Da série “o governo mais liberal de sempre”

A verificar-se, a intenção de aumentar o salário mínimo será uma (mais uma) vergonhosa medida deste governo.Nem perante uma caotica situação económica e financeira com uma elevadíssima taxa de desemprego este governo é capaz de abandonar a mentalidade socialista que nós trouxe até aqui.

13 pensamentos sobre “Da série “o governo mais liberal de sempre”

  1. paam

    Seria mais benéfico descer os impostos em vez de aumentar o salário mínimo. Mas assim o monstro ganha margem para crescer um pouco mais.

  2. ricardo saramago

    Descer os impostos não é de esquerda.
    No nosso país socialista chama-se “cortar na despesa” a aumentar os impostos e os preços dos serviços fornecidos pelo Estado e pelas empresas do regime.
    Pode ser que desta vez a nossa Senhora de Fátima faça o seu trabalho e a subida do salário mínimo traga
    “bué crescimento”.

  3. Miguel P

    O salário mínimo destrói trabalhos, mas os sindicatos, achando que ainda não destruíram trabalhos suficientes, querem destruir mais uns quantos. O salário mínimo está intimamente ligado ao desemprego dos jovens.. Como é que jovens sem qualquer tipo de experiência, com muitos dispostos a trabalhar por menos que o salário mínimo, conseguem entrar no mercado, sabendo os seus empregadores a priori, que o valor do seu trabalho não está sequer perto do ordenado mínimo? Além que devíamos seguir as boas práticas de países como a Dinamarca, Alemanha, Áustria e Suiça que não tem salário mínimo…

  4. Nuno B. M. Lumbrales

    A medida, a concretizar-se, visará essencialmente disfarçar os efeitos do famoso brutal aumento de impostos sobre os trabalhadores com menores rendimentos (o que em si mesmo é uma finalidade louvável), mas fazendo-o à custa das empresas e não do Estado.
    Resultado: mais problemas para as empresas (PME’s em particular), e assim mais insolvências e desemprego.
    O que eu gostava de saber é se a referência aos «parceiros sociais» emplica ou não, como indicia, o «voto» favorável das associações patronais.
    É que se as grandes empresas podem suportar isto (e mesmo assim não tão facilmente como se possa julgar), as PME’s ficam ainda mais lixadas do que já estão.

  5. S Lopes

    Interessa, e muito, nos dias que correm, aumentar o rendimento disponivel das familias para que endividamento não se transforme radicalmente em incumprimento generalizado. O governo parece não querer faze-lo através de uma diminuição dos impostos. Lamentavelmente.
    .
    Já não se trata da ideia (peregrina) de fazer colapsar o consumo e por essa via artificalmente as importações. O governo já devia ter percebido que este movimento descendente das importações não é sustentável porque não é sustentado por maior produção nacional que as substitua.Pelo contrario, a produção industrial baixa sistematicamente. Assim, é apenas uma questão de tempo para que as importações voltem a disparar. Em 2013 quando o país voltar aos mercados, está agora garantido, a partir desse momento, o ponto exacto a partir do qual se entrará em novo ciclo de falência. Dois anos devem chegar para o efeito. As correções que estão a ser feitas não tem, pois, caracter estrutural.
    .
    Mas o governo está a perceber uma coisa importante, finalmente. O rendimento disponivel tem subir em concordancia inversa à taxa de crescimento do incumprimento. Incumprimento à banca e fiscal. De outra forma, bem pode o governo decretar reduções de salarios radicais para motivar a empregabilidade, que os problemas, a partir deste momento, só podem piorar. Ninguém contrata quem não precisa, mesmo que custe metade e se muitos aproveitassem uma eventual possibilidade de substituir trabalhadores do quadro por outros mais baratos, isso só agravaria o problema. Por cada medida restritiva no rendimento disponivel das familias, na situação actual, seja atraves de aumento de impostos, seja atraves de cortes salariais, os problemas deixam de orbitar na esfera das contas publicas de forma exclusiva e passam a orbitar também no sustentáculo da economia – a banca. Ora, para que o rendimento disponivel se alinhe inversamente com o crescimento da taxa de incumprimento, a medida mais sensata seria reduzir impostos radicalmente. Baixar salarios é, digamos, uma medida que só se justifica quando o rendimento disponivel das familias é suficiente para solver os seus compromissos básicos, o que não é o caso, definitivamente.
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    Silva Lopes

