Preparem-se

Ainda não conheço em detalhe as propostas do FMI para redução da despesa pública? mas do que conheço não posso dizer que me surpreendam (embora preferisse nalguns casos outro tipo de soluções). Estavam à espero que fosse fácil? Desenganem-se. Só espero é que o governo não faça o habitual recuo estratégico e tenha força para levar a reforma até ao fim. Podia dizer também que espero que todos aqueles que se queixaram do “brutal” aumento de impostos apoiem os cortes na depesa mas não espero coerência em certas pessoas.

41 pensamentos sobre “Preparem-se

  1. paam

    “Preparem-se”

    Para o tsunami de indignados:

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    Eu não gostava de estar no lugar do primeiro ministro.

  2. Fábio

    Eu quero é ver a reacção dos que aplaudiram e citaram repetidamente o FMI quando alertou para os efeitos negativos da austeridade. Ou esta semana o FMI já não é sensato e imparcial?

  3. MP

    a maneira como o conjunto de rapazes e raparigas que escreve neste blogue pula de alegria com o empobrecimento do país e a miséria de milhões de pessoas é absolutamente escandalosa.

    mas não deixa de ser também interessante verificar que o melhor trunfo que conseguem apresentar para defender os vossos posicionamentos ideológicos seja precisamente a falência da sua aplicação…

  4. MP,
    Claramente não entendeu: tomáramos nós que o país melhorasse, pois vivemos nele. Só avisámos – repetidamente – é que assim não vamos lá. Ou o sector não-competitivo deixa de extorquir dinheiro ao sector competitivo ou o país não tem solução. E isto não é “pular de alegria” com o empobrecimento do país, é apenas dizer o óbvio…

  5. Carlos

    Caro Ricardo Campelo Magalhães,

    O que os escritores deste blog deveriam já ter entendido é que alguns portugueses, aqueles que não têm reformas duplas e triplas ou subvenções vitalícias por exercício de cargos públicos durante alguns anos, aqueles que não podem fugir aos impostos e colocar o dinheiro em paraísos fiscais, esses, os verdadeiros portugueses, funcionários do público e do privado, não só têm de suportar o enorme aumento de impostos como o corte nas contribuições sociais do Estado.

    Ou seja, pagam de um modo e pagam do outro. Para que outros possam acumular as reformas duplas e triplas, para que outros possam acumular subvenções vitalícias, para que outros possam fugir aos impostos e colocar os seus rendimentos em paraísos fiscais, enfim… Alguns portugueses pagam de um lado e pagam do outro.

    Ou alguém duvida neste blog que o aumento das taxas moderadoras e despedimento de professores no ensino público vai prejudicar, acima de tudo, os que menos podem e menos rendimento têm?

    Ou alguém, por manifesta desonestidade intelectual consegue contradizer quando eu digo que, quem tem dinheiro, tem os seus filhos a estudar no ensino privado e não recorre ao serviço nacional de saúde?

  6. Miguel Noronha

    Por mais escandalosas que sejam algumas subvenções e reformas a origem das nossas dificuldades é manutenção do estado social per si.

    Os cortes na despesa (estes, pelo menos) fazem-se para poder reduzir de forma permanente a depesa pública e a carga fiscal.

  7. Miguel Noronha

    “Ou alguém, por manifesta desonestidade intelectual consegue contradizer quando eu digo que, quem tem dinheiro, tem os seus filhos a estudar no ensino privado e não recorre ao serviço nacional de saúde?”

    Lamento desapontá-lo mas mesmo que não recorram a eles, os contribuintes continuam a pagar todos os serviços do estado. Quem paga colégios e a sistemas de saúde privados incorre num custo duplicado.

  8. Samuel

    Assim se vê a vossa hipocrisia, o cidadão comum vai começar a ter dificuldades para comer e vocês aplaudem. é isto a vossa definiçao de liberdade: desde que esteja escrito que tudo se pode fazer, “somos livres”: uma máscara para esconderem o vosso ódio ao povo. Liberdades formais isoladas não são nada. E não, escusam de ir ler o Marx, basta o Amartya Sen.
    O dia em que vocês perderão a hegemonia ideologica há-de chegar. Já esteve mais longe.

