Vale tudo

Desta vez o Hamas aposta na reciclagem. A sua máquina de propaganda usa uma imagem de uma criança síria morta ou ferida para o fazer passar por um menino palestiniano morto. Igualmente brilhante é o regresso de Pallywood à BBC. Chamo a atenção para o ferido que a reportagem capta aos 2m e 11s. Aos 2m e 42s está recuperado. Para outra.

49 pensamentos sobre “Vale tudo

  1. Comunista

    Se isto o ajudar a convencer-se que só o Hamas é que mata mulheres e crianças israelitas e que os ataques de Israel não atingem mulheres e crianças palestinianas, então força.

  2. Duvmet

    Na verdade não é só aquele “ferido”. Os outros que a reportagem mostra, uma vez passada a câmara que os filma, e quando já estão de costas, deixam logo de ser “feridos”. Ora reparem.
    Mas isto resulta. A generalidade das pessoas dedica ao assunto alguns segundos de atenção e é para esta gente que se fazem estes clips.
    Os outros, como o comentarista anterior, estão-se nas tintas para a realidade. Lêem o mundo segundo uma determinada cartilha e têm sempre uma justificação na ponta da língua. Normalmente nem sequer comentam o assunto mas, como este fez, mudam de conversa ou insultam.
    É tão típico….

  3. Duvmet

    Já agora, “comunista”, há um balanço moral que tem de ser capaz de fazer:

    Não é o numero de vitimas que determina um crime de guerra ou a ética de um ataque. Entre um sniper que alveja deliberadamente civis, matando UM e um projéctil que alveja o sniper, e como efeito não desejado, mata CEM civis, por muito que lhe custe, o 1º acto é um crime e guerra e uma acção abjecta , do ponto de vista ético. O 2º acto é perfeitamente legal e não ofende sensibilidades éticas.

    Se não é capaz de fazer este balanço, é merecedor de pena. Falta-lhe algo…

  4. jhb

    “O 2º acto é perfeitamente legal e não ofende sensibilidades éticas.”

    Já li muita barbaridade escrita neste blog mas esta ultrapassa todas as outras!… Assim resolvíamos as disputas com armas nucleares. Se não importa o numero de vitimas inocentes desde que se atinjam os objetivos militares…. Que voem as bombas!!

  5. Duvmet

    jhb, é exactamente como lhe digo. Alvejar civis de propósito ( que é jjustamente o que faz o Hamas) é crime de guerra e éticamente errado.
    Alvejar alvos militares e provocar vítimas civis, sem intenção deliberada, é uma acção aceitável, dentro das leis da guerra e da mais elementar ética.
    É, aliás, uma as razões pelas quais não se devem colocar alvos militares junto a estruturas civis.
    Mas reconheço que estes tabus éticos ocidentais não são partilhados pelos bárbaros que nos confrontam e que, na verdade, os usam contra nós. O Hamas, por exemplo, alveja civis de propósito e instala os seus militares em zonas civis. No último conflito com Israel, o Quartel General do Hamas estava instalado no Hospital de Qufa, por exemplo.
    A intenção é clara: por um lado matar civis israelitas,para aterrorizar. Por outro lado, usar os seus próprios civis como escudos humanos e , quando mortos, como instrumentos de propaganda.
    O facto de você e o comunista pensarem como pensam, demonstra que o primarismo deste expediente funciona, sobretudo sobre mentalidades cuja mediocridade as torna susceptíveis à manipulação.

  6. Duvmet

    Ah, e quanto às bombas, todos os exercitos ocidentais fazem um calculo entre o valor do objectivo militar e o os provaveis efeitos sobre civis. E muitas vezes pura e simplesmente não atacam o alvo militar. Poderia aqui dar-lhe inuneros casos, nas guerras de Israel Afeganistão, Iraque, etc.
    As bombas nucleares estratégicas não são armas de ataque, mas sim de dissuasão. Destinam-se a NÃO SEREM usadas, destinam-se a dissuadir ataques, pela ameaça de retaliações massivas.

