poluição eléctrica

  • Junho 2009: primeiro-ministro José Sócrates atribui um contrato milionário à EDP para criação da empresa MOBI.E
  • Junho 2010: Sócrates inaugura primeiro posto de carregamento
  • Novembro 2010: Sócrates desloca-se para cimeira da Nato num carro eléctrico

[BZ] Entretanto, foram construídos 1.300 postos de carregamento em 25 cidades. Até hoje nunca vi um único carro a usar estes postos…

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7 pensamentos sobre “poluição eléctrica

  1. LMTV

    Mas os ladroes e corruptos sao os que agora nos estao a ajudar a sair deste buraco em que esse infame nos enfiou. Quem era o amigo fornecedor dos ditos postos? 15 anos de xuxalismo levaram as pessoas a acreditar que eram ricas, que o Estado tudo pagava, que nao precisavam de fazer poupanças e que o emprego era para sempre. Uns ilusionistas que destruiram o emprego, o tecido empresarial, a justiça e o Estado Social. Agora torna-se necessario tomar medidas drasticas como a revisao constitucional e a refundaçao do Estado Social com a reatribuiçao das suas funçoes. Chegou a hora da Mudança, de falar claro, de se ser rigoroso para que nao mais voltemos a este ponto de miseria. Para que os xuxas nunca mais sejam poder e se possivel, para que deles seja feito exemplo de correcçao atraves da Criminalizaçao da Classe Politica e do Enriquecimento Ilicito com penas gravosas. Eu nao lhes dava cadeia, obrigava-os a entregar ao Estado todos os rendimentos auferidos e a fazerem trabalho comunitario ate ao fim da vida. Diz-se que às vezes as pessoas so aprendem quando passam vergonhas e esta seria uma liçao para eles e para quem ambicionasse ter o mesmo tipo de comportamento danoso face ao Estado. Nao tivemos medo de viver na ilusao e de sermos roubados à descarada, agora nao podemos ter medo de Mudar e de recriarmos um pais mais eficaz e eficiente, mais justo, menos burocratico e sem lobbies que so o destroem.

  2. Hugo

    Para libertar o país da dependência do petróleo é necessário reduzir a dependência de derivados do petróleo para transportes. Para reduzir essa dependência, ou se aposta em transportes públicos ou sistemas personalizados de transporte que sejam eléctricos. Para realizar a transição para automoveis eléctricos, primeiro é necessário que haja infraestrutura para fornecer energia, e formas de produzir energia eléctrica. Sócrates, apesar de péssimo PM, apostou nesse sector. Temos barragens, centrais solares, eólicas, e até recolha de energia das ondas. Ouve investimento estrangeiro para produzir baterias e carros eléctricos pro cá, e houve incentivos à compra de automoveis eléctricos. Ou seja, tudo passos dados no bom caminho.

    O problema com estas coisas é que este tipo de investimentos demora algum tempo a surtir efeito. Não é com a montagem de um posto de abastecimento de energia eléctrica que toda a gente do bairro vai gastar 30 mil euros num carro. Mas com essa infraestrutura no local, a barreira para a adesão é reduzida. Logo, há mais incentivos para comprar carros eléctricos, a infraestrutura começa a mover-se para o forneciemtno deste tipo de serviço, e gradualmente o carro eléctrico ganha pernas para andar só por si, libertando o país da dependência de combustíveis e reduzindo a parcela da balança comercial.

    Outra coisa que é necessário sublinhar é o facto de que os produtos derivados do petróleo deixarão de ser uma alternativa viável para abastecer os transportes pessoais a curto-médio prazo, isto graças à velhota lei da oferta e da procura. Logo, quanto mais depressa tivermos a infra-estrutura para abastecer carros eléctricos, menor será a paulada ocmercial por o barril do petróleo começar a ser vendido a 200 ou 300$.

    Mas lá está, parece que há gente que é incapaz de compreender o conceito de investimento.

  3. JP

    Nessas viagens, o carro ia pela estrada guiado pela pessoa em causa ou ia em cima de um camião quase até ao lugar onde o dito dava depois o espectáculo? O custo de uma nova bateria para esses carritos dava mais ou menos para comprar um carro de gama baixa ou é mentira? Se a ideia era poupar, por que motivo ficou previsto acabar o sistema bi-horário que vai duplicar o custo à noite?

  4. Carlos Duarte

    Caro Hugo,

    Se os carros eléctricos forem mais baratos (isto somando o custo inicial e o custo de operação) que os carros convencionais e sem grandes limitações (sim, coisas como fazerem 300 ou 400 km com uma carga e demorarem tempos decentes a carregar – não horas!), as pessoas compram-nos. Se não forem, chapéu.

    Como é que isto acontece? É fácil e Vc. mesmo o disse no seu post – oferta e procura. Se os combustíveis continuarem a subir, eventualmente as pessoas acabaram por aderir ao eléctrico (e se as limitações desaparecerem). Incentivos fiscais já existem (ver o ISV) – apesar de alguma estupidez em contabilizar os híbridos pela parte a combustível (em vez de estabelecer um valor de consumo médio sintéctico, tendo por base a autonomia).

    Não acha “estranho” que o GPL, que acaba por ter uma montanha de aborrecimentos (até à pouco não se podia abastecer em parques subterrâneos, não existem tantos pontos de abastecimento como nos combustíveis normais, a maioria das reconversões “rouba” muito espaço de mala, etc) tenha melhor penetração que o eléctrico? E não me lembro de incentivos ao GPL.

  5. hcl

    O comentário do Hugo espelha bem porque estamos falidos.
    Parte-se do princípio que sempre que se gasta dinheiro é um investimento. A rentabilidade/oportunidade do “investimento” não é importante. No futuro há-de servir para alguma coisa.

    Supondo que se tinham comprado 1 milhão de computadores 15 anos atrás para agora colocar nas repartições do estado.
    Era um investimento? (apesar dos computadores custarem 5 vezes mais, serem 100 vezes mais lentos e não funcionarem com os softwares de hoje)

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