Nova oportunidade para os críticos de cartoons III

A propósito da publicação de umas caricaturas, desta vez em Espanha, comenta o CN em dois momentos

enfim…a espicaçar a islamofobia na mais pura técnica usada com os judeus (misturando verdades com meias-verdades e não-verdades e generalizações) que culminou onde culminou – e a sua reação. E que já resultou num terrorista de pior índole porque nem sequer problemas territoriais estavam em causa, era o perigo “cultural” e dos “muitos filhos” (agora era só ver a reacção a um movimento messiânico do Islão coordenar um movimento migratório para um ponto qualquer na Europa e depois declarar-se um Estado….). Um certo nihilismo e incentivo ao caos começa a ser um padrão nesta coisa toda, e usando o anti-politicamente -correcto como capa. Isto por parte da civilização que uma parte fez o holocausto e a outra usou 2 bombas atómicas contra mulheres, velhos e crianças

sim vamos celebrar o direito infinito á blasfémia, aborto,pornografia. fazer chacota com a religiosidade dos outros, e esquecer os conflitos territoriais, invasão,ocupação, intervenção nos regimes, drones, e confusão generalizada, em clima de antagonismo crescente… só faltam mesmo as estrelas…vou recordar aqui que uma acusação sempre feita ao judaísmo ao longo dos séculos foi a falta de integração, uso de leis civis e penais próprias, hábitos e maneiras de ser próprias vindas do antigo testamento, etc e tal…

Ponto 1- Perante o exposto, cito a  Helena Matos que escreveu:” A blasfémia, o vício, a pornografia e a criminalidade são indissociáveis da liberdade. Que os deuses e os homens nos livrem da tentação da pureza.”

Ponto 2-Será seguro inferir que para alcançar a paz e sossegar de vez  os críticos dos cartoons, das músicas, dos filmes, livros , o que se quiser e defender as reacções violentas que roçam a perfeição e que apelam à verdadeira morte dos artistas  não faz sentido responsabilizar quem as pratica. Para estas almas o Islão passou a ser uma pessoa singular, com direitos adquiridos especiais colectivos.

Ponto 3-Há muito tempo, e algumas mortes depois, que são lançados avisos sobre as graves consequências destas provocações blasfemas. A condenação à morte por delito de opinião, ameaça a todos que pensam, escrevem e criam livremente. E  é independente da qualidade e gosto do  que é produzido.

Ponto 4-Sugerido por Estados vários e pela Liga Árabe está o passo seguinte: criminalizar as tais blasfémias, por forma a colocar um ponto final na blasfémia global. E de caminho,impor tudo o mais que se entender. Talvez aplicar a toda a Terra a jurispridência. Em nome da paz, respeito e concórdia.

Ponto 5- Para os defensores do fim das blasfémias, não há impossíveis. O conceito de blasfémia passa a ter uma definição única e global, num único contexto. E ai dos idealistas blasfemos que pensem ou ajam segundo a ultrapassada teoria de que o que para uma pessoa é blasfemo, para outra não passa de uma liberdade.

Ponto 6- A lei da blasfémia vai ter uma aplicação correcta. Com base na fé, deixa de estar sujeita a abusos, nomeadamente de governos com tendências repressivas e com apetites desmedidos em colocar na ordem, as minorias religiosas, apesar dos ensinamentos do Corão pressuporem a fé como algo baseado na livre vontade e liberdade de escolha.

Ponto 7- A criminalização e punição por blasfémia no Corão não existe. Esta legislação divina foi produzida centenas de anos depois da morte de Maomé, em tempos de guerra e durante a época Medieval. Passa a aplicar-se quando dá jeito. Agora é o momento.

Ponto 8 – Recomendo a leitura de Respeitemos os outros, por JCD.

Ponto 9- Recomendo a leitura de Vasco Pulido Valente:

 Hitler costumava arranjar “incidentes” para “justificar” a política de armamento e agressão. Ou era um adido assassinado em Paris por um judeu (que serviu para “explicar” a “Noite de Cristal do Reich”) ou as sevícias que a Checoslováquia ou a Polónia alegadamente infligiam a meia dúzia de “arianos”, coitadinhos, longe dele e da Pátria (que “justificaram” a guerra). Mas não se aprendeu nada com este velho truque e poucos até agora perguntaram o óbvio: por que raio este alarido, tipicamente goebbeliano, em nome de umas caricaturas, publicadas num obscuro jornal da Dinamarca (na Dinamarca?), há quase quatro meses? Que mal, na prática, essas caricaturas fizeram ao Islão? Como é que, por todo o Islão, “a rua” se indigna com uma blasfémia que não conhece? “Quem manda e comanda essa “espontaneidade”? Quando a “Europa” e a América deixarem de coçar a sua interessante consciência (mea culpa), talvez se perceba o fim do exercício.

Ponto 10. Também neste caso, tudo se resolvia se Israel desaparecesse do mapa. Israel existe e não serve de justificação para comentários patetas.

57 pensamentos sobre “Nova oportunidade para os críticos de cartoons III

  1. jose mota

    O islão só mudará quando começar a ser a chacota do mundo civilizado. Se em vez de pedirmos desulpa por sermos quem somos, lhes chamássemos o que eles são na cara, sem complexos ou medo, sempre que o merecerem…talvez eles comecem a mudar. Contra a fúria religiosa, contra a mutilação genital, contra a escravização da mulher etc….respondemos-lhes com a liberdade, a ironia e a crítica bem fundamentada.Eles merecem que lhes façam cartoons, piadas e filmes, muitos filmes à Monthy Piton em vez de a Vida De Brian…A vida de Maomé……….Só quando tiverem vergonha na cara e se sentirem ridicularizados é que mudarão.

