«Quem desgraçou Portugal foi o Governo anterior»

55 pensamentos sobre “«Quem desgraçou Portugal foi o Governo anterior»

  1. lucklucky

    As mesmas políticas dão os mesmos resultados mas isso não conta para os Lucas Galuxo… O Socrates Americano será o próximo.

  2. JP

    “1.Desgraçou Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Irlanda, Islândia, França.. Foi um desgraçador.”

    Seguindo este “raciocínio”, se 10 famílias se desgraçarem tem de haver necessariamente um culpado comum, bastante útil, porque faz desaparecer todo e qualquer responsável em cada uma delas.
    Curiosamente, sobrou a Alemana, pelo que se adivinha que a culpa é desta ou, mais especificamente, da Frau Merkel.
    O nosso problema está bem à vista: há quem queira mais e do mesmo.

  3. Desgraçou é mesmo a palavra certa. É incrível o mal que um homem pode fazer a um país. Levaremos 25 anos a reduzir a dívida até ao nível que tinhamos antes de Sócrates!

  4. APC

    A Alemanha era também, tal como Portugal tinha sido anteriormente, um dos países que não cumpria as metas da UE para o défice, instaurou, entre outras medidas, o Comité Hartz em 2002 que levou a uma série de reformas no mercado de trabalho e a limitações/reduções no pagamento de apoios sociais.

    Ou seja, já existe “austeridade” na Alemanha há 10 anos, por cá optou-se pelas “políticas de crescimento”, bela opção, o resultado está à vista!

    Mas não, para todos os efeitos os culpados pela estupidez que grassa em Portugal é obviamente da Sra. Merkel, haja paciência para tanta estupidez.

  5. ah se o medina o diz só pode ser verdade. medina é deus e toda a sua palavra é absoluta. o facto de ter estado num outro governo ou de haver um porradão de países sob resgate como nós é totalmente irrelevante para o caso. [para que se entenda: não suporto sócrates, tenho até orgulho de ter começado a não o suportar muito antes do resto da malta. mas é incrível que haja jornalistas a “entrevistar” sem o mínimo de contraditório – medina fala, fala, fala e como “previu” a desgraça (que proeza, bitaites sobre desgraças em Portugal darem certo) mas questioná-lo como gente grande é que ’tá quieto. como é incrível que o maior argumento de defesa da barbaridade que aí vem continue a ser “a culpa é do outro”. obrigado, direita portuguesa, por me ensinarem que as desculpas que usava quando tinha 8 anos e os meus pais me apanhavam em flagrante continuam a ser as melhores na vida adulta. vou desatar a aplicar o exemplo na minha vida pessoal e profissional. deixarei muitos de vós orgulhosos, dá para ver.]

  6. Esta é ridícula! Por qualquer critério não é crível que um Governo em meia dúzia de anos possa fazer assim tanto mal ao país.
    Segundo Passos & Gaspar, a situação actual levará décadas a consertar, Passos creio que falou em vinte anos e Gaspar em décadas.
    A título de exemplo, a II Grande Guerra durou tanto tempo como o governo de Sócrates e destruiu vários países. Além de que, mesmo naqueles que não destruiu ou destruiu pouco (Reino Unido ou Estados Unidos, por exemplo) os efeitos da guerra foram formidáveis, cinco ou seis anos de gastos e “investimentos” não produtivos.
    No entanto, dez anos depois de acabada a guerra (1954/1955) já tinham em grande parte recuperado e vinte anos depois (1964/1965) já estavam na maior.
    Será que esta abécula do Medina Carreira acha que o que Sócrates fez de mal ao país foi pior do que a destruição da Alemanha ou do Japão na II Guerra Mundial?
    É com bocas idiotas como esta que Medina Carreira perde qualquer réstia de credibilidade.

    E que tal considerarmos que o estado em que o país está foi causado por uma descuidada adesão à CEE/UE e principalmente ao Euro? E cujos culpados foram(e continuam a ser) PS, PSD (e mesmo CDS) e políticos como Mário Soares, Cavaco Silva, etc., etc.
    Nã Medina Carreira nem toca nisso pois ainda perdia o seu lugar de comentador.

  7. Fernando S

    N.K. 6. : “… é incrível que o maior argumento de defesa da barbaridade que aí vem continue a ser “a culpa é do outro”.

    Não é “argumento de defesa” … é a explicação (para quem ainda não percebeu e acha por isso que a austeridade não é necessaria) !!

  8. A. Cabral

    Também o ouvi, ontem. Simplesmente demolidor porque, sobretudo, verdadeiro. Medina Carreira tinha razão, como aquela Cassandra que avisou contra os perigos do cavalo de Tróia… E,corajosamente,chamou os bois pelo nome: o governo socialista do Sócrates, nome que se tornou verdadeiro tabu entre os socialistas e companhia. Desde que ele se foi embora, desgraçadamente tarde de mais,nenhum dirigente socialista se atreve a falar no nome dele. É sem dúvida, uma estratégia concertada para ver se conseguem que nos esqueçamos da desgraça que nos causou. Falam constantemente na Merkel, mas no Sócrates nem uma vez sequer. Reparem bem…

  9. Fernando S

    O Raio 8. : “… o estado em que o país está foi causado por uma descuidada adesão à CEE/UE e principalmente ao Euro”

    O estado em que o pais esta foi o resultado de politicas despesistas e intervencionistas de quem achou que a pertença à CEE/UE e ao Euro (“clubes de paises ricos”) dispensava rigor nas contas publicas e reformas estruturais na economia para melhorar a competitividade da economia portuguesa.

  10. Fernando S

    O Raio : “Segundo Passos & Gaspar, a situação actual levará décadas a consertar,…

    Se os portugueses forem na conversa das corporações de interesses e dos vendedores de ilusões (tipo “politicas de crescimento”) e inviabilizarem politicamente as politicas de austeridade e de reformas estruturais necessarias ao “conserto” … ai sim que levara muito tempo, anos ou décadas, se é que alguma vez se consertara e se é que não vai ficar ainda bem pior !!

  11. lucklucky

    “Por qualquer critério não é crível que um Governo em meia dúzia de anos possa fazer assim tanto mal ao país.”

    Que tal aprender a fazer contas? Ou informar-se?
    O Governo Sócrates duplicou o valor da dívida publica portuguesa em Democracia. 15% em 1974, 60% quando Sócrates chegou ao poder, mais de 100% quando caiu.
    O que tinha sido feito em 30 e tal anos, Sócrates conseguiu repetir em 4 ou 5.

