quando se subsidia a pobreza, obtém-se mais pobreza

How the Welfare State Traps the Poor in Dependency, the British Version por Dan Mitchell:

Earlier this year, I shared an amazing chart that specifically measured how the welfare state imposes these high implicit tax rates. Unbelievably, some people would be better off earning $29,000 rather than $69,000.

Simply stated, the multitude of redistribution programs are worth a lot of money, but you begin to lose those goodies if you begin to live a productive and independent life.

Each budget and each change to tax should be judged on how many people are then ensnared in the welfare trap. I adapted the below (nasty, complex) graphs from an internal government presentation, which still make the case powerfully. The bottom axis is money earned from employer and the side axis is income retained. The graphs are complex but worth studying, if only to get a feel for the horrific system confronting millions of the lowest-paid in Britain today.


…if I was in a position of a British single mother I have not the slightest doubt that I would choose welfare. Why break your back on the minimum wage for longer than you have to, if it doesn’t pay? Some people do have the resolve to do it. I know I wouldn’t. …So let’s not talk about “lazy” Brits. The problem is a cruel and purblind welfare system which still, to this day, strengthens the welfare trap with budgets passed without the slightest regard for its effect on the work incentives on the poorest. …Meanwhile, the cash-strapped British government is still creating still the most expensive poverty in the world.

BÓNUS: Stories Like this Lead Me to Think there’s No Hope for the United Kingdom

12 pensamentos sobre “quando se subsidia a pobreza, obtém-se mais pobreza

  1. Miguel A. Baptista

    Ainda há pouco tempo um amigo, cuja sogra vive no Reino Unido, me falou dos perigos que consistem algumas das pessoas que vivem do welfare state e que consideram que a sociedade tem um conjunto extenso de obrigações para com eles e que a obrigação deles para com a sociedade é zero e de como a sogra dele tinha sofrido com isso.

    O pecado da senhora tinha sido ao regar o jardim respingar, ligeiramente sem querer, um desses beneficiários do Estado que por ausência de outra actividade passou a ocupar os dias ameaçando-a e procurando-lhe extorquir dinheiro. O indivíduo estava completamente formatado para “exigir”, “reenvidicar”, “ameaçar”.

    Este tipo de meliantes em zonas de desindustrialização rápida, como Manchester, são relativamente numerosos sendo “normal” uma pessoa aos quarenta e tal anos nunca ter trabalhado na vida e ter um “train de vie” suportado pelo Estado relativamente folgado.

    Obviamente não quero cometer a injustiça de julgar todos os beneficiários do apoio do Estado pela tarimba desse indivíduo. Gosto de viver num mundo civilizado, onde “ninguém seja deixado para trás”, e admito que tal implica a existência de apoios do Estado em diversas situações. Agora, penso que uma sociedade tem que estar atenta à noção básica de economia que consiste o conceito de incentivo.

    E na nossa sociedade de “nanny state”, apesar das loas ao empreendedorismo, o incentivo está claramente do lado do “não fazer”, “exigir”, “reenvidicar”.

  2. Comunista

    Só é pena que a Grande Depressão tenha ocorrido em pleno capitalismo sem welfare state…É que quem leia os vossos artigos fica a pensar que sem welfare state o capitalismo oferece melhores garantias contra grandes crises; que a Grande Depressão seja um buraco gigantesco na vossa teoria que não vos incomode, afinal se o ABS não se mostrava nada incomodado não haverá razão para que vocês se incomodem.

    “Carry on then…”

  3. José Maria da Silva

    Mais verdadeiro do que isso só: «quando se subsidia a riqueza obtêm-se mais riqueza».
    É o que se passa com os contratos das SCUT, que têm uma TIR entre 10 e 16%.
    Ou das PPP, que têm uma TIR entre 8 e 17%.
    E de todas as negociatas entre o Estado e os privados que não passam de uma forma de extorquir rendas ao Estado para alimentar parasitas.
    O verdadeiro capitalismo, que investia da produção e obtinha mais-valias, já foi chão que deu uvas.
    Agora joga-se nas rendas do Estado, na Bolsa, em todo o tipo de especulação financeira.

  4. Comunista

    CN, desculpe mas não havia welfare state no sentido moderno da palavra quando ecludiu a Grande Depressão.

    Depois que tal mostrar estudos comparativos com os tempos em que não existia welfare state, mostrar como as pessoas viviam melhor, como havia menos pobreza e menos miséria? Deveriam haver montes de estudos dessa natureza, afinal se o welfare state é um produto do século XX concerteza que você poderá demonstrar-nos como, fora os períodos das grandes guerras, se vivia melhor na Europa ocidental e EUA durante o século XIX do que durante o século XX, ou não.