  9. Miguel Noronha

    “uma máscara para esconderem o vosso ódio ao povo´
    Foi para isso que os liberais inventaram os gulags. É mais que sabido.

  10. lucklucky

    “o cidadão comum vai começar a ter dificuldades para comer e vocês aplaudem.”

    Analfabeto ignorante você tem a honra de ter ajudado a criar este país soci@lista com estes lindos resultados e ainda tem a lata de acusar os outros que o não são?
    O teu Estado que não pára de crescer e você ainda tem a lata de criticar quem está contra?

    Ódio ao povo tens tu pois não queres ninguém livre para proteger sindicatos e preservar a plantação eleitoral dos escravos. Votos que compras com impostos. Dos outros.

    A tua ideologia só prospera com o mal, a pobreza. Os dependentes que o teu estado cria no ensino marxista são mais fáceis de comprar não é?

  11. Samuel

    Não, Noronha, veja lá que sou anti-estalinista. Há liberais “a sério”, com os quais não concordo e que acho que devido a sua visão utópica das coisas se chegassem ao poder não iria dar bom resultado; mas são sinceros: chamo-os anarquistas porque querem uma sociedade livre de todas as estruturas de poder sem antes disso a mudar. Eu também quero uma sociedade livre, mas para tal a sociedade tem de mudar, e não se muda por decreto. Não se muda também “instruindo-as” como na URSS, mas sim dando-lhes a conhecer um diverso espectro de ideas ao mesmo tempo que condições de vida adequadas. Depois, há os falsos liberais, nos quais vos enquadro.
    Quanto ao lucklucky: não tenho hábito de debater com idiotas, por razões de tempo.

  12. Miguel Noronha

    “Não, Noronha, veja lá que sou anti-estalinista”
    Não se exalte que eu não o acusei de ser comunista.

    “mas para tal a sociedade tem de mudar, e não se muda por decreto”
    Tal como impor a solidariedade coercivamente e por decreto. Concordo.

  13. paam

    “…dando-lhes a conhecer um diverso espectro de ideas ao mesmo tempo que condições de vida adequadas.”

    É muito bonito mas isso quer dizer exactamente o quê? Que as pessoas não têm conhecimento de um “variado espectro de ideias”? E como é que se providencia essas condições de vida adequadas? Por outras palavras, quem é que vai pagar isso?

    Ainda bem que sabe o que os “verdadeiro liberais” querem porque parece mistificar o seu discurso o melhor que pode.

  14. lucklucky

    “Quanto ao lucklucky: não tenho hábito de debater com idiotas, por razões de tempo.”

    Vindo de si é um elogio.
    Aliás o seu post seguinte demonstra bem o típico modus operandi da extrema esquerda. A fome é a menor das preocupações. O controlo sim é a maior.

    Pena que o resultado de 40 anos do Kremlin da 5 de Outubro “…dando-lhes a conhecer um diverso espectro de ideas ao mesmo tempo que condições de vida adequadas.” seja este…

  15. fernandojmferreira

    A nocao de ‘utopia’ e’ uma coisa engracada. Pode-se definir uma utopia como um “sistema ou plano que parece irrealizável”, segundo o dicionario. Algo que nao se consegue ver ou imaginar, merece o rotulo de utopico e deve ser descartado. O comentador Samuel encaixa bem neste estereotipo: acha que o anarquismo (mais uma vez, anarquismo quer dizer ausencia de lideres obrigatorios, nao quer dizer ausencia de lei e ordem) e’ uma ideia engracada, mas e’ completamente utopico. Ele nao consegue imaginar uma sociedade voluntarista.

