2013: um ano de austeridade e de eleições

Preparando-se as eleições que se aproximam, António Costa prometeu reduzir para 2,5% o IRS retido pela autarquia de Lisboa. A redução de impostos é, não apenas excelente e necessária, mas também justa. Um verdadeiro estado de direito implica apenas a cobrança dos impostos absolutamente necessários para a prossecução das suas funções minimamente indispensáveis.

Infelizmente, a redução dos impostos não é acompanhada de uma redução da despesa da autarquia. Não existem menos serviços, menos regulamentação, nem menos burocracia. Qualquer pessoa que tenha contactado profissionalmente com a Câmara de Lisboa sabe que é um monstro a evitar e com que se lida apenas quando é obrigatório.

A redução de impostos no próximo ano em Lisboa reflecte um populismo atroz: continuar a gastar, mas cobrar menos para ganhar votos. Depois, mais tarde, logo se vê. No fundo, continuar a agir como sempre se fez. Como se nada se tivesse passado entretanto e 2012 não tivesse existido. A prova comprovada que quem governa o estado, tanto a nível central, como local, não aprende com os erros, porque raramente paga por eles. Veja-se que pode ser tão fácil baixar impostos que até o CDS e o PSD apresentaram propostas mais audazes. Estamos perante um problema que afecta não apenas António Costa e o PS, mas toda a classe política. De um extremo ao outro do panorama político.

5 pensamentos sobre “2013: um ano de austeridade e de eleições

  1. JP

    Nada que uma boa frota de camionetas desviadas e cheias de reformados de Cabeceiras de Basto desviados não possa ajudar a resolver.
    Quem não tem paquistaneses caça com reformados.
    A questão é esta: não falta peixe para morder o anzol desta gente.

  2. João

    “..não aprende com os erros, porque raramente paga por eles.”

    Touché!… no que respeita à inimputabilidade dos governantes. Se de facto pagassem pelos erros garantidamente estes iriam reduzir consideravelmente

  3. Este populismo vindo do PS só mostra que não mudou a mentalidade que ajudou muito a afundar o país, que só pensa em ser despesista e deixar a factura para gerações futuras. Fazem quase lembrar certos doentes mentais “borderline”, simplesmente não conseguem pensar nem projectar-se no futuro. Quer os votos de quem ainda é vítima de demagogia barata.

  4. fernandojmferreira

    Mas como se quantificam os “impostos absolutamente necessários para a prossecução das suas funções minimamente indispensáveis”?

    Se essas “funcoes do estado” que alguns acham ser indispensaveis sao monopolistas (o estado e’ o unico fornecedor ‘legal’ de servicos de justica e seguranca), como se quantifica o seu valor, se nao ha um sistema de precos voluntario? E’ que para haver um ‘valor minimo’, este tem que ser comparado com outro valor para ser considerado como minimo.

    E mesmo assumindo que se conseguiria determinar qual o valor “absolutamente necessario” , como se pode esperar que ele cobre o “minimo” pelos “servicos” que presta se o estado pode, unilateralmente, exigir qualquer pagamento?

  5. Pingback: O Populismo de António Costa « Ricardo Campelo de Magalhães

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