Uma senhora escritora e poetisa e mulher de esquerda recusa receber um prémio das mãos de Passos Coelho. O que é uma sorte para Passos Coelho.

Uma autora que considera o actual governo o causador da pobreza que vai sendo mais abrangente em Portugal é uma criatura ou profundamente ignorante ou profundamente burra. Se não sabe que foi a esquerda que a acolhe ideologicamente que faliu o país, que pegou num nível de dívida pública sustentável em 2005 e o aumentou para mais de um ano inteiro de produção nacional em 2011, desbaratando o dinheiro em PPP, Parque Escolar, Magalhães, auto-estradas redundantes, aeroporto de Beja e mais um par de botas ficando, depois, sem dinheiro para o essencial, devia pelo menos ter pudor do nível de ignorância e ficar calada. Por muitas críticas que o actual governo mereça, não merece nunca o da autoria do descalabro do país. A autora, que com o seu voto e o seu apoio coerente deve ter contribuído para as políticas que nos faliram e agora e antes nos espoliam dos recursos que geramos, tem mais culpa da situação actual do que o governo. Em boa verdade, Passos Coelho é que devia recusar-se a entregar um prémio a alguém que apoiou a destruição do país.

Mas percebe-se. A coerência não promove vendas de livros, pelo que a autora devia necessitar deste chamariz publicitário para aumentar as vendas da sua obra.

31 pensamentos sobre “Uma senhora escritora e poetisa e mulher de esquerda recusa receber um prémio das mãos de Passos Coelho. O que é uma sorte para Passos Coelho.

  1. tina

    “Em boa verdade, Passos Coelho é que devia recusar-se a entregar um prémio a alguém que apoiou a destruição do país.”

    Concordo.

  2. EMS

    Só uma modesta pergunta. O que os leva a crer que alguém por repudiar o atual primeiro ministro tenha que ser necessariamente apoiante do Socrates?

  3. asa

    Para além da ignorância,

    Também diz que uma manifestação deve originar a demissão do governo, assume (presumo) que a manifestação é só composta pela a esquerda.

    No 25 de Abril as grandes manifestações populares, não se traduziram numa vitória estonteante da esquerda, muito menos do PCP.

  4. rrr

    estou com o EMS neste caso.Maria Joao, pode ser ingenuidade minha, mas a escritora referia-se não á destruição do passado, mas sim a que está agora a ser feita.Para mim isto seems legit

  5. Pingback: A Maria João Marques será uma criatura? – Aventar

  6. Trinta e três

    Pelos vistos, há por aqui quem pense que a crítica à ação do atual governo é um exclusivo da esquerda. Pelos vistos, há quem imagine uma disneylândia e a confunda com o país.

  7. Antes de atribuir a “culpa” da crise à esquerda (ou direita) é bom olhar o histórico do défice… A linha sobe sempre, e desde há muito tempo. A “linha” é constante, independentemente dos governos que lá estiveram…

  8. lucklucky

    “Pelos vistos, há quem imagine uma disneylândia e a confunda com o país.”

    Você e quiçá a autora devem ser alguns deles. Deve achar que a Dívida passar de 15% em 1974 para 120% em 2011 consequência de sucessivos défices cada ano, é uma mera montanha russa na disneylandia sem implicações algumas.
    Talvez se o dinheiro da troika desaparecesse – na verdade só prolonga a agonia e mentira em que os portugueses vivem – talvez começassem a perceber… e daí não sei, a capacidade para as pessoas se auto enganarem nunca deixou de me surpreender.

  9. Joshua

    @lucklucky você continua a apostar na velha k7 do situacionismo de que a dívida pública é o maior dos nossos pecados. A dívida pública é um efeito, não a causa. dos nossos problemas económicos.

  10. Trinta e três

    Lucklucky: Desta vez a sombra foi mais rápida e saiu pólvora seca. Aponte aí as fantásticas medidas deste governo (QUE NEM TODA A DIREITA APOIA) que permitem resolver o défice e garantir que o país se organiza em moldes alternativos para não se repetir o disparate. Pode começar a lista, pelas medidas que dão autoridade moral ao governo para exigir sacrfícios à população mais desfavorecida do país.

  11. Ala que se faz tarde

    Os fachos estão em pânico. MJM, a mulher tem idade para te dar umas valentes galhetas na cara!

  12. Euro2cent

    Não sei do que a triste criatura se queixa. Escreveu para destruir o país que existia em 1970. Vitoriosa, trouxe-nos a isto que temos em 2012.

    Agora está mal?

  13. jose mota

    o Saramago tb emigrou qdo a direita chegou ao poder. E alguns anos depois opinou que a esquerda portuguesa era a mais estúpida do mundo.

  14. jose mota

    quer sejam de esquerda ou de direita, quer seja com a troika ou sem a troika, quer seja dentro ou fora do euro, os salários dos portugueses vão perder 20 a 30% nos próximos anos…e se mantiverem o emprego já será muito bom. Como dizia o outro habituem-se que os tempos são outro. Acabou-se o pilim…

  15. JS

    Poetisa, “um juri de poetas, os meus pares”. Misturadinha com política. Vulgo a poetisa … engageé.