    No entanto ele, com certeza, tambem nao consegue ver que a sua fe no colectivismo, essa ideia que tem de haver poder centralizado (os politicos) e iniciacao de forca, e’ completamente utopica. O colectivismo NAO CONSEGUE PRODUZIR o que promete: Uma sociedade ordeira, pacifica, justa e solidaria. Basta olhar para o mundo a nossa volta. Vivemos num mundo colectivista ha mais de 100 anos. Estamos muito longe de vivermos nessa sociedade prometida. Na realidade, o colectivismo em todas as suas formas (socialismo, comunismo, fascismo, social democracia) sao uma completa utopia.

    No entanto, continua-se a insistir no mesmo. “Sao precisas reformas”, gritam os politicos; “Para resolvermos os problemas da democracia, precisamos de MAIS democracia”, berram eles. E os rebanhos de pagadores de impostos aplaudem. Acham bem. E votam. E pagam mais impostos. Tudo para bem dos “mais desfavorecidos”. Nao entendem que, neste contexto, os “mais desfavorecidos” sao os politicos e os seus amigos.

    Fica a pergunta no ar. Quem sera mais utopico? Alguem que acredita que uma sociedade voluntarista seria mais justa e ordeira, sistema que nunca foi tentado, ou alguem que acredita no colectivismo coercivo e monopolista, sistema que governa o mundo ha mais de 100 anos e que produz os resultados que vemos hoje a nossa volta? Sistema que tem como imperativo de funcionamento a “boa fe”, o “sentido de estado” na gestao da “coisa publica” por parte de uma classe a que chamamos politica?

  16. Samuel

    “…dando-lhes a conhecer um diverso espectro de ideas ao mesmo tempo que condições de vida adequadas.”
    Parte 1) Educação. Exemplo: faculdades de economia a dar não só neo-liberais e Keynes, mas também Marx. (e isto independentemente da política escolhida: obviamente que há coisas que são mais e menos actuais, que se dê ênfases diferentes; mas se houvesse um país socialista eu queria continuar a ter contacto com as ideias de direita, privilégio – e digo isto sem ironia -, que as pessoas de direita nos círculos de economia não têm em relação às de esquerda)
    Parte 2) Exemplos: Nacionalização dos monopólios naturais; controlo da saída de capitais (respectiva saída do Euro, sim) de modo a poder aumentar a taxação do capital e reduzir a do trabalho, em particular os salários mais baixos; definir que as terras que não estão a ser utilizadas para produzir passem a ser trabalhadas; cortar nas parcerias público-privadas. Paralelamente, um governo de inspiração socialista devia tomar medidas para haver uma mudança de paradigma, como promover fiscalmente as empresas controladas pelos trabalhadores.
    E tenham um bom fim de tarde, vejam se não ficam como a deputada do PS com 2 e tal gramas de álcool no sangue, a comemorarem as medidas do FMI.

  17. Samuel

    fernandojmferreira, só um reparo em relação ao seu texto: de facto, usei mal o termo utopia, usei no sentido corrente, algo sem pernas para andar, simplesmente.
    Eu também sou utópico, sabe? Acredito numa sociedade sem donos, de plena liberdade: o Marx chama-lhe comunismo (sim, porque o socialismo, que ele defendeu que para a maior parte dos países deveria ser sob a forma de uma ditadura do proletariado, era o meio segundo ele de lá chegar), os liberais chamam-lhe uma sociedade completamente livre, chamem-lhe o que quiser. O que me separa dos liberais é achar como se chega lá. A minha crítica aos autores do blog: passeram-se por algo que não são.

  18. fernandojmferreira

    Samuel, uma sociedade completamente livre e’ uma sociedade anarquista, ou voluntarista, como lhe quiser chamar. Numa sociedade livre, nao existe coercao. Todas as relacoes entre as pessoas sao contratuais e voluntarias. Repare que numa sociedade livre, quaisquer duas ou mais pessoas sao livres de se associarem como quiserem. Se quiserem viver comunisticamente, estao a vontade. So nao estao a vontade de forcarem outros a aderirem ao seu modo de vida.
    Como e’ que o meu amigo mete o comunismo marxista ao barulho, quando fala de uma sociedade livre? O comunismo de Marx, o socialismo, o fascismo, todas as carradas de “ismos”, incluindo a democracia, sao formas de colectivismo coercivo, obrigatorio, violento. Logo, contrario a liberdade.

