Salvar empresas com Dinheiros Públicos não é Liberal!

De uma vez por todas:

  • Salvar o BPN, o BPP ou outro banco qualquer não é Liberal. O banco que vá à falência. No máximo, garantem-se uns depósitos até 50.000 Euros. E mesmo isso já não é Liberal, é concessão a uma sociedade que é demasiado crente na banca.
  • Salvar o cinema não é Liberal. Esse sector tem um profundo desrespeito pelo público (não querem vídeos pois não?) e é o causador do divórcio público-cinema português. Logo, merece a consequência respectiva. Público interessado em cinema de qualidade certamente o encontrará.
  • Salvar a TAP não é Liberal. Porque é que eu que só vôo Low Cost ando a subsidiar a companhia de vôos de elite?
  • Salvar a RTP não é Liberal. Se a RTP não tem capacidade de pagar o que deve, que vá à falência. O que não falta por aí hoje são fontes de informação e entretenimento.

Liberal é:

  • Não escolher vencedores e vencidos
  • Não premiar a ociosidade
  • Não premiar o desrespeito pelo cliente
  • Não subsidiar a incompetência à custa dos competentes
  • Permitir a substituição de umas firmas por outras
  • Premiar o esforço e o mérito
  • Premiar a criação de valor para o cliente
  • Deixar cada um com os frutos do seu trabalho para ter a liberdade de escolher o que quiser

Em tempos pensei que isto fosse claro. Agora já sei que não o é para certas pessoas. Só não sei porquê.

PS: E por favor não identifiquem
banca = capitalistas = capitalismo.
Neste tema, poucas coisas poderiam ser mais falsas. A banca, como qualquer sector, acha sempre que todos os sectores deveriam ser livres excepto o seu. E consequentemente pede constantemente mais regulação que crie barreiras à entrada, dinheiro para corrigir situações fruto dos riscos que “assumiram” e muitas outras “excepções” que, à luz do Liberalismo, são injustificáveis.

23 pensamentos sobre “Salvar empresas com Dinheiros Públicos não é Liberal!

  1. lucklucky

    “Agora já sei que não o é para certas pessoas. Só não sei porquê.”

    Não é difícil.
    É todo interesse dos que levaram o país à bancarrota por causa das preocupações sociais – significa na verdade corrupção social- colocar os custos das consequência das suas políticas noutros.

  2. jhb

    “Neste tema, poucas coisas poderiam ser mais falsas. A banca, como qualquer sector, acha sempre que todos os sectores deveriam ser livres excepto o seu. E consequentemente pede constantemente mais regulação que crie barreiras à entrada, dinheiro para corrigir situações fruto dos riscos que “assumiram” e muitas outras “excepções” que, à luz do Liberalismo, são injustificáveis.”

    Ou seja, ao fim e ao cabo o capitalismo liberal é apenas teórico porque “qualquer sector” actuará sempre no sentido de defender os seus interesses, o que seria de esperar obviamente.

  3. José Augusto

    Caro Ricardo,

    Salvo o devido respeito, a sua filosofia está profundamente errada, caro amigo.

    O Governo é ultraliberal porque destrói progressivamente serviços públicos, como a educação e a saúde. Em contrapartida protege certos grupos económicos (sim, isto é liberalismo, quando o chamado “Estado mínimo” intervém visa, em primeiro lugar, proteger certos grupos económicos ou certas individualidades próximas do poder).

    O Governo é ultraliberal porque está a reduzir até ao limite do insuportável os níveis de proteção social, gerando miséria, fome e revolta. Será que a lição do século XIX estará já esquecida?

    O Governo é ultraliberal porque está a privatizar tudo o que mexe, muitas através de processos opacos e/ou conduzidos de forma absolutamente incompetente (sim, a palavra “Borges” surgiu-me na mente). Estamos a assistir a uma catástrofe: menos Estado, pior Estado. Há muitas obras que posso aconselhar, mas saliento uma de Naomi Klein intitulado “A doutrina do choque – a ascensão do capitalismo de desastre”.

    Alan Greenspan foi presidente da Reserva Federal Americana, como é sabido. Quando depôs, em 2008, perante uma comissão do Senado americano reconheceu que a sua visão liberal do mundo estava profundamente errada. Afirmou que durante 40 anos acreditou numa filosofia (liberal) que não funciona na prática.