    “La poésie engagée est un genre de poésie qui se met au service d’une cause (politique, culturelle ou encore religieuse) et invite le lecteur à la réflexion ou à l’action en faveur de celle-ci.” in wikipedia

  16. paam

    Peçam ao José Sócrates para vir entregar o prémio à senhora. Depois aproveitem e reservem uma cela. Resolvem-se dois problemas de uma vez.

  17. Lobo Ibérico

    @Ala que se faz tarde,

    “Os fachos estão em pânico. MJM, a mulher tem idade para te dar umas valentes galhetas na cara!”

    Vai uma pastilha Rennie?

    Nos Estados Unidos, há chalupas que vêem o Elvis em todo o lado.
    Em Portugal, há chalupas que vêem o Salazar até numa torrada. Merecia tornar-se case study clínico.

    E nada como sacar de “fascista”, “fascizóide”, “facho” quando se fica sem argumentos.

    Ass: um anarquista.

  18. lucklucky

    “@lucklucky você continua a apostar na velha k7 do situacionismo de que a dívida pública é o maior dos nossos pecados. A dívida pública é um efeito, não a causa. dos nossos problemas económicos.”

    Discordo. A Dívida Publica é um efeito dos nosso problemas políticos. Do excesso de poder que os políticos têm.
    Do Regime Social-Populista que temos e que temos vive da compra de votos oferencendo prebendas ao povo, como é preciso oferecer sempre coisas ao povo acabou-se por ir buscar ao futuro.

    “Lucklucky: Desta vez a sombra foi mais rápida e saiu pólvora seca. Aponte aí as fantásticas medidas deste governo (QUE NEM TODA A DIREITA APOIA) que permitem resolver o défice e garantir que o país se organiza em moldes alternativos para não se repetir o disparate. Pode começar a lista, pelas medidas que dão autoridade moral ao governo para exigir sacrfícios à população mais desfavorecida do país.

    Tirando os cortes de pensões e salários da função publica que foi a única coisa relevante que cortou do despesa do estado nenhuma. Não fez nada, se você tivesse seguido os meus comentários por aqui saberia que eu acho este Governo um desastre. Só acho que 99% dos que o criticam ainda piores, pois nem fazer contas conseguem ou querem.

    Já disse, não sei se foi aqui que enquanto os criticos de agora e o anterior Governo levariam o país a bater na parede a 200km/h este leva a bater a 160km/h. Os resultados não são diferentes, pois este Governo continua reforçar o poder da economia política e dos estado aumentando impostos.
    Se Portugal quiser o nível de vida que tinha – ainda tem em parte pois a troika paga – com a dívida então tem de trabalhar mais e melhor porque viver da dívida a aumentar acabou.
    Finito, Kaput.

    E quando eu digo “acabar de que viver da dívida a aumentar” estou a dizer que terá de parar um hábito com mais de 30 anos e que vem desde do início do regime. Estou a falar de algo que já tem gerações.

  19. tina

    “o Saramago tb emigrou qdo a direita chegou ao poder. E alguns anos depois opinou que a esquerda portuguesa era a mais estúpida do mundo.”

    E també ficou a dever quase 1 milhão de euros ao fisco espanhol!

  20. tina

    “Não fez nada, se você tivesse seguido os meus comentários por aqui saberia que eu acho este Governo um desastre”

    Então o que é que aconselha, sem ser as PPPs e as privatizações em que o governo está emprenhado?

  21. Joshua

    “Discordo. A Dívida Publica é um efeito dos nosso problemas políticos.”
    Como é que discorda se confirma que a dívida é um efeito?

    “Do excesso de poder que os políticos têm”
    O problema é que os mandatários do povo (os políticos) usam este poder em favor do interesse, não de quem os elegeu, dos grandes grupos económicos e financeiros.

    “Do Regime Social-Populista que temos e que temos vive da compra de votos oferencendo prebendas ao povo, como é preciso oferecer sempre coisas ao povo acabou-se por ir buscar ao futuro.”
    De facto, o nosso povo vive maravilhosamente “bem” com as prebendas que os políticos dão. De realçar, que temos dos melhores salários médios e um índice de desenvolvimento humano no top 5. Agora o povo tem de pagar por todo estes desenvolvimento económico e social. Amigo, ainda acredita nesta propagandice? Ou é só preguiça intelectual?

  22. p D s

    “(…)a criatura ou profundamente ignorante ou profundamente burra. Se não sabe (…)” devia aprender com a Maria João Marques.

    Sim, porque a Maria João Marques é que sabe.

    Sabe de deficit, sabe de literatura, sabe de mulheres ignorantes, sabe de venda de livros…

    aposto que até tambem sabe de Submarinos, não ?
    e de pagamentos duplicados á Lusoponte, sabe?
    e de acessores do governos com os Subsidios todos pagos, sabe?
    e tb deve saber TSU que nem os empresários (esses cómunas!) sabem aceitar….não sabe ?

