Paul Krugman e as suas influências

Paul Krugman: Asimov’s Foundation novels grounded my economics.

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10 pensamentos sobre “Paul Krugman e as suas influências

  1. jhb

    “There are certain novels that can shape a teenage boy’s life. For some, it’s Ayn Rand’s Atlas Shrugged; for others it’s Tolkien’s The Lord of the Rings. As a widely quoted internet meme says, the unrealistic fantasy world portrayed in one of those books can warp a young man’s character forever; the other book is about orcs.”

    Lindo…

  2. Mário Amorim Lopes

    jhb, concordo consigo. De facto Ayn Rand abusa da ficção. Aquela parte da descida do avião e do painel refletor que o John Galt constrói para não revelar a localização do seu refúgio é algo exagerado, especialmente porque aquilo se passava nos anos 60.

    Enfim, como escreveu von Mises a Ayn Rand: “You have the courage to tell the masses what no politician told them: you are inferior and all the improvements in your conditions which you simply take for granted you owe to the efforts of men who are better than you.”.

    A mediocridade teme o elitismo.

  3. Mário Amorim Lopes

    Citando Hayek: “The curious task of economics is to demonstrate to men how little they really know about what they imagine they can design”.

    Todos os economistas que assumam ou julguem que sabem o suficiente para antever, prever e planear uma economia, são maus economistas. IMHO.

  4. Jaques Towakí

    Os livros de Ayn Rand (The Fountainhead e Atlas Shrugged) são meras parábolas e ela utiliza as técnicas que achou necessárias para expor as suas ideias…suponho que não pretendia escrever realismo literário. Quanto ao abuso de ficção, pois isso não impediu JK Rowling de nos contar como os miudos entravam no comboio deles correndo contra um pilar no meio da estação, nem sobre quidditch!

    Mas há quem insista que os seus livros pecam por falta de “realismo”…quando não dá para atacar a mensagem, ataca-se o mensageiro…é mais ou menos sempre assim…

    Quanto à excelente citação de Mises, parece-me que há duas coisas que vale a pena referir. Em primeiro, desde quando é que qualquer político disse a quem fosse a verdade? Muito menos uma verdade tão nua e crua como essa? Quando algum o fizer, será o principio do fim dessa classe de gente…Em segundo, a premisa está exactamente em linha com as ideias de Rand! Os homens mantêm-se inferiores enquanto forem “masses”. Aqueles que fazem o “rise above” dos outros para nos darem as melhorias que as massas podem “take for granted” deixam de estar nas massas…tal como uma serra surge a partir de uma planície e deslumbra-se majesticamente na distância. O que falta dizer é que esses homens (e mulheres) tanto podem surgir das massas como das elites ou de qualquer outro sítio. O poder está dentro do indivíduo!

    Todos consiguirão, é evidente que não. Uns têm menos talentos, outros menos ambição, outros mais perguiça (física ou mental), outros não querem saber de tais coisas, outros tentarão e encontrarão o fracasso, outros serão roubados e aldrabados dos seus sonhos, etc. Cada história é uma história…única…tal como cada membro dessa infinita e “faceless mass” que Rand tanto menosprezava.

    Mário, eu apenas lhe sugeria uma pequena alteração à sua óptima conclusão: A mediocridade teme a excelência.

  5. Mário Amorim Lopes

    Jaques Towakí, eu estava a ser algo irónico para com o jhb. Ayn Rand era uma romântica (artisticamente, não filosoficamente) e uma idealista, e ela assim o afirma no início de Fountainhead. A obra literária dela é atacada por Krugman da forma mais fácil: com comparações inócuas e inférteis, como a de Krugman. Rebater logicamente o objectivismo dá mais trabalho, pelo que ele se poupa a isso e descredibiliza a obra da forma mais fácil que encontra. Como tem uma legião de pessoas que o seguem de forma acrítica, é tudo o que basta.

    Embora goste de Rand, confirmo que eu sou Realista e, no que à economia diz respeito, naturalista, como era Hume, algo por quem Rand não nutre muita simpatia (ela deixa isso claro no Romantic Manifesto). Não quero com isto dizer que as ideias românticas não sejam importantes, pelo contrário. Ainda se fala de comunismo porque Hegel, um romântico idealista (filosoficamente) inspirado pelos ideias da Revolução Francesa, Rousseau e Goethe, inspirou Marx e Engels a transmitirem a sua mensagem de uma forma que, embora com pouca aderência à realidade, se materializasse em credos e dogmas. E isso ele conseguiu isso com imenso sucesso. E com tanto sucesso que meras palavras como egoísmo e altruísmo estão carregadas de moralidade.

    A nós, realistas, a tarefa é mais árdua. Ninguém gosta de ouvir a verdade, especialmente quando esta lhes causa dor ou põe em causa os seus credos. Os pensadores livres caminham sozinhos. Rand era uma dessas pessoas.

  6. Duvmet

    Também li a trilogia da Fundação e posso compreender porque razão Krugman ficou tão marcado. O herói, já morto, Hari Seldon, o fundador da “psico-história”, é uma espécie de profeta cientifico que descobriu um método para conhecer o devir da História e planear de acordo com esse conhecimento. Um bom esquerdista não pode deixar de gostar deste personagem, alguém que sabe que a História é determinista e que pode manipular os homens para que a apressem.
    Não é isso afinal o marxismo?
    A certeza de que a luta de classes conduzirá inevitavelmente a História em direcção à síntese final, o triunfo da classe operária que irá acabar com a luta de classes e alcançar o fim da História?
    Eu tb gostei da trilogia mas Ayn Rand, C.S. Lewis ( As Crónicas de Narnia) e Tolkien influenciaram-me muito mais. Se calhar já vimos equipados de origem com os radares próprios e só nos influencia aquilo que estamos preparados para sentir e pensar.

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