As reservas morais da Nação começam a posicionar-se

António Capucho: “Pode ser preciso um governo de salvação nacional, mas sem Passos Coelho

Não se sabe muito bem as alternativas propoem. Apenas o recuo “[n]algumas das (…) medidas de austeridade”. Preferêncialmente naquelas que chocam como os seus “direitos adquiridos”. Cortar na estado é que não. Fazem-se uma meia-reformas, arranjam-se uma receitas extraordinárias e empurra-se a bancarrota mais uns anitos para a frente. Quando passaram pelo governo fizeram exactamente isso e conseguiram enganar os tipos

11 pensamentos sobre “As reservas morais da Nação começam a posicionar-se

  1. JS

    Governo de salvação nacional ? … uma Super-Troika.
    A “prata da casa” não tem força para arrumar a loja.

  2. Paulo Pereira

    Dada a extrema incompetência deste governo, só resta a alternativa de um governo nacional sem Passos.

    Será fácil fazer melhor do que este governo bacoco .

  3. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira (4),
    O que é isso de um “governo nacional”?
    Quem escolheria o Primeiro-Ministro? Quem escolheria os Ministros e Secretários de Estado? Cada partido político teria uma “quota” de lugares no Governo?
    Quem escreveria o programa desse Governo? Quem decidiria quais as prioridades?
    O que aconteceria quando alguém não concordasse uma das medidas do Governo? Quando 100.000 não concordassem com uma medida do Governo? Quando 500.000 se manifestassem contra uma ou mais medidas do Governo? Ou as manifestações contra o Governo seriam proíbidas?

    Todos os governos que resultem de eleições livres são governos “nacionais”. Goste-se ou não do resultado das eleições, goste-se ou não de quem faz parte do Governo e faça ou não o que prometeu.
    Um Governo que resulte da negociação entre os vários partidos e corporações seria o pior que poderia acontecer a Portugal pela simples razão de que a única forma de se entenderem seria distribuir dinheiro por todos eles. Dinheiro que não temos.

    É necessário reduzir a despesa pública anual em milhares de milhões de euros. Como outros já escreveram antes de mim, quem se queixa das opções do Governo só tem que apresentar medidas alternativas concretas e quantificáveis, para ver quem concordaria com elas.
    Até haver possibilidade de consenso sobre essas medidas, a ideia de um “governo de salvação nacional” é tão estúpida quanto aumentar o investimento público para “promover o crescimento económico”.

  4. Paulo Pereira

    JAL,

    Dezenas de vezes existiram por esse mundo fora governos Nacionais de grandes coligações parlamentares em momentos difíceis !

    O PM resultaria de um consenso e o resto do governo também .

    O programa teria como base a redução da despesa publica através da simplificação do estado com redução de pelo menos das enristes e chefias, em simultâneo com o relançamento da economia , através da redução de impostos sobre as empresas , credito bonificado aos sectores transacionaveis e mudanças no ensino e investigação superior públicos direcionando-os para o desenvolvimento economico.

    Passaria também por uma renegociação dos juros e prazos da divida publica .

    Reformas na justiça e defesa seriam também prioritárias assim como cortes nas PPPs , RTP’s e EDP’s .

    Ao fim de 2 ou 3 anos eleições normais !

  5. Joaquim Amado Lopes

    Paulo Pereira (7),
    Bem, pelo menos respondeu a uma pergunta: quem escreveria o programa de governo seria o Paulo Pereira, embora me pareça que faltam detalhes sobre quais seriam as reformas em concreto. E, sobre a redução da despesa pública, li num sítio qualquer qual é a opinião dos juízes sobre essa matéria, pelo menos no que lhes toca a eles.

    Quanto ao consenso sobre o PM e resto do Governo, também não me parece que o Tim Burton aceite.

    E boa sorte em encontrar consenso para o despedimento de milhares de funcionários públicos. Já agora e caso o conseguisse, qual acha que seria a poupança dessa medida no curto e médio prazos, depois de contabilizadas as indemnizações e subsídios de desemprego?

  6. Paulo Pereira

    JAL,

    Já reparou que o deficit em Espanha vai ficar acima dos 6% e que nada acontece , e que a Grecia continua a receber os euros da troika ?

    Já reparou num padrão ?

    A redução da despesa pública tem de ser feita pela simplificação de todo o sector publico e corte feroz na despesa superfula, não pelos cortes no estado social como os neoliberais defendem !

    Não adianta continuar com a histeria da austeridade porque só dá asneira ! A macroeconomia é como o algodão , não dá para inventar !

    Não é necessário despedir funcionários do estado , apenas proibir todas e quaisquer contratações, incluindo recibos verdes e prestações de serviços.

    Forçar o deficit é uma infantilidade , não resulta , como se comprova em inumeros exemplos por esse mundo fora !

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