  2. ruicarmo

    Não creio que o objectivo seja mudar o Islão, muito menos aqueles que em nome da religião, façam o que fizerem, têm sempre justificação passada e carimbada.

  3. hcl

    Não deixa de haver alguma verdade, lá no texto.
    Existe uma intenção, no politicamente correcto de hoje, de menosprezar e ridicularizar a religiosidade, seja cristã, islão, o que for.

    Se as caricaturas fossem acerca do aborto ou homossexualidade haveria gritos, rasgar de vestes etc. Governos europeus considerariam a hipótese de criminalização, chamar-se-ia intolerância e provavelmente contaria como crime de ódio. Processos, boicotes etc.
    Nota: Há livros proibidos na nossa sociedade “livre” ocidental.
    Nota: Em França, pode-se chegar à escola vestido da maneira mais esquisita/estranha/indutora de violência, desde que, não se use uma cruz, uma estrela de David ou a burka.

    Sendo muito diferente não é assim tão diferente. É só carregar nos botões certos.

  4. lucklucky

    “Existe uma intenção, no politicamente correcto de hoje, de menosprezar e ridicularizar a religiosidade, seja cristã, islão, o que for.”

    Não deve saber o que é o politicamente correcto.

  5. Sérgio

    Tão perigoso como o islão agressivo, é o esquerdismo imbecil que o defende apenas porque anti-ocidental!

  6. “Existe uma intenção, no politicamente correcto de hoje, de menosprezar e ridicularizar a religiosidade, seja cristã, islão, o que for.”

    Ao contrário de lucklucky, concordo com a asserção.

    “Hitler costumava arranjar “incidentes” para “justificar” a política de armamento e agressão”

    Não foi apenas Hitler que o fez. Antes dele, e depois, parece fazer parte do “protocolo” imperialista, nomeadamente para tornear as recalcitrantes na vertente interna.
    Aliás, CN proporciou-nos, há um par de dias, a divulgação de um vídeo (apenas dois minutos) que me parece muito elucidativo sobre o assunto nomeadamente por usar precedentes históricos como template para acção futura. De forte Sumter ao golfo de Tonkin, passando pela explosão a bordo do USS Maine, pelo afundamento do Lusitania e, claro está, por Pearl Harbor.

  7. ruicarmo

    E no quê que o forte, o golfo, a explosão e afundamento dos navios mais o Pear Harbour se relacionam com a blasfémia produzida pelos cartoons e reacções violentas?

  8. JS

    Mt. bom “post”. Este tema não pode ser tabu. Tem que ser debatido.
    O grande “Islão” tem que conter os seus (pequenos) extremismos.
    Instigadores, e instigados, destas manifestações pueris têm que ser controlados de dentro do Islão.
    Se o grande Islão -por razões várias- não o fizer, as alternativas não serão agradáveis para ninguém.

  9. lucklucky

    “Ao contrário de lucklucky, concordo com a asserção.”

    Se concorda é mais um para a lista de quem não sabe o que significam as palavras, ou então Orwell explica ou Freud…

    Políticamente correcto é a teoria que qualquer palavra pode ser opressiva, na prática uma maneira da esquerda construir poder a partir das palavras ao invalidar a crítica a quem a esquerda designa como vítimas. Logo é precisamente o contrário.

    “De forte Sumter ao golfo de Tonkin, passando pela explosão a bordo do USS Maine, pelo afundamento do Lusitania e, claro está, por Pearl Harbor.”

    Você devia ler um pouco mais de história, perceberia muito mais razões.

    Navios mercantes Americanos afundados ou capturados pelos Alemães em 1915-16:

    January 27, 1915: Schooner William P. Frye, gross 3,374 tons; captured by German auxiliary cruiser Prinz Eitel Friedrich (commerce raider) in South Atlantic, southeast of Brazil. Sunk January 28, 1915; no casualties.

    May 1, 1915: Steamship Gulflight, tanker, gross 5,189 tons; torpedoed by German submarine U-30, 20 miles west of Scilly Islands; towed in; 3 killed.

    May 25, 1915: Steamship Nebraskan, gross 4,409 tons; torpedoed by German submarine 40 miles south by west of Southcliffe, off southwest; salvaged; no casualties.

    July 25, 1915: Steamship Leelenaw, gross 1,923 tons fired on, torpedoed and sunk by German submarine off the north coast of Scotland about 60 miles northwest of the Orkney Islands; no casualties.

    August 4, 1915: Pass of Balhamas, motor vessel, gross 1,571 tons, voluntarily surrendered by the master to a German submarine in the North Sea; converted into raider Seeadler; wrecked August 2, 1917; no casualties.

    October 28, 1916: Steamship Lenao (Philippine steamship), gross 692 tons; bombed and sunk by a German submarine 30 miles off Cape Vincent, Portugal; no casualties.

    November 7, 1916: Steamship Columbian, gross 8,673 tons; bombed and sunk by German submarine U-49, 50 miles northwest of Cape Ortegal, Spain, no casualties.

