Chávez escolhe uma vida mais curta

Hugo Chavez Hit By Cuba’s Surgical Strike:

Americas: Venezuela’s Hugo Chavez is dying of cancer in Havana, in a live demonstration of Cuba’s vaunted socialized medical care. He went there instead of Brazil because he wanted to make a political statement. What irony.

As party cronies hover at his bedside, Cuban officials bark orders to the government in Caracas, and red-shirted Chavistas hold vigils, all signs are pointing to an imminent exit for the Venezuelan leader who controls a huge part of the world’s oil.

He’s going out exactly as he wouldn’t have liked — helpless and at the mercy of doctors, a far cry from the blaze of heroic socialist glory he might have preferred.

Most galling for him: It didn’t have to happen this way.

His expected demise will be entirely due to his gullibility to leftist propaganda and bad choices that came of it.

“In July 2011, during (a)… summit in Caracas, Brazil’s President, Dilma Rousseff, told a few of her colleagues — in private — that Chavez was likely to die as a result of ‘his excessive paranoia rather than as a consequence of his serious — yet treatable — cancer,'” wrote Venezuelan consultant Pedro Burelli in a newsletter.

“What she meant to say,” Burelli added, “was that by choosing secrecy in Cuba over medical competence at the Sirio-Libanese Hospital in Sao Paulo (where she had been treated successfully for lymphatic cancer) Chavez had condemned himself to a shorter life.”

Burelli noted that it corresponded to his own sources, who told him that Chavez’s chosen successor, Foreign Minister Nicolas Maduro, flew to Brasilia to meet with Rousseff and her oncologist.

He presented the diagnoses from Caracas and Havana and the Brazilian specialist “considered it treatable under world-class protocols available in his center.”

Maduro signaled interest. But the Chavista regime then demanded to pretty much take over the 400-bed hospital, which the Brazilians rejected. “From that moment on the patient was doomed,” Burelli wrote.

According to a 2011 report in the Wall Street Journal, Chavez chose Cuban medical care over the world-class treatment in Brazil for “political” reasons.

“While Mr. Chavez often lauds Cuban doctors, switching from Cuban to Brazilian care would have suggested the Cubans aren’t capable of world class care.”

And that’s pretty much the nub of it, the incredible desire of Chavez, common to all the left, to defend the myth of Cuba’s top-down health care system as superior to health care in free markets.

A generalidade dos estatistas mundiais quando a situação aperta vão a instituições privadas de qualidade, como a Clínica de Cleveland (vejam bem a lista de pacientes que foram chefes de estado). A própria Dilma tratou-se no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo. Foram espertos.

Chávez quis passar uma mensagem política e foi a Cuba. Já sabemos como são as condições do hospitais Cubanos para o povo. Mas também se sabe que há sectores em que são melhores… para quem paga ou tem favores. Mas cada vez menos, como Chá vez agora descobriu. Quando falta dinheiro – essa maldição capitalista – toda a sociedade sofre e este episódio providencia mais um sinal disso.

Chávez pode agora ser admirado pela sua coerência. E pela sua férrea força de vontade. Uma figura que sempre foi pouco esperta e que assim permaneceu até ao fim. Mas, pelo menos, coerente.

Libertad o Muerte - Cuba

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16 thoughts on “Chávez escolhe uma vida mais curta

  1. bloody mary

    É bom que seja coerente. Acaba mais depressa, sabendo-se que, mesmo ontem ou no ano passado, era sempre tarde demais para um sujeito destes ir andando para o outro mundo. Pode ser que os amigos talibans dele lhe tenham alguma moçoila – das 72 – à espera (e que ela não tenha lido a carta de despedida da ex-mulher).

  2. Mário Amorim Lopes

    O quê, questionar a intocável e avançadíssima medicina de Cuba? Escondam-se que vêm aí mísseis dos talibans da esquerda.

  3. bloody mary

    Bem observado. Não é mesmo da ex. É um documento real, escrito de forma desapaixonada e realista por um jornalista e já não é nada recente. A net pode mesmo endrominar… e muito! Devem ter posto a “boca” da ex a circular para desvalorizar o conteúdo (apenas mais uma ex ressabiada a falar…). A misoginia do costume.

  4. Luís Lavoura

    Que post de mau gosto, a gozar com um homem que está à morte.
    Quanto a cancros curáveis, é muito fácil falar deles. Muitos cancros parecem curáveis e são tratados, mas mais tarde explodem com força letal.

  5. josé M

    Inaceitável. Não é só de mau gosto, é politicamente do mais baixo que se pode escrever. Para mais, o RCM não se apercebe que glorifica aquilo que quer combater colocando-se na posição de que tudo vale a pena desde que se salve a vidinha… Se o Insurgente continua assim, mais vale ler o CM.

  6. Comunista

    As notícias do wall street journal sobre Cuba são tão credíveis como notícias sobre o F.C. Porto na Tv benfica.

  7. ruicarmo

    Habituados que estão à excelência e à diversidade jornalística do extinto Diário e do Avante, os comunistas são muito desconfiados perante outro qualquer orgão de comunicação social que não seja… do partido.

  8. JB

    Não é assim tão linear. Apesar de detestar a escumalha comunista, o tratamento dum cancro não é como o duma constipação ou apendicite.

  9. JB

    O facto de ser tratavel nao quer dizer que seja curavel. Existem muitos cancros que sao trataveis e que podem voltar a recair. Se querem um exemplo conhecido, têm o do treinador do Barcelona, Tito Vilanova.

  10. JB, verdade, mas é bem sabido que Cuba tem bons tratamentos para casos convencionais que não exijam grande tecnologia. Fisioterapia, ortopedia, etc. Para tudo que exija tecnologia moderna, eles são uma lástima. Isso talvez possa ter algo a ver com a deterioração do estado de saúde do Chavez. Penso ser esse o sentido da crítica, e não exaltar o facto de ele está a falecer. Se ele largasse a bitola doutrinária, provavelmente tinha ido se tratar ao Brasil ou.. EUA.

  11. A. R

    Que falta fez um homem com a coragem, o amor ao povo, o respeito pelos pobres e pela liberdade que Augusto Pinochet teve quando o país dele tinha uma inflação de 90% ao fim de 2 anos, quando havia fome e com tantas medidas por tomar do moço de recados de Castro. Evitou que esta triste palhaçada se repetisse no Chile (com outros tantos 200 000 mortos como já acontece em Venezuela) e levou o país dele ao progresso e à democracia total.

  12. Samuel

    “Que falta fez um homem com a coragem, o amor ao povo, o respeito pelos pobres e pela liberdade que Augusto Pinochet teve quando o país dele tinha uma inflação de 90% ao fim de 2 anos, quando havia fome e com tantas medidas por tomar do moço de recados de Castro. Evitou que esta triste palhaçada se repetisse no Chile (com outros tantos 200 000 mortos como já acontece em Venezuela) e levou o país dele ao progresso e à democracia total.”
    Que falta faz um cérebro!

  13. Pingback: Chávez morreu | O Insurgente

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