    Claro que os bárbaros que nos confrontam, usam estes tabus contra nós. Por exemplo, o Irão construiu o seu mais formidável bunker com estruturas nucleares junto a Qom, uma cidade sagrada. A ideia é justamente usar esse estatuto como escudo contra ataques. É o mesmo racional que leva os terroristas do Hamas a instalar arsenais em mesquitas, escolas, etc. Se quiser saber algo do que se está a tratar, leia http://www.amazon.com/Assim%C3%A9trica-Ocidente-inimigos-Portuguese-ebook/dp/B0095VL2R0

  7. jhb

    E já se perguntou porque é que as armas nucleares são armas de dissuasão? Se o que você diz está correto e as baixas civis são aceitáveis eticamente, então o poder dissuasório das armas nucleares baseia-se em quê? Apenas na possibilidade da destruição de alvos militares?

  8. Sérgio

    Isto é novo?
    Não se lembram das mães palestinianas mostrarem aos médias ocidentais, as balas recolhidas das paredes de hospitais e infantários e disparadas pelos israelitas MAS QUE AINDA CONTINHAM A CÁPSULA COM A PÓLVORA (Eram balas que não tinham sido disparadas mas compradas em qualquer loja) ou as reuniões do parlamento palestiniano Às escuras por causa dos corte da electricidade de Israel mas na verdade, o parlamento palestiniano só se reúne de dia e grossos panos eram colocados para tapar a luz do dia.
    E com a ajuda da Reuters e outros médias!

  9. mggomes

    Eu bem sei que não é suposto o pessoal de direita comentar performances teatrais.
    Isso é coisa de “pensadores” de esquerda, com a sua auto-proclamada superioridade intelectual.

    Mas, ainda assim, arrisco dizer que estes actores eram todos amadores.
    Nada que se compare ao “Green Helmet Guy”!

  10. Duvmet

    hjb, a sua questão está respondida no livro que referenciei. De resto note, por exemplo, que as armas nucleares ocidentais não dissuadem ataques convencionais e até químicos e biológicos. Os argentinos atacaram as Falkland e os ingleses têm armas nucleares. Os chineses atacaram os americanos na Coreia e os americanos tinham armas nucleares. Os movimentos terroristas muçulmanos atacam Israel e Israel tem, provavelmente, armas nucleares. Quando da invasão do Iraque, os aliados iam preparados para encaixar ataques quimicos e biológicos, sem que estivesse sequer colocada a perspectiva de retaliarem com armas nucleares.
    Veja uma coisa simples, para perceber a diferença. Israel, se quisesse, reduzia Gaza a pó. Tem meios para isso. Mas não o faze aguenta o que mais nenhum país do mundo toleraria. O Hamas, se tivesse meios mais poderosos, utilizá-los-ia sem pestanejar.

    Se o meu caro amigo não logra ver a diferença, então tire as vendas ideológicas dos olhos.

  11. jhb

    As armas nucleares são armas de dissuasão devido ao enorme poder de destruição que possuem. O temor às incontáveis perdas civis que resultariam de um ataque com armas nucleares é a razão pelas quais estas não são utilizadas, como muito bem referiu. Assim, a sua ideia de que as perdas civis resultantes de um ataque militar estão justificadas eticamente não está correta.

    A diferença é bastante clara: Israel continuamente invade território palestiniano para construir casas para a sua população; mantém um bloqueio a Gaza que impede que esta funcione como qualquer outra sociedade normal e que faz com que a população tenha de recorrer a contrabandistas para fornecer os produtos básicos para a suas necessidades; impede a formação de instituições cívicas e políticas palestinianas que impedem que existe um Estado palestiniano, com o qual Israel seria obrigado a negociar de igual para igual (o que obviamente não deseja). O resultados de tudo isto é uma sociedade frágil que obviamente não tem força ela própria para conseguir uma estabilidade política que impeça que grupos como o Hamas sejam vistos como a alternativa ao caos ou a uma efetiva ocupação por parte de Israel. O que obviamente dá muito jeito a Israel porque enquanto o Hamas tiver a preponderância que atualmente possui, os israelitas sempre poderão fazer o que bem quiserem e entenderam sob a cobertura da suposta legitimidade moral de estarem a agir em “legítima defesa” e a “combater terroristas”.