    Este “mea culpa” merece respeito. Todos nós podemos fazer o mesmo. Custa um bocado, mas às vezes é preciso.

    Uma coisa são os “modelos académicos” de Vítor Gaspar, e de muitos recém-licenciados, outra a realidade. Utopias, todos podemos ter, sonhar faz bem à saúde, mas a vida real é outra coisa.

    Cps.

  4. José Augusto,
    Obrigado pelo tom José Augusto.
    Quanto aos pontos que levantou:
    “O Governo é ultraliberal porque destrói progressivamente serviços públicos, como a educação e a saúde”
    – Que percentagem das escolas foram privatizadas desde que o governo entrou? Que percentagem dos hospitais foram privatizadas desde que o governo entrou (foi muito mais liberal o Sócrates!!!)? Que percentagem dos centros de saúde foram privatizadas desde que o governo entrou?
    Gerir mal ou fechar valências por não conseguir suportar os custos é uma coisa. Privatizar é outra. E eu não consigo ver que serviços públicos o governo privatizou até agora.

    “visa, em primeiro lugar, proteger certos grupos económicos ou certas individualidades próximas do poder”
    – Isto não é Liberalismo. Liberal sou eu e sou contra esses favorecimentos.

    “O Governo é ultraliberal porque está a reduzir até ao limite do insuportável os níveis de proteção social, gerando miséria, fome e revolta. Será que a lição do século XIX estará já esquecida?”
    – Qualquer governo, mesmo que fosse o Jerónimo de Sousa em pessoa a ser o 1ºM, teria de diminuir as prestações sociais. O actual nível é incomportável. Para dar um exemplo: o meu pai teve colegas da Brigada de Trânsito da GNR a reformarem-se aos 49. Ele mesmo reformou-se aos 56.Vejamos:
    1. O meu pai pagou durante 29 anos 35% para a Seg. Social.
    2. Ele vai receber durante 24 anos (se viver até os 80) 100% do seu salário.
    3. Logo, ele vai receber bem mais do dobro do que aquilo que pagou, mesmo fazendo correcções com actualizações várias.
    Isto é insustentável matematicamente. Nem o Jerónimo conseguiria manter isto, por mais pessoas que prendesse.

    “O Governo é ultraliberal porque está a privatizar tudo o que mexe”
    Pode dar exemplos?!? Ele privatizou 2 ou 3 empresas e 0 serviços públicos (escolas, hospitais, centros de saúde, tribunais, serviços de segurança, serviços administrativos, …).

    Alan Greenspan Liberal? Sem brincadeiras, vá.
    Se quiser ver a posição liberal sobre ele Google “Ron Paul Alan Greenspan”.

    Vitor Gaspar é um monetarista. É uma espécie de Liberal Light. Todos os membros deste blog são mais liberais que ele.

    Mea culpa fica sempre bem quando é justo. Mas vai mesmo ter que ler um bocado antes de me pedir um…

    Cmpts, Ricardo.

  5. nuno granja

    Assino por baixo.
    O caso do cinema é exemplar, acham-se tão “bons” que se sentem no direito de cobrar aos “maus” uma taxa por serem tão maus (produzem lixo…). O curioso é que são eles quem tem a régua define o que é bom e mau.

  6. Rafael Ortega

    “No máximo, garantem-se uns depósitos até 50.000 Euros. E mesmo isso já não é Liberal, é concessão a uma sociedade que é demasiado crente na banca.”

    No caso dos bancos é difícil não haver esse tipo de garantias. Eu não sei, por falta de informação, ou pela informação não ser de compreensão para alguém sem formação na área, o que raio é que o banco anda a fazer com o dinheiro que depositei. E como no caso dessas instituições só se descobre a borrada quando já não há dinheiro para levantar de lá, o fundo de garantia de depóstios é essencial.

  7. lucklucky

    “Ou seja, ao fim e ao cabo o capitalismo liberal é apenas teórico porque “qualquer sector” actuará sempre no sentido de defender os seus interesses, o que seria de esperar obviamente.”

    Não é teórico se mais pessoas defenderem o limite ao poder do Estado.

