País doido

Era uma vez um professor que se decidiu a fazer parte de um governo para conseguir saltar do ordenado de professor para o ordenado de administrador das grandes empresas que, em Portugal, não sobrevivem sem contactos estreitos com o governo em funções. Quando o governo mudou, também mudaram as inclinações políticas do professor, que isto dos contactos políticos é importante. Com o país em crise, esse professor queixa-se da carga fiscal que paga devido aos altos rendimentos que nunca teria não fora a sua passagem pela política. E há quem o louve pelo seu manifesto anti-impostos e pró-liberdade dos cidadãos gastarem os recursos que eles próprios geram. Isto não é só não ter sensibilidade para perceber um pato-bravo que precisa de mostrar que ganha muito, é mesmo não ter noção que o imbróglio pantanoso político e das clientelas políticas é também uma das razões por que os impostos não páram de aumentar.

4 pensamentos sobre “País doido

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