    Resumindo, você empurra um povo inteiro a uma situação desesperada, estes começam a tomar atitudes desesperadas como por exemplo ações terroristas e depois vem você e ataca-os, com evidente desproporcionalidade de forças, como se fosse uma vítima inocente…?!!

  12. Duvmet

    ” sua ideia de que as perdas civis resultantes de um ataque militar estão justificadas eticamente não está correta.”

    É a sua opinião. Mas não coincide com o espírito e a letra das leis que regulam os conflitos. Nem nas chamadas “leis da guerra”, nem no Direito Internacional Humanitário. E uma vez que existe uma contradição entre as suas crenças e a realidade , é conveniente que reveja as suas premissas.

    “Israel continuamente invade território palestiniano”

    Não existe “território palestiniano”. Não existe nenhum Estado com esse nome. Nunca existiu. Aquilo que o meu amigo chama “território palestiniano” são terras disputadas que pertenciam à Jordânia e que por este pais foram perdidas quando atacou Israel e perdeu a guerra. Ora uma vez que a Jordânia não as reivindica, estão em disputa. Israel até pode anexá-las, à luz do Direito Internacional relevante.

    “; mantém um bloqueio a Gaza”
    Sim, perfeitamente legal e com razões óbvias resultantes do historial de agressão. Israel retirou de Gaza e não impôs nenhum bloqueio. Só o fez mais tarde, depois de os terroristas árabes transformarem a Faixa numa plataforma de lançamento de projécteis sobre as populações israelitas.

    ” que impedem que existe um Estado palestiniano”
    Reveja as suas premissas. O Hamas executou um golpe militar contra outro partido palestiniano, matou centenas de palestinianos, e expulsou os outros para a Samaria e a Judeia.

    “com o qual Israel seria obrigado a negociar de igual para igual”
    Engana-se. Israel anda há anos a querer negociar. Quem tem recusado é a AP que pretende que Israel aceite como pré-condições, coisas que, quando muito poderiam resultar das negociações. Ora isso não é possível. Se Israel cedesse, já não haveria nada a negociar. A situação é estúpida: os palestinianos não meteram ainda na cabeça que Israel irá suicidar-se. Numa negociação, cede-se e ganha-se. Se uma parte acredita que tem o poder todo, está em vantagem. No caso vertente, a parte mais fraca acha que tem poder para impor os seus termos à parte mais forte. Obviamente não tem e o resultado só pode ser mau para a parte fraca.

    “da suposta legitimidade moral de estarem a agir em “legítima defesa” e a “combater terroristas”.”

    Não é suposta, estão a agir em legítima defesa e estão a combater terroristas.

    “empurra um povo inteiro a uma situação desesperada”

    Trata-se de pessoas crescidas. As escolhas que fazem têm consequências. Se escolham lançar foguetes sobre civis, isso acarreta consequências. A sua converseta é infantil e desculpabilizadora. Não tenho pachorra para elaborar sobre ela. Cresça!
    Desproporcionalidade? Como lhe disse, Israel arrasaria facilmente Gaza, se quisesse.. O facto de não o fazer e aceitar que 1 milhão dos seus cidadãos vivam constantemente sob a ameaça de morte, é, só por si, demonstrativo de que não usaram a força necessária para acabar com o problema. Logo, a força nem sequer foi proporcional à ameaça, está muito aquém

    Reveja as suas premissas, meu caro. Falta lógica e racionalidade nas suas posições.

  13. jhb

    É curioso que você cite o Direito Internacional como argumento na questão da ética do massacre de civis e depois esqueça-o completamente quando diz que “Não existe “território palestiniano”.”, quando, entre muitas razoes pelas quais você está errado neste questão, uma larga maioria de Estados reconhece um Estado Palestiniano.