    Mas tem razão na prática, como se vê na maioria dos países desde os EUA a Portugal o Estado a crescer sem parar.
    Em 1970 o Estado Português cobrava 10-15% da riqueza. Hoje cobra mais de 40% e não chega porque além disso se endivida loucamente.

    Obviamente com este poder todo concentrado no Estado cada vez mais interessa manobrar no Estado do que começar o seu negócio e arriscar alguma coisa.

    Os resultados serão parecidos ao que aconteceu à União Soviética. Estagnação e decadência. Malaise.

  8. José Augusto

    Caro Ricardo,

    Diz “Obrigado pelo tom José Augusto”. Mas o meu tom é sempre o mesmo. Infelizmente há por aqui alguns comentadores que dizem que nem vale a pena debaterem ideias porque eu estou errado (mas não dizem porquê). Ora mais vale dizer disparates que recorrer à velha falácia “argumentum ad lapidem”. Mais vale ter uma utopia que ser um vazio de pensamento e de ideias. esse aspeto o Ricardo é, portanto, superior.

    Vai para aí uma confusão muito grande, amigo Ricardo.

    Um governo liberal ou ultraliberal não precisa de privatizar os hospitais todos e as escolas todas para ser isso mesmo – liberal. Basta retirar-lhes progressivamente os meios que lhes permitem exercer o seu mister de forma efetiva. É isso que este governo tem feito. Diga-se, contudo, que a experiência da concessão de Hospitais a privados não parece ter corrido muito bem em Portugal. Pelo menos a experiência do Amadora-Sintra foi desastrosa.

    Diz o Ricardo que “proteger certos grupos económicos ou certas individualidades próximas do poder” “não é Liberalismo. Liberal sou eu e sou contra esses favorecimentos”. Pois é, mas apenas num liberalismo utópico e completamente irrealista é que o Estado Liberal não protege certos grupos económicos. Isso é num mundo ideal que não existe. Pode dar as voltas que quiser, mas o liberalismo gera sempre o favorecimento de uma minoria da população à custa dos restantes. Prefere uma Suécia socialista, fortemente intervencionista ou os EUA com cerca de 100 milhões de pobres, a necessitar cada vez mais da presença do Estado? Porquê a intervenção estatal é cada vez maior nos EUA? Porque o liberalismo falhou completamente, como não podia deixar de ser.

    Acerca de Greenspan, veja o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=K_xm_NMqZy0 (Alan Greenspan renounces his Neo-liberal Idealology ). Os comunistas fazem a mesma coisa: “ai ele disse isso? Bom mas esse não é comunista”.

    Claro que o sistema atual é insustentável. Mas o problema não se resolve da forma que o atual Governo pretende. Não se resolve com as mezinhas ultraliberais. Pois, o Gaspar não diz que é ultraliberal (não lhe ficava bem). Pode chamar-lhe monetarista, pode também chamar monetarista à Escola de Chicago, pode dizer o que quiser. Vivemos num país em que se pode dizer o que se dizer, mesmo que seja disparate.

    Cps.

    P.S.: Agradeço, uma vez mais, os votos negativos. Afinal quem está a comentar em casa ideologicamente alheia sou eu. Os votos negativos são normalmente um sinal de incómodo. Essa sensação é o primeiro passo para um “mea culpa”. Obrigado.

  9. lucklucky

    E continua a cumprir as táticas comunistas de newspeak que Orwell bem demonstrou.

    “Pode dar as voltas que quiser, mas o liberalismo gera sempre o favorecimento de uma minoria da população à custa dos restantes.”

    A mentira continua.
    É extraordinário como o Estado tem aumentado e as despesas sociais … E se contarmos com a dívida só possível por causa entre outros dos juros ultra baixos do seu amigo Alan Greenspan então ainda temos mais….

  10. José Augusto,
    Ainda me há-de explicar quem é vazio de ideias e porquê.

    Se prestar menos serviços como educação e saúde é ser liberal, o regime mais liberal do mundo é o Norte-Coreano, pois desde o início tem cortado significativamente em tudo, até chegar ao ponto de faltar com comida aos cidadãos. Não meu caro, ser Liberal é privatizar.