  19. Samuel

    fernandojmferreira, o que eu defendi é que para chegar a essa sociedade livre é necessário promover-se certas coisas: eu proponho por exemplo a promoção da produção colectiva.
    Marx defende o comunismo como uma situação onde não há estruturas de poder e, devido a isso e à tecnologia (máquinas, etc.) o homem está emancipado do trabalho. Se acha que ele disse isto só para ficar bem, ou por isto ou por aquilo, podemos discutir: mas em relação à descrição que faz do comunismo, é isto.

  20. Samuel

    Não se faça de desentendido: “fernandojmferreira, o que eu defendi é que para chegar a essa sociedade livre é necessário promover-se certas coisas: eu proponho por exemplo a promoção da produção colectiva.” Ou seja, para passar a essa sociedade livre, QUANDO AINDA NÃO SE LÁ ESTÁ, considero que é preciso certas coisas.

  21. Samuel

    vivendipt, isso é a velha questão da interdependência. Dois sistemas tão distintos não podem coexistir a uma escala alargada num mesmo país. Quando se chegar à questão da energia, água, poluição, ou seja, as coisas de natureza comunitária (no sentido que dizem respeito a todos), tem de haver algum deles que acaba por decidir.

  22. vivendipt

    Samuel,
    Deixe-se de levantar questão menores… Nos EUA tem comunidades de índios, mormons e amishs e eles auto-regulam-se e sobrevivem por si.
    Avante com o vosso projeto e tudo de bom desde que não me cobrem impostos para suportar os vossos ideais…

  23. DavC

    A ideia de que a Faculdade tem que dar as teorias todas é idiota, a faculdade, ou a universidade, tem que dar as ferramentas para que possamos compreender qualquer teoria. A biblioteca da faculdade tem o Marx, tem o Schumpeter, tem o Hayek e o Mises. Apesar de nas cadeiras teóricas não se falar deles, obviamente que se dão as teorias mais dominantes em termos de consenso cientifico, ensina-se o que é capital, trabalho, produção. etc. Isto é, quem está na Faculdade tem todas as condições para aprender sobre o Marx, mesmo que o professor não lho ensine. Na minha licenciatura até tive colegas que fizeram trabalhos sobre o seu amigo Sen, e lembro-me de um professor o recomendar aos alunos também.

    E eu nunca ouvi falar de neo-liberais (nem de liberais) na faculdade, só de neoclassicos, keynesianos, neo-keynesianos, monetaristas…isto de andar sempre a misturar a ideologia com a ciência não dá muito bom resultado…

  24. Samuel

    vivendipt, os EUA são os EUA. Nós somos uma nação mais pequena, os recursos não são ilimitados (nem lá, mas pronto).
    DavC: Claro, o “consenso cientifico” também era fundamental na URSS. E o Friedman não é neo-liberal? É o quê, comunista do sétimo dia?

  25. fernandojmferreira

    ” isso é a velha questão da interdependência. Dois sistemas tão distintos não podem coexistir a uma escala alargada num mesmo país.”

    Entao divida-se o pais. Tenham-se 2 paises. tenham-se 3, 4, 10, 20,100 paises. Porque razao, forcosamente, os algarvios tem de estar no mesmo pais que os minhotos? Dada a proximidade geografica, nao seria mais natural e provavel os minhotos relacionarem-se com os galegos (trocas comerciais, culturais, etc.) dos que com os algarvios? Porque nao os minhotos e os galegos formarem um pais, se o desejassem? E porque nao os minhotos do norte formarem um pais e os minhotos do sul formarem outro? Porque nao as cidades formarem um pais? Em ultima instancia, porque nao cada individuo ser o seu pais? Continuaria a ser do seu interesse cooperar com os outros, mas dada a sua soberania individual, ninguem o obrigaria a tal. So entao seria LIVRE.

