Spending is not wealth-creation

Spending Isn’t Production por Robert Murphy:

.. it’s obvious that spending per se isn’t the source of economic benefits. It’s easy to spend. If that were really the only thing holding back economies in recession, then one wonders why humans still suffer from recessions, in so many countries and so repeatedly throughout history.

No, the real difficulty in economic life is production, in turning scarce resources into goods and services that the consumers value. This takes judgment on the part of entrepreneurs directing the process, and it takes hard work from their employees.

.. it hardly follows that government spending is all we need right now to “boost the economy.” On the contrary, government spending simply siphons real resources away from the private sector and into politically-chosen channels, where they will be used in inefficient ways.

So if Krugman’s conclusion is wrong, where did he misstep in his argument? The problem is that he confused the thermometer with the fever .. the conventional Gross Domestic Product (GDP) statistic.

.. the one thing that makes the GDP calculation at least remotely defensible—is that much of the spending is voluntary ..

In contrast, if the government spends the same number of dollars, there is no reason to suppose that genuine “economic output” has gone up by the same amount .. suppose the government spends the money paying workers to dig ditches and then fill them back up. Clearly, in this scenario there would be nothing to show for the government expenditure.

In fact, the economy as a whole would be poorer ..

Paul Krugman and other Keynesians can come up with bizarre theories explaining why paying workers to dig ditches actually can make society richer .. Krugman .. committed the basic blunder of mistaking a rise in the GDP statistic with a genuine increase in human well-being. Under normal circumstances, the two are related, and this is why we might carelessly view rising GDP as “good for the economy.” But to artificially goose the figure through government spending is to confuse a mere symptom for the real thing.

13 pensamentos sobre “Spending is not wealth-creation

  1. tina

    “Krugman .. committed the basic blunder of mistaking a rise in the GDP statistic with a genuine increase in human well-being. Under normal circumstances, the two are related, and this is why we might carelessly view rising GDP as “good for the economy.” But to artificially goose the figure through government spending is to confuse a mere symptom for the real thing.”

    O João Miranda já tinha dito isso tudo no Blasfémias. Até explicou que o crescimento no PIB obtido por qualquer dinheiro emprestado e investido nunca chegaria aos 10% de juros que um país como Portugal teria de pagar. É outra coisa que Krugman escolhe ignorar: que para o investimento é preciso pedir emprestado dinheiro e que se pagam juros. É tudo uma conversa tão absurda, que se tem propagado simplesmente porque a esquerda tem muita desfaçatez e a direita não liga a burburinhos, só lá muito de vez em quando…

  2. tina

    E também acho que deveriam ser desenvolvidos indicadores económicos que refletissem melhor a riqueza de um país. O PIB é muito enganador já que inclui o dinheiro que se pediu emprestado. Como no governo de Sócrates, todos elogiavam o facto de ter havido meses com crescimento económico superior a 1, mas para conseguir esse feito tinha-se duplicado a dívida! Nessa altura, li um artigo sobre um americano de esquerda que defendia que Portugal não precisava de ajuda externa porque a nossa economia até estava a crescer, mas não dizia que os juros que teriamos de pagar eram superiores a esse pequeno crescimento económico. Não há pessoas sérias na esquerda.

  3. O autor faz uma série de confusōes semânticas. A despesa inclui a despesa a que chamamos investimeto e consumo. A primeira é o que chamamos riqueza ou activos acumulados. O exemplo do emprego na abertura e fecho de buracos foi usado por Keynes para ilustrar como o emprego de desempregados pode criar riqueza, não através da abertura dos buracos, mas através dos bens consumidos por esses trabalhadores. Sem dúvida que tais bens têm utlidade para esses trabalhadores e foram produzidos por trabalhadores productivos!

