Indignação fora de horas

Sábado há manif e, por isso, como sempre acontece em vésperas desse tipo de acontecimentos, sucendem-se os anúncios de participação pelo facebook. Mas desta vez há uma novidade: esses anúncios não se vêem apenas nos perfis dos manifestantes profissionais com lugar cativo, mas de muitos que habitualmente não escolhem esse caminho. Sem questionar a legitimidade da participação daqueles que outrora rejeitavam a rua como argumento e até se mostravam críticos dessa forma de expressar descontentamento, não posso deixar de questionar o timing. Afinal, durante 6 anos tiverem mais e melhores motivos para o fazer e quem merecesse mais os seus gritos de ordem e os seus cartazes de indignação.

6 pensamentos sobre “Indignação fora de horas

  1. Pedro Santos

    Se calhar as pessoas fartaram-se, ou isso não é possível e toca a comer, comer e mais comer e calar? É que para muita gente, não é querer a esquerda no poder. Eu não quero. É apenas querer de uma vez por todas que haja um governo que seja capaz de honrar o contrato celebrado com quem votou nos partidos que o suportam.

  2. Eu não assinei contrato nenhum… e gostaria que ninguém assinasse por mim. Mas a verdade é que o fazem desde que me conheço como gente. Eu indigno-me, mas é contra a corja que continua a não querer que o estado me deixe em paz — mas sem ter de pagar mais nada, hein? (que pague eu, que não assinei nada)

  3. O Goncalinho tem razao. Onde esta o contrato e foi assinado por quem? E quando e’ que, DE UMA VEZ POR TODAS, o portugues medio DEIXA DE ACREDITAR que o proximo governo e’ que vai ser o “honrado”? Ha quantos anos estao a espera do dito governo “honrado”?

    A parte que mais “gostei” do comentario do amigo Pedro Santos foi a parte em que ele anseia pelo tal governo “capaz de honrar o contrato celebrado com quem votou nos partidos que o suportam”… Nao importa o que os que nao votaram nesses partidos querem, a esses o governo nao tem que honrar nada, so tem que pagar aquilo que os que votaram nos partidos do poder querem…

    Enfim, sao perspectivas…

  4. tina

    Bem, Sócrates conseguiu enganar o povo no primeiro mandato, aumentando até os salários da função púplica. Mal se viu obrigado a retirá-lo no princípio do segundo mandato, o povo saíu logo para a rua, na maior manifestação de sempre, a da geração rasca. As pessoas nunca gostam quando lhes vão aos bolsos. “Quanto mais me dás, mais eu voto em ti” é o único princípio que conta..

  5. Trabalhador que não quer pagar o almoço ao patrão, já lhe basta pagar ao obeso Estado.

    Eu até costumo estranhar quando a esmola é grande e me “oferecem” grandes almoçaradas.
    Agora percebo que a generalidade das pessoas gritem de indignação na hora de pagar
    e não tenho memória de o trabalhador pagar o almoço ao patrão!

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