Uma pergunta extremamente interessante

A proposito do reavivar do nacionalismo na Catalunha, uma analista da JP Morgan afirma que muito provavelmente o resultado final deste processo sera nao a independencia mas uma maior autonomia da regiao. Em particular no campo financeiro. Mas isto levanta um problema extremamente interessante (para nao dizer mais) para a Espanha e para toda a zona euro.

Why should Germans support poorer Spanish regions if Catalans object?

… if Catalonia is unprepared to subsidize Spain’s poorer regions, why should Germany or other countries of the European north? This is the same question that IMF members (e.g., China) ask of the Euro area as a whole in its management of the crisis

29 pensamentos sobre “Uma pergunta extremamente interessante

  1. Nao “temos de comprar” nem temos de “deixar de comprar” carros alemaes… Uns individuos podem comprar porque e’ assim que decidem gastar o seu dinheiro e outros individuos podem nao comprar porque valorizam mais outro carros ou outra coisa qualquer… Na mente colectivista e’ Portugal que “compra” carros alemaes ou deixa de comprar. Portugal nao compra nada porque Portugal nao e’ uma pessoa, nao tem corpo, nao tem mente, nao cria riqueza, nao tem nada de seu… O mesmo se aplica aos politicos, que tudo o que gastam foi previamente tirado a quem produziu e, como nao lhes custou a ganhar, nao tem qualquer interesse como o dinheiro e’ gasto; ou melhor, tem interesse, que e’ agradar a quem os elege…

  2. Paulo Pereira

    só assim se a balança comercial estiver equilibrada, se não estiver devemos comprar carros a quem nos compra couves por exemplo, para manter o equilibrio.

    ou seja o vendedor de carros tem de ser esperto e pensar que o seu cliente precisa de ter meios para comprar carros.

  3. Miguel Noronha

    Pois. Mesmo que os tais com que temos a balança equilibrada nos vendam um produto mais caro. E quando formos ao supermercado devemos andar sempre com uma tabela com a nossa posiçao comercial face a diversos paises. Essa regra nao tem pes nem cabeça.
    Ah serio. Ja chega de idiotice. Recomendo que deixe de poluir as caixas de comentarios dos meus posts. Daqui para a frente todos os seus comentarios nos meus posts serao apagados.

  4. Miguel Noronha

    O comentário dirigia-se àquele comentador especifico e não á defesa de ideias proteccionistas. Por mais idiotas que possam ser.
    O comércio internacional não é um jogo de soma nula e mesmo que o fim das restrições seja uma medida unilateral permite um aumento de prosperidade. Já sabemos isso (pelo menos) desde a teoria das vantagens comparativas de David Ricardo. Há vários livros sobre o tema mas aconselho o “In defence of global capitalism” de Johan Norberg.

  5. Miguel Noronha

    Ainda ninguem refutou a teoria das vantagens comparativas que é a base do comércio internacional e existe ampla evidência empirica que a comprova. O livro do Norberg tem bastnates dados sobre isso.

  6. Lucas Galuxo

    A teoria não sei. O resultado do comércio livre entre países em diferentes estádios de desenvolvimento económico, sem ferramentas cambiais e financeiras de compensação, está bem à nossa frente.

  7. Boa pergunta. Mais uma vez se demonstra que aqueles que em princípio deveriam ser solidários e leais nunca o são e, pelo contrário, os “maus” são sempre aqueles que ali estão para os momentos difíceis.

  8. A. R

    O destino da Catalunha independente seria uma cubanização. Eles falam muito mas não têm coragem: a força aérea fez uma manobras regulares de baixa altitude e bastantes independentistas aproveitaram logo para atravessar a fronteira para França. Como diz o Coronel Aleman basta dar uns tiros que se aninham atrás das pedras com os muçulmanos que se manifestaram pela independência.

  9. juvenal clemente

    Porque é que a Califórnia tem de suportar o Wyoming? Porque é que os ricos têm de ajudar os pobres? Porque é que o marido que ganha mais tem de suportar a mulher que não consegue encontrar emprego? Porque é que havemos de ajudar quem não consegue a pagar uma cirurgia que não consegue pagar? Esta gente pobre só atrapalha, haviam de acabar com todos.

