O costume

Finalmente surgem algumas propostas que visam cortar num dos maiores agregados de despesa do OE. Conviria que fossem fornecidos dados sobre o impacto esperado mas se calhar nem vale a pena. Logo a partida o governo dá a entender um reduzidíssimo empenho na sua implementação.

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15 pensamentos sobre “O costume

  1. Paulo Pereira

    Mas continuam a não existir propostas para cortar do desperdicio do estado.

    Como não se corta no desperdicio para manter os boys e girls bem instalados, corta-se no estado social.

    São escolhas de um governo neoliberal.

  2. Miguel, as pessoas descontam para a SS para terem alguma protecção em caso de desemprego. O Estado não está a dar nada a estas pessoas, elas descontaram uma parte do seu rendimento para poderem auferir do subsídio do desemprego. É justo que lhes cortem isso?

    PS. Há muitas áreas onde o governo poderia e deveria cortar. Cito-te apenas duas, a saber, as autarquias e o nebuloso sector das empresas municipais, onde este governo pelos visto não toca. E sobre elas ainda não vi qualquer linha tua neste blogue.

  3. Miguel Noronha

    “Miguel, as pessoas descontam para a SS (…) É justo que lhes cortem isso?”
    Tens pessoas que nunca descontaram para a SS a receber. Eh justo dar-lhe esses subsidios? Mas o mais grave eh o que cada um recebe nao eh a capitalizaçao dos seus descontos que alias forma pagos os beneficiarios da altura. Se queres um sistema realemnte justo defende a criaçao contas individuais onde fica a credito o teu montante de descontos.

    “PS. Há muitas áreas onde o governo poderia e deveria cortar.”
    Pois ha. Mas as “transferencias sociais” e as depesas com pessoal sao 80% da despesa corrente do OE. E aqui estao incluidas as rubricas de maior (e descontrolado) crescimento.

    “E sobre elas ainda não vi qualquer linha tua neste blogue.”
    Fica para escreveres no teu.

  4. “propostas para cortar do desperdicio do estado”

    Talvez esse “desperdicio do estado” seja uma gota de água no conjunto da despesa pública, e esta seja composta maioritariamente por coisas que muita gente é genuinamente a favor (serviços públicos, prestações sociais, policia e exército, etc.)

    E, mesmo que o desperdicio fosse muito, suponho que nos orçamentos das instituições público não aparece uma rubrica chama “desperdício” (pelo menos no POC do Ministério da Saúde sei que não há nenhuma conta correspondente a “desperdicio”), o que torna dificil uma politica especifica de redução do desperdicio (talvez a unica maneira de cortar “desperdícios” seja mesmo fazer os tais “cortes cegos” e esperar que algum desperdicio seja apanhado)

  5. Não faz sentido agregar despesas de pessoal e prestações sociais, tal é redutor (mesmo assim acho que não chega a 80%).
    Essa despesa de pessoal pode ser necessária ao normal funcionament da economia, pelo menos como a conhecemos. Por exemplo, sem polícias, juízes ou médicos do SN, que tipo de economia seria a nossa? Seria certamente muito pior. É claro que podes argumentar que não deixaria de haver economia mesmo no estado hobbesiano de todos contra todos. Sim, os lobos tb têm economia 😉

  6. Miguel Noronha

    “mesmo assim acho que não chega a 80%”
    Quando souberes a conta certa vem falar comigo

    “Essa despesa de pessoal pode ser necessária ao normal funcionament da economia”
    So se o “normal” for o mediocre.

    ” Por exemplo, sem polícias, juízes ou médicos do SN”
    Ok. Deixas esses tres e cortas no resto.

  7. Paulo Pereira

    Talvez o desperdicio do estado esteja em 20% dos 15 mil milhões de despesa não de pessoal, e em 30% de entidades e chefias inuteis.

    Insistir que não é possivel cortar na despesa não social é ridiculo.

    Todos nós conhecemos dezenas ou centenas de casos de desperdicio á vista no estado.

    Qualquer empresa em dificuldades começa por cortar no superfulo, reduz a burocracia, reduz as chefias em excesso, reduz o numero de departamentos em excesso, etc.

    Continuar a defender a inercia do governo em cortar na despesa superfula não tem nada de liberal, muito pelo contrário.

  8. “Ok. Deixas esses tres e cortas no resto.”

    Estou a ver que afinal defendes a existência do SNS! Ora aqui está uma evolução que é de saudar 😉 Vou já propagar a boa nova pelos amiguinhos 😉

  9. De estupidez em estupidez, até à derrota final.
    Subsidio de desemprego, NÃO SÃO RSI, ou outras prestações sociais. Qualquer matemática de vão de escada chega para perceber que se for reduzida a capacidade de aquisição de bens e serviços de uma fatia consideravel da população, principalmente daqueles cuja margem de sobrevivencia já está ultrapassada, a procura interna diminui ainda mais. Escusado será dizer que mais convulsões sociais ai vêm.
    Como diz o Paulo Pereira, à muito para fazer, apenas não interessa fazer aos interesses instalados. Apenas não interessa aos aparelhos partidários.

  10. lucklucky

    “Qualquer matemática de vão de escada chega para perceber que se for reduzida a capacidade de aquisição de bens e serviços de uma fatia consideravel da população, principalmente daqueles cuja margem de sobrevivencia já está ultrapassada, a procura interna diminui ainda mais.”

    E?…, se a economia está sobreaquecida pelo défice quando se começa reduzir o défice obviamente há menos dinheiro na economia supondo que os portugueses não passam a produzir mais.
    Como é obvio é isso que acontece de uma maneira ou de outra quande se rebenta com o cartão de crédito.

  11. Paulo Pereira

    quando a economia tem um elevado deficit externo ou inflação elevada a redução do deficit deve ser feita de tal forma que o PIB nunca decresça , porque a seguir vem uma acelerada contração do crédito que destroi capacidade produtiva e aumenta o deficit por via da quebra da receita e aumento da despesa social.

  12. Pingback: O costume (2) « O Insurgente

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