  10. jsp

    Tendemos , “nós, o Ocidente” a , aparente e convenientemente, “esquecer” a forma ( eficaz, diria eu…) como dois Paíse, Rússia e China, encaram o problema do terrorismo islâmico.
    Conviria transferir o medo de um campo para o outro…

  11. ruicarmo

    O conceito de terraplenagem, normalmente isento de críticas generalizadas (os obreiros não têm tantas estrelas assim, nem são impérios, pelo menos aqueles impérios), não se aplica ao modo de lidar com os críticos dos cartoons..

  12. CN

    Lucky, ainda a querer justificar a entrda dos EUA na Grande Guerra? nem os ingleses se deviam ter metido…com um continente em guerra está a querer sugerir o quê? Facto: o Lusitânia usado como desculpa para a entrada no conflito transportava armas.

  13. CN

    Rui, quanto a ao resto, quem percebe percebe quem não quer perceber não percebe. O crescendo de confusão provavelmente predizem algo negro. E existe a quem isso serve A permanente chacota e descaracterização da religiosidade e cultura dos outros não tem um ethos de direita. Mas a direita entrou no jogo ultrapassando a esquerda pela esquerda, não ê à direita que costumes deve inerentemente despertar uma necessidade de reeducação modernista, mas enfim, não estou à espera que a direita hoje o perceba porque nem percebe isso nem percebe o esvaziamento de conteúdo em que está.

  14. CN

    Lucky, diga lá a sua versão os-homens-não–são-anjos-mas-os-estados-são em especial em política externa e guerras…

  15. tiago

    em 10 pontos o Rui Carmo conseguiu a proeza de não responder às duas críticas principais:

    1-“espicaçar a islamofobia na mais pura técnica usada com os judeus (misturando verdades com meias-verdades e não-verdades e generalizações) que culminou onde culminou – e a sua reação.”

    2-“vou recordar aqui que uma acusação sempre feita ao judaísmo ao longo dos séculos foi a falta de integração, uso de leis civis e penais próprias, hábitos e maneiras de ser próprias vindas do antigo testamento, etc e tal…”

    E claro que não estaríamos a falar de um verdadeiro Sionista sem a vitimização final. (procurem que ela está sempre lá)

    Quando o Rui Carmo publicar vídeos das proezas americanas em termos de destruição de vidas aí podemos desconfiar que a sua agenda é mesmo a defesa da vida humana de forma absoluta (tal como ele defende a liberdade de expressão de forma tão absoluta agora…)

  16. Aladin

    Subscrevo o que escreve o ruicarmo e conheço bem o mindset de pessoas como o CN, afundado nas teias de um milenar ódio aos judeus e que tudo observa a partir desse ponto de vista.
    Já escrevi e falei (em público) bastante sobre este tema do Islão e do modo como se choca com os nossos valores fundacionais.

    Só uma ressalva, ruicarmo: o Corão contém, ao contrário do que sugeriu, fortíssimas injunções contra a blasfémia.
    Por exemplo:

    58ª SURATA – AL MUJÁDALA – A DISCUSSÃO
    5. Sabei que aqueles que contrariam Deus e Seu Mensageiro serão exterminados, como o foram os seus antepassados; por isso Nós lhes enviamos lúcidos versículos e, aqueles que os negarem, sofrerão um afrontoso castigo.

    32ª SURATA – AS SAJDA – A PROSTRAÇÃO
    22. E haverá alguém mais iníquo do que quem, ao ser exortado com os versículos do seu Senhor, logo os desdenha? Sabei que Nós puniremos os pecadores.

    22ª SURATA – AL HAJJ – A PEREGRINAÇÃO
    60. Assim será! Aquele que se desforrar um pouco de quem o injuriou e o ultrajou, sem dúvida Deus socorrerá, porque é Absolvedor, Indulgentíssimo.

    9ª Surata – AT TAUBAH – O Arrependimento
    14. Combatei-os! Deus os castigará, por intermédio das vossas mãos, aviltá-los-á e vos fará prevalecer sobre eles, e curará os corações de alguns fiéis,
    29. Combatei aqueles que não crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya
    61. Entre eles há aqueles que injuriam o Profeta…. […] Mas aqueles que injuriarem o Mensageiro de Deus sofrerão um doloroso castigo.

    etc, etc, etc
    E na Sunna ( Hadiths), então nem se fala.
    A ideia de que o Islão é uma doutrina pacífica e cordata é um absurdo. Os seus fundamentos ideológicos são estes, de intolerância, de ódio, de incitamento à violência.
    Sim, tem alguns versículos que parecem apontar noutra direcção, e que são, by the way, os indicados pelos clérigos muçulmanos quando confrontam audiências ocidentais. O que não dizem é que esses versículos são anteriores aos versículos violentos e que o próprio Corão determina a sua abrogação.
    (16ª Surata – AN NÁHL – As Abelhas
    101. E quando ab-rogamos um versículo por outro – e Deus bem sabe o que revela – ….).

  17. Aladin

    E claro, tudo isto é a PRINCIPAL fonte da Lei, nos países muçulmanos. E esta é a grande diferença relativamente às outras religiões e livros sagrados. Porque o facto de outros livros sagrados conterem injunções violentas é interessante mas NÃO É LEI.

  18. ruicarmo

    Caro Aladin,
    Obrigado pelos comentários.
    O meu conhecimento dos fundamentos do Islão é limitado. Mas esses pontos que refere sendo importantes, são laterais à ideia do post.

