A apologia do burlão

Graças ao JBP, fica para memória futura o infame artigo de Nicolau Santos:

NS-ABS

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30 pensamentos sobre “A apologia do burlão

  1. A. R

    Um hino ao lobotomizado jornalismo português: não investiga, não compara, não faz contas, não raciocina. Tem ídolos ideológicos e idolatra-os. Vive do mediatismo e imediatismo: não chega ao medianismo. Uma parte do problema da nação.

  2. José Maria da Silva

    Coitados dos Insurgentes.
    Como estão falhos de argumentos para justificar o engano, melhor, o embiuste, do seu querido líder Passos agarram-se a tudo.
    Agora ao fanfarrão do Baptista da Silva.
    Mas só sacrificam o pobre e honesto Nicolau Santos (o único que teve a ombridade de pedir desculpas públicas).
    Quanto à primeira instituição que deu credibilidade ao Batista da Silva – o International Club of Portugal – nem uma palavra.
    Porque será?
    Inocência?
    Não me parece.

  3. APC

    E ainda temos que patrocinar parte deste jornalismo acéfalo. Que maravilhoso destino para os meus ricos €’s…

  4. Miguel Noronha

    “Como estão falhos de argumentos para justificar o engano, melhor, o embiuste, do seu querido líder Passos agarram-se a tudo.”
    https://oinsurgente.org/2012/10/17/passos-coelho-e-um-distinto-herdeiro-de-socrates/

    “Quanto à primeira instituição que deu credibilidade ao Batista da Silva – o International Club of Portugal – nem uma palavra.
    Porque será?”
    https://oinsurgente.org/2012/12/24/revista-social-artur-baptista-da-silva-no-international-club-of-portugal/

  5. Syme

    O sujeito é burlão? Pois é, mas notem que os burlões institucionalmente instalados cedo perceberam que a melhor forma de ocultar a grande burla do “estado social” era denunciar o burlão parvenu, para que as atenções se concentrassem num currículo inventado e se desviassem do chorrilho de aldrabices recitadas pelo sujeito.

    É que essas aldrabices não são mais do que o credo de destruição infligido ao país pelos serventuários do regime –como o supra-citado Nicolau, que, semana após semana impinge aos leitores da coisa espessa precisamente as mesmas aldrabices do burlão.

    Burlões há muitos; o problema colocado pelos “espontâneos” é que quando saltam para a arena mediática, arruínam a faena dos burlões encartados pelo regime. Portanto, há que “denunciá-los”, não vá o estimado público perceber que está a ser toureado de capote por burlões intelectuais bem mais perigosos.

  6. Miguel Noronha

    Nem mais. Agora está na moda dizer que o problema era apenas ter mentido nas habilitações. Muitas dos comentadores que agora são alvo da simpatia por terem sido burlados aproveitaram o burlão que lhes fornecia um irrestivel argumento de autoridade às suas próprias fraudes intelectuais.
    O artigo do Pedro Bráz Texeira fala precisamente disso.

  7. jsp

    A partir de agora , no que toca á imprensa da paróquia, teremos o grupo dos leitores normais, digamos assim, e o dos masoquistas que compram o expresso…

  8. Comunista

    “Agora está na moda dizer que o problema era apenas ter mentido nas habilitações. Muitas dos comentadores que agora são alvo da simpatia por terem sido burlados aproveitaram o burlão que lhes fornecia um irrestivel argumento de autoridade às suas próprias fraudes intelectuais.”

    E depois? Vocês fazem constantemente o mesmo aqui. Citam fontes com a mesma opinião que vocês para reforçar a vossa opinião. É exactamente o mesmo movimento tautológico. Vocês apenas pensam que não dizem disparates…e são livres de o pensar.

  9. mggomes

    O Nicolau Santos é dos tais que nunca desperdiça a ocasião de perder uma oportunidade de estar calado.

    Ou não fosse este – se a memória não me atraiçoa – o autor, há muitos anos, da pergunta a Pinto da Costa “Sr. Pinto da Costa, pode-nos dizer quem é o nº 2 do FC Porto?”, celeremente respondida com a inigualável ironia do presidente portista: “O nº 2 é o João Pinto!”