    Comece por aqui e vá aos anos/mês das eleições.
    http://www.igcp.pt/gca/?id=107

    E não incluí as empresas publicas e outras maravilhas como a parque escolar usadas para esconder dívida…

    Eu até não concordo em parte com o Medina Carreira porque no último ano de Governo Sócrates, PSD e especialmente a ala cavaquista fizeram toda a força para sustentar o Governo PS e assim apoiaram o Governo PS no ano em que este bateu o record de défice do país com mais de 20 mil milhões de euros pedido emprestados.
    O CDS, BE, PCP, e até CGTP lançaram lágrimas quando parecia que Passos iria deitar o Governo Sócrates num dos primeiros PEC’s logo quiseram também eles continuar. a festa.

  12. lucklucky

    “Segundo Passos & Gaspar, a situação actual levará décadas a consertar”

    Não há nada para consertar. Aquilo que tivemos não era nosso. Era dívida.

    Se alguma vez viermos a ter a riqueza passada será porque estamos diferentes.
    Percebe o que a palavra diferente quer dizer? algo de novo, algo que nunca existiu, será nós produzirmos riqueza o que na década passada só chegou por crédito.

  13. Duvmet

    Raio, entendo a sua indignação mas não entendo o seu argumento sobre o tempo que leva a destruir e a construir. Acha a lei da entropia não pode ser aplicada assim de caras aos processos políticos?
    A mim parece-me que para destruir uma casa basta 1 segundo ( uma bomba) mas para construir é sempre necessário muito mais tempo.
    O seu argumento sobre a reconstrução da Europa após a 2ª GM parece-me interessante. Tem opinião sobre qual a razão pela qual essa reconstrução teve tanto sucesso em países como a Alemanha, mas não em países como a Espanha, Bulgária, etc? Ache que tem a ver com os respectivos politicos, os povos ou haverá outra qq razão?

  14. JP

    “Por qualquer critério não é crível que um Governo em meia dúzia de anos possa fazer assim tanto mal ao país. ”

    São as PPP a multiplicar por décadas, apara além da duplicação da dívida iniciada em 2005.

  15. Eu, pela minha parte, julgo que os socialistas são cada vez mais impenitentes em relação ao (seu) passado recente de governação. E isso preocupa-me, pois eles já sentem o cheiro do poder ao virar da esquina. E o Seguro é ainda mais impreparado que o PPC.
    Mas parece-me manifestamente exagerado lançar as culpas só para cima do anterior governo. Até porque a irresponsabilidade na gestão da coisa pública é geral e vem detrás, estando presente nos vários níveis do poder (central, regional e local).

  16. Paulo Roxo

    Para repor a verdade total convinha relembrar a Medina (de forma a corrigir em próximo programa) que o governo a que se referia não saiu em 2010, mas sim dia 21 de junho 2011. Por acaso é um detalhe importante que muitas vezes é negligenciado, na minha opnião intencionalmente.

  17. Pela fotografia vê-se que Medina Carreira está a pensar “Epá, estes portugueses são tão estúpidos, quantas vezes é preciso dizer a mesma coisa, quantas vezes lhes avisei que isso ia acontecer!”

  18. Lucas Galuxo

    O aborrecido destas discussões é rapidamente descambarem num Benfica-Sporting. Sócrates tomou medidas erradíssimas, algumas que este governo ainda não corrigiu, como a criação da ASAE ou o enquadramento fiscal dos trabalhadores independentes que aconselham qualquer mente sã a ficar quieta em vez de empreender, ou distracções jugulares e afins, mas não pode ser responsabilizado pelo desequilíbrio financeiro e comercial que está inscrito nos genes desta união europeia e moeda única construídas a sopetão, nem por derivas especulativas globais. É como diz o nosso primeiro-ministro (nisso tem razão): quem não está consciente da verdadeira causa dos problemas dificilmente terá possibilidade de resolvê-los.

  19. APC

    E para a esquerda é habitual culpar o polícia em vez do ladrão. Mas a vítima f*de-se sempre.

    O desequilíbrio financeiro está em todo o lado, todo o crescimento com base em dívida é igual, e por muita culpa que tenham tido o Cavaco, Guterres e Barroso (que tiveram!), o Sócrates foi um campeão absolutamente destacado.

  20. Duvmet

    “Até porque a irresponsabilidade na gestão da coisa pública é geral e vem detrás, estando presente nos vários níveis do poder (central, regional e local).”

    Facto incontestável LM. Mas a que acha que se deve? Ao nosso sistema democrático? Á nossa idiossincrasia? Aos nossos genes? Á falta de incentivos adequados ( positivos e negativos)? Uma questão cultural?

  21. Pingback: «Quem desgraçou Portugal foi o Governo anterior « « 25 de Novembro sempre !

  22. anti-praticos

    12-“Se os portugueses forem na conversa das corporações de interesses e dos vendedores de ilusões (tipo “politicas de crescimento”) e inviabilizarem politicamente as politicas de austeridade e de reformas estruturais necessarias ao “conserto” … ai sim que levara muito tempo, anos ou décadas, se é que alguma vez se consertara e se é que não vai ficar ainda bem pior !!”
    É evidente que o Raio está mal.Mas quem defende aumentos brutais de impostos sobre as familias(sócrates aumentava impostos, portanto para si a solução dele era correcta pelos vistos!!), que nem certos ministros já defendem,também está a condenar o pais a ser a segunda grécia e a sair do euro. Enfim, socialistas de todos os partidos

  23. Miguel P

    A culpa foi de quem votou, a culpa foi de quem não votou, a culpa é dos meus pais que acreditaram no socialismo, a culpa é dos meus amigos que ainda acreditam no socialismo, a culpa é de quem acha que para governar é precisos controlar a vida dos outros, a culpa é daqueles que acham que o dinheiro que o Estado gasta em nosso nome é bem gasto, a culpa é de quem não quis saber, a culpa é de quem não estudou, a culpa é de quem estudando nada aprendeu, a culpa é dos vendedores de sonhos, a culpa é dos que chamavam à atenção para o estado a que o Estado chegou, a culpa é de quem não ouviu, a culpa é de quem ouviu e não fez o suficiente, a culpa é dos Sócrates, Guterres, Jerónimos de Sousa e Franciscos Louçãs da nossa sociedade, a culpa até é do Marx e do Keynes, mas acima de tudo a culpa é minha e é tua, acima de tudo, a culpa é nossa.