    Israel quer negociar com base nas suas premissas…E depois de meter o pé em grande parte dos territórios palestinianos. Os israelitas apenas procuram umas negociações que legitimem a sua ocupação de territórios que não lhes pertencem. Quem é que se sentaria na mesa das negociações nestas circunstâncias? Além disso se Israel quer negociar porque é que está contra o reconhecimento de um Estado Palestiniano?

    “Trata-se de pessoas crescidas. As escolhas que fazem têm consequências.”

    Sim. Pessoas crescidas com um leque de opções bastante reduzidas.

    “Desproporcionalidade? Como lhe disse, Israel arrasaria facilmente Gaza, se quisesse..”

    Como você próprio diz: desproporcionalidade de forças. E quando os direitos são iguais, a força é que leva a melhor…

  14. ruicarmo

    Mesmo sendo uma questão lateral, volto a reformular a questão: qual estado da Palestina? A Palestina do Alto de Abbas? A Palestina do Baixo do Hamas?

  15. sar

    Esta conversa da resposta desproporcional tem de ser esclarecida.
    O que seria uma resposta proporcional por parte de Israel?
    O lançamento de centenas de rockets às cegas sobre a população civil palestiniana?

  16. ruicarmo

    Peculiar esse estado. Tem dúvidas internas. E tem dúvidas quanto às fronteiras “práticas” e “plausíveis”.

  17. jhb

    O Estado Palestiniano está perfeitamente definido nos acordos internacionais. Se existem dúvidas sobre quais são as fronteiras do Estado Palestiniano, ou se as fronteiras plausíveis não são as mesmas que as teóricas, isso deve-se ao conflito e à ocupação israelita.

    É peculiar? Sim. Vivemos num mundo peculiar.

  18. ruicarmo

    Mas qual estado? Aquele que de tempos a tempos, estando perfeitamente definido, vai por intermédio do Abbas até à ONU pedir reconhecimento? Ou o estado do Hamas?

  19. Comunista

    “Não é o numero de vitimas que determina um crime de guerra ou a ética de um ataque. Entre um sniper que alveja deliberadamente civis, matando UM e um projéctil que alveja o sniper, e como efeito não desejado, mata CEM civis, por muito que lhe custe, o 1º acto é um crime e guerra e uma acção abjecta , do ponto de vista ético. O 2º acto é perfeitamente legal e não ofende sensibilidades éticas.”

    Duvmet, já que você quer ir para os aspectos técnicos da coisa há um outro lado. O Hamas não tem capacidade militar para conseguir sobrevoar o espaço aéreo israelita e atacar apenas alvos militares e deixar as vítimas colaterais para um argumentário como o seu – portanto o Hamas ataca com os meios que tem. Talvez então seja melhor que os palestinianos tenham caças de guerra, navios, drones porque assim não teriam de recorrer ao lançamento de rockets. Poderiam fazer ataques em que as vítimas civís, não importa o número, estavam sancionadas pela sua lei moral.

  20. Duvmet

    Hjb, quais “fronteiras de 1947”?

    Talvez se esteja a referir às linhas de cessar-fogo da Guerra de 1948, a partir das quais o Exército Israelita avançou em 04 de Junho de 1967, na chamada Guerra dos Seis Dias.
    Mas olhe que não se trata de qualquer fronteira histórica, natural, demográfica ou internacionalmente reconhecida, mas apenas o resultado de um armistício entre Israel e os estados árabes vizinhos em 1949, após a derrota destes últimos, na sequência da sua mal sucedida invasão do território israelita. Eram, na prática, as linhas definidas pelas pontas das espingardas das tropas em 1º escalão, quando entrou em vigor o cessar-fogo e válidas, naturalmente, enquanto ele se manteve.

    Como aliás o reconhece a Resolução 62 do CS, de 16 de Novembro de 1948, que apela à demarcação de uma linha de armistício, mais conhecida por “Linha Verde”, por vir marcada a verde, no mapa anexo à Resolução. A qual sublinha, sem margem para subtilezas interpretativas, o carácter temporário da Linha, declarando que as fronteiras definitivas seriam resultantes de negociações entre as partes.

