Uma pergunta para os manifestantes do próximo Sábado

Em vez do aumento de impostos preferiam cortes na despesa pública? Ah, pois.

32 pensamentos sobre “Uma pergunta para os manifestantes do próximo Sábado

  1. Paulo Lopes

    A resposta é obvia: sim!! Eu não quero que me subsidiem em nada, quero é que não me sufoquem em impostos para que consiga pagar as minhas dividas com o meu trabalho!

  2. A questão resume-se a isso. Sinto alguma dificuldade em perceber certos protestos, exigindo mais Estado em todo o lado e ao mesmo tempo clamando por baixas de impostos!

  3. JoaoMiranda

    Preferiam o corte de um subsídio a um reset ao mercado laboral. Ou seja preferiam perder o dinheiro para o Estado em vez de o perder para a própria empresa.

  4. RC

    Não!

    Julgo ser preferível sacrificar o futuro dos meus filhos, para que os políticos possam ter aumentos de vencimento, para que as élites possam recuperar o capital que apostaram num banco manhoso, para que as empresas próximas do sistema possam ter os lucros garantidos pelos meus impostos e, acima de tudo, para que os filhos de todos eles possam ter à saida da universidade empregos de 5.000€ mensais pagos pelos contribuintes.

    No fundo, julgo ser essa a principal razão da “austeridade” e é esta atitude passiva que esperam de mim, como cidadão e contribuinte.

  5. Samuel

    Podia ser por exemplo uma auditoria à dívida, se tanto o interessa saber. Continuação de bons devaneios pseudo-liberalistas que a coisa anda a resultar bem. Até já têm folhas para todos os ministérios com instruções para responder às perguntas das pessoas sobre o aumento de impostos, o estalinismo voltou em força…

  6. 7anaz

    Só não irei estar presente numa das manifestações do sábado porque não me identifico minimamente com as ideias defendidas pelos seus organizadores, os sindicatos. A única coisa porque eles lutam, é por notoriedade e subsistência individual, pura e simples. Daí eles defenderem, hipocritamente, “não-soluções” salomónicas para a resolução deste assunto, quando nós todos sabemos que as alternativas às actuais medidas implicam a eliminação de muitos organismos de topo do estado, absolutamente supérfluos, com o respectivo despedimento em massa de toda aquela gente que suga a saúde dos contribuintes até ao tutano, e a rescisão unilateral pura e simples de todas as ppp´s e rendas absurdamente danosas para todos nós, invocando o legítimo contrato que o governo tem com o povo, em situação de falência do pais, acima de todos e quaisquer outros.
    Só por isso é que eu não vou a nenhuma manif.

  7. FilipeBS

    “Preferiam o corte de um subsídio a um reset ao mercado laboral. Ou seja preferiam perder o dinheiro para o Estado em vez de o perder para a própria empresa.”
    Boa! LOL!!!

  8. Miguel Noronha

    “Podia ser por exemplo uma auditoria à dívida”
    Ok. Presumo que isso resolva as necessidades de financiamento. Pode ser que os funcionários públicos e fornecedores do estado aceitem ser pagos em “títulos de auditoria”.

    “bons devaneios pseudo-liberalistas”
    Vá lá. Ao menos aceita que o aumento de impostos tem pouco a ver com o liberalismo.

  9. Miguel Noronha

    “Só não irei estar presente numa das manifestações do sábado porque não me identifico minimamente com as ideias defendidas pelos seus organizadores”
    Pois. O problema é que as alternativas dos “alternativos” são bem piores. Mas eles lá conseguem achar alguma lógica nas suas soluções

  10. Pedro Martins

    Sim…mas não sei se teria paciência para aberturas de telejornal e declarações de António José Seguro a dizer: “Sempre disse que este não é o caminho e que a prova disso são os resultados que conhecemos!”

  11. Miguel Noronha

    “Julgo ser preferível sacrificar o futuro dos meus filhos,”
    O fututo dos seus filhos já foi sacrificado quandos os governos anteriores nos enterraram em dívida. Mas na altura muitos foram os que aplaudiram essas “estratégias de crescimento”.

  12. 7anaz

    Digo-lhe mais! Sabe o que vou fazer como empresário? Vou devolver aos meus colaboradores, não os 5.75% que o estado diz que me devolve, mas os 7% que vai retirar-lhes a eles, porque a eles lhes é devido e ponto final. E sabe o que vai acontecer à empresa? O nosso mui amigo estado vai-lho retirar em sede de IRC, esse e se calhar bastante mais. Vamos aguardar pelo orçamento e depois voltamos a falar deste assunto.