  24. Pisca

    E os anteriores não contam ? Ou andaram a governar a junta de freguesia de Vila Nova do Assobio, onde fizeram estádios do euro, passaram a industria e pesca a pataco para betão e estradas para lado nenhum e por aí fora

  25. Fernando S

    O anti-praticos é contra uma politica de austeridade, qualquer politica de austeridade. A sua conversa contra o aumento de impostos no contexto actual não difere do que diz agora a esquerda, do BE e do PCP até aos sociais-democratas e sociais-cristãos do PSD e do CDS passando naturalmente por todo o PS, sem excluir os mais socratistas, soaristas e seguristas. A sua ideia de que apenas os cortes nas despesas publicas seriam suficientes para fazer a consolidação orçamental é completamente irrealista e errada. Até porque cortes brutais na despesa do Estado também afectam os consumos das familias e as procuras das empresas e contribuem assim para a recessão, para o desemprego, para o descontentamento. O anti-praticos até foi contra a medida da TSU, que permitia uma descida no custo do trabalho, que era um meio de flexibilização adicional do mercado de trabalho, que consistia no primeiro choque fiscal a favor das empresas. No fim de contas, o anti-praticos, apesar de se armar em grande liberal matador de socialistas, esta sempre do lado daqueles que, da direita “social” à esquerda, de toda a esquerda, contribuem para a criação e o desenvolvimento de um clima social e politico que leve à queda do actual governo e à substituição da politica de austeridade por uma politica dita “de crescimento”. Todos sabemos, incluindo o anti-praticos, que a alternativa que viria a seguir seria certamente mais à esquerda, mais cavaquista, mais “Bloco Central” ou mais PS, mais “Partidão da Despesa Publica”, menos favoravel a cortes “cegos” na despesa publica, mais adepta da pedinchisse à Europa e da “renegociação” do plano da Troika para obter mais tempo e mais dinheiro. Mas isto não o parece incomodar, antes pelo contrario. O seu aparente radicalismo anti-impostos e pro-cortes-radicais-na-despesa (ou tudo ou nada ; que quer sempre dizer “nada”), é apenas uma versão camuflada e polticamente insignificante do conservadorismo de fundo instalado na sociedade portuguesa que invoca a obrigatoriedade de grandes mudanças para que não se faça nada e para que fique tudo como dantes. Este conservadorismo, se se impuser em definitivo, é que nos pode condenar a sermos uma outra Grécia e a uma eventual saida do Euro. Não é por acaso que, relativamente a todos os assuntos, os argumentos e as opções politicas do anti-praticos coincidam com as da esquerda (e da direita) mais anti-liberal. Não é por acaso que o seu raciocionio economico seja perfeitamente neo-keynesiano, mais preocupado com a procura dos consumidores do que com a oferta das empresas, acreditando mais no crescimento a todo o custo e a curto prazo do que nas vantagens a prazo dos ajustamentos macro e micro. Vejo-o aqui sempre exclusivamente preocupado em comentar e criticar os que, como eu, defendem grosso modo a via preconizada pelo plano da Troika do que propriamente interessado em comentar e contestar os que defendem posições e argumentos partilhados pelas diferentes esquerdas. Sinceramente, não é um tipo como voce que me vai dar lições de liberalismo e de anti-socialismo !!

  26. anti-praticos

    Choro, choro ,e choro, fenando s.Um belo momento de propaganda politica.Nem de certos ministros do governo vi um fanatismo tão pro-governo como o seu
    A comparação que faz da minha posição com a da esquerda ou dessa direita social é a mais ridicula e irracional possivel, e por mais divergencias que houvesse, não esperava uma encenação politica dessas da sua parte.Não vejo aonde o meu discurso pode ser igual a eles.Eles querem mais estado e que as familias paguem mais impostos para resolver o défice mesmo no imediato e para o estado social.Ora eu defendo exatamente o contrário.O fernand refere-se ao facto do ps e esquerda queixarem-se dos aumentos de impostos,e está-lhes a fazer o jogo deles, dando-lhes a credibilidade que mais ninguém lhes dá.Porém muito mais importante do que dizem é aquilo que fizeram no passado.E…o certo é que o ps e os cavaquistas para descer o défice(não para o aumentar) usou medidas muito parecidas senão iguais ás que o fernando defende.E não,não sou contra a austeridade, mas sim sou plenamente defensor de uma politica que seja centrada na redução da despesa, e não em fazer de nós, desgraçados contribuintes, autenticos escravos fiscais do estado.,opção que tem sido seguida ao longo dos ultimos 40 anos e que pelos vistos alguns ainda veem nela uma solução.E isso é que é completamente irrealista e temerário, ao contrário do que disse(teodora cardoso, não me parece esquerdista ou keynesiana!).Ao contrário do que diz, não digo que a recessão não existisse, o que defendo e está demonstrado pela realidade, é que a descida de despesa além de menos recessiva, não está dependete do andar da economia ao contrário dos impostos, portanto se há aqui dificuldade e irrealismo em admitir alguma coisa é o seu. A baixa da tsu sendo generalizada, iria descer salários de empresas sem necessidade nenhuma, de empresas que não estão em crise, como transacionáveis, pelo que em vez de ser uma obrigação devia ser antes uma opção das empresas,ou seja, só se aumentava a contribuição do trabalhador para 8% se a empresa o desejasse.
    Confunde ser diferente com ser menos do mesmo.O que quero dizer com isto? Havendo pior, e não desejando eu a queda do governo, a verdade é que no fim de contas a politica económica, justiça, e agricultura em termos gerais, não se distancia muito da que foi seguida pelo governo anterior.Se desejo a queda do governo e substituição? Não, mas sou ciente que o governo tem de mudar de politica orçamental, mudança que faz todo o sentido economicamente, como politicamente, para que as pessoas não começem a ver o ps como alternativa,e inclusive para que o governo não caia.
    Dispenso por razões óbvias, os seus bitaites de “obrigatoriedade da mudança para que tudo fique na mesma” .Não sei que entende por radicalismo, sou tão radical quanto passos coelho e paulo portas foram quando sócrates aumentou immpostos,portanto ao chamar-me radical a mim, está a chamar radicais aos seus lideres, e sim, defendo uma consolidação orçamental mais baseada na contraccao da despesa do que no aumento do imposto.
    De resto, o plano da troika sobretudo define metas , e define que o ajustamente seja feito á base de diminuição da despesa, coisa que está vista que o fernando não defende.E eu keynesiano e contra o ajustamento? Nada disso,.O que sucede é que defendo que a fronteira dos keynesianos e austriacos não se define bem nos objectivos, mas sim nos meios para os atingir.Não é que eu não rebata o argumento das esquerdas, o problema é que o fernando defende soluções fiscais muitissimo semelhantes ás que os keynesianos defendem,sendo o senhor , no fim de contas, quem está mais próximo de uma perspectiva keynesiana .
    Como se as esquerdas no mundo inteiro não fossem também defensora do aumento de impostos como voce defende para diminuir o défice, em vez de defensora da diminuição de imposts.Como se a solução entre 2005 e 2008, e entre 2010 e 2011, o governo socialista não tivesse utilizado para diminuir o défice medidas muito semelhante a que preconiza, portanto como é´óbvio também vou invalidar as suas lições fracas de keynesianismo.