  10. JBP

    O que atraiçoou os jornaleiros de serviço foi a ânsia de poder “botar abaixo” o governo português com um relatório da ONU. Era o tal argumento de autoridade que precisavam para enterrar de vez a politica seguida pelo governo. Porque tudo aquilo que o ABS disse é o mesmo que dizem outros parolos da praça. A única diferença é que este tinha o selo da ONU.

  11. APC

    #9, “E depois? Vocês fazem constantemente o mesmo aqui. Citam fontes com a mesma opinião que vocês para reforçar a vossa opinião. É exactamente o mesmo movimento tautológico. Vocês apenas pensam que não dizem disparates…e são livres de o pensar.”

    Disparates? Sim, porque o Comunismo tem resultado bem pelo mundo fora e os senhores comunistas são tudo boa gente que não faz disparate nenhum e só pensam no bem do povo explorado por esses patrões mauzões, o mundo é tudo uma luta de classes… e livrai-nos dos autores comunistas que citam artigos de opinião de outros comunistas, isso não existe, só os liberais clássicos, “neoliberais” e libertários é que fazem dessas coisas. Poupa-me.

  12. Comunista

    Não. Os comunistas fizeram muitos e muito graves disparates e por isso têm repensado e reorganizado as suas propostas. O programa actual do PCP é o exemplo disso.

  13. Joaquim Amado Lopes

    Comunista (13),
    “Os comunistas fizeram muitos e muito graves disparates e por isso têm repensado e reorganizado as suas propostas.”
    Por exemplo…?

  14. Comunista

    JAL, por exemplo:

    “Serão plenamente assegurados como direitos, garantias e liberdades fundamentais:

    – a liberdade de expressão de pensamento, a liberdade de imprensa e o direito à informação, com proibição da censura e garantia do pluralismo político e ideológico;

    – a liberdade de reunião e manifestação sem dependência de autorização prévia e com garantia de cedência de lugares e recintos públicos e abertos ao público para permitir o seu exercício efectivo em todo o território nacional;

    – a liberdade de constituição e acção de partidos políticos e outras associações sem interferência nem necessidade de autorização prévia de entidades públicas;

    – o direito de eleger e de ser eleito e o direito de acesso a cargos públicos em condições de igualdade e liberdade;

    – a liberdade sindical com efectiva garantia de actividade em todos os locais de trabalho, direito de contratação colectiva e de participação na elaboração da legislação laboral e na gestão da segurança social, bem como a liberdade de constituição e acção de Comissões de Trabalhadores, incluindo o controlo de gestão;

    – o direito à greve, cabendo exclusivamente aos trabalhadores a definição do seu âmbito e objectivos (com proibição do lock-out);

    – a liberdade de criação intelectual, científica e artística, com apoio efectivo à produção e divulgação das respectivas obras;

    – a liberdade de consciência, de religião e de culto, incluindo o direito de organização e exercício de culto e do ensino religioso no âmbito da respectiva confissão, com reconhecimento da objecção de consciência;

    – a liberdade de circulação e fixação em todo o território nacional, bem como o direito de saída, de emigração e de retorno;

    – o direito à liberdade e segurança e o direito à reserva da vida privada e familiar (inviolabilidade da comunicação, correspondência e domicílio, protecção de dados pessoais, proibição da utilização indevida da informática).”

    http://www.pcp.pt/programa-do-pcp

  15. lucklucky

    Hahaha. Mas Comunista você julga que quem anda por aqui é um parvo que nunca soube que os PC’s dizem sempre isso…

    E ainda têm a lata de falar em Igualdade e Liberdade. Quando para começar é uma contradição

    “O direito à greve, cabendo exclusivamente aos trabalhadores a definição do seu âmbito e objectivos (com proibição do lock-out)”

    Acabou a igualdade…:e a liberdade.

    Há uns porcos mais porcos que outros.

  16. Joaquim Amado Lopes

    Comunista (15),
    Como é óbvio, não pedi a lista das propostas do PCP. Pedi a lista das propostas que foram “repensadas” e “reorganizadas”, naturalmente na forma de proposta anterior vs nova proposta.