  26. Lobo Ibérico

    @ Fernando

    “Samuel, uma sociedade completamente livre e’ uma sociedade anarquista, ou voluntarista, como lhe quiser chamar. Numa sociedade livre, nao existe coercao. Todas as relacoes entre as pessoas sao contratuais e voluntarias. Repare que numa sociedade livre, quaisquer duas ou mais pessoas sao livres de se associarem como quiserem. Se quiserem viver comunisticamente, estao a vontade. So nao estao a vontade de forcarem outros a aderirem ao seu modo de vida.
    Como e’ que o meu amigo mete o comunismo marxista ao barulho, quando fala de uma sociedade livre? O comunismo de Marx, o socialismo, o fascismo, todas as carradas de “ismos”, incluindo a democracia, sao formas de colectivismo coercivo, obrigatorio, violento. Logo, contrario a liberdade.”

    So much win!
    Todos os dias a Terra move-se sem darmos por ela — e a revolta sem sangue e sem armas já está em movimento.
    Saudações libertárias!

    * a ouvir ‘Viva la Vida’ dos Coldplay e a imaginar a bandeira amarela e negra ao vento / *

  27. vivendipt

    Porque nao as cidades formarem um pais? Em ultima instancia, porque nao cada individuo ser o seu pais? Continuaria a ser do seu interesse cooperar com os outros, mas dada a sua soberania individual, ninguem o obrigaria a tal. So entao seria LIVRE.

    Caro Fernando Ferreira, com a pesada e provavelmente impagável dívida dos estados, não devemos estranhar o aparecimento futuro de novas formas de organização através de regiões-estados, cidades-estados, secessão de estados (EUA), enfim tudo que sirva para fugir ao centralismo e à planificação central… O modelo de Hong-Kong, Macau, Singapura são ótimos exemplos do melhor do capitalismo…

    Saudações.

  28. DavC

    Samuel, o que o Friedman fez enquanto economista é válido ou não em economia por critérios científicos e não políticos. O facto de usar o seu conhecimento económico para suportar ou fundamentar a sua visão política do mundo já é outra coisa. Sim, Friedman era liberal, mas não foi por isso que a moderna TQM teve mais ou menos importância para a economia. E se alguma vez cursou economia há-de me dizer se perdeu assim tanto tempo com o Friedman. E o que perdeu não foi a avaliar o seu liberalismo, não há uma teoria económica liberal!

    E eu não sou assim tão bom de memória, mas não sei até que ponto na URSS havia liberdade para, por exemplo, entrar numa biblioteca e começar a ler autores que estivessem fora do “consenso cientifico”. Uma coisa é estar fora do programa, outra é estar fora da lei!

    Para além disso, quem teve história do pensamento económico deu Marx, com certeza. Aliás, dei Marx em mais que uma cadeira se bem me lembro, e a minha licenciatura é das novas! Portanto essa história de não haver liberdade é conversa, pelo menos no caso que conheço.

  29. Samuel

    DavC,
    A questão é que há um bocadinho estava a questionar que se desse neo-liberais, e Friedman era.
    Não tenho a certeza se na URSS se tinha livre acesso. Defendo que se deve promover (e não só permitir) diferentes abordagens.
    Actualmente já não há história do pensamento económico nas faculdades de economia portuguesas (corrijam-me se estiver enganado, mas creio que em todas). Não sei quando tirou o curso, de qualquer modo, mas acho que isto mudou com Bolonha (posso estar enganado). Ter história do pensamento era um começo, mas de qualquer modo uma cadeira em tantas seria insuficiente. Se por exemplo houvesse depois coisas como “interpretar as crises à luz das diferentes teorias” (com um nome mais pomposo) seria um grande avanço.

  30. Samuel

    Vocês são tão infantis. A sério, estão à espera que eu ponha mal uma vírgula para virem “estes comunas, estalinistas, xuxialistas, etc, etc, repugnantes vêm para aqui promover o maoísmo”. Tentem ter um debate, se não for pedir muito.
    “diferentes abordagens”
    Marx, Escola da Regulação (que não são sequer abordados), explicar melhor o que é Escola Austríaca, fora aqueles que já promovem. Isto é um exemplo, para o ensino a nível de faculdade da economia.