  27. anti-praticos

    “Não é por acaso que, relativamente a todos os assuntos, os argumentos e as opções politicas do anti-praticos coincidam com as da esquerda (e da direita) mais anti-liberal. ”
    Ainda me lembro quando passos coelhoeleições também “coincindiam”
    De qualquer forma, as minhas ideias não são muito diferentes das do André Azevedo Alves ou do Miguel Noronha daqui, e do Rui Albuquerque, que já foi elemento deste blog e que escreve no blasfémias, da mesma forma que o fernando identifica-se mais com blogs proximos de passos coelho como o 31 da armada ou o forte apache
    U

  28. Fernando S

    Quer dizer,
    …o anti-praticos, fazendo-me praticamente uma marcação homem-a-homem quando comento (o que me parece ser algo obcessivo … mas esta naturalmente no seu direito), pode passar o tempo a dizer que eu sou um defensor fanatico do actual governo e que este tem uma politica que não é em nada diferente da dos governos socialistas de Socrates, até é pior porque aumentou ainda mais os impostos e também não cortou nas despesas, etc, etc …
    … mas se eu digo que, no fim de contas, as suas posições e argumentos não diferem muito das de uma certa direita iliberal e da esquerda em geral … ja é propaganda politica e comicio do Psd !…
    Tudo bem !!
    Ja discutimos varias vezes estas questões. Creio que nos estamos a repetir…
    Apesar de nos considerarmos os dois liberais temos posições politicas muito diferentes. Eu até acho que temos divergencias de fundo que justificam e explicam plenamente estas diferenças politicas.
    Mas não é nada de outro mundo e podemos os dois viver bem com isso…
    Fique bem e uma boa noite.

  29. Fernando S

    anti-praticos : “De qualquer forma, as minhas ideias não são muito diferentes das do André Azevedo Alves ou do Miguel Noronha daqui, e do Rui Albuquerque, que já foi elemento deste blog e que escreve no blasfémias, da mesma forma que o fernando identifica-se mais com blogs proximos de passos coelho como o 31 da armada ou o forte apache”

    Ao contrario do anti-praticos eu nunca me identifiquei ou me demarquei de qualquer um destes blogs e autores que refere… Não me parece que faça muito sentido nem me parece que seja relevante para o debate de ideias !

  30. anti-praticos

    “o anti-praticos, fazendo-me praticamente uma marcação homem-a-homem quando comento (o que me parece ser algo obcessivo … mas esta naturalmente no seu direito), pode passar o tempo a dizer que eu sou um defensor fanatico do actual governo e que este tem uma politica que não é em nada diferente da dos governos socialistas de Socrates, até é pior porque aumentou ainda mais os impostos e também não cortou nas despesas, etc, etc …
    … mas se eu digo que, no fim de contas, as suas posições e argumentos não diferem muito das de uma certa direita iliberal e da esquerda em geral … ja é propaganda politica e comicio do Psd !…”
    Eu nunca lhe fiz marcaçaçao nenhuma,limito-me simplesmente a responder a algumas posiçoes da sua parte que me parecem mesmo dum ponto de vista de direita mesmo, da mais moderada, controversas.Limitei-me a responder-me quando me acusou de keynesianismo, com aquilo que achava.Mas pronto
    Nao o considero de direita, tem algumas posiçoes que aprecio, (destaco um comentario que fez em relaçao á cgd o qual eu concordei), mas o assunto da fiscalidade , torna o seu ideário liberal um pouco exótico, mais peculiar.Está no direito de pensar assim no entanto.
    Quanto aos blogs, tem alguma razao.No entanto, a minha intençao foi de mostrar a natureza do meu pensamento.Boa noite