    Aproveito para deixar algumas notas:
    dada a natureza das crenças religiosas, sejam elas quais forem, pode resultar em considerações do tipo: “a minha religião é a que está certa”, as outras podem ser consideradas como “erradas, ofensivas e blasfemas”. É possível fazer um tratado de intenções obscuras e ao serviço de Israel ou dos impérios verdadeiramente maus a propósito de caricaturas. Não deixa é de estar errado;
    Não faltarei à verdade se disser que alguns muçulmanos são blasfemos no que toca à apreciação de outras religiões. Basta passar os olhos pelas escolas, media e políticas que menorizam pessoas que escolheram ser ateus, professam ramos diferentes do Islão, o Cristianismo e o judaísmo. A vida humana está repleta de ironias. Qual a teoria conspirativa e a quem serve esta realidade?;
    As leis anti-blasfemas existem nos países islâmicos. E noutros. O que concluo é que são leis que são usadas pelo poder político (e religioso) como forma de repressão e método de descriminação contra minorias religiosas. Aproveita-se a maré e ajustam-se as contas do foro privado. A quem serve o incitamento, a intoxicação da opinião pública e o apelo a banhos de sangue e saques?
    Uma coisa é certa, mesmo que não aprecie e apoie tudo o que se faz com e em liberdade era o que faltava colocá.la em causa porque a direita não é assim, porque devemos manter a paz e a concórdia universais e que por causa disso e do judaísmo (?!) livros, opiniões, cartoons, filmes, traillers devem ser contidos. Se calhar “dentro de balizas”, usando uma expressão cara ao Rui Rio. Isso não me serve.

  19. O Rui é um optimista que ainda parece acreditar no que os muçulmanos moderados dizem sobre a sua religião, quando já se tornou evidente que os moderados ou mentem ou ignoram ou fazem por ignorar o que os seus textos sagrados dizem, o que é a interpretação tradicional desses textos e que determinou o curso da história do islão, no seu seio e no contacto com outras religiões e culturas.
    Porque, para que conste, a ofensa ao profeta Mafoma é condenada pelo Alcorão. Mesmo que não fosse, não podemos ignorar que o Alcorão não é o único texto sagrado para os muçulmanos: a Sirá (biografia canónica de Mafoma) e as ahadith (os relatos canónicos dos seus ditos e feitos) têm a mesma importância na teologia islâmica que o Alcorão – em parte devido à passagem do Alcorão que aponta para Mafoma como «excelente exemplo» (33:21).
    Nestas matérias, como noutras, é sempre bom ver como os muçulmanos interpretam os seus textos sagrados. Valioso nisso é o Islam Q&A: http://www.islam-qa.com/en/ref/22809 com capítulo, versículos e tudo, fora as ahadith.
    Para além das passagens citadas há outras de ahadith que descrevem o profeta, esse exemplo de conduta, a pedir a punição dos que o ofendem, o que os seus seguidores se esmeram em fazer:

    «Abu ‘Afak was killed in his sleep, in response to Muhammad’s question, “Who will avenge me on this scoundrel?” Similarly, Muhammad on another occasion cried out, “Will no one rid me of this daughter of Marwan?” One of his followers, ‘Umayr ibn ‘Adi, went to her house that night, where he found her sleeping next to her children. The youngest, a nursing babe, was in her arms. But that didn’t stop ‘Umayr from murdering her and the baby as well. Muhammad commended him: “You have done a great service to Allah and His Messenger, ‘Umayr!” (Ibn Ishaq, 674-676)

    Then there was Ka’b bin Al-Ashraf. Muhammad asked: “Who is willing to kill Ka’b bin Al-Ashraf who has hurt Allah and His Apostle?” One of the Muslims, Muhammad bin Maslama answered, “O Allah’s Apostle! Would you like that I kill him?” When Muhammad said that he would, Muhammad bin Maslama said, “Then allow me to say a (false) thing (i.e. to deceive Kab).” Muhammad responded: “You may say it.” Muhammad bin Maslama duly lied to Ka’b, luring him into his trap, and murdered him. (Sahih Bukhari, volume 5, book 59, number 369)»

    Esta última passagem serve ainda para justificar o uso da mentira em benefício do islão, doutrina da taqiyya.

  20. CN

    O Aladin na sua sabedoria tem a certeza que quer explorar os textos e história de todas as outras religiões sobre blasfémia e heresia, ou sobre a noção do
    “Legal”? ainda chega à conclusão que nada é compatível com o iluminismo secular e moderno do progressismo de direita. É esse o caminho em que se meteram.

  21. Aladin

    CN, se tivesse lido o que escrevi, teria verificado que me referi aos conteúdos violentos dos textos sagrados da outras religiões. Mas a questão não é essa. A questão radica no estatuto do livro.
    Se, por exemplo, o CN escrever que se devem matar os judeus que usem kippa, é um texto violento mas não passa disso. Todavia, se essa mesma frase constar na Constiuição do seu país, então a coisa é muito diferente.
    É por isso que o Corão e os textos referidos pelo Luis Cardoso são incomparáveis e perigosos (para todos os que não sejam muçulmanos). Porque o que lá consta são imperativos legais e religiosos. Em conjunção. Não são conselhos, não são metáforas, não são contextuais. São IMPERATIVOS LEGAIS.
    E, como deve ter reparado, aplicáveis até aos não muçulmanos. A tentativa de, pela ameaça e pela violência, calar qualquer crítica ao Islão, é, basicamente, a imposição da lei islâmica. E funciona.

