Pedro Quartin Graça fez uma perguntinha apenas: Algum Governo de Portugal (ou actual de Passos ou o anterior, de Sócrates) fez alguma tentativa, uma tentativa que fosse, de tentar obter financiamentos em outros locais do mundo? E se o fez (coisa que, sei, não aconteceu), qual era a percentagem de juros a pagar? E qual o seu prazo? E não me venham com histórias de que não existia mais ninguém que nos emprestasse dinheiro. Só de memória lembro-me de, pelos menos, 3 países que se colocaram à disposição para o fazer ou ajudar. E pela Ásia têm a certeza de que não havia MESMO ninguém que o fizesse?
Quem acompanhou os dias finais do governo Sócrates sabe a quantas portas ele andou a bater. Por isso, a resposta é simples: não, já não havia e em Junho de 2011 a República Portuguesa ia mesmo incumprir (adoro este Doublespeak) o pagamento de obrigações com maturidade nesse mês.
Pena é que perante a situação actual a pergunta não seja sobre cortes de despesa – pensões, salários de milhares de Euros sem justificação e muito acima do pago aos congéneres Europeus, regalias diversas, desigualdade em direitos de saúde e reforma, … – mas sim sobre novos créditos. Some habits die hard.
a malta acha que a dívida soberana é vendida por uns tipos de cartola que fumam charutos…
(explicava a mania pela “auditoria”)
O pior é ver ainda por aí quem ainda quer depender à custa dos outros.
São só 78.000.000.000 (setenta e oito mil milhões de euros). Com o nosso historial recente de bancarrotas e défices os candidatos até deviam fazer fila.
Vivendi,
Sim, isso é o que mais custa.
Paam,
Exacto…
Mas alguém empresta dinheiro a um país que tem gajos que acreditam piamente que “dívidas não são para ser pagas” ?? Enfim.
A compra da dívida é um processo totalmente mundializado e acessível a qualquer país e entidade. No nosso caso, o Sócrates pediu especificamente ao Brasil e à China para comprarem a nossa dívida. Ora acontece, que esses países não fariam empréstimos a 2 ou 3 % se tinham oportunidade de o fazer a taxas correntes de 7 ou 10%. É a diferença com os tugas que não se importam de fazer uns brilhantes com o dinheiro que não têm!
Exacto Sérgio. E os juros a pagar correspondem à média das melhores ofertas aceites — ou seja, de quem _mais_ acredita na capacidade do Estado Português cumprir com as suas obrigações. Dito de outra forma, todo o resto do mundo exigia mais dinheiro para ver-se entalado com dívida portuguesa. Mas sim, se alguém havia alguém para enganar.