  31. Fernando S

    anti-praticos,
    Respondendo ainda e apenas a um ponto especifico do seu comentario anterior, relativo à fiscalidade.
    Já disse muitas vezes que a redução da carga fiscal para niveis muito mais baixos, correspondentes às necessidades de um Estado mais pequeno e menos intervencionista, é naturalmente um objectivo importante do “ideario liberal”.
    Mas não serve de nada estar agora a baixar impostos ou a não os aumentar, apenas por dogmatismo e regidez doutrinal, se isso acabar por comprometer as possibilidades de sucesso de uma estratégia liberal a prazo e duradoura.
    Numa situação de emergencia financeira como a actual, a prioridade é consolidar as contas publicas. Trata-se de uma questão que é, antes de mais, de interesse nacional e que está, ou devia estar, para além de clivagens ideologicas. Se tal não for feito, o pais entra em bancarota, tem de sair do Euro, os portugueses ficam muito mais pobres e Portugal entrará numa longa fase de instabilidade e estagnação.
    O aumento de impostos é um dos instrumentos centrais de qualquer politica de consolidação orçamental. Sobretudo no curto prazo. Quer se concorde quer não, é o ponto de vista dos mercados, dos credores, das organizações internacionais que nos ajudam actualmente. No fim de contas, é igualmente o que está previsto no programa da Troika.
    A redução das despesas publicas é o outro meio de consolidação. Não é correcto dizer que o governo actual não reduziu despesa publica. Foram 13,5 biliões em 2 anos. Nunca em Portugal se fez algo do género. Todos os dias ouvimos nos médias queixas e protestos contra os cortes na despesa. A generalidade dos analistas e observadores estrangeiros reconhecem a importancia deste esforço. O governo anunciou recentemente a intenção de fazer ainda mais cortes nos proximos tempos. E lançou para o debate publico a problematica da refundação estrutural do Estado. Pode-se desejar que o corte nas despesas avance ainda mais depressa. Eu também o desejo. E posso até enunciar uma série de medidas concretas nesse sentido. Mas também sei que há limites objectivos e politicos para os cortes nas despesas a curto prazo. As consequências são bem maiores do que muitos mais apressados (como o anti-práticos) imaginam. Cortar despesas a sério implica restruturar (”refundar”) o Estado. Mas não se pode fazer alegremente de um dia para o outro. Nem em 2 ou 3 anos. As vidas de muitas famílias e de muitas empresas dependem fortemente do Estado e das suas despesas. Noutros comentários já me expliquei longamente sobre isto. Um corte demasiado rápido e drástico nas despesas do Estado teria também um forte efeito recessivo. A economia e a sociedade portuguesas dificilmente suportariam um “choque” deste tipo. As despesas públicas devem ser cortadas, progressivamente, o Estado deve ser restruturado, progressivamente. Se o actual governo fosse muito mais longe e muito mais rápidamente nesta matéria as resistências e oposições na sociedade e nos planos politico e institucional seriam enormes e quase certamente levariam à queda do actual governo e à sua substituição por outro muito menos disposto a cortar na despesa e, sobretudo, a restruturar o Estado. O realismo, até no sentido de maximizar as possibilidades de um reforma de fundo e irreversivel do Estado, aconselha a que não se faça da despesa pública a variável de ajustamento das contas públicas mais importante a curto prazo.
    O aumentar impostos a curto prazo aparece assim como uma necessidade e não como uma estratégia.
    O argumento de que o aumento de impostos é contrário à consolidação orçamental porque aumenta a recessão e, consequentemente, diminui as receitas fiscais, também não é válido. Já me expliquei longamente noutros comentários a este respeito. A verdade é que em 2 anos de fortes aumentos de impostos o déficit orçamental está a passar de 10% do PIB para 5% do PIB. De notar que este argumento contrário ao aumento de impostos não é apenas avançado por uma direita liberal mais radical mas é também um dos aspectos centrais na argumentação de toda a esquerda contra a actual austeridade.
    Até posso compreender que exista uma posição crítica da actual politica de austeridade que desejaria ver mais cortes nas despesas que permitissem aumentar menos os impostos. De certo modo, é um pouco a posição de certos sectores do CDS. Mas, importa realçar que, apesar de certas ambiguidades, estes sectores e a direcção do CDS continuam a integrar a coligação de governo e a apoiar o essencial da sua política de austeridade.
    O que tenho mais dificuldade em aceitar são as críticas sem concessões à actual politica de austeridade e a qualquer aumento de impostos.
    Como faz o PS e a esquerda em geral. Que não aceita cortes nas despesas públicas e acredita apenas que, sem austeridade e com a “ajuda” da Europa, a recessão acaba e a economia volta a crescer, resolvendo assim de uma assentada toda uma série de problemas, incluindo o das contas públicas.
    Mas também como faz uma certa direita liberal mais radical, que mostra um enorme irrealismo ao admitir que poderia ser possível, técnicamente e politicamente, cortar as despesas públicas tanto quanto o necessário para evitar qualquer aumento de impostos a curto prazo e até para os baixar. Para além de irrealista, esta posição é também politicamente incompreensivel para quem se opõe em princípio às posições e aos projectos da esquerda, na medida em que tende a apresentar a linha politica do actual governo, que no fim de contas corresponde essencialmente à aplicação do programa da Troika, como sendo práticamente equivalente à dos governos anteriores ou à de futuros governos socialistas, dando assim a ideia de que lhe é perfeitamente indiferente a eventual queda do actual governo contra as investidas concertadas das esquerdas (há mesmo quem chegue ao ponto de desejar o falhanço e o fim deste governo por considerar que tal seria ainda mais favorável a uma estratégia política “verdadeiramente” liberal).

  32. Ena, grande discussão!
    É espantoso como se tenta fugir ao verdadeiro problema,a lançando as culpas, agora para o Sócrates.
    A dívida pública desceu no tempo do Sócrates e só começou a subir quando começou a crise e se tentou salvar o sistema financeiro.
    Por mais voltas que se dê é impossível negar que o buraco em que caímos foi provocado pela adesão ao Euro (e à própria CEE/UE). Claro que isso não nos desresponsabiliza pois a adesão quer à CEE quer ao Euro, embora não tivesse sido sujeita a referendo, teve amplo apoio popular.
    E não foi sujeita a referendo não porque houvesse sequer a hipótese do “Não” ganhar mas porque se faria perder a teoria da unanimidade do povo português nestes assuntos.
    É uso dizer-se que vivemos acima das nossas possibilidades mas nunca se explica porquê. Vivemos acima das nossas possibilidades porque nos meteram no bolso uma moeda demasiado valorizada, demasiado forte para a nossa economia.
    Quem pediu um empréstimo para comprar casa e ficou a pagar menos do que pagava de renda numa casa alugada (como eu, por exemplo), não aldrabou ninguém, não fez nenhuma fraude. Gastou o que tinha, pediu um empréstimo e ficou a pagar o que podia.
    O problema foi outro. Os bancos não tinham dinheiro suficiente para emprestar portanto foram endividar-se fora do país. Competia aos governos travar isso. Só que estavam impedidos de o fazer por estarmos na UE e na moeda única.
    Por mais que acusemos os governos, Sócrates, Santana, Durão Barroso e mesmo Guterres, estes pouco poderiam fazer porque os Governos deixaram de ter instrumentos para actuar sobre o sistema financeiro. O último que ainda os teve foi Cavaco Silva, Guterres começou a perde-los e a partir de aí foi o descalabro.
    Se quisermos criticar Sócrates (o que se vai tornando uma espécie de desporto nacional), podemos fazê-lo de muita forma, desde a “Espanha, Espanha, Espanha” serem as três prioridades do país (mais ou menos como “Alemanha, Alemanha, Alemanha” agora para o Passos) até o ter-se gasto a Presidência portuguesa da UE no Tratado de Lisboa.
    Quanto a esta política de austeridade que na opinião do Passos e do Gaspar é a única para salvar o país, pergunta-se se é crível que com mais cinco ou seis anos de austeridade o país sobreviva.
    Claro que não, o aumento da emigração e a queda da natalidade encarregar-se-ão de o destruir. Em 2020 seremos um país inseguro, de velhos miseráveis e com um governo que nem sequer terá dinheiro para papel higiénico.

  33. ruicarmo

    Devia estar inscrito na Constituição, venerarmos os governos de Sócrates. Por exemplo, o Sócrates pediu o resgate financeiro porque ele e o país estavam em óptimas condições para levar o progresso a todo o rectângulo.

  34. “Devia estar inscrito na Constituição, venerarmos os governos de Sócrates.”
    Ridículo. Isto é fugir à discussão. Quando não se tem argumentos, desconversa-se…

  35. ruicarmo

    Não quer conversar sobre quem e as razões que obrigaram “alguém” a chamar a Troika? Uma vez que o país estava óptimo e recomendável, esse pedido só pode ter sido feito por criminosos ou débeis. Ou um misto, quem sabe?

