O pessoal chateia-se sempre quando chega a conta

PS considera que situação social do país ameaça tornar-se explosiva

Pena que não tenha tido este tipo de consideraçoes enquanto os seus governos nos endividavam brutalmente. Agora rezam pelo crescimento economico.

33 pensamentos sobre “O pessoal chateia-se sempre quando chega a conta

  1. Pisca

    Estamos a falar desta conta ?
    Segurança Social perde 1,5 mil milhões na Bolsa
    Cotações afectam fundo que gere dinheiro para pagamento de reformas (Correio da Manhã)

  2. Miguel Noronha

    Pode ver a evoluçao da conta aqui.

    Quanto ah segurança social. E para aprenderem que a nao confiar o dinheiro da reforma ao estado. Se me deixassem era jah hoje.

  3. jhb

    O pessoal chateia-se quando começam a por em causa os seus direitos para pagar a ressaca dos banqueiros…

  4. Miguel Noronha

    Com excepçao do BPN e do BPP que nunca deviam ter sido nacionalizados e deviam ter falido, que “ressaca” de banqueiros anda voce a pagar?

  5. jhb

    “El Gobierno de Portugal ha terminado de inyectar capital en tres de los principales bancos del país, lo que les permite cumplir con los nuevos requisitos fijados por la Autoridad Bancaria Europea.

    El mes pasado, el Gobierno luso dijo que inyectaría hasta 6.650 millones de euros en tres bancos para que pudieran cumplir con el requisito de Core Tier 1 del 9% y para cubrir la morosidad, que ha aumentado ante la ralentización económica.

    El dinero inyectado en BCP y BPI proviene de un fondo de recapitalización de 12.000 millones de euros vinculado al programa de rescate de Portugal de 78.000 millones de euros. ”

    http://online.wsj.com/article/SB10001424052702304299704577502543860799950.html

  6. Miguel Noronha

    Como a propria noticia indica o dinheiro para o BCP e BPI vem directametne da “troika” e nao do governo. E sera pago pelos proprios.

  7. jhb

    “O Governo tem depositados 7,2 mil milhões de euros nos bancos portugueses e outros 6,3 mil milhões de euros depositados no Banco de Portugal – um valor agregado de cerca de 13,5 mil milhões de euros, que representa 8% do Produto Interno Bruto (PIB). Destes 13,5 mil milhões de euros, só 3,5 mil milhões de euros se referem ao fundo de recapitalização da banca e há outros 10 mil milhões de euros que estão depositados nos bancos, dinheiro que está reservado e que estará a ajudar ao cumprimento dos rácios bancários relativamente aos depósitos”, observou o deputado socialista.”

    http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO066638.html

  8. Miguel Noronha

    E entao? Eh dinheiro do “pacote” da ajuda estah reservado para a recapitalizaçao dos bancos. Ainda nao me explicou onde eh que estah o dinheiro que o estado portugues deu aos banqueiros.

  9. jhb

    Se a recapitalização bancária entra nas contas públicas é o Estado a pagar e não o bancos.
    E esses 10 mil milhões depositados nos bancos porque é que não estão a ser utilizados
    para aliviar os cortes?

  10. Miguel Noronha

    “Se a recapitalização bancária entra nas contas públicas é o Estado a pagar e não o bancos.”
    premissas erradas como jah expliquei

    “E esses 10 mil milhões depositados nos bancos porque é que não estão a ser utilizados para aliviar os cortes?”
    Primeiro o dinheiro nao eh nosso e estah explicitamente reservado aos bancos. O FMI jah veio dizer que nao aceitava utilizaçoes alternativas. Segundo, mesmo que o pudessemos utilizar tratar-se-ia de dinheiro emprestado que teriamos de pagar pelo que apenas iriamos estar a adiar os cortes.

    A divida directa do estada anda nos 190 mil milhoes de euros. (Fora a divida oculta.) Mesmo que tivessemos colocado directamente o dinheiro nos bancos ainda estariamos endividados por outras razoes acima do PIB.

