Não é possível cortar na despesa

É mais ou menos isto que eu defendo num artigo publicado hoje no Diário Económico.

Leitura complementar: Deixem-me tentar resolver os problemas do país com um post

 

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7 thoughts on “Não é possível cortar na despesa

  1. Paulo Pereira

    Estes candidatos a liberais e mais a sua sanha contra o estado social e a favor do estado não social !

    Por isso ninguém os pode levar a sério !

  2. hcl

    O post falhou. Passaram 6 dias e não aconteceu nada. Nenhum problema foi resolvido.

    A solução para a crise:
    1- Encontrar ouro/prata.
    2- Encontrar petroleo.

    Os nossos políticos (e políticos da Europa em geral) não concebem um Estado que não tenha controle/poder sobre todas as àreas de actividade.
    Não confiam no privado, não confiam nos cidadãos, resumindo não acreditam em “liberdade de facto”.

  3. politologo

    DEIXEMOS AS IDEOLOGIAS QUE NÃO DÃO DE COMER …
    Regressemos à Terra …
    O que nos diz a Ciência ? Lei de Wagner(finanças publicas) : Crescimemto irreversivel da Despesa Publica (em DEMOCRACIA)
    O que nos diz a REALIDADE ?
    Um “gago” ministro que não é das Finanças nem do Orçamento !!! Um modesto merceeiro importado de Bruxelas e ao serviço de Bruxelas que vergonhosamente usa maquina de calcular mas se engana frequentemente nos calculos por não os saber fazer mentalmente
    Um PM mentiroso e sem vergonha (outros adjectivos me abstenho por decoro e respeito pelos Insurgentes…).
    A titulo de exemplo . Â Fundação de Bragança retiram todos os subsidios ; à Fundação do Marocas apenas retiram 30% !!! (para que conste não sou monarquico)
    Quanto à Despesa andam a apanhar bonés …(se já não `têm cabeça !!!)
    Quanto à Receita , os “burros” mexeram nela e continuam a mexer sem terem lido a Constituição mas vão ter mais uma (pelo menos) surpresa .|||
    Quanto à DIVIDA PUBLICA (central e local) – antes de ir pedir mais dinheiro – digam lá aos portuguses quanto se deve ,? , quantos anos se leva a pagar (20 anos ? ) Como se vai pagar ? Quem paga ?
    Se pensam alterar a Constituiçãso para rectroactivamente podermos criminalizar aqueles que em proveito próprio nos puseram neste caos .Não faltam listas na Internet …

  4. Bom post, Tomas.
    Uma das coisas que os ‘defensores’ do estado social (como o amigo Paulo Pereira, assiduo lutador contra os ‘malvados dos neoliberais’) parece ignorar, seja por desconhecimento, seja por ‘ideologia neoxuxa’, e’ a questao da eficiencia do estado social em comparacao com a eficiencia das instituicoes de caridade privadas. Ha varios estudos disponiveis na net que apontam para uma eficiencia do estado social em ‘ajudar os pobres e os desprotegidos’ de 30%, enquanto 70% e’ gasto ‘internamente’ (pagar o ministro, os secretarios de estado, os administrativos, os motoristas, os carros, os telemoveis, as instalacoes fisicas, os gastos de luz, agua, papel higienico, viagens, ajudas de custo, pareceres, etc., etc., etc.
    A eficiencia das instituicoes de caridade privada devera ser de 70%, com 30% gasto internamente (ver este estudo, por exemplo: http://mises.org/journals/jls/21_2/21_2_1.pdf)
    Vamos supor que o amigo Paulo Pereira tem de entregar ao estudo 300 euros por mes para a seguranca social. Ele acha muito bem porque e’ preciso ajudar os pobres, os desamaparados e os desempregados. Sera que nao lhe faz cocegas no estomago pensar que, desses 300 euros, 210 euros sao completamente queimados? Sera que o desperdicio nao incomoda as pessoas?
    Com uma eficiencia a rondar os 70%, o amigo Paulo Pereira poderia doar metade do que pagaria em impostos, por exemplo, e ainda os ‘pobres e os desprotegidos’ receberiam mais ajuda do que atraves do estado dito social (105 euros em vez de 90 euros). Quisesse ele continuar a doar os mesmos 300 euros e 210 euros (!!!) poderiam chegar a quem mais precisa, com a vantagem de poder mudar de instituicao de caridade, caso a escolhida apresentasse contas ‘bicudas’, o que nao acontece com o monopolista estado social.

  5. Anibal Silva

    A solução para a redução da despesa está dentro do próprio “governo”. Se não leu aconselho-o a ler o livro do “ministro” Álvaro Santos Pereira “Portugal na Hora da Verdade”. No Quadro 6.10 do referido livro (páginas 329 e 330) está a receita para poupar entre 2701,32 e 5457,33 milhões de euros. E escreve o referido “ministro” na página 328 do mesmo livro e transcrevo: “Segundo as nossas contas, e como podemos ver no quadro 6.10, se estas medidas fossem implementadas seria possível cortar a despesa pública entre 2701 e 5457 milhões de euros, o equivalente a 3,3% e 6,7% da despesa total do Orçamento do Estado em 2010. Estes valores correspondem ainda, respectivamente, a 1,6% e a 3,26% do PIB. Ou seja, valores que não são, de modo algum, insignificantes. Isto mesmo sem termos de cortar salários na função pública ou reduzir substancialmente as principais prestações sociais”. Como se vê é possivel cortar a despesa pública.Porque é que o “governo” não implementa as medidas preconizadas pelo “ministro” Álvaro Santos Pereira? A resposta foi-me dada por um Deputado do CDS – ” Devido aos interesses instalados”. E posso provar o que escrevo.

  6. Aníbal,

    Não sabendo a que medidas se refere, só lhe posso dizer que esses montantes médios são o que vamos ter de cortar para ter um défice de 2,5% até 2014. Mais nada. Além disso, o problema do défice não é aritmético, é moral. Se não cortarmos em funções sociais e em salários, ou seja, se não retirarmos poder ao Estado, não resolvemos nada. Só garantimos que, assim que alguém nos quiser oferecer dinheiro, voltamos outra vez ao mesmo.

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