JCR, o apóstolo da inimputabilidade, ou a consagração das máximas de Protágoras

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João Cardoso Rosas arranca o ano com uma pérola que mostra que o happy new year não benze todos, e que para alguns mais não é de que um acaso, uma marca de calendário. O registo é o mesmo de sempre. Fico impressionado como é que se pode dissertar sobre a “culpa”, ignorando olimpicamente conceitos simples como a responsabilidade, a liberdade, e a distribuição das consequências pelos actos praticados. Não tenho uma visão unívoca sobre a “culpa” no quadro da crise em que nos encontramos – distribuir responsabilidades é um exercício complexo, e bastante injusto nas generalizações, sobretudo quando aplicamos categorias colectivas ou corporativas na nossa grelha de avaliação, tipo, “as famílias”, “os funcionários públicos”, “as empresas” – mas em qualquer caso é chocante ver como se consegue dissertar sobre certos conceitos, fazendo tábua rasa daquilo que são os pilares fundamentais de um Estado de Direito e da democracia liberal, tal como a conhecemos no mundo ocidental. Como recomendaria Maquiavel, tudo serve, desde que se cumpra o magno objectivo de penalizar Passos Coelho e as pessoas que, segundo JCR, absorveram “acriticamente” a “estratégia de comunicação do Governo”.

Se houvesse um prémio para este tipo de sofismos, para este culto da verosimilhança ao serviço do mero argumento, JCR seria um forte candidato a um Protágoras de Ouro.

6 pensamentos sobre “JCR, o apóstolo da inimputabilidade, ou a consagração das máximas de Protágoras

  1. josé

    O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi passar os últimos dias do ano ao Rio de Janeiro, Brasil, e esteve num dos mais luxuosos hotéis da “Cidade Maravilhosa”, o emblemático Copacabana Palace. José Luís Arnaut e Dias Loureiro também estiveram no hotel de luxo Capacabana Palace, no Brasil….

  2. Caro José, desde que a conta não seja paga pelo erário público, directa ou indirectamente, Miguel Relvas pode passar férias onde quiser, e com quem quiser. Já os outros dois em questão, que saiba, não exercem cargos políticos, pelo que me é – ainda mais – indiferente onde andam.

  3. Gervásio

    “a responsabilidade, a liberdade, e a distribuição das consequências pelos actos praticados”

    Aquilo que o seu querido Pedro fez quando quebrou a maior parte das promessas que fez antes das eleições?

  4. Miguel Noronha

    Isso poderá julgado nas próximas eleições. De resto, o sempre critico PR poderá sempre optar por o demitir.
    Sinceramente não vejo onde, neste caso, está a fuga à responsabilidade.

    ADENDA: Então, agora chama-se Gervásio? Foi decisão de ano novo? Fica-lhe melhor que Ana.

  5. Miguel,

    “Então, agora chama-se Gervásio? Foi decisão de ano novo? Fica-lhe melhor que Ana”.

    Na onda pós-pós-moderna em que vivemos, não deves criticar a multiculturalidade associada a uma operação de mudança de sexo. Aliás, a mudança de nome e de sexo é protegida pela Lei Fundamental, razão pela qual a tua adenda enferma de inconstitucionalidade.

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