    De facto a Jordânia, para justificar o seu ataque a Israel em 1967, afirmou, pela boca de um seu representante oficial, que “Há um Acordo de Armistício: o acordo não fixa fronteiras, fixa linhas de separação. O acordo não faz juízos sobre direitos políticos, militares, ou outros. Assim sendo, eu não reconheço território nem fronteira” [Embaixador da Jordânia, antes do ataque]

    A Resolução 242 do CS (1967), após a Guerra dos Seis Dias, naturalmente não apela ao regresso à anterior linha de armistício, nem a qualquer fronteira concreta. Apela a Israel para retirar “de territórios ocupados no recente conflito” e não “dos territórios ocupados no recente conflito”, e insta as partes a negociar.
    Que partes?
    Israel e os Estados árabes a quem pertenciam esses territórios e a partir dos quais atacaram Israel.
    Entretanto surgiram os palestinianos como identidade política. É uma nova realidade e reconhecida como tal, pelos israelitas que com eles estabeleceram negociações. Arafat declarou que : “A OLP compromete-se no processo de paz, na resolução pacífica do conflito e declara que todos os problemas (refugiados, fronteiras, etc) serão resolvidos através de negociações”. O próprio Abbas se comprometeu inúmeras vezes com a negociação e os termos do Quarteto (30 de Abril de 2003), referem também a necessidade de negociar.
    A actual AP, acreditando que a nova Administração americana e o clima internacional lhe são favoráveis, recusa agora negociar e foge para a frente, pretendendo impor unilateralmente as “suas” fronteiras a que chama “fronteiras de 1967”. É uma boa tentativa, mas trata-se de um acto de força da parte de quem pensa que a tem. Um bluff de poker que é, todavia, absurdo, porque assente na crença de que nada tem de ceder, uma vez que se espera que venha alguém impor à outra parte, de forma imperial, os termos que lhe agradam.
    Infelizmente, no mundo real, nada funciona assim. Actos unilaterais só resultam quando se tem força para os impor.
    Comportar-se como se isso fosse verdade, é viver num universo paralelo, no guião de um filme de Hollywood, ou nos fundos nevados de um guarda-fato que dá para Nárnia. E é uma cretinice.
    É que, num jogo a dois, a outra parte também pode jogar. E com ases.
    E se um caniche pensa que, por ladrar mais que o rotweiller, ficará com o osso todo, é provável que acabe sem osso e sem os próprios presuntos.

  21. Duvmet

    “Hamas ataca com os meios que tem”

    Então de que se queixa quando o alvo responde?

    Se você, um caga-tacos de meia tijela, magro e enfezado, resolve dar um soco no plexo solar de um karateka com o 10º Dan, está à espera de que ele se atire para o chão de medo? Ou que feche os olhos e prenda as mãos atrás das costas para a sua resposta ser aceitável?

    Não deverá ser você, pessoa crescida, a fazer alguns cálculos de potencial antes de sequer pensar em lhe dar um soco?
    Depois de estar sentado no chão, a obrar fininho, é que desata a choramingar com a “injustiça” e a “resposta desproporcionada”?
    Cresce, rapaz!

  22. Comunista

    Duvmet @ 30,

    Você agora e finalmente colocou correctamente o seu ponto de vista. Prevalece quem tem mais força militar. Só isto. Como vê não é difícil mostrar como todo o seu argumentário moral, das vítimas civís que de um lado que são ilegítimas e do outro são legítimas, é conversa para boi dormir.

  23. Duvmet

    “Prevalece quem tem mais força militar”

    Sim claro, sempre foi assim e sempre assim será. Mas a sua dicotomia está errada. É que você acha que tem a força não tem razão e que quem tem menos força tem automaticamente razão.
    O seu raciocínio está viciado à partida. E, neste caso, Israel tem a força, porque a soube criar, e a razão, límpida.
    Nem sempre foi assim. Em 1948, quando a jovem nação foi invadida por exércitos de vários países muçulmanos, tinha a razão mas não a força. E se não tivesse feito das tripas coração, não tinha sobrevivido.

