Um elogio a Pol Pot

Pol Pot foi líder de um movimento comunista que chegou ao poder no Cambodja. Sobre ele, afirmou Álvaro Cunhal: “Pol Pot é uma das grandes figuras políticas cambojanas do século XX, cuja história ficou marcada pela tenacidade e coragem com que defendeu e lutou pelos seus ideais e pelas profundas convicções políticas”*VER CORRECÇÃO. No caminho para o desenvolvimento social pleno,  Pol Pot ceifou a vida a cerca de 2,5 milhões de pessoas, apontam as estimativas mais pessimistas. Verdadeiro engenheiro social, Pol Pot olhou para a política agrícola de uma forma peculiar. O estado apropriou-se das terras, forçou as pessoas que vivam nas cidades a migrar para o campo e as do campo para a cidade. Os resultados não foram os melhores mas as execuções fizeram algum sucesso. O genocídio foi competente, cerca de 1/5 da população cambodjana terá morrido.

Israel Shamir, tido em tempos como uma pedra angular da organização Wikileaks, excreve o artigo  Pol Pot Revisited. Deixo alguns excertos da prosa:

(…)Surprisingly, Cambodians have no bad memories of that period. This is quite an amazing discovery for an infrequent visitor.  I did not come to reconstruct “the truth”, whatever it is, but rather to find out what is the collective memory of the Cambodians, how do they perceive the events of the late 20th century, what narrative has been filtered down by time gone by. The omnipotent narrative-making machinery of the West has embedded in our conscience the image of bloody Khmer Rouge commies cannibalising their own people over the Killing Fields and ruled over by a nightmarish Pol Pot, anybody’s  notion of ruthless despot. (…)

The Pol Pot the Cambodians remember was not a tyrant, but a great patriot and nationalist, a lover of native culture and native way of life. He was brought up in  royal palace circles; his aunt was a concubine of the previous king. He studied in Paris, but instead of making money and a career, he returned home, and spent a few years dwelling with forest tribes to learn from the peasants. He felt compassion for the ordinary village people who were ripped off on a daily basis by the city folk, the comprador parasites. He built an army to defend the countryside from these power-wielding robbers. Pol Pot,  a monkish man of simple needs, did not seek wealth, fame or power for himself. He had one great ambition: to terminate the failing colonial capitalism in Cambodia, return to village tradition, and from there, to build a new country from scratch. (…)

His vision was very different from the Soviet one. The Soviets built their industry by bleeding the peasantry; Pol Pot wanted to rebuild the village first, and only afterwards  build industry to meet the villagers’ needs. He held city dwellers in contempt; they did nothing useful, in his view. Many of them were connected with loan sharks, a distinct feature of post-colonial Cambodia; others assisted the foreign companies in robbing people off their wealth. Being a strong nationalist, Pol Pot was suspicious of the Vietnamese and Chinese minorities. But what he hated most was acquisitiveness, greed, the desire to own things. St Francis and Leo Tolstoy would have understood him. (…)

We talk too much about evils committed under futurist regimes, and too little about the evils of the greedy rulers. It is not often we remember Bengal famine, Hiroshima holocaust, Vietnam tragedy, or even Sabra and Shatila. Introduction of capitalism in Russia killed more people than introduction of socialism, but who knows that?

Now we may cautiously reassess the brave attempts to reach for socialism in various countries. They were done under harsh, adverse conditions, under threat of intervention, facing hostile propaganda. But let us remember: if socialism failed, so did capitalism. If communism was accompanied by loss of life, so was and is capitalism. But with capitalism, we have no future worth living, while socialism still offers hope to us and our children.

Correcção: A frase que atribuí a Álvaro Cunhal está errada: não foi dita pelo dirigente comunista português sobre Pol Pot. Serviu como justificação oficial do dia de luto nacional, pela morte de Álvaro Cunhal e faz parte de uma nota do gabinete do então Primeiro-Ministro, José Sócrates. O erro assumido em nada altera a bondade do facínora Pol Pot nem a admiração que Álvaro Cunhal e muitos comunistas tiveram e têm por regimes ditatorias sanguinários. Peço desculpa aos leitores por os ter induzido em erro.