  10. Lucas Galuxo

    “Sim. O desenvolvimento economico dos que optaram pelo livre comércio é por demais evidente.”

    Evidente? O que é evidente? A incoerência e contradição cínica entre os discursos institucionais e as práticas políticas em muitos países?
    Mais do que evidente.

  11. Uma pergunta ainda mais interessante que poderia ser feita a partir dessa:

    Quantas pessoas haverá que defendem o separatismo catalão “contra o imperialiso castelhano” e, , simultaneamente, também defendem “uma maior coesão social na Europa contra o egoísmo da Alemanha de Merkel”?

  12. Joaquim Amado Lopes

    Miguel Noronha (4),
    “Ah serio. Ja chega de idiotice. Recomendo que deixe de poluir as caixas de comentarios dos meus posts. Daqui para a frente todos os seus comentarios nos meus posts serao apagados.”
    Apesar da ignorância e falsa de senso que demonstra e da super-abundância de disparates que debita, o Paulo Pereira é normalmente cortês e educado (ao contrário de mim, por exemplo). Apagar os comentários dele parece-me despropositado.

  13. pois

    “A decisão está tomada.”
    Eu até o aconselho a apagar todos os comentários que o contradizem, não se pode correr o risco de alguns dos seus leitores aprenderem alguma coisa.

  14. Vasco

    “Eu até o aconselho a apagar todos os comentários que o contradizem, não se pode correr o risco de alguns dos seus leitores aprenderem alguma coisa.”
    Isso é para quem quer aprender…

  15. Lucas Galuxo

    Olh’ó desenvolvimento economico dos países que optaram pelo livre comércio por demais evidente, Miguel Noronha!

    “O crescimento das vendas interna-
    cionais foi transversal a quase todos
    os principais mercados onde o sec-
    tor nacional opera, com excepção
    da Venezuela e dos Estados Unidos.
    “As exportações não se mantêm es-
    táveis. Em 2011 atingiu-se um pico”,
    explica Mariana Matos, referindo-se
    aos EUA, país que pondera impor
    restrições às importações de azei-
    te para estimular a produção local “
    Publico 28-10-2012

  16. Lucas Galuxo

    Hum… Que há exemplos de como países que afirmam aos quatro ventos as virtudes do comércio livre adoptam políticas tão ou mais proteccionistas do que aqueles que não o fazem, e disso se beneficiam?

  17. Miguel Noronha

    “Que há exemplos de como países que afirmam aos quatro ventos as virtudes do comércio livre”
    Que as pessoas sao hipocritas nao me parece grande novidade. Que ha sectores protegidos nos EUA e noutros paises com elevados graus de abertura ao comercio internacional tambem nao. Porem nao sao estes que contribuem para a riqueza. Muito pelo contrario. Veja-se o caso da industria automovel nos EUA.

    Beneficiam? Vao beneficiar as emprsas dos sectores protegidos ah custa das restantes empresas e consumidores. Vao dar-lhes aquilo a que se chama uma “renda” e que agora por ca toda a gente (e bem) diz que eh necessario acabar.

  18. Lucas Galuxo

    “Que ha sectores protegidos nos EUA e noutros paises com elevados graus de abertura ao comercio internacional tambem nao”
    O que você não entende é que esses países só reclamam a abertura do comércio internacional para sectores que conseguiram desenvolver competitividade após uma fase proteccionista. O comércio livre e a teoria das vantagens comparativas é um romance conveniente para embalar tótós.

  19. Miguel Noronha

    “O que você não entende é que esses países só reclamam a abertura do comércio internacional para sectores que conseguiram desenvolver competitividade após uma fase proteccionista”´
    Completamente errado. Os sectores que se abriram aos exterior sao bem mais competitivos que os protegidos que se acomodaram ah sombra da proteçao estatal. O exemplo da historia da industria automovel no Japao e India pos-IIª GM eh paradigmatica.

    ” O comércio livre e a teoria das vantagens comparativas é um romance conveniente para embalar tótós.”
    Jah foi provado empiricamente n vezes e pese embora as tentativas e a sua antiguidade nunca conseguiram refutar.

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