    Quanto ao “meu ponto de vista”, como lhe expliquei, não é meu, é o espírito e a letra do Direito Internacional relevante. É nestes conceitos que assentam as Convenções de Genebra.
    Uma vez que não coincidem com os seus originais pontos de vista, talvez se devesse questionar sobre si mesmo e sobra a colonização cultural que lhe roubou a capacidade de pensar por si mesmo.

  24. jhb

    @29

    “Hjb, quais “fronteiras de 1947″?”

    “The United Nations Partition Plan for Palestine was a plan for the future government of Palestine. The Plan was described as a Plan of Partition with Economic Union which, after the termination of the British Mandate, would lead to the creation of independent Arab and Jewish States and the Special International Regime for the City of Jerusalem. On 29 November 1947, the General Assembly adopted a resolution recommending the adoption and implementation of the Plan as Resolution 181(II).[1]”

    en.wikipedia.org/wiki/United_Nations_Partition_Plan_for_Palestine

  25. Comunista

    “talvez se devesse questionar sobre si mesmo e sobra a colonização cultural que lhe roubou a capacidade de pensar por si mesmo.”

    Sim, claro. Só você é que pensa por si mesmo. O facto de você não fazer mais aqui do que eco das posições oficiais do governo de Israel eu vou fingir que você chegou às suas conclusões sentado nas areias de algum deserto a pensar por si mesmo no sentido da vida.

  26. DSC

    A verdade comunista é que o duvmet, argumentando, contextualiza. A sua argumentação passa por chutar para a frente. Do género de falsificar imagens. Disso já não fala. Pois..

  27. Duvmet

    jhb, diga em que paarte do plano de partilha constam as “fronteiras de 1947”, por favor. O texto que aqui colou não lhe faz qq referência. Que parte da minha argumentação vocẽ contesta e com que base?

  28. Duvmet

    “eu vou fingir que você ”

    Parece ter prática na matéria. Mas este seu amigo tem obra escrita sobre este tema, não se limita a debitar os slogans que ouve por aí, nos pasquins panfletistas do costume. E, curiosamente, não lhe vejo aqui qq argumento sólido, apenas slogans opinativos que nem sequer são seus. O meu caro amigo cola cartazes…

  29. Comunista

    Contextualiza? O Duvmet não faz mais nada do que trazer para aqui as contextualizações do governo e diplomacia de Israel. Não há nenhuma novidade no que o duvmet diz. Que venha depois armar-se em livre pensador, como se o que ele diz não seja o que é dito pelo governo de Israel, quase ipsis verbis, a meu ver mostra bem qual é a liberdade de pensamento quye o duvmet propõe – a de ser livre de pensar o que pensa a diplomacia de Israel.

    Já agora, se julgar que eu repasso simplesmente o ponto de vista do Hamas eu desafio-o a encontrar alguma citação minha contra a existência do Estado de Israel na palestina. O que é para mim outra coisa é aceitar simplesmente a posição diplomática do governo de Israel, assim como as suas políticas efectivas no terreno, como inquestionáveis.

    Para vocês o governo de Israel pode ser infalível em tudo e mais alguma coisa, pode ter sempre 100% de razão no que quer que faça e diga, para vocês que são livres pensadores. Eu como não sou livre pensador e portanto não remeto tudo ao que diz a diplomacia Israelita, não posso concerteza pensar igual a vocês, senhores da verdade, e portanto tenho dúvidas sobre a infalibilidade moral e política do governo de Israel em suas relações com a palestina.

