Reduzir a despesa não basta. È necessário punir a acumulação de riqueza

O deputado do CDS/PP Ribeiro e Castro defendeu hoje que o governo deve fazer um “esforço musculado” para reduzir a despesa pública e admitiu estar de acordo com algumas propostas da CGTP, para maior tributação do capital.

Parece que o aumento de impostos apenas é indesejável e contraproducente quando nos atinge. Quando a extorsão fical apenas afecta terceiro já náo há qualquer problema. Neste ponto Ribeiro e Castro e a CGTP parecem estar de acordo.

21 pensamentos sobre “Reduzir a despesa não basta. È necessário punir a acumulação de riqueza

  1. paam

    É do conhecimento geral que a Suiça e o Luxemburgo também perseguem os ricos. Por isso é que são países ricos.

  2. Rafael Ortega

    Impostos sobre o juros de depósitos bancários são um nojo. Isso sim devia ser anticonstitucional.

    “Ai estás a poupar? Queres guardar o teu dinheiro? Não sabes que o Estado é que sabe o que é bom para ti?”

    este Governo “liberal” já vai em 5% de roubo sobre o produto das poupanças dos portugueses.

  3. altc

    Na óptica de um liberal serão, e na falta de alternativas, preferíveis impostos sobre o rendimento ou sobre o património?
    Quem deve ser tributado preferencialmente: os “ricos” ou aqueles que aspiram a sê-lo?

  4. Miguel Noronha

    Faltam alterantivas?

    A tributação não deve ser punitiva. Não deve servir para corrigir comportamentos nem socialmente motivada. Apneas pretender cobria a despesa do estado. A escolher um único imposto deitando os outros fora escolhia o IVA. A taxa única e o mais reduzida possível. É claro que primeiro era necessário reduzir substâncialmente o estado. Que será o primeiro passo a dar e onde há “pano para mangas”.

  5. lucklucky

    No que é que o PCP e o CDS verdadeiramente diferem? Nada de muito importante: não há discordâncias sobre o SNS, sobre a Função Publica, Sobre a Educação – aqui o CDS gosta de dar a escolas ditas “privadas” umas migalhas, o PCP gosta ter muitos sindicalistas a servir-se do dinheiro dos impostos … mas no essencial quer o PCP quer o CDS estão de acordo com o que o Kremlin da 5 de Outubro fez, tem feito e fará que é a engenharia social para a igualdade mediocre…
    E assim temos mais uma próximidade entre o CDS e o PCP.

  6. APC

    “Na óptica de um liberal serão, e na falta de alternativas, preferíveis impostos sobre o rendimento ou sobre o património?
    Quem deve ser tributado preferencialmente: os “ricos” ou aqueles que aspiram a sê-lo?”

    Ricos? Só ricos têm produtos de poupança? Ou agora quem conseguiu poupar em unitlinked’s, ppr’s, op capitalizações, fundos, etc etc. são só ricos? A classe média responsável também vai levar, como sempre.

    E há alternativas, quanto do ajuste foi feito pelo lado da despesa quando comparado com o lado da receita? Pois…

  7. APC

    Em todo o caso, é só mais uma razão para se investir em metais preciosos e cagar nas seguradoras e bancos, até se lembrarem de começar a confiscar e proibir, se continuarmos nestas brincadeiras socialóides não tardará muito ao Hollande, Seguro e Cia. lembrar-se que essa gentalha rica que se lembra de poupar dinheiro para um dia menos bom fora do sistema bancário deve pagar a crise deles.

  8. altc

    Se calhar exprimi-me mal, não disse (ou não quis dizer)que não havia alternativas, disse, ou quis dizer, não havendo alternativas. Era uma questão teórica.

    Miguel Noronha:

    Estamos de acordo quanto aos impostos servirem unicamente para suportar a despesa do Estado (que deve ser a menor possível). Estamos de acordo quanto a uma taxa única de um imposto sobre o consumo (chame-se IVA ou outra coisa qualquer) e o mais reduzida possível.

    Mas o meu ponto é: colocados perante rendimento e património o que é que se deve proteger (fiscalmente falando) preferencialmente?

    APC:

    Todos temos um determinado grau de riqueza e existe sempre quem esteja um grau abaixo. É legítimo o Estado, via tributação e uma vez que os impostos sobre o património são substancialmente mais baixos que os que impostos sobre o rendimento, proteger quem está num determinado patamar de riqueza e impedir outros que estão num patamar inferior de subirem para um patamar superior ao retirar-lhe uma parte substancial do rendimento que lhe permitiriam fazê-lo?

    É legítimo o Estado sob a capa da progressividade dõ imposto sobre o
    rendimento esconder aquilo de verdadeiramente se trata: de uma regressividade dos impostos sobre o rendimento?

  9. Miguel Noronha

    “Mas o meu ponto é: colocados perante rendimento e património o que é que se deve proteger (fiscalmente falando) preferencialmente?”
    Em princípio o patrimonio já foi adquirido com rendimentos que já foram sujeitos a imposto. E por sua vez já foram sujeitos a impostos na altura da sua aquisição. Parece-me preferível taxar o rendimento.