  36. Paulo Pereira

    Continuar a bater na tecla de que todos os males do país foram culpa do Socrates, quando existem vários países com situações semelhantes é uma inutilidade.

    Continuar a defender que a actual estratégia de aumento de impostos é a correcta é uma completa inutilidade, face aos cada vez piores resultados no deficit, desemprego, divida e no PIB.

    No final de 2012 estaremos pior que no final de 2010 e que no final de 2011.

  37. “Uma vez que o país estava óptimo e recomendável”

    ??? O país estava de rastos pois o Governo de Portugal há muito que deixou de estar em Portugal. Portugal está submetido a Bruxelas e a Frankfurt (BCE) os patetas alegras que se autointitulam governantes de Portugal não fazem mais nada do que servir de correias de transmissão das ordens que nos chegam de fora.

    O que me irrita nesta socratofobia toda é que a culpa do estado do país de nenhuma forma é do Sócrates, a culpa do estado do país é dos energúmenos que nos entregaram a Bruxelas, Frankfurt, Berlim, etc.

    O Sócrates, tal como o Passos Coelho, pouco podiam ou podem fazer e o que eu mais lhes critico é serem demasiado cobardes para dizerem isso ao país.

    Mas o grupinho que defende Passos Coelho não tem outros argumentos do que tentar lançar as culpas todas para o antecessor como já Durão Barroso o tinha feito.

    Mas, meus amigos, não duvidem, O Euro e provavelmente a própria UE irão estoirar e o pior é que que esse estoiro tem grandes probabilidades de ser sangrento.

    Todos aqueles que contra toda a evidêncioa defendem a situação actual com o enterro do país no Euro, deviam meditar um pouco nisso pois, quanto mais tarde sairmos do Euro, pior será. Do Euro e da própria UE.

  38. Lobo Ibérico

    @Fernando S,

    “há mesmo quem chegue ao ponto de desejar o falhanço e o fim deste governo por considerar que tal seria ainda mais favorável a uma estratégia política “verdadeiramente” liberal”

    Sinceramente, acho que haveria mais probabilidade de nos tornarmos um país decente se fôssemos à falência.

    Acabavam-se as rotundas.
    Os estádios de futebol.
    Os ciganos a mamar RSI.
    Acabavam-se as negociatas da sucata.
    Acabavam-se os sindicatos.
    Acabavam-se as ordens profissionais.
    As confederações de empresários.
    Acabava-se a imprensa debilóide.
    Acabavam os discursos do Louçã e da Catarina Martins e do camarada Arménio.
    Acabavam-se os apoios do Estado à “cultura”, ao futebol, os institutos, as fundações e o diabo-a-sete.
    Acabava-se o barbeiro para os reformados da CP.
    Acabava-se a predação ao dinheiro do vizinho.
    Acabava-se o funcionalismo público a cheirar a bafio.
    Acabavam-se os maus hábitos.

    Por mim, era já amanhã. Guardem algum debaixo do colchão, já agora – vai dar jeito.

  39. anti-praticos

    Fernando S
    Dogmatismo e intransigência tem-nos aqueles que como o fernando insistem no método falhados dos ultimos anos para resolver as contas publicas,e que não querem simplesmente reconhecer uma verdade,e que incluindo economistas liberais(cantiga esteves, joão duque,mira amaral, medina carreira!, tudo esquerdistas) dizem sempre: que a cada aumento de impostos, a receita que se perde é maior do que a que se ganha.Se eu estou de acordo com o seu objectivo de consolidação a verdade é que a questão ideologia é totalmente fundamental na forma como se resolve, e ai não podia divergir mais de si.V.exa encara o liberalismo como uma terra distante, mas eu vejo o liberalismo não só como um sitio, mas também como um caminho para chgar a esse sitio .Lamento dize-lo mas o que a realidade e os resultados nos mostram é que a solução que v.exa defende de aumentos de impostos no curto prazo é que sendo completamente ineficaz , está a levar-nos para um segundo resgate comprometendo o sucesso do ajustamento.Só não vê quem não quer E depois não é verdade que esse seja o ponto de vista das organizações internacionais, visto que o memorando preve que o ajutamente seja feito mais na despesa do que nas receitas, e que essas orgaizacoes como a troika e a comissão ja vierem responsabilizar o governo pelas decisões na receita.
    Não digo que o governo não tenha reduzido, mas que os cortes não são estruturais e estão na linha do que foi feito já pelo anterior executivo.É verdade que um não desprezivel sector da população portuguesa estando dependente do estado viria-se afectada por esses cortes, mas como o sector privado é tão grande ou maior que o sector público, logo os aumentos de imposos são muito mais recessivos e mais abrangentes que os cortes na despesa, porque se a despesa inclui um sécor, os impostos abrangem os dois sectores, logo é muito pior.Sobre qual deles suscitaria mais protestos, acho que vai ficar muito surpreendido se um dia investigar .Nem tudo é o que parece ser.
    Ainda mais falso é que diz sobre o corte do défice, uma vez que a queda do défice este ano tem sido suportada pela pouca descida de despesa que tem havido,e não pelas receitas(esse argumento de as receitas serem piores sem os aumentos de impostos é de bradar aos ceus).De resto a critica que tenho visto da esquerda não é sobre a fiscalidade, mas sim sobre os cortes na saude e educação, e se houve criticas, o fernando sabe ou devia saber tão bem quanto eu que nos paises onde governam e nos anteriores governos socialistas, a politica fiscal tem sido igual á que este governo implementou.E em termos essenciais, salvo pequenas coisas, os governos socialistas e sociais-democratas(incluindo este) teem governado todos essencialmnte com as mesmas marcas
    FInalmente acho que está bastante enganado sobre qual das 2 opções: aumento de impostos ou reducao do estado, os portugueses iriam preferir, bem como em relação ao timing,até porque tanto quanto me lembro, o psd prometeu não descer os impostos e reduzir o estado nas passadas eleições,e foi nesse programa que os portugueses votaram.
    Enfim, isto está mais que discutido.Vai ver que daqui a uns tempo vai me dar muita razão nestes aspectos.

  40. Fernando S

    Lobo Ibérico,

    Vejo que também reconhece que a eventual queda deste governo nos aproximaria da falencia e não o contrario, como certos pretendem.