  11. jhb

    E porque é que foi reservado para os bancos? A questão está aí. Esses 10 mil milhões poderiam ter sido utilizados para aliviar os cortes ou então não nos tinham emprestado o montante e agora teríamos menos 10 mil milhões e respetivos juros para pagar.

  12. jhb

    “Segundo, mesmo que o pudéssemos utilizar tratar-se-ia de dinheiro emprestado que teríamos de pagar pelo que apenas iríamos estar a adiar os cortes.”

    Agora está a contradizer-se.

    Os 10 mil milhões fazem parte do dinheiro emprestado ao estado português e não aos bancos. Estão depositados nos bancos para que
    estes possam manter os rácios de capital.

  13. Vasco

    #16
    Se o dinheiro não é utilizado pelos bancos devolve-se à origem. Chega de contrair mais dívida! Demitam FPs!!

  14. Miguel Noronha

    Leu o “mesmo” no inicio da frase, presumo.
    Podem existir verbas que ainda nao foram utilizadas e que naturalemente estejam depositadas mas duvido que o seu ojectivo sejam manter racios dos bancos. Primeiro porque vencem juros a uma taxa que os bancos nao conseguem igualr. segundo porque a “troika” nao autorizava tal medida.

  15. APC

    Para que raio estão aqui a discutir 12 mil milhões??

    Dívida total (fim de setembro de 2012) : 189.731.044.443€

    Brincadeiras… enfim.

  16. jhb

    12 mil milhões são 5% do PIB (2011), ou seja um objetivo de défice…
    A divida total é um valor acumulado.

  17. Fernando S

    jhb 16 : ” Esses 10 mil milhões poderiam ter sido utilizados para aliviar os cortes …”

    Como o Miguel Noronha ja explicou esse dinheiro não é nosso e não o podemos utilizar como queremos.
    Mas, mesmo que fosse, ou mesmo que a Troika nos desse a liberdade de o utilizar como queremos, seria um grave erro estar a “aliviar os cortes”. Os ditos “cortes” destinam-se a reduzir o nosso déficit orçamental, o qual, apesar de ter diminuido para metade em percentagem do PIB em 2 anos graças aos “cortes”, continua a ser negativo e a aumentar o endividamento do nosso Estado.
    Ou seja, se os utilizassemos os 10 mil milhões aumentariamos o endividamento, o respectivo custo, e, cobardemente, irresponsavelmente, egoisticamente, deixariamos para os que veem a seguir (governos, gerações, etc) a obrigação de os reembolsar.
    Tudo isto significa que o que é preciso é aumentar os “cortes, na medida do possivel, e não “aliviar”.
    E se o dinheiro fosse mesmo nosso, o melhor destino, no nosso proprio interesse bem compreendido, seria mesmo começar a reduzir o nosso endividamento para podermos pagar menos juros e para estarmos menos dependentes da boa vontade da Troika e das vicissitudes dos mercados.

  18. jhb

    Fernando S.,

    Concordaria consigo se a hipotética utilização desses 10 mil milhões não gerasse um retorno económico em termos de receitas para o Estado.
    Aliviar os cortes significa para as famílias mais rendimento disponível e não só.

  19. Miguel Noronha

    O defice orçamental eh anualmente a difença entre receita e despesa medida na proproçao do PIB o stock de divida eh o montante que devemos a varios credores e que apenas parte tem de ser redimido nesse ano. Estah a mistura conceitos. Ate ah amortizaçao, anualmente so os juros irao necessitar de ser financiados.

    Se existe dinheiro nao utilizado eh melhor que seja devolvido. Mas presumo que seja para refinanciar divida que ira vencer brevemente.

  20. Miguel Noronha

    “Concordaria consigo se a hipotética utilização desses 10 mil milhões não gerasse um retorno económico em termos de receitas para o Estado”
    Qual foi o retorno que os 190 mil milhoes de divida trouxeram para o estado?

