Is Capitalism Evil?

Uma defesa do Capitalismo para quem ainda não percebeu a superioridade prática e teórica (ética) do sistema. Não é muito detalhada, mas creio que em pouco tempo aborda todos os pontos mais relevantes.

Podem ver aqui o site da Freedom Foundation.

27 pensamentos sobre “Is Capitalism Evil?

  1. tric

    o capitalismo como superioridade teórica do sistema…pelo menos, para endividar nações, o capitalismo é um modelo superior…é o capitalismo e o socialismo…agora o capitalismo e o socialismo unidos novamente, depois de terem endividado os estados, para a criação da União Bancária…capitalismo e socialismo…

  2. O capitalismo tem hoje muitas versões, nem todas aconselháveis. Apenas o capitalismo de mercado é inquestionável, mas já o capitalismo de estado que vigora em Portugal há mais de 80 anos deixa muito a desejar. Para os interessados, tenho vários posts sobre o tema no meu blog (http://marques-mendes.blogspot.pt/) e daqui a duas semanas a Editorial Bizâncio vai publicar um livro meu (Repensar Portugal) que também tem um capítulo sobre o tema.

  3. Paulo Pereira

    O capitalismo é tão eficaz na produção de bens e serviços que permite ter acoplado um estado social que aumenta ainda mais a sua eficácia.

    O estado social permite que o capitalismo tenha acesso a uma população saudável, educada e criativa e altamente consumidora.

    Por isso é que o sistema social-democrata é praticamente universal em democracia.

  4. Mário Amorim Lopes

    Paulo Pereira, o Estado Social não permite nada. O que permite a existência de um Estado Social é uma economia forte e desenvolvida, o que implica ser capitalista. Aliás, basta olhar para os sistemas que antecederam o capitalismo para ser fácil constatar que este foi o único modelo económico que para além de tirar milhões da miséria, ainda deu sobras suficientes para construir um Estado Social.

    É irónico e engraçado que o capitalismo seja a melhor forma de se chegar a um ideal proto-socialista de um Estado papá e assistencialista. Talvez os socialistas devam actualizar o discurso deles e esquecerem a parte de planeamento central e de interferir na economia e apenas defender o Estado Social… fica a dica. Mas como bom capitalista que sou, vou cobrar.

  5. Paulo Pereira

    Sim, foi inventado no Alemanha, depois no RU, Suécia, e por aí fora. Chama-se social-democracia.

    Com o estado social o capitalismo é sempre crescente, sem grandes crises.

    Os ricos ficam mais ricos e os pobres podem ser um residual muito pequeno.

    Como diria um famoso social-democrata sueco em 1932 : o objectivo da social-democracia é acabar com os pobres , não com os ricos !

  6. Mário Amorim Lopes

    Não é verdade Paulo Pereira. A social-democracia é uma corrente não-violenta, não revolucionária do marxismo com o objectivo de transformar o capitalismo gradualmente num sistema socialista, sem o fazer de forma abrupta.

    A minha sugestão é outra: deixarem o capitalismo em paz e pregarem somente a parte do Estado Social providencialista. Isto claro, admitindo que a motivação deles não é, pura e simplesmente, a inveja. Nesse caso, devem continuar a defender um sistema que nos torna todos miseráveis.

  7. Paulo Pereira

    Não existe capitalismo estável em grande escala sem estado social.

    São duas faces da mesma moeda, um precisa do outro, para manter o crescimento continuado.

  8. Mário Amorim Lopes

    Olhe, a minha literatura de 347 a.C., nomeadamente sobre as verdades absolutas de Platão, diz-me para suspeitar de uma verdade absoluta que acabou de proferir, nomeadamente essa do estado social andar de mão dada com o capitalismo. Esbocei um sorriso, confesso.

  9. Paulo Pereira

    Pois, devem ser apenas 99% das democracias onde o estado social anda de mãos dadas com o capitalismo.

    Acho que é mesmo de sorrir, tal a eficácia da social-democracia actual !

    Não é um absoluto 99% mas não e mau !

  10. Mário Amorim Lopes

    6 valores para si, Paulo Pereira. Correlação não implica causalidade. Não lhe dou 0 para o recompensar o esforço. Que nem um bom social-democrata.

  11. Paulo Pereira

    Sim, 99% deve ser mesmo por acaso !

    Actualize as suas leituras Mario Amorim Lopes, comece por exemplo em 1930 .

