A moralidade do Capitalismo

Quanto mais perto estamos do fundo mais fácil é perceber que o nosso principal problema não é económico mas moral. Foi a rejeição da moralidade (do que é correcto fazer e porquê) que nos conduziu à situação actual. O recente roubo anunciado por Passos Coelho é apenas mais um degrau descido no caminho nem diria para a imoralidade mas para a amoralidade. Na Grécia as coisas vão já mais avançadas como podemos ver nesta sondagem que coloca Comunistas e Nazistas, passe o pleonasmo, com 42% do total dos votos mostrando a velocidade com que a decadência moral está a atingir a Europa.

Se queremos recuperar a nossa prosperidade temos antes que tudo de recuperar os nossos valores. Porque o Capitalismo não é apenas o melhor sistema económico, é também o correcto.

40 pensamentos sobre “A moralidade do Capitalismo

  1. Sebastien De Vries

    … não se suporta o Capitalismo porque dá valor.
    Dá valor ao esforço.
    Dá valor ao talento.
    Dá valor a ser o que é.
    Dá valor.
    E é obrigação:
    De Valer.
    De tornar-se útil.
    De Desenvolver.
    … o apelante ao SOCIAL fá-lo porque:
    –crê que há impressoras que fazem o dinheiro.
    –crê que há um rico qualquer que é anjo da guarda.
    –crê que é obrigação-dos-outros ter de ser cuidado.
    ___ _____ ______

  2. Sérgio Lavos

    Curiosamente, é o falhanço do capitalismo (ou do capitalismo à moda de Merkel e FMI, para ser mais preciso) que está a levar à ascensão dos nazis e comunistas. Mas deve ser uma coincidência, com certeza.

  3. Aladin

    ” falhanço do capitalismo”

    150 anos depois de Marx profetizar para daí a pouco, a crise final do capitalismo, os seus seguidores, conscientes ou inconscientes, voltam ciclicamente à carga. acusando o capitalismo de todos os males.

    É fácil, cómodo e mentalmente preguiçoso, acusar abstrações, mas acusar o capitalismo pela crise em que nos debatemos é como acusar o tráfego pelos acidentes.

    Quem são então os responsáveis, por uma coisa e outra? As pessoas, é óbvio.

    As pessoas que conduzem mal e as pessoas que abusam do seu poder ou da sua informação, na política e nos negócios.

    O capitalismo é, até à data, em toda a história da humanidade, o melhor sistema que inventámos para criar riqueza, bens e serviços.

    Não acho que tenha uma moralidade intrínseca, para além da liberdade que nos dá de fazer as nossas própria escolhas, sejam elas certas ou erradas.

    Isso é bom, sob o ponto de vista moral, porque estimula a criatividade e esta traz benefícios que acabam por melhorar a vida de todos. Mas, não tendo o capitalismo uma regra moral intrínseca, é evidente que o abuso da liberdade pode conduzir à anarquia.

    Foi isto que aconteceu? Foi o mercado que falhou?
    Claro que não!

    Na raiz do problema estão as distorções que as intervenções do estado, seguramente bem intencionadas, provocam no funcionamento dos mercados.
    Por exemplo a decisão política da Administração Clinton de, através das agências Fanny Mae e Freddie Mac, conceder triliões de dólares de crédito de risco, garantidos por hipotecas sem valor.
    Estas hipotecas incentivadas pelo governo federal e, por isso, tacitamente aceites como garantidas por ele, serviram de base à criação de imensos derivados, vendidos e revendidos numa pura lógica de mercado. É assim que funciona o capitalismo…constrói bens a partir dos materiais que tem à disposição e foi o governo que lhe colocou na mesa os materiais adulterados.

    A ganância e a necessidade de sobreviver num mercado distorcido, fizeram o resto, mas disto não se pode acusar o capitalismo, apenas as pessoas.

    É mais justo condenar o cabrito por comer a relva, ou quem lha pôs ao alcance? Devem condenar-se os indivíduos que aproveitaram as oportunidades, ou o estado que lhas colocou à frente e que, praticamente, lhas enfiou pela garganta abaixo?