    De qualquer forma:
    – a primeira proposta é um claro exemplo de que, no PCP, a teoria não é confirmada pela prática;
    – a segunda, na parte “com garantia de cedência de lugares e recintos públicos e abertos ao público “, levaria a que qualquer organização mais militante tomásse conta de recintos públicos, impedindo que os outros cidadãos usufruissem deles;
    – o “partido” “Os Verdes” diz tudo sobre o que o PCP entende da terceira;
    – a quarta proposta não significa absolutamente nada, ainda mais porque o PCP é apologista das quotas, que constituem a negação da igualdade;
    – a quinta significa que o PCP quer (1) institucionalizar os piquetes de greve e, como já tenta fazer de forma ilegal, impedir de trabalhar quem não quer fazer greve, (2) restringir ainda mais a liberdade contratual, impedindo de tratar como diferente o que é diferente e a responsabilização individual dos trabalhadores pela sua actuação, (3) sujeitar a produção de legislação à aprovação de organismos que só se representam a eles próprios e (4) a socialização dos “meios de produção”, impedindo os empresários de decidirem sobre a gestão das suas próprias empresas;
    – a sexta proposta significa a institucionalização dos sindicatos como forças de acção partidária e da greve como forma de chantagem sobre os poderes políticos e empresários para fins que não têm nada a ver com o interesse dos trabalhadores;
    – a sétima coloca os contribuintes a pagar ainda mais “cultura” que ninguém quer consumir, libertando os “artistas” da “sujeição às amarras do mercado”;
    – a “objecção de consciência”, indicada na oitava proposta, só é aceite pelo PCP quando usada para sustentar as suas posições (como se verifica no caso do aborto a pedido);
    – se referente aos nacionais (como parece), a nona proposta tem a ver com direitos que são já universais e que ninguém questiona (tal proposta só faria sentido nos países que restringem a circulação de pessoas, ou seja nos países comunistas) e
    – a décima proposta tem a ver com direitos já consagrados na Lei portuguesa, algo que o PCP reclama como de respeitar apenas nas matérias que lhe interessam.

    Repito: de todas estas propostas quais é são o resultado de uma evolução no pensamento do PCP e evoluíram a partir de que posição original?

  17. Comunista

    É simples, caro JAL, não há comparação entre o sistema bolshevique de partido único, nem sequer com o sistema chinês, também de partido único, nem sequer com a Coreia do Norte, também de partido único; ou seja, naturalemente que você não concorda com o programa do PCP, se o fizesse você seria comunista, portanto o caso não é esse – o caso é que o PCP propõem-se a governar dentro do sistema eleitoral consagrado na nossa Cosnbtituição.

  18. Joaquim Amado Lopes

    Comunista (18),
    “Simples” devia ser responder ao que lhe perguntei: de todas estas propostas quais são o resultado de uma evolução no pensamento do PCP e evoluíram a partir de que posição original?

    Ou antes, seria “simples” se isso tivesse acontecido mas todos sabemos que não aconteceu. A linguagem, postura e propostas do PCP são exactamente as mesmas das do PREC. Nem sequer retira do seu programa propostas como a nona (das que listou), que “propõe” o que já é um facto consumado e que, suprema ironia (hipocrisia?), só poderia vir a ser revertida se um partido como o PCP chegásse ao poder.
    A única “evolução” é nos meios usados (agora também usa a Internet).

  19. Comunista

    Joaquim, uma coisa é não ser comunista outra é não ser sério.

    Onde é que está no programa do PCP a “ditadura do proletariado”? Onde é que está no prpgrama do PCP a defesa de um sistema de Partido único? O PCP votou a favor da Constituição que consagrou a sistema eleitoral pluripartidário depois do 25 de Abril. Poderia não tê-lo feito.

  20. Joaquim Amado Lopes

    Comunista (24),
    “Onde é que está no programa do PCP a “ditadura do proletariado”? Onde é que está no prpgrama do PCP a defesa de um sistema de Partido único?”
    Para isso reflectir uma evolução das propostas do PCP seria necessário que alguma vez o tivesse proposto. Está a dizer que houve uma altura em que o PCP incluia expressamente no seu programa a “ditadura do proletariado” (está implícita de forma evidente nas propostas que listou) ou “um sistema de Partido único” (que é o que acontece nos sistemas políticos que o PCP elogia)?

    Por favor, não venha falar em seriedade depois de dizer que o pensamento do PCP evoluiu.

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