  13. Miguel
    A pergunta não é essa. E o Miguel sabe muito bem que a questão não está essencialmente aí.

    As pessoas utilizam os meios democráticos ao seu dispor para chamar a atenção dos gestores políticos. É um dos meios, há outros, Petições, associações de cidadãos, movimentos de cidadãos, mas este é talvez o que lhes permite um escape emocional e um encontro com outros nas mesmas circunstâncias (escape emocional, empatia e sentimento de pertença).

    Penso que as mensagens não variarão muito destes temas: “não nos massacrem mais”, “basta”, “cortem agora noutro lado”, “vão a outros”, “comecem por vocês, já agora”, “reduzam o nº de deputados”, “reduzam o nº de assessores”, “reduzam o nº de câmaras municipais e mantenham as freguesias”, “não sustentamos RTPs, fundações, monopólios”, negócios ruinosos e pouco claros”, “queremos transparência”, etc. etc. Bem, talvez os termos sejam mais fortes, mas a mensagem será mais ou menos esta.

    Ou sinceramente acha que as pessoas não perceberam o que se está a passar neste momento? Qual foi a mensagem que o governo deu aos cidadãos? A mensagem errada. A mensagem que nunca deveria ter sequer revelado, pois o guião está lá inscrito (um dos guionistas até me parece ser António Borges, o dos baixos salários).
    Neste momento as pessoas já perceberam que têm de se defender dos gestores políticos, e isso é um dado perigosíssimo para a democracia, a total desconfiança relativamente aos seus representantes.
    Há passos em falso que se dão e têm efeitos devastadores. Numa altura sensível como a actual, era o último sinal que se poderia dar: “podes passar fome mais uns tempos para alimentar a máquina? Desculpa qualquer coisinha…”

    Uf! Já me estava a ver de megafone, mas escolho este meio: ocupar o vosso espaço insurgente uma vez mais.
    Ana

  14. 7anaz

    “O problema é que as alternativas dos “alternativos” são bem piores.”

    Acredite que eu me ri às gargalhadas quando nos “alterativos” vi o cgtp e o dom lourençote. Absolutamente deplorável. Mas simultaneamente é deplorável.

    “declarações de António José Seguro”

    Outra pseudo-alterantiva. O vazio de ideias deste senhor até me assusta, só de pensar que ele pode um dia chegar a ser poder neste pais. Aí faço como o outro, “piro-me”, que era o que ele (o outro) já devia ter feito depois de ter dito o que disse. Também, com o vencimento que deve ter, só deve compensar pirar-se, a partir do momento em que o trabalho para o rendimento dele próprio só começar lá para o dia 15 de dezembro…

  15. 7anaz

    “Penso que as mensagens não variarão muito destes temas: “não nos massacrem mais”, “basta”, “cortem agora noutro lado”, “vão a outros”, “comecem por vocês, já agora”, “reduzam o nº de deputados”, “reduzam o nº de assessores””

    Por acaso, não foi esse o teor de mensagem que já ontem vimos em reportagens de algumas manifestações de rua (vide arquivos dos jornais nocturnos das tv’s), o que leva a crer que as de sábado não diversificarão destas. Dai eu não por lá os pés. Quando fizerem uma manifestação de rua, silenciosa, com os motivos rigorosamente e devidamente anunciados, aí estarei presente.

  16. ElPibe

    É de facto uma pena que estas manifestações tenham sempre lá as carraças do costume (cgtp, be, pcp,…) mas isto para mim já ultrapassou essas questões. Calado é que eu não vou ficar.

    7anaz : está a confundir as coisas, a manifestação não é para apoiar os “alternativos”, é para condenar o que o governo está a fazer.

    Mais uma vez se vê que a cultura típica portuguesa arranja sempre uma justificação para a apatia.

  17. Samuel

    “Ok. Presumo que isso resolva as necessidades de financiamento. Pode ser que os funcionários públicos e fornecedores do estado aceitem ser pagos em “títulos de auditoria”.”
    Veja o que é o défice primário, que muitos anos tem sido positivo, imagine uma economia sem dívida, e depois veja o ridículo da sua afirmação.

    Em relação a não ser liberal, eu acho que tudo o que vocês propõem é pseudo-liberal, porque uma sociedade só é completamente livre se não houver órgãos de poder, se for anárquica. Talvez um dia se chegue lá. Pode ir ler Marx, é o estágio/estado final que ele propõe. Tendo em conta que vocês são direitistas em vez de anárquicos de esquerda (com os quais também não me identifico actualmente, mas um dia chegaremos ao tempo em que terão razão), só posso achar que são pseudo-liberais. Portanto, é sempre um mistério para mim descortinar se são a favor de diminuições de impostos ou da liberalização do aborto, porque deviam ser a favor de ambas…

  18. Miguel Noronha

    “Veja o que é o défice primário”
    Presumo que queira dizer o “saldo primário”. Já é negativo.
    Uma economia sem dívida (e aqui refiro-me tanto ao estado como aos privados) significa que se gasta apenas à medida das receitas (estou aqui a excluir o credito de curto praazo para suprir desiquilibrios pontuais de tesouraria). É isso que advoga?
    E entretanto é preciso pagar a dívida acumulada. Que foi contraida por govenos legitimamente mandatados para o fazer.