67 pensamentos sobre “Um elogio a Pol Pot

  1. mggomes

    Tendo há menos de 1 ano lido “Survival in the Killing Fields” (de Haing S. Ngor), arrepiante relato da vida nos campos da morte combodjanos, tenho alguma dificuldade em expressar o nojo que sinto por estes cretinos revisionistas.
    Pol Pot liderou o que foi talvez o mais delirantemente irracional e violento regime do século XX.
    E isso num século que nos brindou com Estaline, Hitler, Mao Tse Tung, não é para aprendizes de verdugo.

  2. José Maia

    Não percebe? Não estará ele a fazer com Pol Pot o mesmo que Ahmadinejad faz em relação ao regime Nazi? Enfim, a dupla moral do judeu sempre impune e admirada pelos basbaques oportunistas.

  3. ruicarmo

    Não percebi porque a criatura também é conhecida por destilar mais anti-semitismo do que a indústria cervejeira destila cereais.

  4. mggomes

    “E se Israel Shamir fosse aderir ao revisionismo histórico do holocausto?”

    Não precisa.
    O “cretinómetro” já chegou ao limite.

  5. “Sobre ele, afirmou Álvaro Cunhal: “Pol Pot é uma das grandes figuras políticas cambojanas do século XX”

    Custa-me muito a acreditar que Cunhal alguma vez tenha dito isto pois Pol Pot e os Khmer Rouge eram apoiados pela China e Álvaro Cunhal era 100% pró-soviético.

  6. José Augusto

    Bem, a frase atribuída a Álvaro Cunhal seria uma verdadeira “bomba” histórica, visto que Pol Pot era apoiado, sim, mas pelos maoistas nacionais, por quem o ex-líder do PCP tinha um ódio profundo.

    Para esclarecimento, solicito que seja indicada a fonte da frase atribuída a Álvaro Cunhal tendo em conta a sua relevância histórica.

    Obrigado.

  7. bloody mary

    Este Shamir é um cromo perigoso. Ao serviço de uma organização como a Wikileaks, imagina-se o calibre do veneno instilado nas “fugas”. Isto, além de ser um notório admirador de tudo o que é ditador trambolho por esse mundo fora – por serem anti-semitas e anit-capitalistas como ele,mas tb por serem uns “cabras macho”, Como ele, presume-se.

  8. ASA

    Agora querem ver que Alvaro Cunhal, não apoiava nem pretendia uma ditadura para Portugal.

    Muito se tem escrito sobre as aspirações de ditadura comunista que o PCP tinha, mas vejam a entrevista a Oriana Fallaci.

    Lá andam a tentar branquear o PCP.

  9. jojoratazana

    Ainda há gente que perde tempo, com aldrabões como o autor do post?
    Não vêem que é um doente incurável.

  10. tina

    Mas qual é a admiração por Álvaro Cunhal ser admirador de Pol Pot? Alguém que apoiou a invasão da Checoslováquia pelos sovietes é um vendido capaz de tudo.

  11. tina

    “O PCP ganhou a honra pouco invejável de ser, em todo o mundo, o primeiro partido a apoiar sem reticências a ocupação militar da Checoslováquia. O Comité Executivo do CC emitiu de imediato, a 23 de Agosto, um comunicado de aprovação. Logo a seguir, numa Declaração, o Comité Central do PCP, voltando a aplaudir a invasão, afirmava que “o princípio da soberania tem sido por alguns considerado de forma abstracta e exclusivamente jurídica, fora dum ponto de vista de classe e internacionalista”. “O PCP entende que os marxistas-leninistas não podem contestar em princípio a legitimidade revolucionária de uma intervenção de países socialistas noutros países socialistas a fim de defenderem as conquistas do socialismo”.

  12. lucklucky

    Cunhal nunca se importou com os mais de 1 milhão de mortos directos por causa do 25 de Abril, fora os indirectos.

  13. José Augusto

    Vamos ser rigorosos. Não estamos a falar da Checoslováquia.

    A questão aqui é puramente técnica, científica e histórica. A demonstração de Álvaro Cunhal teria apoiado Pol Pot seria de uma evidente relevância histórica.

    Portanto a questão é: “solicito que seja indicada a fonte da frase atribuída a Álvaro Cunhal tendo em conta a sua relevância histórica”.

