S. Francisco Assis

«Qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar do PS ande de Clio quando se desloca em funções oficiais» – Francisco Assis, demonstrando que em pior estado que o défice público, está o défice de vergonha.

19 pensamentos sobre “S. Francisco Assis

  1. Paulo Roxo

    A declaração em si do ponto de vista orçamental/financeiro tem importância relativa, o problema é que mostra uma pequenez civilizacional enorme. E se fosse de Clio? Qual era o problema em concreto? A dignidade da função em questão mede-se pelo meio de transporte ou pela cilindrada do carro?

  2. tina

    É assustador perceber como a cultura de estado gordo e chulo está tão entranhada. Espero que PPC proiba a compra de carros no valor superior a 20 mil euros.

  3. edgar

    Quando uma parte significativa dos portugueses não tem dinheiro para suportar o aumento dos transportes públicos, que resposta merecia o Assis?

  4. A. R

    Vamos ver o comentário se a deixa fosse da Direita: “Fulano apoia Merkel e a Troika. Com o povo a passar fome compram carros de luxo alemães indo contra os trabalhadores da indústria automóvel francesa que estão em risco de perder o emprego fruto das ruinosas políticas de Sarkozy”

  5. agfernandes

    Ricardo

    Acho que é um défice cultural, e não é exclusivo do PS.
    O marketing político nacional não é criativo. Num país falido, imitar a série Dallas dos anos 80… ts…ts…ts…
    Uma imagem com impacto seria… bem, não estou interessada particularmente em promover a sua imagem.
    Ana

  6. Jaques Towakí

    Isto é relativamente fácil compreender: quem é grande não precisa de se armar em grande, pois já o é…então tanto serve um Clio ou um outro modo de transporte qualquer; quem é pequeno já sente uma necessidade insaciável de se mostrar grande. Assim, só um topo de gama serve para quem se encontra no “bottom of the barrel”. Talvez seja a nossa pequenez (somos um povo pequeno…um país pequeno, etc.) que nos mantém a eleger políticos pequenos que necessitam de carros grandes. Quando deixarmos a pequenez de desejarmos um D. Sebastião para nos salvar e reconhecermos a grandeza que existe em cada um de nós pela nossa humanidade e o nosso raciocínio…então pode ser que aí tenhamos governantes à altura! Pessoas de carácter e convicção…que não necessitarão de se exibir em carros de luxo…pois o verdadeiro luxo será o poder das suas mentes!

    Eu sou irremediavelmente optimista, pois creio que esse dia chegará…nem que sejam precisos outros 869 anos!!! 🙂

  7. Mário Amorim Lopes

    Olhe Francisco Assis, por mim nem um Clio conduziria. Dos meus impostos, dava-lhe 10 tostões para comprar um Yugo.

  8. paam

    Exemplo de poupança Socialista:

    Zorrinho usa Audi 5 em vez de BMW 5 porque “é mais barato”

    “Eu sou democrata e quero que tudo se saiba. Até que deixei de poder usar em serviço um BMW 5 para usar um Audi 5 porque era signitivamente mais barato”, concluiu o líder parlamento do PS, na mensagem.
    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=2821950

    É preciso um superavit extraordinário de estupidez para fazer esta declaração na conjuntura actual.

  9. vivendipt

    Desçam das bombas

    Esta vai para a corja de políticos que continuam por aí a reinar com bombas novas e faustosas pagas com dinheiro a crédito pois o bolso da algibeira está furado com a maior bancarrota de sempre em Portugal por responsabilidade dessa mesma corja…

    Desçam à terra, entendam do que é feito o português comum, andem a pé, de autocarro, metro, comboio ou táxi.

    Garantimos com esta prática que todas as futuras políticas serão assim mais entendíveis ao cidadão.

    Aprendam com os políticos da Suécia.

  10. Joaquim Amado Lopes

    E qual é o problema de o presidente do Grupo Parlamentar do PS se deslocar em carro pago pelo PS?

  11. Pinto

    Joaquim Amado Lopes,
    E qual é o problema de o presidente do Grupo Parlamentar do PS se deslocar em carro pago pelo PS?

    E de onde vem a receita do PS? Eu dou uma ajuda:

    Artigo 7º
    Subvenção estatal ao financiamento dos partidos
    1 – A cada partido que haja concorrido a acto eleitoral, ainda que em coligação, e que obtenha
    representação na Assembleia da República é concedida, nos termos dos números seguintes, uma
    subvenção anual, desde que a requeira ao Presidente da Assembleia da República.
    2 – A subvenção consiste numa quantia em dinheiro equivalente à fracção 1/225 do salário mínimo
    nacional mensal por cada voto obtido na mais recente eleição de deputados à Assembleia da República.

    3 – Nos casos de coligação eleitoral, a subvenção devida a cada um dos partidos nela integrados é igual à
    subvenção que, nos termos do n.º 2, corresponder à respectiva coligação eleitoral, distribuída
    proporcionalmente em função dos deputados eleitos por cada partido.
    4 – A subvenção é paga em duodécimos, por conta de dotações especiais para esse efeito inscritas no
    orçamento da Assembleia da República. 5 – A subvenção prevista nos números anteriores é também concedida aos partidos que, tendo concorrido
    à eleição para a Assembleia da República e não tendo conseguido representação parlamentar, obtenham
    um número de votos superior a 50 000, desde que a requeiram ao Presidente da Assembleia da República.