  19. Miguel Noronha

    ” Portanto, é sempre um mistério para mim descortinar se são a favor de diminuições de impostos ou da liberalização do aborto, porque deviam ser a favor de ambas…”
    Porquê? Sou a favor do primeiro e contra o segundo. E é uma posição que se encontra bastante bem fundamentada no liberalismo clássico.

  20. p D s

    E tu, Miguel ???

    Em vez das pessoas manifestarem livremente, honesta e genuinamente a indignação e descontentamento por mais medidas, que o Passos afirmou não serem necessárias…

    ….preferias palmas e mais vassalagem muda ?

    Temos pena…é que embora por vezes possa parecer…não somos, ainda, todos “alforrecas”!

  21. Miguel Noronha

    “….preferias palmas e mais vassalagem muda ?”
    Nem o Sr. PDS nem qualquer outra pessoa é obrigada a ler os meus post. (se calhar nem é aconselhável). Mas se quiser saber o que acho é melhor fazê-lo.
    Ou então pode sempre inventar.

  22. Samuel

    Saldo, sim.
    Depende dos anos, há uns que é positivo, noutros negativo.
    “E entretanto é preciso pagar a dívida acumulada. Que foi contraida por govenos legitimamente mandatados para o fazer.” A dívida ilegítima não. Olhe que não…

  23. Miguel Noronha

    “A dívida ilegítima não. Olhe que não”
    O que é “dívida ilegitima”? E sabe estimá-la para o caso português segundo o seu conceito?
    E para terminar, sabe as consequências de um default na dívida externa?

  24. Samuel

    Sei. Dívida que foi contraída para negócios como submarinos/dívida que tem juros demasiado altos. A primeira devia ser anulada, os juros da segunda diminuídos.
    Se sei estimá-la? Não tenho os dados para o fazer, mas esteja descansado que há gente em Portugal capaz de o fazer (esse argumento da dificuldade de estimar é dos bons).
    Sei. Mas também sei que se for feita com apoio popular e de modo a que as despesas nos períodos seguintes sejam ligeiramente inferiores às receitas, não há problemas. Agora, se houver terrorismo por parte dos credores já é diferente. Um “assassínio de 1973 no Chile”, versão “Portugal 2013”, ou assim.

  25. Miguel Noronha

    “Sei. Dívida que foi contraída para negócios como submarinos/dívida que tem juros demasiado altos”
    O que são “juros demasiado altos”. E o problema é a dívida ou são os juros? E porquê rejeitar a dívida para compra dos submarinos? Sabe qual é o peso disso no total?

    “esse argumento da dificuldade de estimar é dos bons”
    Eu disse que era uma dificuldade? Eu quero é saber qual o peso dessa misteriosa “dívida ilegitima” na dívida total.

    “sei que se for feita com apoio popular e de modo a que as despesas nos períodos seguintes sejam ligeiramente inferiores às receitas, não há problema”
    Não é “ligeiramente”. Deixamos imediatamente de ter défice pela simples razão que ninguém nos empresta dinheiro. Se acha que este ajustamente é mau imagino que deve gostar ainda menos do outro.

  26. “E para terminar, sabe as consequências de um default na dívida externa?”

    Olhe, pergunte ao seu correlegionário Carlos Guimarães Pinto que ainda há pouco, no seu curioso manual de boas práticas do pseudo-liberalismo tuga, sublinhou que “Um liberal deve preferir um default (total ou parcial) à dívida pública a aumentos de impostos.”.

  27. Miguel Noronha

    Estou a ver que também não sabe.
    Eu diria que depende do nível de impostos e da sustentabilidade da dívida pública. Eu até acho que na situação actual acumulamos tanta divida e temos e as “políticas de crescimento” fizeram tanto dano à economia que nunca a conseguiremos pagar. O mais certo é fazermos um default parcial preferencialmente (e convinha mesmo que assim fosse) negociado com os credores na ordem dos 30-40%. Mas ninguém se iluda. As consequências vão ser muito mazinhas. Ninguém nos vai querer emprestar dinheiro por um valente número de anos. Não vai ser o default que irá evitar a austeridade e as reformas estruturais.

  28. É sempre agradável ver uma mudança de opinião em direcção aos pressupostos dos “radicais de esquerda”. Muito bem, evolui, portanto.

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