entrevista(s)

A concessão de uma entrevista à imprensa escrita representa sempre um risco, pois nunca se sabe o que é que vai aparecer na peça final! Recordo-me, enquanto miúdo, das machetes que se faziam em redor das afirmações do meu pai, um homem naturalmente polémico e que não é conhecido por cultivar a simpatia das massas, manchetes que frequentemente eram deturpadas. Mas, enfim, imagino que ocasionalmente todos aqueles que participam activamente no debate público lá têm uma experiência negativa, e eu não sou excepção: há anos, naquela que desgraçadamente foi a minha primeira entrevista de sempre, o resultado foi desastroso. Saiu tudo ao contrário, cheio de gralhas, frases sem nexo, enfim, não podia ter sido pior. Felizmente não ficou trauma e desde então posso afirmar que tenho tido uma excelente colaboração com os jornalistas com quem vou contactando. O mais recente exemplo está nesta entrevista que dei esta semana ao semanário “Vida Económica”, cujo repórter, o Aquiles Pinto, captou na perfeição o meu pensamento. Concorde-se ou não com o dito pensamento, a verdade é que o texto reflecte integralmente tudo aquilo que eu disse, e a isto se chama bom jornalismo.

Anúncios

6 pensamentos sobre “entrevista(s)

  1. Aquiles Pinto

    Obrigado pelas simpáticas palavras!
    Fico até meio sem jeito, como dizem os brasileiros, mas claro que fico muito satisfeito por ver o meu trabalho reconhecido por alguém com tantos conhecimentos na matéria!

    Muito obrigado!

    Um abraço

  2. Luis Teixeira

    O Aquiles é fruto daquilo que todos deveriamos ser nas nossas profissões, e assim estariamos sem dúvida num país em crescimento, desenvolvido , sem passado de divida e com um futuro promissor

  3. O Aquiladas nunca me enganou: não inventa, relata factos; não deturpa, é rigoroso; não omite, escreve. Um abraço do tamanho do nosso imenso FCP! Rui Neves

  4. Luís Lavoura

    quando tivemos riquezas externas, como o comércio das Índias, o ouro do Brasil ou os fundos de coesão da União Europeia (UE), os défices agravaram-se

    É natural. Todo o dinheiro que entra tem de sair. Se Portugal tem uma fonte externa de dinheiro, é normal que se crie um défice da balança de pagamentos que faça esse dinheiro sair. O que é que o Ricardo Arroja quereria, que o dinheiro se acumulasse, qual montanha de ouro, no país?! Impossível. Onde há um défice da balança de pagamentos há uma fonte de dinheiro que o permite, e vice-versa.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.