    Se alguém escreve o que escreveu deve saber onde foi buscar a informação. De outra forma estamos a fomentar a boataria, que tantas vezes nasce desta forma.

    Aguardo.

  14. lucas

    “Cunhal nunca se importou com os mais de 1 milhão de mortos directos por causa do 25 de Abril, fora os indirectos.” Grande luckluky, sempre em grande forma.

  15. José Augusto

    Sim, Tina, mas se puder ajudar-me, agradeço.

    Pode indicar-me 2 ou 3 links, por favor? Ou só 1. Para dizer isso é porque já pesquisou, deve ser fácil para si.

    Obrigado.

  16. Joshua

    “Cunhal nunca se importou com os mais de 1 milhão de mortos directos por causa do 25 de Abril, fora os indirectos.”

    Pode indicar em que fontes se baseou para afirmar isso?

  17. 3 – penso que Israel Shamir já é um adepto do revisionismo do holocausto (o nome pode enganar – trata-se de um cristão ortodoxo que adoptou um nome judeu por razões difíceis de explicar)

  18. edgar

    A falta de resposta ao pedido para que identifique a fonte da frase atribuída a Álvaro Cunhal é elucidativa dos métodos do autor do post.

  19. A. R

    Os Gulags, a fome atroz e lenta na Ucrânia, os esmagamentos de crânio da tirania do Polpot sobre os escolhidos para fertilizar os campos de arroz, sobre os que sabiam ler, sobre os que eram professores, sobre os que tinham livros, sobre os que usavam óculos e as câmaras de gás dos nazis é tudo parte do mesmo: uma doença mental, o lado mais obscuro e tenebroso do homem que se condensa na esquerda.

  20. Luís Marques

    Estive no Cambodja há 8 anos e o meu guia na visita a Angkor Wat falava espanhol, tinha ido para Cuba aos 13 anos após a queda do Pol Pot ao abrigo de um qualquer programa para dar educação aos órfãos do genocídio. Ele lembrava-se muito bem do terror, da forma como as pessoas aceitavam a violência sem reagir. Digamos que tinha pouca admiração pelo ditador e que seguramente discordaria desse tal de Israel Shamir.

  21. João Pedro

    O insurgente não recua ante a infâmia, a calúnia, a caracatura, a falsificação, não é gente confiável. Isso é intolerável; isso é imperdoável.

    João Pedro

  22. Alexandre Carvalho da Silveira

    O Cunhal dificilmente se teria referido a Pol Pot nesses termos, porque nunca o fez em relação a Estaline ou a outro qualquer lider soviético. Não era o seu estilo. Mas não tenho duvidas de que se lhe tivessem dado a oportunidade, teria sido um Pol Pot à portuguesa. O homem era um facínora, e apoiou as depurações estalinistas dos anos 20, 30 e 40, de que resultaram muitos milhões de mortos.

  23. paam

    “A questão aqui é puramente técnica, científica e histórica. A demonstração de Álvaro Cunhal teria apoiado Pol Pot seria de uma evidente relevância histórica. ”

    Se não apoiava o regime de Pol Pot porque razão visitou o Camboja, em 1986, para supostamente estabelecer conversações para aproximar o regime dos Khmer Vermelho da URSS?
    Pode não ter apoiado Pol Pot mas o seu silêncio diz muito sobre a sua pessoa. Nem uma palavra de censura? Uma condenação pelo genocídio praticado no Camboja por um lider comunista? Um gesto de reprovação? Nada? Estranho…

    “No fim do ano, Cunhal visita a China, o Vietname, o Laos e o Camboja, depois vai à URSS e relata a Mikhail Gorbatchov o resultado das conversações para aproximar estes países da URSS.”
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Cronologia_do_Partido_Comunista_Portugu%C3%AAs
    http://www.vidaslusofonas.pt/alvaro_cunhal.htm

  24. Joshua

    “Se não apoiava o regime de Pol Pot porque razão visitou o Camboja, em 1986, para supostamente estabelecer conversações para aproximar o regime dos Khmer Vermelho da URSS?”

    Lógica paamoniana
    Premissa: O responsável do Partido Comunista Chinês só recebeu Paulo Portas após o CDS/PP ter estabelecido relações com o seu partido.
    Conclusão: Se o Paulo Portas e o CDS-PP visitaram o PC chinês e até estabeleceram relações então Paulo Portas e o CDS-PP são coniventes com o genocídio chinês e com o pior dos dois sistemas, totalitarismo e capitalismo selvagem.