  30. jhb

    @37,

    “Part II. – Boundaries

    A. THE ARAB STATE

    The area of the Arab State in Western Galilee is bounded on the west by the Mediterranean and on the north by the frontier of the Lebanon from Ras en Naqura to a point north of Saliha. From there the boundary proceeds southwards, leaving the built-up area of Saliha in the Arab State, to join the southernmost point of this village. There it follows the western boundary line of the villages of ‘Alma, Rihaniya and Teitaba, thence following the northern boundary line of Meirun village to join the Acre-Safad Sub-District boundary line. It follows this line to a point west of Es Sammu’i village and joins it again at the northernmost point of Farradiya. Thence it follows the sub-district boundary line to the Acre-Safad main road. From here it follows the western boundary of Kafr-I’nan village until it reaches the Tiberias-Acre Sub-District boundary line, passing to the west of the junction of the Acre-Safad and Lubiya-Kafr-I’nan roads. From the south-west corner of Kafr-I’nan village the boundary line follows the western boundary of the Tiberias Sub-District to a point close to the boundary line between the villages of Maghar and ‘Eilabun, thence bulging out to the west to include as much of the eastern part of the plain of Battuf as is necessary for the reservoir proposed by the Jewish Agency for the irrigation of lands to the south and east. […]”

    http://www.mfa.gov.il/MFA/Peace%20Process/Guide%20to%20the%20Peace%20Process/UN%20General%20Assembly%20Resolution%20181

    Faltou-lhe ler a segunda parte…

  31. Duvmet

    hjb, lamento informá-lo, mas os árabes NÃO ACEITARAM, esse plano de partilha. Votaram contra ele e atacaram Israel, que o aceitou. O tempo não volta atrás, meu caro. Depois disso já houve várias guerras, impostas pelos árabes a Israel. E de resto continuam a não aceitar, Basta dar uma olhada às cartas fundacionais dos movimentos palestinianos. Todos.
    E lamento tb informá-lo que as fronteiras do RECUSADO plano de partilha não coincidem com a linha de armisticio. A sua confusão entende-se. Você não percebe patavina do assunto mas os judeus fazem-lhe impressão. Deixe estar que está bem(?) acompanhado…

  32. jhb

    duvmet,

    Sim, os árabes não aceitaram o plano e a meu ver fizeram muito mal. Poderia ter sido um passo importante para a resolução do conflito. Mas na declaração de 1988 fala-se nas fronteira de 1967 e na proposta de adesao da Palestina à ONU indica-se expressamente a mesma fronteira.

    “A sua confusão entende-se. Você não percebe patavina do assunto mas os judeus fazem-lhe impressão. Deixe estar que está bem(?) acompanhado…”

    Ridículo. Primeiro porque fui eu, alguém que “não percebe patavina do assunto” que lhe disse, a você que “tem obra escrita sobre este tema”, onde procurar a informação sobre as fronteiras de 1947 que segundo você, com obra escrita sobre o tema, não existiam.

    Segundo, pela frase “os judeus fazem-lhe impressão”. É o velho truque da chantagem intelectual do anti-semitismo, inimigo doa judeus etc etc. Quando não tem mais nada que usar como argumento, recorrem sempre a esta acusação.
    Desafio a dizer onde é que eu escrevi a palavra judeu em todos os meus comentários sobre este tema. Ridículo.

  33. Comunista

    1. LETTER FROM YASSER ARAFAT TO PRIME MINISTER RABIN:

    September 9, 1993
    Yitzhak Rabin
    Prime Minister of Israel
    Mr. Prime Minister,
    The signing of the Declaration of Principles marks a new era in the history of the Middle East. In firm conviction thereof, I would like to confirm the following PLO commitments:
    The PLO recognizes the right of the State of Israel to exist in peace and security.
    The PLO accepts United Nations Security Council Resolutions 242 and 338.
    The PLO commits itself to the Middle East peace process, and to a peaceful resolution of the conflict between the two sides and declares that all outstanding issues relating to permanent status will be resolved through negotiations.
    The PLO considers that the signing of the Declaration of Principles constitutes a historic event, inaugurating a new epoch of peaceful coexistence, free from violence and all other acts which endanger peace and stability. Accordingly, the PLO renounces the use of terrorism and other acts of violence and will assume responsibility over all PLO elements and personnel in order to assure their compliance, prevent violations and discipline violators
    In view of the promise of a new era and the signing of the Declaration of Principles and based on Palestinian acceptance of Security Council Resolutions 242 and 338, the PLO affirms that those articles of the Palestinian Covenant which deny Israel’s right to exist, and the provisions of the Covenant which are inconsistent with the commitments of this letter are now inoperative and no longer valid. Consequently, the PLO undertakes to submit to the Palestinian National Council for formal approval the necessary changes in regard to the Palestinian Covenant.