    É por isso que importa conhecer o que vem no Corão e na Sunna. Porque é literal e porque o que lá está escrito determina as acções de dezenas de países e de centenas de milhões de muçulmanos. Fazer de conta que o versículo X é equivalente ao salmo Y de outro livro, só pode resultar de ignorância ou má-fé.

  22. Aladin

    Rui, como lhe disse, subscrevo a sua opinião sobre a liberdade de expressão e , para que conste, sou agnóstico. Mas as religiões são importantes porque são elas que estão na base das diferentes civilizações. E o facto de serem diferentes, determina, em grande medida, o ethos das civilizações que lhe estão ligadas. São os conceitos de “bem” e “mal”, “certo” e “errado”, “justo” e “injusto” definidos pela moral religiosa que são depois vertidos para o ordenamento social e juridico das sociedades.
    Nesse sentido, o cristianismo, por exemplo, é completamente diferente do islamismo, do budismo, do hinduismo, etc.
    E é evidente, pelos textos e pela História, que o islamismo é uma doutrina violenta, conquistadora, intolerante, que produz sociedades exactamente assim.
    É por isso que é importante conhecer os fundamentos do Islão.

  23. CN

    Aladin, sempre existiram estados seculares no mundo árabe,,por acaso os mais aliados são os mais islâmicos, e os mais seculares estão a ser destruídos pelos maluquinhos que existem no ocidente.

    E essa especial “violência” materializa-se onde? Em conflitos territoriais? Isso seria de rir dizer que tal é inerente ao islamismo.

    No conflito Tamil entre hindus e budistas também existem atentados suicidas.

  24. CN

    “Esta última passagem serve ainda para justificar o uso da mentira em benefício do islão, doutrina da taqiyya.”

    Ui, caro Luis Cardoso, onde se está a meter. Essa é a mais antiga acusação feita ao judaísmo. Como já disse e o Rui Carmo me citou, há aqui, toda uma ironia.

  25. CN,
    já uma vez lhe pedi neste forum – a propósito de um paralelo que pretendeu estabelecer entre as pressões feitas pelo movimento anti-islamização do Ocidente e a política do III Reich para com os judeus – para ter vergonha. Volto a dirigir-lhe a palavra apenas para voltar a fazê-lo, sem grande esperança, contudo, a julgar pelos seus comentários.

  26. Aladin

    “E essa especial “violência” materializa-se onde?”

    No nosso tempo:
    Com a civilização de matriz cristã: Bósnia-Herzegovina, Kosovo,Tchetchénia, Macedónia, Sudão, Somália, Nigéria, Tchechénia, Líbano, EUA, etc, já para não falar da intifada francesa, sueca, dinamarquesa, belga, etc
    Com os judeus: Israel, várias guerras
    Com os hindus: Cachemira
    Com os chineses: Xinjiang
    Conflitos intra-islâmicos: São tantos que nem vale a pena nomeá-los, o CN conhece-os bem.

    Em suma, se formos contar, digamos que mais de 90% dos conflitos do nosso tempo ocorrem nas fronteiras do Islão. O facto devia interpelá-lo mas que se há-de fazer.

    Em tempos de antanho, basta referir que o Islão saiu da Arábia Saudita e, pela espada, chegou, a Oeste até França, conquistando todo o Norte de Africa, a Leste até à China, a Norte até Viena, passando pela Pérsia, Jerusalém, Bizâncio, Sul da Rússia, etc, a Sul, até ao Quénia. De caminho dizimou completamente as culturas autóctones, impondo de forma imperial os valores do Islão. Ainda hoje andam para aí, na Europa, milhares de descendentes de indianos que foram trazidos como escravos para Oeste ( os ciganos), e há até um monte (Hindo Kuch) cujo nome ( morte do hindu) se atribui aos milhares de escravos que morreram na travessia dessas montanhas afegás.

    Ah e quanto à taqiyya, o LUis Cardoso tem razão. É uma espécie de hipocrisia sagrada, um conceito de decepção muito útil em questões estratégicas. Consta nos textos, faz portanto parte da doutrina. Na nossa cultura consta nos regulamentos e manuais militares.
    Quanto aos judeus, o CN está obcecado. É um caso patológico. Fala-se de alhos e o CN responde com “judeus”. Fala-se em bugalhos e o CN responde com “judeus”. Apre!

  27. Aladin: quanto à relação conflituosa do islão com os hindus, mais que a questão de Kashmir deve mencionar-se a própria existência do Paquistão (i.e. Terra dos Puros) que existe apenas e só por razões religiosas, um bom caso de estudo para perceber uma das estratégias de expansão muçulmana, um misto de jihad pela espada e jihad do útero: quando são em número suficiente num dado território, exigem privilégios sucessivos, exigências acompanhadas por erupções de violência. Se por alguma razão (demográfica, como é o caso da Índia, militar, no caso das sucessivas guerras desencadeadas e perdidas contra Israel e Kosovo) as suas pretensões não são satisfeitas, partem para a secessão, de jure (Paquistão, Bósnia-Herzegovina, Kosovo) – sempre contando com a imprescindível ajuda de exércitos Ocidentais, ou de facto, de que são exemplo as várias zonas interditas em subúrbios e cidades europeias.
    Caso não se verifique uma inversão das tendências migratória, demográfica e cultural em curso, de duas uma: a Europa sucumbe ao islão ou, se ainda houver europeus dispostos a defender a sua civilização, teremos guerras civis um pouco por todo o continente.

