A triste ascenção do Feminismo Europeu

A vice-presidente da Comissão Europeia Viviane Reding acredita que, se mais mulheres tivessem poder de decisão nas instituições financeiras e económicas, menos erros teriam sido cometidos, evitando uma crise com a dimensão da actual.
(…)
Viviane Reding, também comissária europeia da Justiça, está a trabalhar numa proposta de directiva que imporá um sistema de quotas para os conselhos de administração (não executivos) das empresas de todos os estados-membros, que passariam a ter de incluir 40 por cento de mulheres.
E se tivesse sido um homem a fazer este tipo de declarações, dizendo, por exemplo, que a crise não é pior porque os homens “estão no poder” ? O Feminismo é uma perigosa aberração, bastante similar ao racismo e à xenofobia e que nos últimos anos se tem tornado política pública. Veja-se o caso da Islândia que criminalizou a prostituíção e os bares de strip.

23 pensamentos sobre “A triste ascenção do Feminismo Europeu

  1. tina

    “A vice-presidente da Comissão Europeia Viviane Reding acredita que, se mais mulheres tivessem poder de decisão nas instituições financeiras e económicas, menos erros teriam sido cometidos”

    Estamos entregues a pessoas tão burras que até faz impressão!

  2. A. R

    Isto já não é uma união: é um conjunto de cretinos a liderar umas massas aborregadas identificadas pelo país em que vivem. Uma outra estúpida do Free Gaza, Greta Berlin, é da mesma laia: do feminismo parolo ao anti-semitismo criminoso é todos os dias um cortejo.

  3. Diga-se que a Islândia feminista pós-2009 (que proibiu a prostituição) se calhar não é muito pior do que a Islândia pré-2007 (que proibia a prostituição); se calhar o único impacte do feminismo é mudar a retórica que é usada para defender posições de sempre.

  4. [Mesmo a conversa “crise seria menor se as mulheres tivessem mais poder” normalmente costuma partir de pressupostos – que as mulheres serão menos gananciosas, mais avessas ao risco, etc. – que seriam considerados machistas/cavernicolas/reacionários se fossem pronunciados por outra pessoa que não uma feminista]

  5. Ricardo

    Sempre que as mulheres desejam ter acesso à partilha das decisões que implicam alterações na vida das pessoas (e as mulheres são metade da população), logo os homens reagem com o termo “feministas”.
    Porque não tentamos ver a perspectiva das mulheres? Estão bem representadas por uma gestão maioritariamente masculina? Penso que não e que a partilha das decisões seria benéfica para todos. Também me tenho questionado se as mulheres teriam tido a mesma atitude perante situações de risco. A meu ver, as mulheres estariam mais atentas a situações que levaram a autênticos “desastres sociais”.
    E sinceramente é triste ver como a questão das quotas tem de ser considerada como meio de acesso e participação das mulheres nas decisões.
    Ana

  6. Jaques Towakí

    A mim o que me custa mais ainda são as pessoas que se acham muito progressistas e modernas julgarem-se moralmente superiores a toda a gente…mesmo aqueles que procuram fundamentar as suas posições e opiniões com base na razão (isto é, raciocínio) e não na histeria emocional que geralmente acompanha o iluminismo progressita e moderno, quer se trate de feminismo, vegetarianismo, ou práfrentexismo…

  7. A grande moda entre os gestores de topo da City de Londres é levar injecções de testosterona para ficarem mais agressivos – e por esta via, presume-se, mais eficientes. A expectativa de vida fica mais reduzida, mas parece que este é um factor sem relevância económica. Ou financeira, pelo menos.

  8. Carlos C.

    Conheço pessoas que até preferiram votar no Sócrates em vez da MFL. Ou este foi já um caso diferente?

  9. paam

    agfernandesa,

    É perfeitamente legítimo o desejo das mulheres em aceder a cargos de direcção. Só se tornam feministas quando o exigem por decreto. Não interessa se é homem ou mulher, o que interessa é a competência que se possui para desempenhar o respectivo cargo. E, sinceramente, não acho que o sexo torne uma pessoa mais atenta a situações que levam a “desastres sociais”. A última ministra da saúde nem sabia qual a dívida do ministério que tutelava. Deixou um sistema de saúde com um défice de 480 milhões de euros e dívidas de quase três mil milhões de euros. Esta dívida comprometeu o fornecimento de medicamentos a Portugal e isso podia ter acabado num “desastre social”.