  12. Mário Amorim Lopes

    “Sim, 99% deve ser mesmo por acaso !”. Tenho uma boa leitura para si. “Black Swan”, do Nassim Nicholas Taleb. Mostra-lhe como 99% pode mesmo ser por acaso. Olhe, ou até o Treatise on Probability do Keynes, bem mais interessante que o General Theory on Employment, Interest and Money. Explica-lhe significância estatística, não lhe retira é a sua presunção. 4 valores pelo tempo e pelo suor.

  13. Paulo Pereira

    Você dá notas à malta ? Que fixe ter um 4 , fiquei contente.

    Eu não acho que sistemas politico-economicos tenham em democracia convergido para uma solução semelhante em 99% nos casos.

    Olhe que TP de Keynes mostra bem isso , como chegar a estas conclusões com um grande dose de certeza. Veja bem .

    O Nassim Taleb ainda não leu Keynes , ou se leu não percebeu que o sector privado de um sistema capitalista com crédito e com mercados financeiros é muito instável, porque é um sistema fortemente realimentado positivamente.

    Olhe , o Taleb parece que não leu ou não entendeu sequer o Minsky que dedicou tanto tempo da sua vida a esse tema, décadas antes.

    Olhe e o amigo Mandelbrot já tinha demonstrado que os mercados financeiros não são passiveis de previsão há décadas.

  14. Paulo Pereira

    queria dizer :

    “Eu não acho que sistemas politico-economicos tenham em democracia convergido para uma solução semelhante em 99% nos casos, por acaso “

  15. Ricardo

    Não pude deixar de reparar que a (ética) aparece entre parêntesis…
    Com todo o respeito, capital-ismo é um “ismo” como outros”ismos” que dão os mesmos resultados quando a (ética) fica entre parêntesis: sugar os recursos, escassez para uma maioria, irresponsabilidade relativamente às próximas gerações.
    A ética não é apenas uma ideia teórica filosófica, é uma base civilizacional: o respeito por todos e cada um, pelo grupo e pelo indivíduo. Quando se perde esta base, todos perdem.
    Talvez pelos resultados que produz e a sua indiferença à existência de pobres, coloque a democracia em risco. Qual é a população a quem disseram que vivia em democracia – gestão de expectativas -, aceita empobrecer para que alguns “capitalistas” continuem a enriquecer? (Nem acredito que escrevi isto, já pareço outro “ismo” que dá resultados semelhantes…)
    A democracia de tipo europeu (um híbrido actualmente) até pode vir a revelar algumas fragilidades relativamente à adaptação a uma economia global, mas certamente é a forma de organização que melhor permite uma qualidade de vida para uma maioria.
    Ana

  16. Mário Amorim Lopes

    Ana, parte de uma premissa errada. Que para uns terem, outros não poderão ter. O facto de existirem economias de escala e da existência de progresso tecnológico torna essa premissa falsa. Também Malthus cometeu o mesmo erro que a Ana, considerando que os terrenos tinham limites de fertilidade e, como tal, existia um limite à quantidade que o terreno poderia produzir. Isto, claro, até ser descoberto o nitrato de amónio e os tractores.

  17. agfernandes

    Mário

    Não sou eu que parto dessa premissa, é a própria lógica do “capital-ismo” que parte dessa premissa: a escassez de recursos implica que o seu acesso, não podendo ser universal, permita a aceitação da existência de pobres, isto é, os que não têm acesso a esses recursos.
    Se o Mário conseguir demonstrar-lhes – aos “capitalistas” e ao governo, seu intermediário -, que estão equivocados, que “as economias de escala e o progresso tecnológico” permite que se considere a desejável universalidade do acesso aos recursos, era óptimo, porque neste momento estamos a ser evangelizados no sentido de aceitar, como inevitável, a escassez e a pobreza para uma maioria, como inevitável.
    Ana

  18. Mário Amorim Lopes

    Ana, vamos lá ver. Os recursos são limitados. Isso é um facto, não é uma convicção ou crença ideológica. Assim sendo, é impossível uma “universalidade” de acesso a todos os recursos, especialmente quando as necessidades são, contrariamente aos recursos, virtualmente ilimitadas. Mas é possível produzir e distribuir mais quando tal se torna tecnologicamente viável — via aumento da produtividade (o fertilizante foi um bom exemplo, outro poderia ser a Revolução Industrial). Isso aumenta a capacidade produtiva, trás crescimento económico e melhorias na qualidade de vida. E para isso é necessária a acumulação de capital e livre troca de bens e serviços.