    Diz que “o liberalismo gera sempre o favorecimento de uma minoria da população à custa dos restantes”, mas isso não é verdade. Os países mais desiguais (pelo índice de Gini são países muito estatistas. E sobre os EUA serem Liberais, … Não, não são. Há exemplo disso todas as semanas.

    Sobre o Greenspan:
    1. Nesse vídeo nunca a sua ideologia é classificada.
    2. O que carregou o vídeo é claramente alguém que não é liberal.
    3. Aqui está o Liberal por excelência (Ron Paul) sobre o Greenspan: http://www.youtube.com/watch?v=nj5bOGELQos

    “mezinhas ultraliberais”? Tipo, pagando o que devemos?
    Qual é a sua solução? Não pagar e ser forçado a ter défice 0 para o ano?

    Os votos negativos são porque o senhor não sabe o que é o Liberalismo e fala do que não gosta, não conhece, e mais grave: não quer conhecer.

    Cmpts.

  11. Jartelhos,
    De inúmeras formas que é pena que lhe escapem.
    Por exemplo, pagando viagens de políticos, burocratas e dirigentes públicos em geral que – adivinhe – usam vôos a TAP.
    Sim, porque como diria o Assis, não seria digno usarem a EasyJet…

  12. jartelhos

    Ricardo Campelo de Magalhães.
    Detesto o discurso de pessoas de esquerda porque normalmente são dados a fabulações.
    Detesto quando assisto ao mesmo de pessoas ditas de direita.
    Não só porque não é verdade visto os fenótipos que designa usarem todas as companhias aéreas (aliás há tempo era que o PM não pagava!) , mas isso é uma resposta sua tão estúpida que nem quero ir por aí. A TAP transporta 10 milhões de passageiros e tem uma facturação anual de 2.5 mil milhões de euros… está a ver, não é?!
    Deixe-me colocar-lhe a questão na seguinte forma e desafio-o a contestar. Pode ser? Aqui vai.

    Alguns factos sobre a TAP:
    1 – A TAP em um VAB (valor acrescentado bruto) para a economia portuguesa de 650 milhões de euros (a VAB de 3 AutoEuropas = 198 milhões de VAB) , como reportado pelo banco de Portugal e publicado na revista Focus faz uns meses;
    2 – Convém relembrar que a TAP continua a não receber dinheiro dos contribuintes faz mais de 15 anos porque é proibido por normativo comunitário desde 1997; O orçamento de estado de 2009/2010 tinha 18 M€ para dar às Low cost e 19 M€ para dar á SATA . Esses sim são subsidiados pelo nosso dinheiro (já para não falar da Junta de turismos, governos civis, aeroportos, etc)…
    3 -A TAP é pouco menos de ~1% do vosso PIB (direto, nem é medir impacto na economia);
    4- A TAP é 3% das nossas exportações, de longe o maior exportador português com 2 mil milhões em exportação (arrumando com as Autoeuropas e Galps que ainda por cima importam quase tanto quanto exportam), com um superavit brutal para a balança comercial.
    5- Com “dinheiro de verdade” (exportação) é o maior contribuidor nominal para a segurança social (paga só o RSI todo da região centro!). Aliás recentemente descobri que até as tabelas remunerativas na TAP são desenhadas para que se caia precisamente no escalão mais alto do IRS para que pague assim mais em IRS com o menor custo para a companhia.
    6 – A TAP é a 4 companhia mais segura do mundo, marca reconhecida internacionalmente, ganha prémios todos os anos, eleita pela segunda vez consecutiva a melhor companhia entre a Europa e a América do sul, tanto que 80% das suas vendas são exportação e isto numa das indústrias mais competitivas do mundo.
    7 – Acresce que com esse dinheiro de verdade (2 mil milhões de exportação) e tendo em conta que 65% do IRS em Portugal é paga por somente 5% dos contribuintes, além de ser o maior contribuidor nominal para a SS, dos tais 5% que suportam o pais, pelo menos 2% estão na TAP( dos tais 5%).

    8- Ainda por cima se a contribuição média de um contribuinte português para o PIB é de ~42 euros (4M * 42€ = 168MM€), dos empregados TAP é de 206€ (~.8% PIB /6500). Digam lá quem anda a sustentar quem?