  10. Pisca

    Expliquem-me devagar que idade já não ajuda, duas situações

    – Se um fulano for gerente/dono de uma empresa tiver um salário declarado de 20.000 euros mensais e a empresa o poder suportar, vai pagar 40 e tal % de IRS, mais a respectiva Seg.Social ele e a empresa, portanto tudo bem (isto é um faz de conta nenhum parvo vai nisso é obvio)

    – Se um fulano nas mesmas condições, gerente/dono, declarar um salário de 500 euros, já se sabe que terá um IRS de 0 e a Seg.Social uma ninharia, mas como saca uma guitas da caixa e do banco (qualquer contabilista de meia tijela faz isso), mais uns carritos para a famlia e faz umas aplicações bancarias mais uns depositos bem remunerados, então já não deve ser taxado (ai, ai coitados dos investidores e oficios correlativos)

    É assim ?

  11. Miguel Noronha

    Se o esquema é assim tão fácil admiro-me como é ainda estamos todos ricos! Ou então estão a guardar o principal segredo só para si.

  12. Ricardo C.

    “Parece que o aumento de impostos apenas é indesejável e contraproducente quando nos atinge. Quando a extorsão fical apenas afecta terceiro já náo há qualquer problema. ”

    E a melhor prova é precisamente a postura da CGTP perante cenários semelhantes: para eles, aumentar a TSU dos “trabalhadores” que lhes pagam quotas é uma monstruosidade. No entanto, a mesma CGTP defendeu e defende aumentos de “TSU” quase 10 vezes superiores para os trabalhadores independentes e acha que “é para o bem dos mesmos” como me afirmou por escrito um responsável da central quando confrontado com a barbaridade que defendiam. Além de ignorar que os segundos ainda vão pagar impostos sobre as contribuições.

    Julgo ser lícito concluir que a esquerda sindical teme quem tem iniciativa, quem se esforça por subir na vida por sua conta e risco e… quem não lhes paga quotas.

  13. Carlos

    Olá!! Quando no CDS já se atacam uns aos outros, é porque estamos próximos do fim. Esta maioria já fez mais pela esquerda do que em muitos anos fez o próprio Cunhal…

  14. lucklucky

    Até parece que a esquerda tem uma pêra doce nas mãos… A esquerda de hoje só gosta afagar o ego em ONGs e Fundações as entidades para distribuir dinheiro e assim se sentir simpático consigo mesmo.

  15. jose

    “taxa sobre as transações financeiras de 0,25%”. Existe em FRANÇA, esse paraíso comunista. Lá é de 0,20 de facto, mas existe e parece que o mundo não ruiu. Aparentemente renderia 2000 milhões, também segundo consta, metade do que o Sr. Gaspar precisa.

    Será injusto taxar extraordinariamente (+10%) os dividendos de acções, quando comparado com uma subida de IRC, IVA ou da TSU, sobrecarregando mais uma vez os rendimentos do trabalho e os que têm menos?

    Não vi nenhuma proposta sobre juros de depósitos, mas aqui os comentadores não tiveram grande pejo em inventá-la.

    Em relação ao primeiro comentador e sobre a Suiça, não deixa de ser interessante esta noticia:

    http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=59655

  16. paam

    Caro José,

    Essa é uma das coisas boas que a Suiça tem. Um Cantão pode votar a favor de uma medida e outro pode votar contra. Assim, Bern não aprovou essa medida com 66.5% dos votos enquanto Basel-Landschaft aprovou. Dos 26 Cantões apenas 4 aprovaram essa medida. E os primeiros três que aprovaram essa medida perderam metade dos milionários estrangeiros.

    Por exemplo, em França, um casal com um património avaliado em 16 milhões e um rendimento de 750.000 euros pagaria 500.000 euros em impostos. Na Suiça pagaria 40.000 euros. Para onde é que acha que esse casal vai?

    Essas medidas extraordinárias com resultados aparentes depressa se vão revelar medidas permanentes com resultados desastrosos.

  17. José, o imposto sobre rendimentos de capitais (inclui juros de depósitos) era 10% há pouco mais de um ano, foi aumentado para 25% entretanto e passará para 26,5% se calhar ainda este ano. Mais: quando passou de 10% para 25% foi com efeitos retroactivos ao início de 2011. E é isto.

  18. jose

    Não duvido desses valores, apenas refiro que nas propostas da CGTP às quais o Ribeiro e Castro se referiu esse assunto não é mencionado.

  19. Rafael Ortega

    Jose,

    A medida de aumentar o roubo sobre os juros dos depóstios existe. A comunada da CGTP não se pronunciou contra. Logo concorda.

    Além disso, tendo em conta que o post fala de um deputado do CDS, faz sentido discutir medidas de saque sobre as poupanças implementadas por um Governo do qual o CDS faz parte.

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