  28. CN

    “Como se explica mesmo o conflito entre sunitas e xiitas, entre o Irão e a Arábia Saudita?”

    Sim, como explicar entre católicos e protestantes durante 300 anos e pronto, na Irlanda do Norte?

  29. CN

    “Quanto aos judeus, o CN está obcecado. É um caso patológico. Fala-se de alhos e o CN responde com “judeus”. Fala-se em bugalhos e o CN responde com “judeus”

    Coitado, ainda não percebeu bem como é que o anti-semitismo culminou no Holocausto. Lendo o que escreve percebo bem como pessoas aparentemente normais acabaram a colaborar na coisa.

  30. Aladin

    “Sim, como explicar entre católicos e protestantes durante 300 anos e pronto, na Irlanda do Norte?”

    O conflito é político, não religioso. Os irlandeses combatem uns com os outros, não por diferenças religiosas mas porque uns querem pertencer ao Reino Unido e outros não. A pancadaria no Líbano, no Iraque, no Irão, no Baharein, na Arábia Saudita, no Paquistão, que que xiitas lutam contra sunitas, tem como única razão a diferença religiosa e como oxigénio a própria natureza violenta das doutrinas.

    “Coitado, ainda não percebeu bem como é que o anti-semitismo culminou no Holocausto.”

    Parece que o CN é que ainda não entendeu. A antissemitismo resulta de 3 coisas:
    -Ódio racial ( a visão do judeu como uma raça inferior que conspurca o sangue ariano, etc)
    -Ódio ideológico ( a visão do judeu como “o” capitalista, o onzeneiro, o usurário; ou, na inversa, como o inventor do comunismo, numa demanda para destruir a sociedade)
    -Ódio religioso ( para os cristãos, o judeu matou cristo ; para os muçulmanos, o judeu é um macaco e um porco, porque os textos sagrados assim o dizem e o Corão tem dezenas de versículos a ameaçar,a insultar e a denegrir o judeu)

    Tudo isto alinhavado com teorias da conspiração que colocam o judeu aos comandos de uma maquinaria para dominar o mundo

    O que se passou na Alemanha, resultou de tudo isto, potenciado pela visão patológica de Hitler e pela disciplina do povo alemão.

    Relembrem-se as últimas palavras de Hitler:

    “Passarão os séculos, mas nas ruínas das nossas cidades e monumentos, renovar-se-á o ódio contra aqueles que são os verdadeiros responsáveis por isto: o judaísmo internacional!”

    “Não deixei ninguém em dúvida de que, se os europeus estão a ser mais uma vez tratados como meros activos transaccionáveis nas mãos da conspiração financeira e monetária internacional, então a responsabilidade pelo massacre deve ser assacada aos verdadeiros culpados: os Judeus!”

    Berlim, 29 April, 1945, 4 a.m.

    (Adolf Hitler, My Political Testament)

    A última frase do testamento de Hitler, “Above all, I enjoin the government and the people to uphold the race laws to the limit and to resist mercilessly the poisoner of all nations, international Jewry.”, revela claramente a extensão do ódio anti-semita de Hitler que, às portas da morte, dedica toda a sua raiva, não aos Aliados que o tinham derrotado, mas aos Judeus.

    A profecia de Hitler estava quase certa. Apenas errou no prazo.
    Onde escreveu “séculos”, devia ter escrito “anos”.
    Porque o antissemitismo, às claras ou disfarçado, varre novamente a Europa e o cinturão islâmico.
    70 anos depois da profecia de Hitler, exige-se às claras a destruição de Israel, e pretensos “cientistas” afadigam-se em reescrever a história, negando-a, para abrir caminho à racionalização do ódio e do racismo.

    Este novo anti-semitismo, na sua acepção de ódio aos judeus é sobretudo alimentado pelos islamistas, para quem Israel é uma cunha dos “cruzados” ocidentais em terras do Islão, mas arrasta na sua cauda uma revoada de idiotas úteis, estranhos e improváveis “fellow travelers” que vão da extrema direita trauliteira (Le Pen, Wilis Carto, etc.) , à extrema esquerda folclórica, ainda a tentar sair de debaixo dos escombros do Muro de Berlim.

    Pois é, CN, para que entenda a diferença, uma coisa é atacar pessoas por serem como são,( caso dos judeus) outra é criticar ideologias e teologias (caso do comunismo, fascismo, ou islamismo). Se ainda não entendeu isto, então ainda não entendeu nada.
    E entretanto, como diz o povo, diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
    Envergonhe-se!

  31. CN

    Aladin, é bom que conheça bem o que um ódio e fobia alimentado ao longo de muito tempo consegue fazer às pessoas.

  32. A respeito dos textos sagradas, o Antigo Testamento está cheio de passagens sobre condenar à morte, cegar, etc, os infiês e apóstatas. Aliás, as leis previstas no AT são muito parecidas com as da sharia (o que faz sentido, já que estamos a falar de povos aparentados, vivendo em regiões parecidas e com um sistema social e económico similar).