    é memo caso para dizer : Tu sabes é muito ….!!!

  23. lucklucky

    Tina uma data de pessoas principalmente no Estado têm de deixar o que estão a fazer.
    As leis têm de ser todas simplificadas, os impostos deveriam de ser flat rate em percentagem e igual para tudo.

    O mais importante é não penalizar as pessoas que fazem e criam fora da Economia Política. Seja trabalhadores ou empresários.
    Eu considerava acabar com qualquer impostos que penalize a actividade económia, por exemplo IVA, IRC deveriam acabar ou diminuir drásticamente.
    Por exemplo as empresas que aceitarem e trabalhadores que aceitarem reduzir horário para receber um funcionário publico têm desconto nos impostos no valor do ordenado desse funcionário publico.
    Os Hospitais, escolas passam para fundos em que cada português tem uma percentagem e passam a ser geridos pelos próprios, idem para as universidades. Fecham a maior parte dos Ministérios. Não há concessões do estado português que vão directamente para o erário publico, todas as receitas de eventuais riquezas naturais e direitos como frequências de telecomunição vão para os portugueses. Eles depois, todos pagam imposto respectivo.
    Mas isto é como dizem os ingleses pipe dream a maior parte dos portugueses aceita o sistema que tem que está adoptado ao modus operandi da sociedade portuguesa.

    Joshua
    Problemas políticos, você falou de económicos.

    “De facto, o nosso povo vive maravilhosamente “bem” com as prebendas que os políticos dão. De realçar, que temos dos melhores salários médios e um índice de desenvolvimento humano no top 5.”
    -Que interessa se é rico, pobre ou remediado? O nível de gastos é muito superior à produção. O problema existiria tanto seja podre de rico como ao mais infeliz pobre.

    “Agora o povo tem de pagar por todo estes desenvolvimento económico e social, Amigo, ainda acredita nesta propagandice?”
    Havia de ser quem? extraterrestes? a senhora Merkel?? O desenvolvimento de Portugal é pago claro pelos portugueses, se estes quiserem mais desenvolvimento. Até podem não querer, mas os Governos são livres de endividar os portugueses sem limite, logo têm de aguentar todas as ideias chanfradas que os políticos têm.
    “Ou é só preguiça intelectual?”
    – Pelos vistos para si o aumento de Défice e consequente Dívida não trouxe riqueza – temporária- mas você protesta contra a sua não repetição porque tira riqueza e depois eu é que tenho preguiça intelectual?
    Sócrates em 5 anos injectou mais de 80 mil milhões de Euros na economia ao bater os records de venda de dívida, se formos ao record de defice do último ano de Sócrates com a inestimável ajuda do PSD à volta de 11-12% quer dizer entre 22-24% do gastos do estado foi dinheiro pedido emprestado. Esse valor de défice foi quase 1/4 dos ordenado e pensões. Equivalente a mais de 3 ordenados.

  24. Firmino

    Falar mal do governo,é muito fácil, nenhum político faz medidas de austeridade porque lhe apetece, ou porque quer ferrar o povo, são medidas necessárias, se é que não sabem ser neutros e olhar para o que está a se passar no país desde o inicio, esta crise não é desse governo e nem é uma coisa actual, estourou nas mão deste governo o que é muito diferente, portanto, ao invés de milhares de pessoas irem as ruas a insultar o governo porque não se juntam a todos para resolver o problema que só ele é quem está tentando resolver, vocês pensam que outro governante, outro partido substituindo Passos Coelho vai resolver os problemas dos outros, kkkk só podem está a gozar com a minha cara, pois se esse governo cair ai sim é que a porca vai torcer o rabo e Portugal afunda de uma vez por todas, pois para ficar bem com o povo significa soltar a torneira financeira, então meus caros é melhor vocês sumirem para outro país pois, não devem ser deste planeta.
    Pronto, falei!!!!!

  25. @ lucklucky
    O que dizes é verdade e toda a gente com algum bom senso reconhece que “o problema” vem de longe, tendo sido criado por sucessivas governações despesistas ou más gestoras (de diferentes quadrantes políticos). Não obstante, existem pessoas, entre as quais me incluo, que consideram que até mesmo este governo está a omitir aspectos fulcrais da questão. Refiro-me à necessidade de uma reforma profunda do estado. Torná-lo minimalista e “simplificador”. Extinguir serviços e preceitos legais obsoletos que complicam a vida (e a economia).
    Enquanto o estado continuar a custar tanto dinheiro não teremos “vida”. Quantas cidades existem no mundo com mais de 10 milhões de pessoas? Com a nossa economia débil jamais poderemos pagar a estrutura pesada que nos administra.

  26. António

    Vamos ver se a digníssima escritora também recusa o cheque que lhe vão enviar pelo correio ou o distribui pelos pobres, desempregados ou (outros) reformados respeitando as suas inabaláveis convicções. Aposto que irá optar por uma terceira hipótese.

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