Para quando uma aplicação igual em Portugal?
Mês: Novembro 2012
Bagão Félix e o Estado Social
Não, Bagão. Eu quando penso em atacar o Estado Social – algo que a Demografia torna uma necessidade – penso em ti, e não nos jovens que ao ficarem inválidos ficam com pensões de 254€…
Fico a aguardar pelo momento em que Bagão mostra o quão preocupado está com a situação actual e abdique de parte da sua reforma, para ajudar a adiar a reforma da SS.
Quanto maior o Estado, maior o incentivo ao “Lobbying”
Pensamento ao escolher as categorias deste post: Teria sido interessante colocar a categoria “Media” sobre este assunto, mas parece que esta não é assunto para ser tratado na imprensa. Até o dia…
num momento de aflição…
“Segundo [João] Proença, no âmbito do Orçamento do Estado para 2013, o Governo coloca a possibilidade de utilizar os dez mil milhões de euros que compõem o FEFSS – fundo destinado a garantir a sustentabilidade financeira da Segurança Social – como garantia de empréstimo do Estado e isso é preocupante.”, hoje no Diário Económico (página 5)
Preocupante?! Não, é muito mais grave do que isso; seria de Lesa-Pátria…
Enfim, vou procurar no documento do OE2013 para ver se encontro alguma referência a este assunto, não vá aquela afirmação constituir mera desinformação, mas infelizmente receio que seja mesmo verdade. De resto, no meu livro, refiro-me a este assunto (página 138), afirmando o seguinte:
“A segurança social em Portugal, tal como existe hoje, parece condenada, mas, como diria Mark Twain, as notícias da sua morte são um tanto exageradas. Há tempo para pensar, desde que se pense, desde que não sejamos complacentes nem precipitados. Até lá, teremos de ser vigilantes. Permaneçamos atentos, pois nesta altura de dificuldades orçamentais haverá sempre alguém que, num momento de aflição, se lembre do FEFSS a fim de o utilizar para outro fim [que não aquele que presidiu à sua criação]”.
Crónicas de uma esquizofrenia dirigista
O estado que nos governa, desde sempre sustentado numa perspectiva infelizmente tão comum e disseminada de que é mais capaz de governar as relação entre os indivíduos e de estabelecer “melhores” regras do que os próprios envolvidos e interessados, anuncia agora mais uma demonstração da sua esquizofrenia e uma demonstração da invalidade desse ponto de vista.
O mesmo estado que durante anos se imiscuiu na contratação laboral, impondo a obrigação de as remunerações serem pagas em catorze vezes, é o mesmo estado que, com um mês de antecedência, se prepara para estabelecer como uma “contra-ordenação grave” o não fraccionamento em duodécimos de dois desses pagamentos. Ou seja, para tornar numa contra-ordenação grave o mesmo comportamento que até ao mês que se inicia era imposto pelo mesmo estado.
Durante anos, este foi imune e insensível a uma realidade que colocava stress de forma sistemática à tesouraria das empresas, forçando o pagamento de dois vencimentos no último mês do ano. Foi insensível às causas “boas” para mudar a sua imposição, que desde a sua origem careceu de fundamentação objectiva.
Agora, pelas razões “más”, as de mascarar o impacto dos brutais aumentos de impostos do ano que vem nos vencimentos líquidos, com impacto já no mês de Janeiro, apressa-se a colocar mais um pouco de analgésico na vaselina e a enganar mais uns incautos, mais uma vez mostrando-se completamente insensível ao problema de tesouraria que as empresas irão enfrentar para pagar mais dois doze-avos de vencimento aos seus funcionários daqui a um mês e pouco e nos meses seguintes, e trocando uma imposição por outra. Que perdurará até ver.
E aproveitar a reforma para cavar batatas?
Um dos pais da nossa fantástica e mirabolante constituição, e que se tem notabilizado na detecção de inconstitucionalidades a granel, acha que a minha alma mater não pode leccionar os cursos em inglês pois isso viola a CRP.
O vereador Sá Fernandes estimula a economia
Com 500 mil euros e por ajuste directo. Como diz o artista e compagnon de route socialista Leonel Moura, “Neste período de crise em que há uma certa desvalorização das pessoas, achei interessante valorizá-las“. Uma enorme valorização para um município enterrado em dívidas.
Os planos quinquenais estão em todo o lado
Rodrigo Moita de Deus, no 31 da Armada:
«Ontem ouvi um deputado falar sobre o excesso de restaurantes em Portugal. Isto quer dizer que alguém sabe quantos restaurantes podem ou não podem existir. Isto quer dizer que que o Estado pode controlar o mercado da restauração aumentando ou diminuindo o número de restaurantes. Isto quer dizer que deviamos fazer um documento, com uma validade de cinco anos, para planificar o número de restaurantes que o país deve ter. Ou será que alguém já se lembrou disso antes?»