    E a questão a colocar passa a ser: qual o modelo económico que mais contribuiu para o progresso tecnológico, dadas as características inerentes ao mesmo (competição, inovação). Pois é, é o capitalismo. Ou seja, até surgir algo melhor, o capitalismo é mesmo a maior esperança dos pobres. Mais ainda, é o único que se consegue moldar à essência humana. Os outros desvirtuam-na, obrigando o indivíduo a moldar-se ao sistema.

  19. agfernandes

    Mário

    Agradeço a sua resposta e gostaria de comentar apenas os seguintes pontos:

    ” … as necessidades são, contrariamente aos recursos, virtualmente ilimitadas. Mas é possível produzir e distribuir mais quando tal se torna tecnologicamente viável — via aumento da produtividade “: despertar necessidades consumistas “ilimitadas” faz precisamente parte da estratégia “capitalista” que, aliás, nunca corre o risco de perder com essa “criação de necessidades de consumo”, pois vai recolher os despojos via bancos. É essa a lógica que começa por desvirtuar o equilíbrio de um mercado livre, que respeite as regras do jogo.

    “… até surgir algo melhor, o capitalismo é mesmo a maior esperança dos pobres.” Permita-me discordar na perspectiva dos pobres evidentemente. E a Revolução Industrial desumanizou e desvalorizou o trabalho. Não vejo o capitalismo respeitar o mercado livre, o preço justo, a competitividade saudável, nem o trabalho.

    Ana

  20. Luís Fonseca

    “despertar necessidades consumistas “ilimitadas” faz precisamente parte da estratégia “capitalista” que, aliás, nunca corre o risco de perder com essa “criação de necessidades de consumo”, pois vai recolher os despojos via bancos.”
    Mas as pessoas não devem ser livres para consumir o que quiserem? A Ana pode achar que é errado esse modo de vida, mas é apenas a sua opinião. As pessoas devem ser livres para tomarem as suas decisões. Também quer “decidir” o que as pessoas devem ou não consumir?

    “E a Revolução Industrial desumanizou e desvalorizou o trabalho.”

    Esta frase não faz sentido nehum, neste mundo, nem em todos os outros que poderão existir. A Revolução Industrial é uma consequência natural do desenvolvimento tecnológico da espécie humana. E graças a este salto tecnológico, as condições de trabalho de milhares de pessoas foram facilitadas, os salários e as condições de saúde melhoram significativamente. Fico a pensar se a Ana não preferiria que todos nós trabalhássemos no “campo”, enfiar as mãos na terra, comer aquilo que plantámos, em contacto com a Natureza, rejeitando esses senhores sujos que só pensam no lucro…

    Luís

  21. António Costa Amaral (AA)

    “Não vejo o capitalismo respeitar o mercado livre, o preço justo, a competitividade saudável, nem o trabalho.” – há aqui uma questão semântica. Regra geral neste blogue utiliza-se a palavra “capitalismo” para designar o sistema de mercados livres – que é destrutivo de oligarquias políticas e económicas – e o melhor antídoto contra o ‘capitalismo’ que muitos caracterizam como a aliança entre Estado e múltiplos grupos de interesse. A Ana parece adoptar esta última definição. Se assim é, as suas críticas até podem fazem sentido “do lado de cá”.

  22. António

    De facto, a minha perspectiva aproxima-se mais da segunda versão.
    É por isso que, a meu ver, a criação de riqueza não é assegurada pelo “capitalismo” mas pelo mercado livre, uma economia que não seja submetida e destruída por movimentações financeiras oportunistas. Mas sem uma definição clara das regras do jogo, por todos conhecidas e por todos respeitadas, será difícil assegurar uma concorrência saudável.
    Concluindo, acho que a criação de riqueza se pode perfeitamente conciliar com o valor trabalho, a qualidade de vida, as legítimas expectativas das pessoas. Só assim faz sentido pensarmos o futuro. Porque nos havemos de conformar à inevitabilidade da escassez e da pobreza para uma maioria? Mas é essa a lógica de alguns, não nos iludamos.
    Ana

  23. Paulo Pereira

    O capitalismo moderno é tão eficaz que consegue produzir uma quantidade gigantesca de produtor e serviços, e mesmo assim apenas com 90% da população activa.

    É na verdade espantosa a eficácia do capitalismo moderno !

  24. Mike

    “Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos.” disse Wiston Churchill. O mesmo se pode dizer do capitalismo.

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