Espero que amanhã os milhares(?) de manifestantes tenham suficientes tomates (ou ovários!) para exigir o fim do recurso ao crédito do fundo gerido pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia (troika).
Depois, não havendo outros credores dispostos a financiar o Estado português, o défice terá, em 2013, de ser nulo. Zero! Já no ano passado defendi este caminho.
E, para atingir tal objectivo, o caminho provável será a saída (não voluntária) do euro e consequente adopção de nova moeda (exemplo: “escudo 2”). Depois é só ir desvalorizando…
E, para atingir tal objectivo, o caminho provável será a saída (não voluntária) do euro e consequente adopção de nova moeda (exemplo: “escudo 2″). Depois é só ir desvalorizando…
Que solução mais disparatada….
BZ espera que os outros façam…
Depois é só ir desvalorizando…
Levando a uma enorme perda do poder de compra, por via da desvalorização/inflação, e à diminuição brutal da procura no mercado interno que gerará um efeito dominó com o aumento das falências e do desemprego. Sem acesso a crédito, ou acesso com juros elevadissimos, a economia estagnará ou entrará em depressão causando o colapso do sistema bancário e financeiro. Com a moeda desvalorizada as matérias primas ficarão mais caras e, entre estas, o crude, o que levará a um aumento generalizado dos custos de produção/distribuição que se traduzirá num aumento generalizado dos preços de todos os produtos e serviços. O Estado verá a receita diminuir e a despesa aumentar drasticamente o que levará a reformas forçadas através de despedimentos, cortes nos salários e pensões, degradação dos serviços, aumentos de impostos, nacionalizações, etc. Haverá instabilidade política e social que poderá acabar da pior maneira possível, com a instauração de uma ditadura militar. Entretanto a imigração será substituida por um verdadeiro exôdo.
Penso que é mais ao menos isto o que acontece se mandarmos lixar a Troika e se não efectuarmos, atempadamente, as reformas necessárias.
Afinal, por enquanto, é só fumaça… PS (33,7%) : PSD (33%), no expresso. Talvez lá para o final do ano “o sol venha a brilhar para todos”
os capatazes começam a ficar nervosos
BZ
O motivo principal da manifestação surgiu a partir da actuação do governo e dos actores principais PM e ministro das finanças.
Que alguns partidos proponham desviar a bússula para a troika e os credores, e surfar na conjuntura nacional, é possível.
Dizer que a maioria vai nesse equívoco, não me parece.
Mas vamos ver amanhã.
Ana
Tá a brincar, oh agfernandes? O título da manifestação chama-se “Que se lixe a troika – queremos as nossas vidas”.
Mas hey, eu até considerei ir lá, não fosse a enorme inclinação política (e não económica) da manifestação. Apareceria com um cartaz a dizer:
“Coelho, chupista, afinal és socialista!”
Eu vou. Já foi tempo de me preocupar com essas paneleirices de ser o BE ou a CGTP ou o que for, estes gajos precisam de ver gente na rua para começar a ter medo e tento na língua e no fisco.
Alguem, em seu perfeito juízo, saberá explicar isto?
Mário A. Lopes
É verdade. O slogan dos organizadores de uma das convocatórias é mesmo esse “Que se lixe a troika”, mas um deles admitiu hoje que há vários grupos que eles até desconhecem a convocar manifestações, logo mantenho a minha ideia: a maioria não me parece que caia nesse equívoco. Vamos ver hoje.
Ana
Entretanto não muito longe de aqui,
http://www.currentconcerns.ch/index.php?id=1348
A maioria dos “milhares(?) de manifestantes” que saíram à rua hoje aguentam o sacrifício imposto pelo resgaste. Não suportam é a consequência do “criar almofadas”, do experimentalismo, do discurso pseudo-reformista que nada reforma, antes reparte, do paleio e das ideias sussurradas pela legião de jovens turcos recrutados nas fileiras das jotas, cheios de ideias neotontas, mas desprovidos de curriculum, experiência ou humildade (que ajudam a furar o tecto da redução da despesa)
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