    Podem dizer que a diferença é que o Corão é suposto ter valor legal, mas o Antigo Testamento também era suposto ser lei (e se os judeus hasidicos um dia virem a ser maioria da população – como aconteceria se se mantivessem as tendências demográficas – de Israel provavelmente será)

  33. Aladin

    MMadeira, diz muito bem. A questão é o valor legal e, já agora, o estatuto do livro. Já tinha esclarecido esse argumento lá atrás. Os “ses” são mto bonitos mas , como se costuma dizer, se a minha avó tivesse rodas era um automóvel.
    E, já agora, convém esclarecer que, de facto, muitas das aberrações dos textos sagrados e constitucionais do islão, derivam dos textos judaicos e das práticas judaicas e cristãs que basicamente constituiam o meio cultural onde se decantou o islamismo. O problema é que lhe deram um cunho divino ( o corão, ao contrário dos livros referidos, é a própria voz de Deus, e não uma msg enviada por interposta pessoa, sendo por isso, ele mesmo, divino, incriado, imutável e literal, aos olhos dos crentes), o que o torna incontornável. É a LEI e ponto final.

  34. Aladin

    “é bom que conheça bem o que um ódio e fobia ”

    Não misture. Ódio é o que você sente pelos judeus, repetindo uma velha tradição.
    Crítica ao islão não é fobia, nem ódio. Não é ódio porque uma ideologia não é uma pessoa ou um grupo humano. As ideologias discutem-se e o Islão tem de ser discutido e criticado. E sim, há que ter medo ao que lá vem. Mas não um medo irracional ( fobia). Um medo racional que deriva da percepção racional da periculosidade de uma doutrina tão intolerante, tão supremacista e tão violenta.
    Na verdade tão ou mais perigosa que o nazismo e o comunismo. Onde estas repudiavam ( e matavam) o elemento da raça inferior e o burguês, o islamismo repudia e mata o infiel. O resto é perigosamente igual.

  35. JS

    Aladin. Felizmente, ou infelizmente, não posso deixar de concordar com algumas das noções que por aqui tem exposto. Obrigado.

  36. CN

    Aladin, tem a certeza que se usar essa sua lupa sobre o islamismo e a virar para outras religiões não obterá analises que muito racionalmente as irá despir das sias idiossincrasias ou então descobrir a sua própria “violência”. Porque é que a analise do Islão é apenas “razão” e a do judaísmo é “ódio”? Eu vejo similaridades entre as duas fobias, e temo bem que a prazo, venha ter consequências , não da mesma forma, mas assumindo outras formas.

  37. Aladin

    Ainda não entendeu, CN. O “judaísmo” como religião, é ameaçador porquê?
    Conhece algum país que use os livros sagrados judaicos como lei? Conhece algo, nos livros sagrados judaicos que apele à guerra santa para submeter todo o mundo à religião?
    Conhece algum movimento religioso judaico que produza 90% dos atentados terroristas no mundo?
    Existem 1500 milhões de judeus, dispostos a odiar a civilização ocidental, pelo que é?
    CN, se você desconhece a ideologia islamista, se desconhece o Corão e os livros sagrados do Islão, se desconhece a história e a praxis do Islão, se acha que o islamismo é uma espécie de teologia benévola, só tem uma coisa a fazer: Informar-se: ler; conhecer. Dispa-se de preconceitos e ódios atávicos , imagine que é um extraterrestre que chega à Terra neste momento e decide ler as leis e as constituições e os valores e os conceitos culturais, além de observar o que se passa e deitar uma olhadela à História.
    Acha mesmo que um extraterrestre desses, encararia o Islão com a benevolência com que você parece encará-lo? E não lhe parece que ao olhar para um estado exíguo, do tamanho de um pequeno distrito português, ali encravado entre centenas de milhões de muçulmanos enraivecidos, encararia pessoas como você com a lupa com se analisam os loucos?

  38. Miguel Madeira,
    A respeito de uma suposta equivalência entre Bíblia e Alcorão no que respeita à violência, costumo recomendar este texto, que me parece bastante esclarecedor: http://www.jihadwatch.org/2009/03/bible-and-quran-equally-violent.html
    Sei que o Miguel é um tipo sério e que não deixará de o ler, uma vez que gosta de saber o mais profundamente que lhe é possível sobre os assuntos que lhe interessam e de que se atreve a falar em público – actividade que requer sempre algum atrevimento (ou leviandade).
    Para os leitores menos diligente ou com menos tempo, resumo: os episódios nos quais a YHWH ordena ao povo eleito que pratique violência são circunstanciais, perfeitamente delimitados no tempo e no espaço e no destinatário que é restrito, em geral no contexto da posse da Terra Prometida e do perigo do contacto com os costumes pagãos. Infelizmente, o Alcorão e a Suná recomendam violência contra todos os não-muçulmanos até ao fim dos tempos. Vejam-se as ahadith canónicas de Muslim e Bukhari:

    «Muslim (1:33) – the Messenger of Allah said: I have been commanded to fight against people till they testify that there is no god but Allah, that Muhammad is the messenger of Allah

    Bukhari (8:387) – Allah’s Apostle said, “I have been ordered to fight the people till they say: ‘None has the right to be worshipped but Allah’. And if they say so, pray like our prayers, face our Qibla and slaughter as we slaughter, then their blood and property will be sacred to us and we will not interfere with them except legally.”

    Muslim (1:30) – “The Messenger of Allah said: I have been commanded to fight against people so long as they do not declare that there is no god but Allah.”»

    Chamo a atenção para outro facto determinante nesta questão: em virtude do carácter distinto que Bíblia e Alcorão têm para os respectivas religiões (mencionado pelo Aladin), há que conhecer as tradições exegéticas respectivas. A judaica evolui há muito para repudiar certas práticas violentas e impiedosas, por exemplo a lapidação dos adúlteros. Quanto aos cristãos, é ler a passagem da adúltera prestes a ser apedrejada.