    Mas a esquerda anti-capitalista está-se nas tintas para estes factos inegáveis e profusamente referenciados, principalmente porque odeia o próprio conceito de lucro ( dos outros, no fundo a inveja) Este ódio busca raizes na ideia marxista de que o lucro é, por definição, o resultado da exploração do homem pelo homem. É, portanto, uma coisa má, um pecado mortal que merece condenação e ódio.

    Assim sendo, os esquerdistas consideram como irrelevante o facto de o capitalismo ter melhorado para níveis inéditos as condições de vida de centenas de milhões de seres humanos. E, ainda que o socialismo tenha falhado rotundamente esse mesmo objectivo, em todas as latitudes onde foi experimentado, de algum modo acreditam que o socialismo é que há-de ser a solução. Trata-se de uma Fé, por definição imune aos factos e que perdura apesar deles.

    Quando estes Lavos protestam contra o capitalismo, estão a errar o alvo por muitas milhas. Os monopólios, os corporativismos, os negócios patrocinados pelos favores polítcos, são a antítese do capitalismo, entendido como mercado livre, sujeito apenas às regras de funcionamento que o tornem eficaz e fiável (e essas regras sim, têm de ser vigiadas e aplicadas pelo Estado). Onde há monopólios não há competição e, por sistema, os preços sobem, os salários baixam e os bens e serviços perdem qualidade.

    Reconheça-se que muitos dos que hoje berram contra o capitalismo são indivíduos genuinamente preocupados com o seu futuro, mas que não se apercebem que estão apenas a servir de testas de ferro e figurantes, numa peça regida por activistas profissionais, movidos pelo puro ódio ideológico ao capitalismo.

    Nas universidades, tomadas de assalto pelos intelectuais orgânicos inspirados por Gramsci, estes jovens são endoutrinados nas velhas noções marxistas da luta de classes, amalgamadas no niilismo da pós-modernidade. Incapazes de perceber como funciona o sistema em que vivem, são facilmente manipulados pelas raposas velhas do activismo esquerdista, de resto bem financiadas, por dinheiros milionários apostados na destruição do sistema que os gerou. O caso de Soros é conhecido e está por detrás de centenas de organizações apostadas na implementação do socialismo, desde ONG’s a estações de rádio e televisão.

    Os problemas que esta gente pode criar não irão destruir o capitalismo, nem trazer novamente o desacreditado socialismo. Apenas criar caos, desordem, destruição e pobreza.

    É esse, aliás, o objectivo declarado, por exemplo, do grande mentor do movimento “Occupy Wall Street”, o radical esquerdista, Stephen Lerner.

  4. Sérgio Lavos

    Se na Grécia não existe capitalismo, assim como na Europa a ir pelo cano, onde é que ele existe? É que, segundo o que a História mostra, as sociedade mais prósperas, com maiores taxas de crescimento e menor desigualdade, foram as que cresceram com o welfare state na Europa e EUA do pós-guerra. Depois, com Reagan e Thatcher, capitalistas certamente mais puros, no dizer dos liberias, a economia ou não cresceu ou cresceu a muito menor ritmo. A única desculpa que podem ter é dizer que os países que cresceram com o welfare state são, na verdade, capitalistas. Mas se assim é, são o oposto do que defendem Hayek e Mises, são países com grande protecção social, empresas públicas monopolistas, proteccionismo. Volto a perguntar: onde é que existe verdadeiro capitalismo, com mercado completamente livre e mínima intervenção do Estado, sem proteccionismo nem monopólios? Elucidem-me.

  5. Aladin

    “sem proteccionismo nem monopólios”

    Caro Lavos, o capitalismo puro é uma planta que, infelizmente, se degrada facilmente num mundo onde os tontos acreditam que é uma merda. Mutilam, degradam, “aperfeiçoam” a ideia, e depois, quando as coisas dão para o torto, culpam a ideia que mutilaram.

    A social-democracia funcionou num determinado período, em circunstâncias especiais e únicas.Foi como o prazer que se sente após a injecção de heroína. Depois vem a ressaca….e os Lavos culpam a corpo por ressacar.