    Sincerely,
    Yasser Arafat
    Chairman
    The Palestine Liberation Organization

    3. LETTER FROM PRIME MINISTER RABIN TO YASSER ARAFAT:

    September 9, 1993
    Yasser Arafat
    Chairman
    The Palestinian Liberation Organization
    Mr. Chairman,
    In response to your letter of September 9, 1993, I wish to confirm to you that, in light of the PLO commitments included in your letter, the Government of Israel has decided to recognize the PLO as the representative of the Palestinian people and commence negotiations with the PLO within the Middle East peace process.
    Yitzhak Rabin
    Prime Minister of Israel
    http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Peace/recogn.html

    Yitzhak Rabin (…) was assassinated by right-wing Israeli radical Yigal Amir, who was opposed to Rabin’s signing of the Oslo Accords. Rabin was the first native-born prime minister of Israel, the only prime minister to be assassinated (…)
    http://en.wikipedia.org/wiki/Yitzhak_Rabin

  34. Pingback: Conflito Israelo-Palestiniano « O Insurgente

  35. lucklucky

    “LETTER FROM YASSER ARAFAT TO PRIME MINISTER RABIN”

    Nem os Palestinianos acreditavam nele.

    ——————————–

    Brigada Al Quds, lança rockets subterraneo – num local onde nos dizem há muita fome mas há dinheiro para

  36. lucklucky

    “Mas na declaração de 1988 fala-se nas fronteira de 1967 e na proposta de adesao da Palestina à ONU indica-se expressamente a mesma fronteira.”

    Imoral. Ou seja recompensar o agressor, Só se os Israelitas fossem idiotas é que se voltava ás fronteiras de 67.
    além de que deve ser para Israel não ter acesso outra vez a Jerusalém e ao muro das lamentações.

    Não quer regressar ás fronteiras de 1990 na ex Jugoslávia?

  37. Duvmet

    Já lhe demonstrei, hjb que não existem “fronteiras de 1967”. Nunca existiram, nunca foram reconhecidas. O conceito é apenas novilíngua, uma tentativa de criar uma realidade nomeando-a. Lá atrás dei-me ao trabalho de lhe explicar que aquilo a que a AP se refere é à linha de armistício (linha verde) entre Israel e a Jordânia. Não é por repetir muitas vezes o “fronteiras de 1967” que a linha de cessar fogo se transforma numa fronteira, como se isto fosse um espectáculo de magia.
    O que existe é uma predisposição de Israel a negociar fronteiras ao passo que a AP pretende simplesmente impô-las, como se elas resultassem de algum direito divino.. É óbvio que não está em condições de o fazer, está cada vez com menor poder negocial, pelo que faria melhor em negociar já.
    Mas eles lá sabem. E enquanto acreditam que outrem obrigará Israel a aceitar as suas pré-condições,( acreditaram que Obama iria obrigar Israel a ceder às suas exigências e perderam 4 anos….relembro-lhe que Obama pediu a Israel para congelar os colonatos,como medida de boa fé, Israel congelou e os palestinianos fizeram de conta que não era nada com eles, recusando sentar-se à mesa) o tempo passa e no terreno Israel vai-se instalando.
    Se bem se recorda, os palestinianos tentaram aproveitar esse gesto de boa fé negocial de Israel como condição exigivel à partida, obvia chico-espertice que Israel não comprou, claro. E aquilo que era para ser negociado, passou a ser exigido como condição de negociação pelos palestinianos.

    Os palestinianos ainda não caíram na realidade…a realidade de que fizeram más escolhas, perderam as guerras que desencadearem e que não podem fazer de conta que isso não tem consequências.
    No dia em que perceberem isso, estarão em condições de se sentar à mesa com as pessoas crescidas.

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