    Uma outra diferença não dispicienda entre os radicais hassídicos e os seus contra-partes muçulmanos, admitindo que no resto fossem iguais (ignoro o radicalismo hassídico) é a pretensão universalista dos muçulmanos face à mais restrita dos judeus: uns querem Israel fundamentalista, outros toda a Terra.

    Já agora, um outro texto muito interessante, embora com uma perspectiva pouco rigorosa sobre a reforma protestante: http://www.islam-watch.org/AliSina/Illusion-of-Reforming-Islam.htm

  39. Aladin

    “tradições exegéticas respectivas. A judaica evolui há muito ”

    Exacto. E, em contraponto, não é canonicamente possivel que a exegese do Islão evolua, já que as “portas do Ijtihad” foram fechadas há mais de 100o anos.

  40. CN

    “A judaica evolui há muito”, a ortodoxa e ultra-ortodoxa? é que falam do Islão sempre do ponto vista ortodoxo umas vezes e outras aproveitam o que se passa em conflitos territoriais, onde todas as culturas e religiões praticaram actos de violência extrema, para misturar tudo e generalizar. É uma técnica conhecida.

    Ao contrário do que o Aladin diz, a razão porque evoco o anti-semitismo e as consequências que teve, é que ao tempo do anti-semitismo crescente, as características que apontam ao Islão eram apontadas, com diferenças (já as referi) claro, aos judeus. Por isso me parece a comparação honesta e avisada. O culminar do anti-semitismo na Alemanha Nazi devia servir de exemplo para o futuro. Não serve, aparentemente. Nem depois daquele terrorista nórdico que serve de sinal.

    Suponho que vem aí a defesa de que não existe outro Islão senão o da AlQaeda ou de forma mais refinada, que todo o Islão é ultraortodoxo.

  41. 45 – Eu li o Deuteronimo (acho – bem aquela parte da bilbia onde tem aquelas regras todas) e dá-me a ideia que as regras que lá são fixadas são claramente normativas, não puramente descritivas.

    É verdade que há uma diferença – o islão combina a teocracia do judaismo com o universalismo do cristianismo, o que talvez o torne mais perigoso que as outras duas.

  42. Aladin

    Entendo a argumentação do CN, ao tentar colar o antissemitismo que levou e leva às perseguições aos judeus, à crítica ao Islão. Na lógica do CN, aqueles que criticam o Islão são racistas. Ora esse é justamente a ideia do conceito de islamofobia que, não por acaso, foi criado por clérigos islâmicos exactamente para equiparar a blasfémia à incorrecção política.
    Mas é, obviamente, uma argumentação falaciosa e todos o sabem.
    O antissemitismo, como já expliquei, mas o CN fez questão de não ler, não é relativo a ideologias ou ideias. O ódio aos judeus é racial, é dirigido a pessoas e a narrativas efabuladas do mal que essas pessoas fazem ou fizeram.
    A crítica ao Islão não é critica aos muçulmanos, como pessoas. É uma crítica às ideias que sustentam a religião. Mutatis mutandis, é como criticar o fascismo, o comunismo ou o nazismo.
    O que o CN está a dizer é que criticar o nazismo e apelar ao ódio aos alemães o que, obviamente, não faz sentido.

    E, revertendo o seu patético argumento, seríamos levados a concluir que quando o CN critica aqueles que criticam o Islão, está a apelar ao genocídio dessas pessoas.
    É claro que eu lhe faço o favor de não seguir a estranha lógica de tão pueril argumentação.

  43. Miguel,
    falei no Deuteronómio a título de exemplo a respeito do caso da lapidação dos adúlteros. Suponho que quando falou num «Antigo Testamento está cheio de passagens sobre condenar à morte, cegar, etc, os infiês e apóstatas» não era a isso que se estava a referir. Aliás, como já disse, nem é muito rigoroso falar em «passagens sobre condenar à morte, cegar, etc, os infiês e apóstatas» genericamente, mas em povos concretos em situações determinadas, circunscritas no tempo e no espaço e é assim que a tradição exegética judaico-cristã interpretou estas passagens. Desconheço qualquer passagem da Bíblia semelhante a qualquer uma das passagens do Alcorão que se seguem no que respeita ao universo a quem se dirigem – «fiéis» contra «infiéis» – e à perenidade das injunções – «wherever ye find them», «until (…) all religion is for Allah.», etc:
    http://www.thereligionofpeace.com/Quran/023-violence.htm

  44. Aladin

    “dá-me a ideia que as regras que lá são fixadas são claramente normativas, não puramente descritivas.”

    O MM conhece algum país cuja Constituição seja o Deuterónimo?
    Conhece algum movimento global que tenha como objectivo fazer com que o Deuterónimo se aplique em todo o lado.
    Já viu algum cartaz, em LOndres, por exemplo, a dizer “Deuteronimus 4 England”, ou ” Judaism will rule de world”, ou ” behead those who insult Yhave”?
    Já se apercebeu de alguma resolução nas Nações Unidas a exigir a criminalização da crítica ao Deuterónimo, e ao Profeta Jeremias?
    Quantas embaixadas foram atacadas, quantas bandeiras foram quemadas, quantas pessoas foram já mortas, quantas pessoas vivem escondidas, em função das acções e ameaças de adeptos do Deuterónimo?

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