Artur Baptista da Silva School of Economics reloaded

Os “habitantes” do Arrastão parecem partilhar uma certa dificuldade em distinguir variáveis fluxo de variveis stock- A propósito da nacionalização do BANIF o Sérgio Lavos debita a seguinte sentença:

Mentes mal intencionadas poderiam sugerir que 1100 milhões de euros é cerca de um quarto do corte previsto no Estado Social

Mal intencionada ou demonstrativa das limitações do conhecimento humano, o facto é que um corte permanente de quatro mil milhões de euros implica que não se gaste anualmente este montante. O montante usado no BANIF (para além de vir a ser pago com juros casos os accionistas pretendam recuperar o controlo do banco e fazer parte de um “pacote” reservado pela “troika” apenas para ser usado neste tipo de operações) é apenas gasto uma única vez.

ADENDA: Nos comentários o Ségio Lavos o diz o seguinte:”

Se um banco não é viável, não deve ser injectado dinheiro público. Deixe-se falir, assegurando apenas os depósitos dos clientes. Mas nestas coisas já sei que sou mais liberal do que a direita dos interesses que nos governa

Nada contra deixar falir bancos inviáveis e tudo contra a utilização de dinheiro público para “salvar” bancos (ou qualsquer outras empreas ou indivíduos) no entanto o Sérgio Lavos parece desconhecer as razões que levaram à necessidade de recapitalização do BANIF. E aliás, de quase todos os bancos na zona euro. Por outro lado presumo que conheça o sistema de reserva fracionária pelo que estranho que, em processos de liquidação de bancos, pretenda a garantia integral dos depósitos.

2 pensamentos sobre “Artur Baptista da Silva School of Economics reloaded

  1. E achas mesmo que eles (os acionistas) vão pagar o que foi estipulado? Não és ingénuo, pois não?

    “Nada contra deixar falir bancos inviáveis e tudo contra a utilização de dinheiro público para “salvar” bancos (ou qualsquer outras empreas ou indivíduos) no entanto o Sérgio Lavos parece desconhecer as razões que levaram à necessidade de recapitalização do BANIF. E aliás, de quase todos os bancos na zona euro.”

    Aqui estás a ser bizantino 😉
    No fundo, tudo pode ruir, excepto os bancos. Há sempre um “mas”. Mesmo no dia em que a Terra estiver a dar as últimas, de pouco importará a sua sorte, porque haverá sempre bancos e banqueiros para resgatar. 😉
    A lógica interna de tal argumentação lembra a banalidade do mal, feliz expressão da Arendt.

  2. Miguel Noronha

    “E achas mesmo que eles (os acionistas) vão pagar o que foi estipulado? ”
    Se não pagarem ficam sem o banco. É tão simples como isto.

    “Aqui estás a ser bizantino ”
    Estou apenas a notar que ele fala sobre assuntos que desconhece. Se isso é “ser bizantino”…

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