Eu tinha dito que não ia falar sobre a coerência mas…

Durante meses andaram a clamar (justamente) contra o brutal aumento da carga fiscal. Que o ajustamento devia ser feito pelo lado da despesa. Quando finalmente surge uma proposta estruturada de redução permanente da despesa pública é ver a reação das corporações e partidos e campeões dos contribuintes. Imagino que queiram mais alguns anos para debater e criar consensos à espera que algum milagre aconteça.

9 pensamentos sobre “Eu tinha dito que não ia falar sobre a coerência mas…

  1. Observador

    Mas já cortaram alguma coisa onde podiam cortar? Por exremplo nesses gabintes loucos cheios de miudos e iudas a ganharem do bom e do melhor? E nos ordenados dos politicos, já cortaram alguma coisa?E nos orçamentos da AR e da PR, já cortaram alguma coisa? Este ano até o orçamento da AR leva um aumento de quase 50% por causa das eleições autarquicas. Mas se houver legislativas antecipadas, e isso pode acontecer, quanto é que vai aumentar mais? Dinheiro para os bancos nunca falta, mas falta para o resto todo. Mas sobre a educação alguma vez a ESCOLA pode funcionar com menos 50.000 professores? A não ser que queiram a escola só para os escolhidos, como era no tempo do botas, visto que esse até acabou com as escolas do magistério. Lembram-se?

  2. bruno

    era bem melhor há quinze dias quando existiam relatórios da ONU!! esses eram bons. agora, os relatórios do FMI são questionáveis e os pressupostos blá blá blá

  3. Observador

    Será que a senhora do FMI sabe que houve uns artistas, que estão à solta, que fizeram deaparecer mais de 9 MIL MILHÕES do BPN? Esse dinheiro é que está a fazer falta? Será que ela sabe que houve uns senhores, a começar pelo cavaco, qua andaram a fazer PPP com os amigos e agora estamos a pagar-lhes taxas superiores ao triplo que o mercado cobre? São amigos, mais nada. E não se pode fazer nada. São amigos de alguém.

  4. murphy

    Para os mais distraídos, ou esquecidos, e para demonstrar a existência de subjectividade em decisões do TC e alguma “flexibilidade de critério” na interpretação da lei, fica aqui uma referência ao acórdão do TC em 2010 aquando dos cortes nos rendimentos e novos escalões de IRS previstos nos (famosos) PEC de Sócrates. Nessa altura – e recorde-se que nem estavamos sob resgate financeiro – o mesmo TC considerou serem esses cortes constitucionais em função do ”contexto de emergência financeira”…

    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/01/constitucionalidade-e-quando-um-homum.html

  5. juvenal clemente

    Custa é que tenha de ser alguém de fora a impor seja o que for. Faça-se o corte mas sejamos nós a fazê-lo. Não anda farto que mandem na sua casa?

  6. Miguel Noronha

    A decisão final continua a ser nossa. Não podemos é contar eternamente com o dinheiro deles.

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