  4. ricardo saramago

    Marques mendes
    Se é como diz, para quê abrir e fechar buracos?
    Bastaria pagar aos trabalhadores e evitava-se o barulho e a canseira.
    E já agora donde vem o dinheiro para essa “produção de riqueza”?
    Da poupança de ontem ou da poupança de amanhã?

  5. tina

    “Bastaria pagar aos trabalhadores e evitava-se o barulho e a canseira.”

    Exatamente. É dinheiro que recircula entre o que o governo dá às pessoas para consumirem e estimularem artificialmente a economia e que volta ao governo outra vez através de impostos ou sai do país através da compra de bens importados. Quais são exatamente os benefícios líquidos para o país?

  6. Carlos Duarte

    Caro Ricardo Saramago,

    Errado.

    No primeiro caso, existe uma não-desabituação das pessoas em relação ao trabalho enquanto no segundo é assistêncialismo puro. Admitindo uma melhoria da economia, os primeiros estariam prontos a operar “normalmente” de novo com trabalhadores, enquanto os segundos (muito provavelmente) continuariam assistencialistas.

    Em AMBOS os casos (apesar de tudo, mais no primeiro) evita-se ou diminuiem-se consequências sociais nefastas (como o crime).

    É óbvio que isto apenas é aplicável a situações económicas mais gravosas, em que o desemprego não consegue ser absorvido pelo sector produtivo. No entanto, até podemos generalizar que seria uma excelente ideia substituir o RSI por qualquer tipo de trabalho com remuneração menor (nem que seja abrir e tapar buracos).

  7. tina

    Poirtanto, de acordo com o que Carlos Duarte disse, teria benefícios em termos de dar uma falsa sensação às pessoas de estarem a ser úteis e de estas não se voltarem para o crime.

  8. lucklucky

    “Spain faces a graver problem, its political institutions.”

    Não é a Espanha. É o sistema político no Ocidente.

    E as soluções não são melhores, é errado por si só a independência geográfica, deveria ser a individualismo político. O Estado de Geometria Variável respeitando as pessoas onde quer que estivessem.

    Tem aqui mais sumo, não admira que depois venha o Porto mais Galiza. Mas como disse acima não resolve nada.

    http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/italy/9589732/Mass-rally-in-Venice-to-call-for-independence-from-Italy.html

    Recent surveys show widespread support for independence among Venetians, who speak a distinct dialect and feel geographically and culturally distant from Rome.

    A poll conducted by Corriere della Sera in September found that 80 per cent were in favour of independence.

    A more recent poll by Il Gazzettino, a local newspaper, found a slightly lower but still overwhelming level of support – 70 per cent.

  9. Carlos Duarte

    “8.Poirtanto, de acordo com o que Carlos Duarte disse, teria benefícios em termos de dar uma falsa sensação às pessoas de estarem a ser úteis e de estas não se voltarem para o crime.”

    Já não era mau!

  10. Paulo Pereira

    Se o sector privado nao investir para criar riqueza , o desemprego torna-se muito elevado .

    Nesse caso o estado pode investir ou gastar em recursos internos humanos e materiais em infraestruturas ou em educação ou em saúde ou em inovação cientifica e tecnológica.

  11. CN

    Paulo Pereira, em abstracto o investimento podia ser zero e o crescimento ser zero e estar em pleno emprego. O investimento é necessário para a redução de custos unitários permitindo libertar recursos para a produção de mais bens de consumo.

  12. Paulo Pereira

    CN,

    Um sistema capitalista só se manteria em pleno emprego sem investimento se a taxa de poupança fosse zero , ou se o estado tivesse um deficit igual à taxa de poupança.

    Mesmo sem investimento é possivel num sistema capitalista aumentar a produtividade por melhoria dos métodos de gestão.

    Se a produtividade aumenta o desemprego tende a aumentar se não existir investimento.

    Assim , tal como JM Keynes demonstrou , a questão é essencial num sistema capitalista moderno é :

    – como manter o investimento num nivel adequado ao atingimento do pleno emprego !

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