  10. Euro2cent

    Pirâmides. Poder das pirâmides é que é.

    Têm de por uma piramidezinha em cada cadeira onde membros da comichão se sentem.

    (Atura-se cada coisa …)

  11. Joaquim Amado Lopes

    Afirmações cretinas como as de Viviane Reding só me fazem lamentar que não sejam menos as mulheres a ter poder de decisão nos órgãos da União Europeia. Menos uma, de qualquer forma.

  12. Mike

    Confesso que nao sou mulher. Se fosse, gostava de liderar por merito e nao por causa do meu sexo. Mas sim, vamos pelo caminho da representatividade. 60% homens, 40% mulheres, 10% com formacao superior e 10% analfabetos, 60% caucasianos e 40% outras etnias, 70% omnivoros e 30% vegetarianos.
    Mas homens, facam como os jogadores de futebol, se acharem que nao conseguem jogar pela federacao brasileira, mudem de nacionalidade, como uma operacaozinha

  13. Pinto

    O que mais assusta nesta criatura foi a ameaça que fez em Março e que pode ser lida no El Pais:
    .
    La Comisión Europea dio ayer -Día Internacional de la Mujer- un ultimátum al sector privado para que corrija estas desigualdades. Las empresas tienen un año para incorporar a más mujeres en puestos de responsabilidad. Si no lo hacen, amenazó la vicepresidenta de la Comisión, Viviane Reding (del Partido Popular Europeo), se introducirán medidas efectivas. Cuotas.
    http://elpais.com/diario/2011/03/09/sociedad/1299625202_850215.html

  14. lucklucky

    Uma mulher tirana mas nada surpreendente vindo dos europeístas. O Estado actual é feminino, quer dar tudo a todos. Logo bancarrota.

    Aliás vejamos o estado das coisas onde as mulheres são maioritárias: Educação.

  15. Aladin

    Antes de comentar, um pequeno disclaimer: considero que as mulheres, em quase todas as culturas, foram tratadas invariavelmente como objectos e seres de 2ª categoria. As civilizações nascidas no Crescente Fértil (cristianismo, islamismo e judaísmo), que são as que conheço melhor, sempre olharam para a mulher como uma encarnação do demónio, como uma serpente, como um ser irracional, enfim, como um perigo para a ordem racional, masculina, como tacitamente se admitia.

    E, uma vez que a mulher é, regra geral, fisicamente mais fraca e produz menos testosterona, não foi (nem é) difícil subjugá-la, como prova a História e como se demonstra actualmente nos países muçulmanos, na China, etc.

    O feminismo teve e tem muitos defeitos, principalmente desde que foi sequestrado pelo marxismo cultural, mas obteve essa fantástica vitória de, nas sociedades ocidentais, libertar a mulher da subalternidade e de algumas dessas restrições. As nossas mullheres podem hoje, fazer as suas escolhas em razoável liberdade e segurança, e isso não foi concedido, mas conquistado. E dificilmente voltará a ser perdido, porque os homens da nossa civilização aprenderam a respeitar as diferenças e a tirar o melhor partido delas.

    O problema, para a visão “progressista” que esta Viviane Reding demonstra, é que as mulheres, em completa liberdade, não escolhem ser homens, isto é, não escolhem as coisas que as feministas antigas consideravam ser natural que escolhessem.
    Ainda hoje, as mentalidades “progressistas”, entendem que uma mulher verdadeiramente livre é aquela que faz as coisas da mesma forma que o homem, naquilo que é uma reafirmação disfarçada de superioridade e paternalismo.

    No princípio, as mulheres empenhadas faziam essas escolhas ostensivamente masculinas. Usar calças, fumar, andar de tronco nu, não usar soutien, tentar a promiscuidade sexual, não se depilar, lutar pelo poder coreográfico, etc. Estas escolhas de combate, partiam do principio que os homens sim, eram verdadeiramente livres e que as mulheres, se também o queriam ser, tinham de fazer as mesmas escolhas.