  6. agfernandes

    Nuno
    Concordo com a primeira parte do post. É, essencialmente, uma questão moral. Que reflecte uma perspectiva cultural de base e obedece a uma agenda, um modelo de Europa.
    O capitalismo também tem de se moralizar.
    Ana

  7. Nuno
    Esqueci-me de referir, em relação ao título e ao vídeo:
    O discurso sedutor da defesa do “capitalismo” como “mercado livre” já não cola, simplesmente não cola. Porque a questão não está em “deixem o mercado livre funcionar sem intervenção que ele funciona”. O que vemos actualmente nada tem de “mercado livre”, mas deve ser um sucedâneo do capitalismo: um casamento de conveniência entre a gestão financeira de risco e a má gestão política que empurra os danos e os prejuízos para os cidadãos.

    Proponho a substituição do termo “capitalismo” pela função que, no post, pretende ser a do “mercado livre”. Embora paradoxal em si mesmo, é um termo mais concreto.
    Pessoalmente, acho que a moralidade implica uma definição de regras claras.
    Sem regras do jogo e a possibilidade de se gerirem as expectativas correctamente temos a lei do mais forte e do protegido. Onde está a moralidade? Onde está a liberdade do mercado? Onde está a possibilidade de existência de sistemas inteligentes?
    Ana

  8. Nuno Branco: vi o suficiente e não precisei de ver mais porque conheço as ideias de Ayn Rand. Mas se essa é a sua ideia de capitalismo – o individualismo extremado e a eliminação de qualquer tipo de altruísmo, curiosamente ideias estranhamente parecidas com as ideias de Nietzsche de que os nazis gostavam muito – pergunto-lhe duas coisas: onde é este tipo de capitalismo foi aplicado? E com que grau de sucesso?
    (Conversar com o pessoal do Insurgente é refrescante – retomo contacto com o idealismo que eu julgava ter perdido, o idealismo que se via nas ruas portuguesas depois do 25 de Abril na França do Maio de 68. É bom acreditar em amanhãs que cantam.)

  9. Pingback: Qual dos dois é o PM verdadeiro? « O Insurgente

  10. Nunca foi aplicado como o Sérgio bem sabe. O que sabemos é que quanto mais perto estivemos do “ideal” maior prosperidade vimos e quanto mais longe ficamos dele mais miséria vemos. Se aplicarmos o Estatismo a essa prova vemos exactamente o contrário como seria de esperar.

  11. A. R

    “Depois, com Reagan e Thatcher, capitalistas certamente mais puros, no dizer dos liberias, a economia ou não cresceu ou cresceu a muito menor ritmo”: Oh Sérgio Lavos quer um quer outro evitaram a bancarrota dos respectivos países. Os países com mais miséria são sempre os governados mais longamente por comunistas.

  12. Aladin

    Como diz o Nuno, o capitalismo é um “tipo ideal” weberiano. No outro extremo está o comunismo.
    Os “tipos ideais” são como os gases perfeitos, ou como a esfera…não existem na natureza mas existem aproximações. No continuum entre o comunismo e o capitalismo, a virtude não está no meio, como sói, mas o mais perto possível desse gás perfeito que é o capitalismo.
    Claro que a social-democracia deu mais pica, mais êxtase. Mas como se tratou de um prazer artificial, uma vez esgotado o produto, veio a ressaca. Na Grâ-Bretanha, na Suécia ( prestes a entrar em bancarrota, na década de 70), etc.
    As economias mais livres (Hong Kong, Singapura, Australia, Nova Zelandia, Suiça e Canadá), são as que mais se aproximam …

  13. Caro Nuno, claro que é moral. Mintzberg na sua obra “Gestores, não MBA’s” de 2004 lança uma das mais ferozes criticas às actuais práticas de gestão e já avisava onde elas nos conduziriam. Não se enganou!
    A economia não é mais do que aquilo que dela fizermos através das práticas que utilizamos no dia a dia nas nossas organizações, sejam elas governos ou empresas. Quando não há moral, quando deturpamos o principio do próprio interesse na livre iniciativa, como foi enunciado por Smith, claro que deturpamos o verdadeiro capitalismo e sai asneira.