  6. Antonio

    Aqui na terra temos o condão de fazer quase tudo ao contrário, antes de se criar riqueza já se está distribuir por decreto o que não se criou. Assim não vamos lá. Vejam como são criados os valores dos salários no estado assim percebem como estas ideias surgem.

  7. Rui

    lol vcs tb têm uma cassete, essa de que o salario minimo destroi trabalho e que depois os jovens não conseguem trabalhar… lol o salario minimo é mais relevante para quem tem 50 anos e foi despedido do que para s jovens que vão trabalhar para outro país (com salarios minimos muito superiores e taxas de desemprego menores…)

    Acham que uma sociedade com os níveis de produtividade actuais se justifica que alguem que trabalhe 40 horas semanais receba menos de 500 euros? Obviamente que tem sempre custosa nivel de emprego mas e então? PAra fugir a isso existem os estágios, as bolsas, os recibos verdes e outros mil e um esquemas…

  8. Sou dos que pensam, como Miguel P., que o salário mínimo destroi empregos, mas há razões políticas para o manter e na presente situação até talvez para um ligeiro aumento para apaziguar a UGT que tem um papel importante de equilíbrio.

  9. Jaques Towakí

    Sendo assim tão fácil porque não duplicar, triplicar ou quadruplicar o salário mínimo? Assim, até podiam aumentar os impostos ainda mais!!! O país enriquece em três tempos e depois até podemos exportar a solução para todos os países pobres no planeta! É uma espécie de Via Verde Económica!!! Hmmm, mas como fazer a economia crescer para sustentar essa subida drástica e súbita? Facílimo!!! É irmos por todas a cidades, vilas e aldeias e quebramos TODAS as janelas!!! Os aumentos salariais começam nas vidraceiras e espalham-se pelo resto da economia como um tsunami!!! Quando dermos conta haverá DOIS Ferraris na garagem de cada português…se estamparmos um…melhor ainda…será a nova onda de crescimento económico!

  10. Marco

    Está visto que há aqui muita gente que com certeza ganha o salário mínimo (sarcasm). Ganhassem vocês o dito e a ver se mantinham as mesmas opiniões. Se já hoje em dia nem ele é respeitado por parte de contractos vergonhosos que são feitos pelas empresas Portuguesas. É por essas e por outras que Portugal é somente destino de férias para mim, infelizmente.

  11. “Ganhassem vocês o dito e a ver se mantinham as mesmas opiniões”.
    O que é que isso tem a ver com a liberdade de empregador e empregado negociarem o salário?!
    Vá dizer isso aos milhares de jovens desempregados que nem isso ganham.

  12. Marco

    Muitas empresas aproveitam-se da crise para simplesmente baixarem o mínimo que podem (legalmente) os salários.

    Caso andem distraídos cada vez mais está a proliferar o part-time como contracto de trabalho exigindo acordos extra aos empregados para trabalharem as mesmas horas, lesando o estado, saltando a lei.

    Se pensam que o país irá conseguir acompanhar desta maneira os níveis de educação, conhecimento e desenvolvimento que os outros irão ter …

    Eram precisos sindicatos organizados como no norte da europa onde realmente são eles que negoceiam com as empresas anualmente, mas as mentalidades são outras.

    Basta dizer que em Portugal é raro existir organização e planeamento antecipando situações, o sector público é exemplo disso.

    Quanto aos milhares de jovens desempregados que nem isso ganham, é perguntar-lhes se é ideia deles receberem sequer o salário mínimo e que perspectivas têm para os próximos 10 ou 20 anos se ficarem em Portugal.

  13. Pingback: Bem pensado, João Proença! « O Insurgente

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