    Mas não espere nada do que diz de uma eventual falencia do pais. Saimos do Euro, a moeda desvaloriza, teremos inflacção, falta de muita coisa, ficamos bem mais pobres.
    Pode dai vir alguma instabilidade social e politica e alguma tentação por soluções extremas. O que, de resto, agravaria ainda mais o mal.
    Mas tire o seu cavalinho da chuva : não vai ser nenhuma anarquia libertaria onde todos seremos pobres mas livres e felizes !
    Antes pelo contrario.
    Fora do Euro e com mais pobreza estarão reunidas mais condições para saidas politicas em que o Estado, embora com menos dinheiro, vai ter um peso maior e um papel mais interventivo na economia e na vida das pessoas. Sejam estas saidas mais à direita ou mais à esquerda, mais conservadoras ou mais socialistas. Não é mesmo de excluir que, tirando partido do caos e do descontentamento, surjam experiencias ainda mais autoritarias, à direita como à esquerda.
    O « quanto pior tanto melhor » é no fundo partilhado tanto por revolucionarios totalitarios como por revolucionarios anarquistas. Mas, como a história bem nos mostrou, durante e depois da revolução, estes últimos acabaram normalmente por ser cilindrados pelos primeiros !!

  41. Lobo Ibérico

    @Fernando S,

    “Saimos do Euro, a moeda desvaloriza, teremos inflacção, falta de muita coisa, ficamos bem mais pobres.”

    Está na altura de trocar por uns dólares (US ou NZ) ou uns francos suíços e investir em futuros/divisas.
    Tenho uma hortinha na varanda e umas latas de atum e grão na despensa. E já tenho o meu tinfoil hat. Só falta a moca com pregos ferrugentos.

    “Mas tire o seu cavalinho da chuva : não vai ser nenhuma anarquia libertaria onde todos seremos pobres mas livres e felizes !”

    Eu não sou anarco-sindicalista, Fernando. Esses têm tiques de intolerância. Sou voluntarista. 😉

  42. Paulo Pereira

    Fernando S,

    A maior parte dos países do mundo tem moeda propria, apenas cerca de 20 paises não tem !

    Sair do Euro de forma controlada é perfeitamente possivel com o apoio do FMI .

    Uma desvalorisação de 15 a 25% já foi testada mais de 20 vezes em paises industrializados, sempre com bons resultados a médio prazo em termos de PIB e desemprego.

  43. Fernando S

    anti-praticos 42. : “Enfim, isto está mais que discutido.Vai ver que daqui a uns tempo vai me dar muita razão nestes aspectos.”

    Como diz, está mais do que discutido !

    Se está assim tão convencido de que a actual politica de austeridade do governo, concebida e regularmente validada pela Troika, não é em nada diferente e nem é melhor do que a dos anteriores governos, em particular dos governos socialistas de José Socrates, então compreendo que aguarde tranquilamente o falhanço desta politica e a chegada de novos governos, mais ou menos cavaquistas ou mais ou menos socialistas, que vão certamente fazer mais cortes nas despesas e baixar finalmente os impostos !!

    Já agora, a minha experiencia sobre este tipo de debates diz-me que daqui a uns tempos, aconteça o que acontecer, nenhum de nós vai dar razão ao outro, cada um de nós vai manter as suas posições de fundo e interpretar os acontecimentos à luz das mesmas.

  44. Fernando S

    Lobo Ibérico 44. : “Sou voluntarista.”

    Até certo ponto, também eu …
    Mas as sociedades não podem existir e funcionar apenas na base da adesão e da exclusão voluntarias.
    Por exemplo, exceptuando o caso de Robinson Crusoe, o respeito pelos outros, pelas respectivas integridades fisicas, liberdades, propriedades, etc… não deve ser uma opção voluntaria de cada individuo !

  45. Fernando S

    Paulo Pereira 45. : “Uma desvalorisação de 15 a 25% já foi testada mais de 20 vezes em paises industrializados, sempre com bons resultados a médio prazo em termos de PIB e desemprego.”

    Uma desvalorização monetaria, e a inflacção interna que a acompanha, é uma modalidade não tranparente de transferir recursos de certos sectores para outros. Nem todas estas tranferencias são justas e economicamente produtivas. Uma redução dos consumos excessivos e uma baixa do custo real de produção acabam por ser os resultados economicamente mais interessantes. Sobretudo a curto prazo. Mas a instabilidade monetaria degrada o processo de afectação de recursos e os efeitos negativos chegam sempre num prazo mais longo. Mais vale fazer os ajustamentos necessarios à economia num contexto de estabilidade monetaria, de modo transparente e perfeitamente compreensivel por parte de todos os agentes economicos.
    Portugal deve fazer os ajustamentos necessarios para que a sua economia se torne mais competitiva estando no Euro. Sem batotas inflacionistas e com um custo final inferior ao que aconteceria se estivesse fora ou saisse do Euro.
    Uma coisa é certa : se Portugal não etivesse no Euro, se pudesse utilizar a desvalorização da moeda, nenhuma reforma estrutural seria feita, nem nos mercados nem no Estado. Em parte foi o que aconteceu nos finais dos anos 70 e inicios dos anos 80. A competitividade externa então recuperada foi depois desperdiçada num modelo economico centrado num Estado cada vez mais despesista e intervencionista. Ganhos a curto prazo com consequencias desastrosas a médio/longo prazos. Como se viu e como se ve hoje.

  46. anti-praticos

    “Se está assim tão convencido de que a actual politica de austeridade do governo, concebida e regularmente validada pela Troika, não é em nada diferente e nem é melhor do que a dos anteriores governos, em particular dos governos socialistas de José Socrates, então compreendo que aguarde tranquilamente o falhanço desta politica e a chegada de novos governos, mais ou menos cavaquistas ou mais ou menos socialistas, que vão certamente fazer mais cortes nas despesas e baixar finalmente os impostos !!”
    Efectivamente em termos de politica fiscal existem bastantes semelhanças.Gostava de dizer que não as há, mas mais vale a amarga verdade do que a doce mentira, e se as coisas falharem não é preciso o governo cair, mas sim mudar de estrátégia fiscal, tão simples quanto isto.É possivel e obrigatório até fazer melhor, pelo que o seu discurso não tem fundamento
    E não, nem iniciamente o plano da troika previa a actual politica nem a politica foi validada pela comissao europeia e fmi, uma vez que estes já vieram a publico desmentir que as medidas fossem da sua iniciativa.O memorando prevê sobretudo metas a atingir e define a percentagem de variáveis que teem influencia no ajustamento, e não as medidas que o governo tem implementado, uma vez que este é o inteiro responsável por elas.