  14. Aladin: uma vez mais, o que diz assemelha-se muito ao que Marx escreve no seu Capital: o socialismo como etapa para o comunismo e este como etapa para o anarquismo. Também é curioso que os mais ferozes libertários sejam, no fundo, anarquistas. Aqui no Insurgente gostam tanto de comprar o fascismo ao socialismo, mas a verdade é que estão muito mais próximos o anarquismo de Bakhunin e o libertarianismo, que é aquilo que basicamente a Ayn Rand defendia.
    E se defendemos aproximações, o Aladin quer-me convencer que Hong Kong e Singapura são países mais perfeitos do que a Dinamarca ou a Finlândia? Não brinque. Dois regimes com bastante liberdade económica e pouca liberdade política são exemplo? A sério. Quantos aos outros 4 exemplos, falamos de países com bastante liberdade económica, é certo, mas com bastante presença do Estado na vida das pessoas: o que são os referendos constantes na Suíca? O Estado Social na Nova Zelândia, Canadá, Austrália e também na Suiça?
    Quanto à Grã-Bretanha, tomara muitos países “livres”, como Hong Kong ou Singapura, terem tanta estabilidade e bem estar como os ingleses. A Suécia prestes a entrar na bancarrota? Mas não entrou, e não se livrou das preocupações sociais.

  15. Nuno: se a prosperidade económica for um bem absoluto, tem razão. Mas acredito que coisas como o bem estar social, a solidariedade, a liberdade política e de expressão são mais importantes do que a prosperidade económica per se. E é para estas coisas que o estado existe: num estado se capitalismo selvagem, não há garantias de bem estar social, nem de liberdade política e de expressão, muito menos de solidariedade. A sobrevivência dos mais aptos aplicada às sociedades é, além do mais, um conceito perigosíssimo. Portanto, inferir que a prosperidade económica é, por si só, a garantia de liberdade (do indivíduo) é manifestamente redutor.

  16. Pedro Santos

    “Mas se essa é a sua ideia de capitalismo – o individualismo extremado e a eliminação de qualquer tipo de altruísmo, curiosamente ideias estranhamente parecidas com as ideias de Nietzsche de que os nazis gostavam muito –”
    E com o argumento nazi à tona, eu ignorar o resto da discussão.

  17. pedro

    O Sérgio Lavos acredita numa ideologia que falha num conceito cientifico. Acredita que a sociedade pode ser melhorada a partir do planeamento central. E não percebe que os liberais põem no mesmo saco nazis e comunistas porque eles partilham do mesmo erro conceptual. Nós assistimos diariamente à falência do planeamento central, no entanto certas pessoas continuam a acreditar que é uma questão de forma. Podem ser comunistas ou nazis, no final vão falhar redondamente. é um facto. Mas escusavam de andar a lixar a vida ao resto do pessoal com as vossas ideologias. Até porque sistemas liberais são bastante toleráveis com sistemas socialistas (desde que voluntários).

  18. Parece-me que o Sérgio não está famliarizado com a tradição Suíça, os referendos são uma arma dos cidadãos para travar os ímpetos socialistas dos governantes e não uma forma de se andarem todos a meter na vida uns dos outros. Ainda o ano passado foi bloqueada uma iniciativa de limitar a posse de arma em referendo.

    É só um exemplo mas encontrará outros em que se não houvesse esta forma de democracia directa os cidadãos não teriam forma de bloquear as tendências socialistas dos partidos políticos. É comum ver este mecanismo ser usado para bloquear aumentos de impostos e penso que até já foi usado para reduzir os benefícios da SS ou do subsídio de desemprego. Obviamente é uma faca de dois gumes mas sem este instrumento estou convicto que eles seriam mais estatistas e não menos.

  19. Sendo obviamente que no fundo o que interessa é quais as matérias que podem ser sujeitas a referendo e não quantas vezes há referendos. Obviamente a Suíça peca em permitir que certas matérias sejam referendadas mas já tínhamos chegado à conclusão que ninguém é perfeito.