    O resultado foi que muitas mulheres pura e simplesmente, se forçavam a macaquear os homens, mesmo que intimamente não gostassem.
    Há também uma característica feminina que torna este processo mais fácil: de um modo geral, as mulheres tendem a acomodar-se a situações que, muito provavelmente, suscitariam a revolta violenta dos homens. E a assumir como suas e virtuosas, perpetuando-as, as mais estranhas restrições. Na China, deformavam os pés, para os acomodar aos ditames da moda, noutras latitudes deformam o pescoço esticando-o com argolas sucessivas, excisam os genitais, aceitam andar pelo mundo com burgas, sofrem na carne para adaptar as formas do seu corpo a ideais andróginos, etc. Há aqui certamente um campo de estudo.

    Todavia, com a paulatina consciência de si mesmas, as mulheres passaram a fazer as suas próprias escolhas, escolhas cada vez mais femininas, cada vez mais próximas dos chamados papéis culturais burgueses.
    Um paradoxo!

    O vídeo que se linka, é fabuloso. Trata-se de um documentário, feito por um jornalista isento e que parte para o problema de forma completamente aberta.

    Na Noruega, país considerado no topo da igualdade de género, as escolhas profissionais demonstram a mais profunda desigualdade. Maior, muito maior do que em países onde a mulher ainda luta por direitos iguais.
    Na Noruega, elas tendem a escolher profissões de interacção social, eles escolhem profissões técnicas e de liderança. Face aos dados é impossível que alguém intelectualmente honesto, não questione determinadas “certezas”.

    A explicação é clara: as mulheres, em liberdade, escolhem culturalmente aquilo que a sua natureza lhes aponta. E o mesmo se verifica com os homens, embora isso não seja novidade.

    Há estudos que provam que o género é um factor nas escolhas, mesmo em idades de tal modo precoces que a contaminação cultural é impossível.

    Assim sendo, não é dificil, numa perspectiva darwinista, explicar porque razão os homens são mas atraídos pelo jogo, pelo risco e pelo poder, e as mulheres menos.É por isso natural que estejam subrepresentadas em determinadas actividades e vice-versa. E tb é por isso que elas são, de um modo geral, muito mais cautelosas.
    Se esses aspectos influenciariam a crise económica, é um interessante campo de estudo mas a Sra Reding não é, certamente, investigadora e por isso a sua frase é pura ideologia.

  16. Aladin

    Interessante vídeo. Podemos então colocar algumas questões.
    Se a política, a economia, a capacidade de tomar decisões que afectam as vidas de muitas pessoas, são precisamente da área social – área que transversalmente a diversas culturas parece atrair as mulheres -, e a Europa ainda se pode colocar no patamar dos países desenvolvidos – onde existe liberdade de escolha profissional -, então onde está a razão da pouca expressão das mulheres nas decisões?
    Deve-se a presença dominante masculina nestas áreas ao facto de se tratar de papéis de liderança? Deve-se à forma de fazer política, isto é, como a política se organizou em pirâmide, ou em grupos competitivos, em vez de se basear na colaboração?
    São pontos para reflexão.
    Ana

  17. Devia haver quotas para a publicação de comentários neste blogs e noutros relacionados com a discussão política! Obrigatório 40% de comentários feitos por mulheres!
    Abaixo a limitação do acesso aos blogues políticos pelas mulheres! Abaixo a promoção dos comentários femininos nos blogs de culinária, assuntos domésticos e moda e beleza!

  18. Aladin

    Ana, o que lhe procurei dizer, é que ( falo sempre em termos estatísticos), as mulheres são menos atraídas pelo jogo do poder. Não vale a pena forçá-las a entrarem em campos onde elas NÃO QUEREM entrar.
    Como os estudos demonstram, em perfeita liberdade elas escolhem fazer aquilo que gostam. E a coreografia do poder, de um modo geral não as atrai.
    Sim, há excepções, tal como há homens que escolhem ser educadores de infância, mas são isso mesmo: excepções.
    Os factos provam que as mulheres não se interessam muito pelos jogos de poleiro. A ideia do galo na capoeira é masculina.
    A liderança (campo onde me especializei), tem muitas variantes, desde a coerção à sugestão e certamente que mulheres e homens são diferentes no modo como lideram. Mas no limite, quando se trata do poder nu e cru, quando o que está em causa é a pura sobrevivência, é o estilo de liderança masculino que prevalece.
    Veja, por exemplo, que as mulheres podem hoje prestar serviço nas forças armadas, praticamente em todos os países civilizados. E são boas naquilo que fazem.
    Mas não tenha dúvidas: numa situação limite, as sabinas voltarão a ser raptadas e serão os homens da sua tribo quem as tentarão proteger.

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