  31. Samuel

    Ah, li o quê? Quem? As faculdades públicas, que devem existir. As privadas, desde que respeitem critérios muito mínimos de qualidade de conteúdos (para mim fazer como nalguns estados dos EUA e ignorar o darwinismo é demais), o que lhes apeteça (claro que têm de deixar de receber os generosos subsídios que o Estado lhes dá, seja directamente seja aos alunos que lá andam).

  32. DavC

    Caro amigo,

    http://sigarra.up.pt/fep/pt/cur_geral.cur_planos_estudos_view?pv_plano_id=3469&pv_ano_lectivo=2012&pv_tipo_cur_sigla=L&pv_origem=CUR, aqui há pelo menos, nas outras confesso que não sei. Para além disso nos Seminários da licenciatura da FEP havia possibilidade de abordar as correntes heterodoxas.

    E se for ler o que eu disse, “E eu nunca ouvi falar de neo-liberais (nem de liberais) na faculdade, só de neoclassicos, keynesianos, neo-keynesianos, monetaristas…”, e se souber interpretar frases escritas em língua portuguesa, percebe que o que está em causa é que o liberalismo do Friedman é pouco relevante para o que se faz na faculdade, fala-se dele como Monetarista que é uma designação da teoria económica e não da política, percebe?

    E olhe, Hayek, Schumpeter, Mises, são autores de quem nunca ouvi falar na faculdade, ou se ouvi foi em muito menos quantidade do que Marx, por exemplo. Fala-se tanto de Marx como de Ricardo, Stuart Mill, Malthus…quer dizer, já não estamos no século XIX…

  33. Lobo Ibérico

    “Vocês são tão infantis. A sério, estão à espera que eu ponha mal uma vírgula para virem “estes comunas, estalinistas, xuxialistas, etc, etc, repugnantes vêm para aqui promover o maoísmo”. Tentem ter um debate, se não for pedir muito.”

    Samuel…
    aparte a intervenção mais efusiva do lucklucky, lá em cima, não vi aqui ninguém a insultá-lo…

  34. DavC

    Mas este nem é o meu ponto essencial, e já me estou a dispersar. A questão é que a Universidade dá referências e instrumentos para a formação dos estudantes. A biblioteca faz parte da Universidade, não é só o que o professor debita nas aulas…

  35. Lobo Ibérico

    Vou pegar nisto:

    “(…) para mim fazer como nalguns estados dos EUA e ignorar o darwinismo é demais (…)”

    Como homem de ciência, isto também me incomoda.

    _No entanto_, como voluntarista, prefiro dar a liberdade a essas pessoas de acreditarem no que entenderem e tentar, através de factos, levá-las, por si próprias, a concluírem que estavam erradas e optarem por outra teoria do que impôr — top-down –, uma teoria qualquer e enfiá-la pelas goelas abaixo.

    No fundo, acredito que ninguém tem legitimidade de impedir a cada um descobrir o que está certo ou errado, por si mesmo.
    E o Samuel?

  36. Samuel

    Lobo Ibérico, nem eu disse que me estavam a insultar. Mas que um ou outro estão num jogo um bocado de “vamos ver se ele se espalha”.
    DavC, concordo que sim, a biblioteca é um instrumento, mas não chega, porque as pessoas têm de fazer opções e depois de um dia de trabalho/estudo querem é descansar, portanto dar à partida só A ou B restringe a aprendizagem do outro.
    Lobo Ibérico, novamente. Estamos a ensinar gente que não tem ainda opinião pré-definida sobre a coisa só uma parte da questão (ainda por cima deixando de lado a que quase todos os cientistas apoiam; e Ciência exacta é distinta de Economia, embora não seja imutável), se querem ensinem as duas. Esse tipo de discurso legitima lavagens cerebrais à la Mao.

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