  20. Gosto de ver o elogio da democracia directa feito pela direita. Eu também gosto bastante.
    Quanto à minha ideologia, o comentador pedro está equivocado. Eu sou não sou a favor do planeamento central, sou a favor de um sistema que permita a livre iniciativa, mas com regras e controle por parte do estado, para que não hajam abusos e haja uma distribuição de riqueza socialmente justa. E sou a favor da manutenção dos sectores estratégicos da economia na mão do Estado.

  21. pedro

    Sérgio Lavos,

    é favor de “regras e controle por parte do estado, para que não hajam abusos e haja uma distribuição de riqueza socialmente justa.” assim como a “a favor da manutenção dos sectores estratégicos da economia na mão do Estado”, mas não é a favor do planeamento central…

    Vou-me abster de qualquer o comentário. Mas o o que tem piada, é que eu já estava à espera de uma resposta desse género.

  22. “Gosto de ver o elogio da democracia directa feito pela direita.” – A “direita” não tem nada contra a democracia que eu saiba. De onde difere da esquerda é que recusa o “mob rule” ou “ditadura da maioria”. Acredito por estas bandas que um homem tem direito à sua integridade física e propriedade privada, mesmo que 99% votem nas urnas que não tem, Se é bom que os Suíços possam usar o referendo para bloquear um saque fiscal a verdade é que o governo (ou qualquer outra entidade) não deveria ter a autoridade legal para sequer propor essa violação de propriedade.

  23. pedro

    Se o Estado é uma entidade coerciva; controlo por parte do Estado não significa podermos escolher entre sermos controlados ou não. Então, logicamente, esse controlo é uma forma/grau de posse.

  24. Só porque o estado é uma entidade coerciva não quer dizer que o faça indiscriminadamente. O principio é que todos temos direito a recorrer à violência em auto-defesa e é esse direito que é delegado no Estado “coercivo” e não o direito de andar a chatear toda a gente (esse direito não pertence a ninguém para ser delegado – i.e. não existe).

  25. pedro

    O problema Nuno Branco é que para sustentar esse “direito” tem que quebrar outros princípios – o da não agressão.

  26. Pedro ? Exactamente por haver alguém a poder violar o principio de não agressão é que temos direito à auto-defesa. E é esse direito à auto-defesa que é delegado no Estado e não outro.

  27. pedro

    Nuno Branco, por acaso esse “direito” sustenta-se sozinho? A não ser que o seu “delegar” contenha alguma fórmula mágica de sustentar um serviço do Estado (que poderia ser sustentado de forma privada) que não recorra à agressão (imposto) e que eu desconheça…

  28. Há formas não coercivas de financiamento que são usadas há séculos por Estados com os mais variados regimes e outras que nem por isso. Um estado mínimo não precisa de ser financiado à força.

  29. A. R

    “Quanto à Grã-Bretanha, tomara muitos países “livres”, como Hong Kong ou Singapura, terem tanta estabilidade e bem estar como os ingleses”

    Bem estar os Ingleses? Há ONG a acudir às crianças inglesas! A pobreza e a violência racial de imigrantes contra ingleses está ao rubro com os primeiros a explorar o contribuinte inglês

    “A Suécia prestes a entrar na bancarrota? Mas não entrou, e não se livrou das preocupações sociais.” A Suécia vive um período de pré-guerra cívil (Criminalidade violenta, violações, roubos, as pessoas são desalojadas para alojar parasitas, os velhos têm receio de sair à rua), o dinheiro para o welfare está a acabar! Agradeçam ao Olof Palme.

    Singapura é um país com uma democracia de uma qualidade muitos furos acima de qualquer esquerda cubana, norte-coreana, Argentina, Venezuelana, Nicaraguense, etc

  30. Aladin

    “E sou a favor da manutenção dos sectores estratégicos da economia na mão do Estado.”