    Já aprendeu alguma coisa? Quer continuar?

  13. Spongebob

    José Augusto não conseguia aguentar a curiosidade: quem lhe ensinou isso sobre o Liberalismo e como é que está tão confiante no seu conhecimento de uma teoria que não defende?
    Perceba uma coisa José Augusto: o Liberalismo defende menos poder decisivo para a “meia-dúzia” que governa e mais poder decisivo para as pessoas.
    Já estou pronto para ser acusado de ser um “vazio de ideias e pensamentos”. Venha daí esse argumentum ad hominem!!

  14. Max

    O que eu entendo por liberalismo em quatro palavras: Forte ganha, fraco perde.
    Admitamos que estou errado, até porque nunca encontrei uma sistematização dos principios do Liberalismo.
    Existe? Onde a posso encontrar? (de preferencia em PDF na internet).
    Obrigado

  15. Jartelhos,
    Vejo que toquei em algo sensível. Peço desculpa mas vou ter de responder…
    – Acho que o caso da SATA é pior que o da TAP. O estado não deve dar subsídios a ninguém, sejam “de bandeira”, regionais ou “low cost”.
    – A TAP é uma empresa com um volume de negócios grande. Logo paga muitos impostos.
    – Não sei que contas fez com o “dinheiro de verdade” nem porque o chama assim.
    – Ainda bem que a TAP ganha todos esse prémios de companhia de excelência. Vende-se melhor.
    – No ponto 8 sei que se enganou ao escrever 42 em vez de 42.000. Imagino que 206.000 seja o rendimento médio dos funcionários da TAP, mas não sei o que significam os outros números.
    Eu quero sempre continuar…

  16. Misek

    Bom, pelos vistos o Liberalismo não está a ser verdadeiramente aplicado em parte nenhuma do mundo. É estranho que se tenha tanta certeza da superioridade do Liberalismo sem ter a minima noção de como seria a sua aplicação na realidade.

  17. Miguel P

    O que eu gostava era de nas próximas eleições, quando tivesse a pôr a cruzinha no boletim de voto, tivesse a possibilidade de votar no Partido Liberal Português 😉

  18. Paulo Pereira

    Eu gostava de perceber porque é que muitos que se dizem liberais estão no PSD e querem controlar o PSD para que seja um partido neoliberal ?

    Não era mais simples existir um Partido Liberal de cariz neoliberal ?

  19. Jartelhos

    Ricardo Campelo de Magalhães,
    Tocou no nervo de alguém que anda muitas vezes “lá fora” e que assiste à defesa descarada que o estado Americano faz às companhias americanas ou que o estado Alemão faz à Lufthansa e à Air Berlim, etc.- É que o sucesso parece ser gritar por liberalismo (para os outros) e debaixo da mesa saber proteger o que é seu!

    No seu ponto 1 não responde à minha questão, pois não? – Quem recebe “do nosso dinheiro” não é a TAP (que é proibido). Em 18 milhões (fora os outros muitos milhos pelas juntas turismo, governos regionais, etc) são as “low cost”… mas de alguma forma fica-me a sensação que como você que usa as Low cost até nem há problema (não notei muita revolta por as low cost serem subsidiadas pelo estado português)

    – A TAP é uma empresa Portuguesa, que paga muitos impostos e se esforça para os pagar “cá” e para movimentar a economia “cá”, muitas vezes naturalmente contra os seus interesses.

    – Chamo dinheiro de verdade aquele que contribui para um equilíbrio da balança. A TAP exporta 2 mil milhões de euros e tem um superavit nesta altura da balança de transações superior a mil Milhões de euros… 1000 milhões na essência angariados noutras economias que movem a economia cá (é só metade do que o Ministro das finanças vai buscar aos subsídios, não é?)

    -Obviamente que tem razão. 42.000 Euros vezes os 4 milhões dá o PIB. E naturalmente nem todos os portugueses ganham 42,000 euros anuais (nem metade) tal como os empregados TAP também não ganham 200,000 euros anuais ( nem 1/5). Como é óbvio. Mas se a contribuição da TAP for dividida pelos seus empregados então dá esse valor de contributo para o PIB do País que é 5 vezes a média nacional.

  20. Pingback: Anónimo

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