    Certo?

  25. paam

    Joshua,

    Essa teve a sua piada. É que quando o Álvaro Cunhal visitou o Camboja Pol Pot ainda era a figura de proa do Khmer vermelho, os responsáveis pelo genocídio. São situações idênticas à que mencionou, não há dúvida.

  26. pctpmrpp

    Abaixo os Fascistas

    Morte aos fascistas e aos ricos´. Viva a Coreia do Norte. Morte aós capitalistas e empresários. Cuba Sempre!

  27. lucklucky

    “A demonstração de Álvaro Cunhal teria apoiado Pol Pot seria de uma evidente relevância histórica. ”

    Não sei porquê, mesmo que Cunhal fosse seguidor fiel do Kremlin era também um adepto do apaziguamento das diferenças dentro do movimento comunista.

    “Pode indicar em que fontes se baseou para afirmar isso?”

    Ouviu alguma declaração de Cunhal a promover a paz e acordos entre as diversas partes – o que implicava reconhecer impossibilidade do comunismo em Angola e Moçambique e claro em qualquer parte do mundo porque é um sistema imposto sobre a população – para só falar dos mais importantes países onde a guerra civil provocou em cada um cerca de meio milhão de mortos?
    Não. A ideia era promover a guerra porque pensava que a vitória militar seria possível.

  28. José Augusto

    Ontem estava a divertir-me imenso, como foi visível, com esta patetice da suposta frase atribuída a Álvaro Cunhal. Como é evidente, para quem percebe um pouco de história e acompanha a política internacional perceberia de imediato que nunca poderia ter sido o antigo líder do PCP a proferi-la.

    E apesar do esforço de um conjunto de fundamentalistas que por aí vegetam, era óbvio que estávamos perante uma treta monumental.

    A verdade é que a errata não resolve completamente o problema, visto que a frase lá continua, em vez de ter sido alterada com a indicação de edição, podendo conter o texto original entre parênteses. E é (também) assim que nascem os boatos disparatados que circulam na Internet. É preciso mais cuidado com aquilo que se escreve, principalmente quando se trata de erros (?) tão estranhos.

    Quanto ao que diz o lucklucky, o homem que diz disparates a uma velocidade que nem a própria sombra acompanha, continua igual a si próprio. Acho que nem ele próprio acredita nas coisas que diz.

    Mas o grande ensinamento que o lucklucky proporciona à humanidade é o seguinte:

    O 25 de Abril provocou “mais de 1 milhão de mortos diretos”!!! (fora os indiretos, talvez alvo de alguma infeliz carambola!). Bom isto parece-me configurar um genocídio e como, por força da adesão a tratados internacionais, se trata de um crime imprescritível, convido o nosso amigo lucklucky a ir ao Ministério Público para apresentar a denúncia dos factos.

    Vai ser uma bomba nos telejornais de logo à noite!

  29. ruicarmo

    A errata clarifica e o erro está perfeitamente assumido, sem parentesis E não altera em nada o disparate branqueador de Shamir do regime de Pol Pot. Nem o apoio e a beatificação de sanguinários por parte dos comunistas. mortos ou vivos.

  30. jojoratazana

    Rui Carmo, o exemplo do contador de histórias, sem vergonha nem dignidade.
    Este é infelizmente o espelho do país que temos.
    Vaidoso,mesquinho e invejoso.

  31. Misek

    Pelo menos o ruicarmo, e isto é sincero, tem casca grossa e não apaga os posts menos elogiosos. É de respeitar quando há tantos que adoram mandar bocas mas se levam resposta “levam a bola para casa…”

    Em relação ao assunto do post trata-se apenas de real politik. Fazer o quê? Também há muitos “ruicarmos” à esquerda… É a vidinha.

  32. tina

    “Não. A ideia era promover a guerra porque pensava que a vitória militar seria possível.”

    Bem observado, Lucklucky.

  33. tina

    “A verdade é que a errata não resolve completamente o problema, visto que a frase lá continua, em vez de ter sido alterada com a indicação de edição, podendo conter o texto original entre parênteses.”

    ahahahaha, grande preocupação para quem disse que tudo se resumia a um problema de natureza “técnica, científica e histórica”!

