sendo, para resolver o problema da maldade e do egoismo dos quais os seres humanos padecem, o DavC acha que a deve, entao, a maioria, eleger um governo CONSTITUIDO PELOS MESMOS HUMANOS MALDOSOS E EGOISTAS, esses sim, verdadeira madres Teresas do desprendimento. Uns verdadeiros maus largas, sempre prontos a “ajudar” o proximo com o dinheiro dos outros. Realmente nao da para entender.

  25. DavC,

    Os direitos económicos dos encostados são deveres económicos dos confiscados.

    De qualquer forma, o estertor do sistema de pensões é o colapso em si mesmo após tentar confiscar e taxar tudo o que mexe. Em estreia num país perto de si.

  26. Fernando,

    Estamos na 3ª geração de encostados, e a entrar na 2ª geração de rendimento mínimo (agora RSI). Como o Japão. Estamos em contração populacional. Como o Japão. Logo, plena razão tem o Fernando.

    Seguindo pela mesma estrada até ao seu fim nunca se chega a destinos diferentes, qualquer que seja o ponto de partida.

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