Conferência Escola Austríaca da Economia – 29 Nov

Universidade Católica do Porto recebe dia 29 de Novembro um evento do Instituto Mises Portugal em que os dois representantes Portugueses na Mont Pelerin Society (logo, provavelmente os dois maiores académicos do Liberalismo Português) vão apresentar a Escola Austríaca da Economia.

Todos os interessados em aprender e debater um pouco esta escola em ascensão deverão inscrever-se (gratuitamente) enviando um mail para escola.austriaca.economia@gmail.com para garantir o seu lugar.

16 pensamentos sobre “Conferência Escola Austríaca da Economia – 29 Nov

  1. João

    Para quando em Lisboa? Ir a meio da semana ao Porto é complicado. Mas fico satisfeito com esta iniciativa. Infelizmente muito poucos conhecem a Escola Austríaca, mesmo entre economistas…incrível não é?

  2. João

    Só uma questão. Pode parecer um preciosismo mas onde se lê “..os dois maiores académicos do liberalismo português” deveria ser, na minha opinião entenda-se, do movimento libertário ou libertismo ou libertarianismo, qualquer dos três menos liberalismo.

    Libertários não deverão ser confundidos com liberais. Até meados do séc XIX eram considerados o mesmo. Ambos acreditando nas mesmas coisas, governo limitado e nos benefícios de um mercado livre. Contudo, por volta de 1870 os liberais foram gradualmente aceitando a ideia de que o governo teriam tambem como função garantir justiça social. Liberais foram desenvolvendo a filosofia em que haveria a necessidade de governos com alguma dimensão, taxas e regulação. Para os libertários esta filosofia liberal é muito próxima do socialismo e obviamente discordam. Para um libertário os impostos são uma forma de roubo, perpetrado pelo estado, mas ainda assim um roubo.

  3. Paulo Pereira,
    Na fase de Perguntas & Respostas pode fazer livre uso da sua liberdade de expressão.
    Se bem que vai estar em ligeira desvantagem em termos de tempos, pois terá o tempo de um “questionador” da audiência, não de um “debatente”.
    Conselho: aproveite e faça uma pergunta difícil =)

    João,
    O Guilherme é da Católica do Porto e privilegia a sua cidade.
    Mas estou certo que os membros do Instituto Mises Portugal em Lisboa irão organizar conferências no sul.
    E imagino que o Carlos Novais vá organizar a II Conferência do Liberalismo em Coimbra ou em Lisboa…

  4. Paulo Pereira

    RCM,

    A pergunta que gostaria de fazer é esta :

    Porque é que a actual escola austriaca insiste em ser frontalmente contra a tese central da TG de JM Keynes de que num sistema capitalista o investimento das empresas é fortemente pro-ciclico e o consumo moderadamente pro-ciciclo, apesar desta tese ser logicamente consistente e ter sido confirmada em todas as recessões com mais de 12 meses ( o tempo para que a recessão se propague a todos os sectores da economia).

    Esta posição que poderia ser aceitável nos anos 20 e 30 do séc. XX é muito estranha nos tempos que correm.

  5. João

    RCM,

    Essa pergunta obriga a uma resposta demasiado longa para um post. É complicado entrar num debate que obrigatoriamente vai ter respostas e contra respostas neste post.
    De uma forma simples e rapida tem as suas duvidas, se é disso que se trata, neste artigo:

    http://mises.org/daily/5464/The-Critical-Flaw-in-Keyness-System

    Basicamente nao é a teoria em sim mas onde esta se baseia. Num sistema monetario de fiat-currency e numa economia intervencionda em que os bancos centrais manipulam as taxas de juro. Mais ainda , segundo keynes, os trabalhadores em geral dão mais importancia ao salario nominal do que ao salario real, sendo que uma forma de reduzir salarios sera sempre a de injectar mais dinheiro na economia obrigando os preços a subir e os salarios reais a descer mantendo o salario nominal. Fatalmente com keynes a inflação e a divida vão sempre aumentando. O que estamos a sofrer hoje é produto de uma uma moeda de curso forçado num sistema de bancario de reservas fraccionadas com taxas de juro controlados pelos bancos centrais. Num sistema saudavel existiria uma moeda comodity, taxas de juro definidas pelo volume das poupanças voluntarias e um sistema bancario com reservas de ou proximas dos 100%.

  6. Paulo Pereira

    João, a realidade é diferente da utopia.

    Na realidade de um sistema capitalista moderno o investimento das empresas é fortemente pro-ciclico e o consumo moderadamente pro-ciclico , tal como se pode verificar em dezenas de recessões nos ultimos 80 anos.

    Ou seja, a tese central da TB de JM Keynes está correcta.

    Um liberal a sério tem obrigação de aceitar a realidade e poderá propor alterações ao sistema monetário actual , mas nunca poderá negar a verdade dos factos.

    A insistência da actual escola austriaca na negação da realidade terá de colocar essa escola como não liberal.

  7. mggomes

    “No one should expect that any logical argument or any experience could ever shake the almost religious fervor of those who believe in salvation through spending and credit expansion.”, Ludwig von Mises

    E, digo eu, o Mises não conhecia o Paulo Pereira! 🙂

    Relativamente aos ciclos económicos, não é certamente por acaso que a popularidade de Escola Austríaca está em alta. E não creio que seja uma bolha especulativa alicerçada em crédito fácil…

    Continuando em Mises:

    “There is no means of avoiding a final collapse of a boom brought about by credit expansion. The alternative is only whether the crisis should come sooner as a result of a voluntary abandonment of further credit expansion or later as a final and total catastrophe of the currency system involved.”

    Não acha, caro Paulo Pereira, que isto se aplica como uma luva à presente crise?,

    Seja como for, a salvação está a caminho, segundo os Hurri-Keynesians: agora até em Portugal já temos tornados!

  8. João

    Utopia? Paulo Pereira,

    Bem, se é utopia querer um sistema monetário em que as taxas de juro são definidas pelo mercado e não por um banco central e querer acabar com a CHAGA que é o sistema de reserva fracionada bancaria (clique no link veja este simples e rápido vídeo e diga-me que não há nada de errado com isto:

    . O sistema de reserva fracionada bancaria, de entre os muitos culpados da crise, é o principal culpado por estarmos como estamos no Mundo Inteiro.

    Sabe que esta utopia já foi realidade, em tempos!

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