  34. lucklucky

    “O 25 de Abril provocou “mais de 1 milhão de mortos diretos”!!! (fora os indiretos, talvez alvo de alguma infeliz carambola!). Bom isto parece-me configurar um genocídio e como, por força da adesão a tratados internacionais, se trata de um crime imprescritível, convido o nosso amigo lucklucky a ir ao Ministério Público para apresentar a denúncia dos factos.”

    Pela bitola que vocês usam -Islamitas no Iraque a colocarem bombas, Sunitas contra Xiitas contra Curdos etc culpa do Bush não é- certamente o 25 de Abril provocou mais de um milhões de mortos.
    Mais responsável até porque o regime saído do 25 de Abril foi no início aliado de uma das partes claramente.

    “quem percebe um pouco de história e acompanha a política internacional perceberia de imediato que nunca poderia ter sido o antigo líder do PCP a proferi-la.”

    Tal como a URSS não podia comprar navios de guerra e cooperar militarmente com a Italia Fascista de Mussolini?

    Você é que como sempre mostra a ignorância, nos anos 80 a URSS estava a aconselhar e a pressionar o Vietname para fazer as pazes com a China.
    Nos anos 80 o comunismo já estava em perda clara e havia um movimento de aproximação entre as diversas partes.

  35. Joshua

    E a neoliberal Tatcher que comprava carvão à soviética Polónia (via Roterdão) para manter o contra-producente (o dinheiro que gastou com esta brincadeira) braço-de-ferro com os mineiros e estivadores britânicos! Lá está, neoliberalismo a aproximar-se do comunismo soviético para impor as teses do “consenso de Washington”. Ideologias, ideologias, negócios à parte.

    “Pela bitola que vocês usam -Islamitas no Iraque a colocarem bombas, Sunitas contra Xiitas contra Curdos etc culpa do Bush não é- certamente o 25 de Abril provocou mais de um milhões de mortos.
    Mais responsável até porque o regime saído do 25 de Abril foi no início aliado de uma das partes claramente.”

    Amigo lucklucky é você que está a usar esta “bitola”. Realmente, não consegue argumentar a sua lunática sentença. 25 de Abril [de 1974] responsável por um milhão de mortos? Números negros, sem fundamento nem argumento. Só porque sim.

  36. pois

    “Peço desculpa aos leitores por os ter induzido em erro.”
    Deixa lá, já estamos habituados.

    “Cunhal nunca se importou com os mais de 1 milhão de mortos directos por causa do 25 de Abril, fora os indirectos.”
    Lucky, eu julgo que esses números estão subestimados, segundo as minhas contas foram 123 milhões directos, e 27 mil milhões indirectos.

  37. pois

    “Pelos vistos o hábito fez do pois um leitor devoto.”
    Gosto de diversificar as minhas fontes, e um pouco de humor não faz mal a ninguém.

  38. José Augusto

    Este blog tem alguns colaboradores… como dizer? Espantosos.

    Este não é um blog liberal.

    É um blog surreal.

  39. Joshua

    “Joshua, o que é neoliberal?”

    A definição segue o mesmo cliché que quando chamam socialismo a tudo o que não é economicamente “liberal”. Um abuso de linguagem? Talvez, mas serve para estarmos em sintonia semântica.

  40. lucklucky

    “Amigo lucklucky é você que está a usar esta “bitola”. ”

    Sim mas estou a usar a bitola da esquerda. Não é a minha. Não considero que o 25 de Abril tenha provocado 1 milhão de mortos. Embora o comportamento de vários que participaram tenha contribuido.

    Os grandes culpados pelos 1 milhão de mortos foram os próprios povos de África com especial responsabilidade para aqueles que aderiram à mais mortífera exportação europeia.

  41. mggomes

    “Joshua, o que é neoliberal?”

    Caro Rui, há perguntas que são maldade pura.
    Esta é uma delas.

    A esquerdalha fartou-se de chamar “fascista”/”sionista”/”as-duas-ao-mesmo-tempo-se-possível” a tudo o que mexe.
    Mas como há que continuar a (des)qualificar os que com eles não concordam, adoptaram simpaticamente o termo “neoliberal”.