    (…)

    Artigo 8º
    Benefícios
    1 – Os partidos não estão sujeitos a IRC e beneficiam ainda, para além do previsto em lei especial, de
    isenção dos seguintes impostos:
    a) Imposto de selo;
    b) Imposto sobre sucessões;
    c) Imposto municipal de sisa pela aquisição de imóveis destinados à sua actividade própria e pelas
    transmissões resultantes de fusão ou cisão;
    d) Contribuição autárquica sobre o valor tributável dos imóveis ou de parte de imóveis de sua propriedade
    e destinados à sua actividade;
    e) Demais impostos sobre património previstos ao artigo 104º, n.º 3, da Constituição;
    f) imposto automóvel nos veículos que adquiram para a sua actividade.
    g) Imposto sobre o valor acrescentado na aquisição e transmissão de bens e serviços que visem difundir a
    sua mensagem política ou identidade própria, através de quaisquer suportes, impressos, audiovisuais ou
    multimédia, incluindo os usados como material de propaganda, sendo a isenção efectivada através do
    exercício do direito à restituição do imposto;
    h) Imposto sobre o valor acrescentado nas transmissões de bens e serviços em iniciativas especiais de
    angariação de fundos em seu proveito exclusivo, desde que esta isenção não provoque distorções de
    concorrência.
    2 – Haverá lugar à tributação dos actos previstos nas alíneas c) e d) se cessar a afectação do bem a fins
    partidários.
    3 – Os partidos beneficiam de isenção de taxas de justiça e de custas judiciais.

    (…)

    Artigo 29º
    Subvenção estatal para as campanhas eleitorais
    1 – Os partidos políticos que submetem candidaturas às eleições para a Assembleia da República, para o
    Parlamento Europeu, para as Assembleias Legislativas Regionais e para as autarquias locais, bem como,
    nestas, os grupos de cidadãos eleitores e os candidatos às eleições para a Presidência da República têm
    direito a uma subvenção estatal para a cobertura das despesas das campanhas eleitorais, nos termos
    previstos nos números seguintes.
    2 – Têm direito à subvenção prevista neste artigo os partidos que concorram ao Parlamento Europeu ou,
    no mínimo, a 51% dos lugares sujeitos a sufrágio para a Assembleia da República ou para as Assembleias
    Legislativas Regionais e que obtenham representação e os candidatos à Presidência da República que
    obtenham pelo menos 5% dos votos.
    3 – Em eleições para as autarquias locais, têm direito à subvenção prevista neste artigo os partidos,
    coligações e grupos de cidadãos eleitores que concorram simultaneamente aos dois órgãos do município e
    obtenham representação de pelo menos um elemento directamente eleito ou, no mínimo, 2% dos votos em
    cada sufrágio.
    4 – A subvenção é de valor total equivalente a 10 000, 5000 e 1000 salários mínimos mensais nacionais,
    valendo o primeiro montante para as eleições para a Assembleia da República, o segundo para as eleições
    para a Presidência da República e para o Parlamento Europeu e o terceiro para as eleições para as
    Assembleias Legislativas Regionais.
    5 – A repartição da subvenção é feita nos seguintes termos: 20% são igualmente distribuídos pelos partidos e candidatos que preencham os requisitos do n.º 2 deste
    artigo e os restantes 80 são distribuídos na proporção dos resultados eleitorais obtidos.
    6 – Nas eleições para as autarquias locais, a subvenção é de valor total equivalente a 50% do valor fixado
    para o município, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 19.º
    7 – Nas eleições para as autarquias locais, a repartição da subvenção é feita nos seguintes termos: 25% são
    igualmente distribuídos pelos partidos, coligações e grupos de cidadãos eleitores que preencham os
    requisitos do n.º 3 e os restantes 75% são distribuídos na proporção dos resultados eleitorais obtidos para
    a assembleia municipal.
    8 – Nas eleições para a Assembleia Legislativas Regionais, a subvenção estatal é dividida entre as duas
    Regiões Autónomas em função do número de deputados das Assembleias respectivas e no seio de cada
    Região Autónoma, nos termos do n.º 4 deste artigo.
    9 – A subvenção estatal prevista neste artigo é solicitada ao Presidente da Assembleia da República nos 15
    dias posteriores à declaração oficial dos resultados eleitorais, devendo, em eleições autárquicas, os
    mandatários identificar, sob compromisso de honra, o município ou os municípios a que o respectivo
    grupo de cidadãos eleitores, partido ou coligação apresentou candidatura.

    Lei n.º 56/98, de 18 de Agosto

  12. Pinto

    Quando não se consegue atribuir prestígio ao cargo pelo valor intelectual de quem o ocupa, arranjam-se grandes carros na expectativa que desperte o mesmo efeito.

  13. tina

    “É preciso um superavit extraordinário de estupidez para fazer esta declaração na conjuntura actual.”

    Exatamente. Prova também que eles já perderam a noção das dificuldades, porque nunca as tiveram. Funcionários públicos toda a vida, empregos protegidos. Chega-se assim ao ponto de achar que guiar um Clio, ou até um Audi, já é um sacrifício!

  14. Joaquim Amado Lopes

    Pinto (14),
    Precisamente. Não se justifica que, além desse dinheiro, o Estado suporte os custos com a viatura do detentor de um cargo de representação partidária. Deve ser o partido a decidir quanto do “seu” dinheiro alocar a essa função.

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