  21. Fernando S

    jhb 25. : “27.“Concordaria consigo se a hipotética utilização desses 10 mil milhões não gerasse um retorno económico em termos de receitas para o Estado”

    Gastar mais (cortar menos) melhora as contas do Estado ?!… Se fosse assim tão simples bastaria continuar com a receita que nos trouxe até à situação actual. Ha muita gente em Portugal que ainda acredita neste tipo de milagre dos pães mas o problema é que quem nos empresta o dinheiro para gastar não acredita nele e quer que gastemos menos (os tais “cortes”) !!

  22. Pisca

    Faz parte dos hábitos/normas/regulamentos/usos e costumes do sistema bancário, sempre que num financiamento haja valores ainda não utilizados, os juros contam também sobre esses valores, passe o tempo que passar, para além de normalmente “imporem” a forma de utilização do mesmo, procurando salvaguardar os seus interesses directos indirectos de amigos e conhecidos mais chegados

    Chamam-se “comprometimento/allocation”

    Coisas de agiotas com alvará e porta aberta (nem sempre)

  23. Miguel Noronha

    “Gastar mais (cortar menos) melhora as contas do Estado ?!… ”
    Pois. Estranha logica. Ou conseguiamos um financiamento ad eternum sem juros (mais valia dizer que era uma doaçao) ou apenas estariamos a adiar o corte por um ano dado que nao conseguiriamos a reposiçao do emprestimo. E entretanto estariamos a pagar juros por isso.

  24. Fernando S

    jhb 25. : “Aliviar os cortes significa para as famílias mais rendimento disponível e não só.”

    Num pais com um Estado excessivamente endividado a prioridade não é aumentar o rendimento das familias disponivel para consumo. Muito menos através do aumento das despesas do Estado. Antes pelo contrario. O que é preciso é que o Estado gaste menos, se endivide menos, e, logo que possivel, comece a reduzir o endividamento.

  25. jhb

    Parece-me um pouco perda de tempo escrever isto, até porque acho que a (larga) maioria dos que comentam aqui tem dois dedos de testa, mas ainda assim tenho de dizer que obviamente nem todo o gasto do Estado produz retorno económico e nem todo o retorno produzido pelo gasto público pode ser medido em euros ou % PIB. Por isso nao se pode deduzir do que eu escrevi que é bom endividar-se sem critério ou que toda a divida pública deveria ter criado retorno.

    Gastos em educação e saúde públicas produzem um retorno a longo prazo e qualquer contabilista à frente do Ministério das Finanças, como o Vitor Gaspar, não teria escrúpulos nenhuns em cortar esses gastos só para que as contas quadrassem no final do ano.

    É a diferença entre tecnocratas e políticos.

  26. Fernando S

    jhb 32. : “Gastos em educação e saúde públicas produzem um retorno a longo prazo e qualquer contabilista à frente do Ministério das Finanças, como o Vitor Gaspar, não teria escrúpulos nenhuns em cortar esses gastos só para que as contas quadrassem no final do ano. É a diferença entre tecnocratas e políticos.”

    O verdadeiro problema é que, durante muitos e muitos anos, certos “politicos”, em nome de um hipotético “retorno a longo prazo”, não tiveram “escrúpulos” em gastar sem contar.
    Uma politica que não faz quadrar as contas e que, por isso, não é financeiramente sustentavel … é uma péssima politica. Até do ponto de vista da qualidade e da preservação dos proprios serviços publicos.
    Foi esta falta de “escrúpulos” que nos trouxe para a dificil situação actual. Relativamente às politicas levadas a cabo nas ultimas décadas, o “longo prazo” chegou,… é hoje. O retorno duma parte muito significativa dos gastos do Estado, inclusivé em educação e saude, é claramente negativo, ou pelo menos inferior aos respectivos custos de oportunidade. Os recursos assim gastos poderiam ter tido um retorno positivo se tivessem sido aplicados de outro modo. No proprio sector publico. Sobretudo no sector privado (é sabido que, em muitas areas, nomeadamente na educação e na saude, a eficiencia dos mesmos recursos utilizados é maior no sector privado do que no sector publico).
    Esta parcela dos gastos do Estado deve ser agora cortada. Não é tecnocracia, é boa politica !

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