  47. Fernando S

    anti-praticos : “… nem iniciamente o plano da troika previa a actual politica nem a politica foi validada pela comissao europeia e fmi,…”

    Efectivamente, se o anti-praticos ve os factos desta maneira, não vale sequer a pena estarmos a discutir as politicas em si. De resto, esta sua percepção não é partilhada pela esmagadora maioria das pessoas, sejam elas a favor ou contra, nem sequer é o que dizem os representantes da Troika e das organizações que a formam.
    Atenção, não confundir certas declarações de pessoas ligadas a essas organizações, que normalmente não dizem respeito a Portugal e que são muitas vezes fortemente descontextualizadas, com a posição oficial e efectiva no que respeita à politica do actual governo, que é considerada em linha com o programa da Troika e como sendo a que é necessaria no momento actual.
    Nada disto obsta a que o governo tenha alguma margem de manobra na definição e na aplicação das medidas concretas, é normal e até desejavel que assim seja. Mas é sabido que mesmo estas medidas respondem muitas vezes a recomendações da Troika e são sempre discutidas e validadas pela Troika.
    Mesmo as adaptações e evoluções no programa inicial da Troika, tanto nas metas e percentagens como no tipo de medidas, resultam de discussões conjuntas e teem naturalmente em conta a evolução da conjuntura e os ensinamentos das fases anteriores. Mal seria se não fosse assim.
    Um argumento por vezes avançado é o de que o governo portugues não tem respeitado o principio previsto no plano inicial de repartição do esforço de consolidação orçamental em 2/3 do lado das despesas e 1/3 do lado das receitas. A verdade é que este objectivo até foi em grande parte respeitado nos dois primeiros anos do programa com 62% do esforço do lado da despesa (esquece-se por vezes que os cortes nos vencimentos dos funcionarios e nas pensões são do lado da despesa e não são aumentos de impostos). Também é verdade que o que esta actualmente previsto no Orçamento para 2013, com um “enorme” aumento de impostos, faz recuar a percentagem da despesa no esforço total. Mas sabe-se que ha explicações objectivas para tal : a oposição ja expressa ou possivel do TC a certos cortes nas despesas ; o prolongamento da recessão em parte do ano de 2013 ao contrario do que estava inicialmente previsto ; mais despesas sociais sobretudo devido a um desemprego mais elevado do que o que estava inicialmente previsto. Dito isto, a ultima palavra ainda não foi dada na medida em que a Troika e o governo estudam actualmente a possibilidade de antecipar cortes estruturais nas despesas que estavam inicialmente agendados até o final de 2014. De qualquer modo é preciso ter sempre presente 3 condicionantes. A primeira é a de que o principio 2/3 x 1/3 se aplica a todo o periodo do plano e ainda estamos longe da sua finalização. A segunda é que esse principio correspondia apenas a um objectivo que pode ser revisto em função da evolução da realidade e em resposta a dificuldades que podem não ter sido inicialmente suficientemente ponderadas. Por exemplo, algumas dessas dificuldades teem a ver com factores institucionais (TC, PR, AR, etc) e com o ambiente politico e social (resistencias de certos sectores da sociedade, manifestações e protestos, etc). A terceira é a de que tudo isto é monitorado regularmente pela Troika e nada se faz sem o acordo da Troika.

  48. Fernando S

    anti-praticos 42. :
    – “Ainda mais falso é que diz sobre o corte do défice, uma vez que a queda do défice este ano tem sido suportada pela pouca descida de despesa que tem havido,e não pelas receitas …”
    – “… o memorando preve que o ajutamente seja feito mais na despesa do que nas receitas, e que essas orgaizacoes como a troika e a comissão ja vierem responsabilizar o governo pelas decisões na receita.”

    Estas suas duas frase no mesmo comentario são completamente contraditorias !…

  49. Paulo Pereira

    Fernando S,

    O crescimento económico nos anos 70 e 80 em Portugal foi bastante superior às duas décadas seguintes que seguiram uma politica anti-inflacionistas.

    Os muitos exemplos de desvalorisações da ordem dos 20% em paises industrializados são todos positivos em termos de PIB, divida externa, e desemprego.

    É portanto totalmente falsa a ideia que uma desvalorização da ordem dos 20% seja prejudicial à sociedade.

    Uma análise teórica chegaria aos mesmos resultados já que uma desvalorisação deste gama ajuda os sectores transacionáveis, reduz o consumo de importações, e penalisa os não transacionáveis incuindo os salários do sector publico.

    Ao contrário, uma politica económica como a actual normalmente não resulta em 80% dos casos, porque não tem em conta que a maior parte das exportações é feita por empresas que vendem no mercado interno e que são fortemente abaladas pela contracção da procura interna.

    Já temos 16 meses de dados em Portugal que demonstram que esta politica económica não funciona a menos que fosse acompanhada de forte aumento das exportações e/ou de substituição de importações e de geração de emprego por essa via.

    A pobreza está a alastrar de forma galopante.

  50. anti-praticos

    42Não tem nada de contraditório meu caro.O que quero dizer é que a parca redução de despesa que foi feita é a única variável que está digamos assim a “safar” um pouco o ajustamento, e que não havendo essa parca redução o défice seria um pouco pior.
    Nada disto retira nem um pouco da minha opinião que não havia nem há margem para aumentos de impostos, e que sim há toda a margem em cortes da despesa(até reforça).Se o governo tivesse cortado mais, e não tivesse (ou tivesse aumentaod bem menos) a carga fiscal o ajustamento seria bem melhor.

  51. anti-praticos

    50-
    Lamento, mas a haver desentendimentos ou descontextualizações não é com o nosso caso.Essas instituições, como a comissão europeia e a troika foram bem claras ao afirmar que a responsabilidade da tomada das medidas pertence toda ao governo,portanto se há alguma opinião que não é partilhada pela maioria das pessoas é a sua.
    Dito isto, como já referi o escasso corte da despesa, não obstante o empecilho dos impostos, é o que está a puxar um pouco pelo ajustamento deste ano, e não o seu contrário.Mas isso não faz com que se conclua que o ajustamento esteja a ser feito em torno da despesa
    O facto das resistencias do tc não indica que se tenha de aumentar impostos: indica que o tc tem de ser extinguido ou a constituição alterada
    Finalmente quanto ás condicionantes:se bem que corresponde ao plano no seu todo, também é verdade que ao longo do memorando a orientação deve ser a que se definiu inicialmente.E depois, o facto de ter o acordo da troika não significa que a opinião da troika seja igual á do governo

    Acho que não vale a pena falar-se mais disto.É assistir aos proxi9mos desenvolvimentos e comentar-se noutro futuro post.Em muitas matérias parece-me ter posições correctas, mas nesta simplsmente parece que não d

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