    Eles, de facto, não sabem o que isso é.
    Pelo que, francamente, é indelicado fazer-lhes essa pergunta.

  42. Joshua

    “mggomes, o que é um esquerdalho?”

    Caro pois, há perguntas que são maldade pura.
    Esta é uma delas.

    A direitalha fartou-se de chamar “social-fascista”/”neoliberalista”/”as-duas-ao-mesmo-tempo-se-possível” a tudo o que mexe.
    Mas como há que continuar a (des)qualificar os que com eles não concordam, adoptaram simpaticamente o termo “esquerdalho”.

    Eles, de facto, não sabem o que isso é.
    Pelo que, francamente, é indelicado fazer-lhes essa pergunta.

    Percebeu a sua coerência?

  43. Joshua

    “mggomes, o que é um esquerdalho?”

    Caro pois, há perguntas que são maldade pura.
    Esta é uma delas.

    A direitalha fartou-se de chamar “social-fascista”/”socialista”/”as-duas-ao-mesmo-tempo-se-possível” a tudo o que mexe.
    Mas como há que continuar a (des)qualificar os que com eles não concordam, adoptaram simpaticamente o termo “esquerdalho”.

    Eles, de facto, não sabem o que isso é.
    Pelo que, francamente, é indelicado fazer-lhes essa pergunta.

    Percebeu a coerência do homem?

  44. mggomes

    “mggomes, o que é um esquerdalho?”

    É um tipo que usa o termo “neoliberal” como quem usa o ponto final.
    E que tem dúvidas se o regime de Pol Pot não será uma democracia.

  45. Joshua

    ““Joshua, o que é neoliberal?””

    É um tipo que usa o termo “esquerdalho” como quem usa o ponto final.
    E que tem dúvidas se o regime de Pinochet não será uma democracia.

  46. Joshua

    Sabe Rui Carmo, eu tenho um problema de visualização dos comentários. Até ao momento aparecem 58 comentários mas o seu comentário é o #61. Isto significa que existem vários comentários meus por aprovar (e outros que foram publicados e retirados, sem justificação) e que não são visíveis a todos. Portanto, eu tenho dificuldade em responder à sua pergunta. Pois eu não sei a que parâmetros de ciência política a que se refere pois não sei a que comentário (publicado, por aprovar ou eliminado) meu se dirigiu.

  47. ruicarmo

    Joshua,
    esse probllema tem a ver com algum automatismo do wordpress que, por algum motivo,aprova, congela ou elimina alguns comentários.Vou ver se os recupero..

  48. ruicarmo

    Entretanto, aconselho-o a não repetir os comentários a colocar muitos link’s ou a insultar pois o filtro costuma destilar toda essa riqueza para o lixo. O meu comentário é ainda uma reposta ao seu neoliberalismo da Tatcher..

  49. Dervich

    “Se (Cunhal) não apoiava o regime de Pol Pot porque razão visitou o Camboja, em 1986, para supostamente estabelecer conversações para aproximar o regime dos Khmer Vermelho da URSS?”

    Isto é o quê, mais um embuste?!… Então se o regime dos khmers foi derrubado em 1979, com quem é Cunhal foi falar ao Cambodja em 1986?!…

    Quando se fala de cor sobre o que se não sabe, o resultado não é famoso.

  50. jojoratazana

    “Pol Pot é uma das grandes figuras políticas cambojanas do século XX, cuja história ficou marcada pela tenacidade e coragem com que defendeu e lutou pelos seus ideais e pelas profundas convicções políticas”
    Esta é a opinião de ruicarmo autor do post, sobre Pol Pot.
    Os meus parabéns, é dos poucos que aprecia a obra do dito senhor.
    O que revela bem os seus princípios.

  51. Não têm memória porque não restaram assim tantos velhos para contar a história e os que estão vivos lutam contra a miséria.. quando estive no Camboja deu-me a clara sensação de clima de negação após tragédia. Sempre de sorriso na cara, os Cambojanos ainda recuperam desse pesado e tão recente passado. levando as suas vidas para a frente, pensando no que realmente importa quando pouco se tem : ter o que comer. O Camboja fica no coração de quem o visita, pela sua gente de alma tão genuiname te boa.

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