    Aqui está uma brevíssima introdução ao problema na Inglaterra. Não consta que seja de uma organização esquerdista:

    http://www.parliament.uk/about/living-heritage/transformingsociety/livinglearning/19thcentury/overview/poverty/

  5. CN

    Interessa saber se as crises passavam mais depressa ou mais devagar com welfare state e outro tipo de intervencionismo e eventualmente se existe mais crescimento com ou sem. E logo no primeiro momento de iniciar um welfare state moderno a crise demorou por mais de uma década em vez da anterior (1921) que durou cerca de 18 meses.

  6. CN

    Comunista, como é todas as crises anteriores eram resolvidas e eram recorrentes (todas pela mesma razão) quando envolviam falências bancárias, perdas de depósitos (bancos centrais nem existiam em muitos casos), deflação de preços e salários, etc.?

  7. CN

    O artigo não diz nada. As taxas de juro caiem sempre numa crise, com ou sem Banco Central. A queda do produto foi maior inicialmente que em 1929, quedas de preços e salários maus acentuada. De resto, esse é o próprio meio de cura. Quando os preços caiem, o poder de compra da massa monetária sobe, é como se a massa monetária na verdade subisse (meio actual preferido mas por injecção de moeda) mas por um processo natural.

  8. Comunista

    CN, desculpe estar-lhe a recomendar um livro já que acredito que você tenha já muitas outras coisas para ler mas em todo o caso foi dos livros de história económica de que mais gostei.

    Não sei se foi editado em português:

    Liaquat Ahamed, “Lords of Finance: The Bankers Who Broke the World”

    http://www.amazon.com/Lords-Finance-Bankers-Broke-World/dp/0143116800#_

    Eis uma apresentação do própria autor:

    (O livro não vai ser a última palavra sobre a questão de que trata – a Grande Depressão, por exemplo – já que não há uma última palavra, mas parece-me um esforço intelectualmente honesto e com verdadeira investigação. Embora não concorde com algumas das propostas que ele faz para a crise actual.)

    In December 1930, the great economist Maynard Keynes published an article in which he described the world as living in “the shadows of one of the greatest economic catastrophes in modern history.” The world was then 18 months into what would become the Great Depression. The stock market was down about 60%, profits had fallen in half and unemployed had climbed from 4% to about 10%.

    If you take our present situation, 16 months into the current recession, we’re about at the same place. The stock market is down 50 to 60 percent, profits are down 50 percent, unemployment is up from 4.5% to over 8%.

    Over the next 18 months between January 1930 and July 1932 the bottom fell out of the world economy. It did so because the authorities applied the wrong medicine to what was a very sick economy. They let the banking system go under, they tried to cut the budget deficit by curbing government expenditure and raising taxes, they refused to assist the European banking system, and they even raised interest rates. It was no wonder the global economy crumbled.

    Luckily with the benefit of those lessons, we now know what not to do. This time the authorities are applying the right medicine: they have cut interest rates to zero and are keeping them there, they have saved the banking system from collapse and they have introduced the largest stimulus package in history.

    And yet I cannot help worrying that the world economy may yet spiral downwards. There are two areas in particular that keep me up at night.

    The first is the U.S. banking system. Back in the fall, the authorities managed to prevent a financial meltdown. People are not pulling money out of banks anymore—in fact, they are putting money in. The problem is that as a consequence of past bad loans, the banking system has lost a good part of its capital. There is no way that the economy can recover unless the banking system is recapitalized. While there are many technical issues about the best way to do this, most experts agree that it will not be done without a massive injection of public money, possibly as much as $1 trillion from you and me, the taxpayer.

    At the moment tax payers are so furious at the irresponsibility of the bankers who got us into this mess that they are in no mood to support yet more money to bail out banks. It is going to take an extraordinary act of political leadership to persuade the American public that unfortunately more money is necessary to solve this crisis.

    The second area that keeps me up at night is Europe. During the real estate bubble years, the 13 countries of Eastern Europe that were once part of the Soviet empire had their own bubble. They now owe a gigantic $1.3 trillion dollars, much of which they won’t be able to pay. The burden will have to fall on the tax payers of Western Europe, especially Germany and France.

    In the U.S. we at least have the national cohesion and the political machinery to get New Yorkers and Midwesterners to pay for the mistakes of Californian and Floridian homeowners or to bail out a bank based in North Carolina. There is no such mechanism in Europe. It is going to require political leadership of the highest order from the leaders of Germany and France to persuade their thrifty and prudent taxpayers to bail out foolhardy Austrian banks or Hungarian homeowners.

    The Great Depression was largely caused by a failure of intellectual will—the men in charge simply did not understand how the economy worked. The risk this time round is that a failure of political will leads us into an economic cataclysm.

  9. CN

    Comunista, pelo menos os “austríacos” sabem que mesmo um sistema bancário totalmente privado mas onde a legislação permita praticar reservas parciais (podendo assim conceder crédito por criação de moeda) pode fomentar bolhas e crises.

    O problema é que depois da bolha rebentar, o que foi feito é o pior para a recuperação: congelamento de salários, tentar impedir queda de preços, fomentar cartéis para segurar preços, etc.

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