    O chavão das “empresas estratégicas” é recorrente no léxico da esquerda portuguesa e até no de alguma direita corporativista muito preocupada com os “centros de decisão”. Ambos estão errados.
    Os últimos porém, são racionais e, evidentemente, gostariam de estar num mercado protegido, sem ter de suar as estopinhas para manter a fidelidade dos clientes.
    O típico cromo da esquerda festiva pelo contrário alça-se sempre à estratosfera teórica, de onde verte o seu conceito utópico do “Estado”como entidade perfeita, e fulmina o “sector privado”, repositório de todos os males do mundo, a começar pelo tenebroso lucro.
    Com mais ou menos variações retóricas, entremeadas com violentas adjectivações às origens do mal (o terrível capitalismo, o horroroso “neoliberalismo”, e bla, bla, bla…), basicamente o que o esquerdista nos quer dizer é que as empresas e sectores “estratégicos” devem ser do Estado e não estar nas odiosas mãos do “grande capital”. (embora não haja uma definição precisa do termo, os indícios apontam para a evidência de que grande capital é o que os outros têm no bolso e pequeno capital é o que eu tenho)
    A repetição da vulgata marxista dispensa o esquerdista de explicar com precisão o que entende por “estratégico”.
    Para uns, como o Dr. Anacleto, numa órbita mais alta, estratégicas são todas as forças de produção, desde a produção de papel higiénico à pesca da chaputa; para outros, que navegam mais à vista, estratégicas são aquelas que lhe passam pela cabeça no dia em que calham a ser questionados sobre o assunto e têm de dizer umas larachas mais ou menos esféricas.

    O histórico, geralmente desastroso, da gestão estatal, passa-lhes ao lado ou é deliberadamente ignorado, porque só apagando as luzes se podem berrar vulgaridades e absurdos pardos e demagógicos.
    No fundo este palavreado dos “sectores estratégicos” serve para tudo.
    A água é “estratégica”, a energia é “estratégica”, os transportes aéreos também já foram “estratégicos” e a bem dizer até os isqueiros já foram “estratégicos”, numa altura em que tinha de ser o estado a licenciar o seu uso. Porque não o tomate e o tintol?
    Hoje em dia, Portugal, ano da graça de 2012, o Estado considera que criar vacas e produzir tomates e tinto, é “estratégico”. E fá-lo, na Companhia das Lezírias, por exemplo.
    Por vontade de certos tontos, até a padaria cá da aldeia seria declarada “estratégica”.

  31. Aladin

    Ah, e ó Lavos, uma vez que equiparou a minha defesa do capitalismo à defesa que os tontos fazem do marxismo, aqui lhe deixo a diferença essencial:

    O capitalismo não tem escatologia, não quer criar o céu na terra, é apenas um repositório de ideias que funcionam, um sistema onde cada um pode tentar criar o seu próprio céu na terra, como lhe aprouver, ou não.

    Ora entre a marcha gloriosa para a Montanha de Açúcar colectiva e a liberadade e oportunidade de cada um definir e procurar o seu próprio bem, há toda uma diferença que marca a linha onde se divide o lobo da abelha, o indivíduo do rebanho.

  32. Sérgio Lavos

    O Aladin gosta muito de expor os seus preconceitos acerca do que a esquerda acha e de fazer extrapolações completamente fantasiosas. Está no seu direito, mas faça-o por sua conta e risco. Repito: o lucro e a existência de capitalistas a mim não me mete qualquer impressão desde que: a) os sectores estratégicos pertençam ao estado b) existam regras e reguladores competentes que evitam abusos monopolistas e/ou concorrenciais c)os direitos dos trabalhadores sejam assegurados por leis laborais justas e equilibradas. Os países que melhor cumprem estes critérios são os nórdicos. Nem me importo que os impostos sobre as empresas sejam baixos, desde que exista verdadeira progressividade no sistema fiscal e que o património e os mais altos rendimentos sejam convenientemente taxados. Pensamos de maneira diferente. O Aladin parece que preferia viver em Singapura. Eu gostaria de viver na Suécia em pré-falência. São gostos.

  33. Sérgio Lavos

    O capitalismo tem escatologia, ainda mais acima o Nuno Branco a expõe: a força do indivíduo acima de qualquer poder do estado, sem regras. Cada um procurar o seu próprio bem, mesmo que isso implique prejudicar o próximo, é uma utopia que implica ausência completa de Estado, regras ou leis. Anarquia.

  34. Lobo Ibérico

    Sérgio Lavos,

    “Cada um procurar o seu próprio bem, mesmo que isso implique prejudicar o próximo” — [citation needed]

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