Ao CDS

não basta ser contra o aumento dos impostos. É preciso querer cortar na despesa. E este ‘querer’ é diferente de ser a favor. ‘Querer’ implica dizer onde se corta, por onde se começa, sabendo-se de antemão que, e porque estamos com a corda na garganta, vai doer. Ser impopular. Levantar ondas e contestações.

Se o CDS quer ser o parceiro de coligação que compreende os portugueses que não aguentam mais impostos, não basta atirar para o ar ‘slogans’ e frases feitas. É preciso agir. Caso contrário, será igual ao PSD que não parece estar a ser capaz de ir ao âmago da questão.

15 pensamentos sobre “Ao CDS

  1. Paulo Pereira

    O corte na despesa deve ser precedido de uma grande redução no numero de entidades e chefias publicas.

    pelo menos 30% devem ser eliminadas.

    Os primeiros cortes devem ser a proibição de recibos verdes e outras formas de contratação de pessoal fora do sector publico.

  2. Guillaume Tell

    Eu penso que este recado também iria bem ao PSD e a Passos Coelho, só que em vez de “Caso contrário, será igual ao PSD” é PS e Sócrates.

    Não era o PM que dizia compreender há pouco o descontentamento das bases do seu partido, nada melhor que lhe lembrar o porquê do descontentamento.

  3. Fernando S

    Cortar a sério na despesa significa reduzir o numero de funcionarios, diminuir vencimentos na função publica, diminuir pensões e subsidios de desemprego e sociais, aumentar as tarifas dos serviços publicos, da saude, da educação, e outros, privatizar hospitais e escolas,… o resto é secundario ou vem por acrescento …
    Quem tem a receita para fazer isto rapidamente e em força, ultrapassando resistencias e obstaculos, incluindo institucionais (PR, TC, etc), sem provocar uma forte instabilidade social e politica, sem criar incertezas e muita confusão em muitas familias e empresas, sem agravar ainda mais a recessão e o desemprego ??…
    Tudo indica que este governo não tem ou não quer ir por ai. Não tem o PSD, onde, de resto, aumentam as vozes criticas da austeridade em geral (cortes e aumentos). Não tem o CDS, onde coexistem os que se opõem a cortes no Estado Social e os que não querem aumentos de impostos.
    Existem alternativas politicas ??… Apenas à esquerda, com o PS. A receita para o corte das despesas sem aumento de impostos não vira certamente deste lado.
    Assim sendo, sem cortes imediatos e drasticos nas despesas é praticamente inevitavel o aumento de impostos no sentido de continuar e acelarar a consolidação orçamental.

    O uso da fiscalidade não é apenas uma exigencia da indispensavel e urgente consolidação orçamental.
    Uma estratégia faseada de alteração do actual modelo economico passa também pela fiscalidade.
    O modelo economico actual assenta num Estado que capta uma parcela muito significativa do rendimento nacional (interno e externo) e que o gere e distribui de seguida através das suas despesas e investimentos. Este padrão levou ao desenvolvimento mais acelarado de um sector dito de bens e serviços não transaccionaveis (onde se inclui o Estado e todo um conjunto de actividades menos sujeita à concorrencia internacional) e ao atrofiamento do sector dito de bens e serviços transaccionaveis (constituido principalmente pela industria de exportação e susceptivel de substituir importações no mercado interno). Ao longo do tempo, por diferentes razões e através de diferentes mecanismos, o pais registou internamente de um aumento da produtividade, da eficiencia e do rendimento médio das familias. Mas estes progressos beneficiaram sobretudo o sector dos não transaccionaveis. O sector dos transaccionaveis foi antes penalizado, foi discriminado pelas politicas publicas, teve de pagar custos de contexto mais caros (nomeadamente os fornecidos pelos não transaccionaveis, Estado e privados), sofreu de uma elevada carga fiscal sem ter quaisqueres vantagens ou protecções por parte do Estado, perdeu competitividade.
    No plano macroeconomico, este modelo traduziu-se em diferentes desequilibros. Um deles foi um forte crescimento do consumo interno (privado e publico) de bens e serviços não transaccionaveis (de produção interna e importados) em desfavor do consumo interno e externo (exportações) de transaccionaveis. Esta situação corresponde grosso modo ao grande desenvolvimento de um modo de vida urbano e moderno (automovel, auto-estradas, telecomunicações, grande distribuição, bancos, educação, saude, lazer, etc, etc). O nivel e a qualidade de vida imediatos de uma parte significativa da população portuguesa progrediu fortemente. Mas, em contrapartida, por via do desemprego e do aumento da precaridade no emprego, sobretudo em sectores e actividades menos favorecidos (industrias exportadoras, agricultura, etc), uma parte crescente da população, sobretudo a menos ou mal qualificada, empobreceu em termos relativos. Desde ha alguns anos começou a ser visivel o esgotamento e a insustentabilidade do modelo a prazo. A crise nas economias ocidentais despoletada em 2008 acentuou esta debilidade. Os desequilibrios agravaram-se e a economia portuguesa aproximou-se de um ponto de ruptura financeira. A falencia foi evitada in extremis através de uma ajuda financeira externa (Troika) e do inicio de uma politica de austeridade. Desde então aumentou significativamente a parte da população em situação de pobreza e de precariedade, baixou o rendimento disponivel médio do conjunto das familias, aumentaram os riscos e as incertezas para o futuro mesmo da parte da população que mais beneficiou da situação anterior. Se o actual modelo economico não for progressivamente alterado no sentido de um maior equilibrio entre os não transaccionaveis e os transaccionaveis, e mesmo que a ruptura financeira seja evitada nos proximos anos, a perpectiva é a de uma degradação das condições de vida da maior parte da população portuguesa, incluindo a que esta hoje melhor (classes médias urbanas, etc) e afectando sobretudo as novas gerações.
    A alteração estrutural do modelo economico diz respeito a multiplos aspectos. Um deles, dos mais importantes, é a redução global da carga fiscal e um reajustamento da repartição desta carga entre empresas e familias. A baixa dos impostos deve ser proporcionalmente mais importante para as empresas do que para as familias. Trata-se de favorecer o investimento e a competitividade das empresas e de conter oconsumo privado dentro de limites compativeis com as possibilidades reais da economia.
    Mas esta descida estrutural e diferenciada dos impostos apenas podera acontecer quando o Estado estiver em condições de o fazer, isto é, quando a consolidação orçamental estiver garantida.
    Entretanto, o governo apenas pode começar a repartir os esforços fiscais necessarios de modo menos penalizador para as empresas e, por consequencia, mais penalizador para as familias. Ou seja, numa primeira fase, na fase de consolidação orçamental, os ajustamentos a curto/médio prazo da economia, no sentido acima enunciado, não poderão deixar de reduzir o rendimento médio disponivel das familias e, consequentemente, o respectivo consumo privado. Esta é a principal justificação economica para um aumento dos impostos sobre as familias durante esta fase.

  4. Paulo Pereira

    O deficit está nos 6% e precisa de passar para 4%, ou seja 2% de 170 = 3400 mil milhões !

    Nada de especial num orçamento de 70 mil milhões.

    Cortem nos recibos verdes, prestações de serviços, bens intermédios e reduzam o numero de chefias em 30% pelo menos, acabem com RTP’s e EPE’s e PPP’s.

    Para quê tanta treta por 3400 mil milhoes !

  5. rr

    fernando: nem que as familias tenham que ir durmir para a rua e passar fome? Mas onde é que voce pensa que vai arranjar dinheiro? Aquilo que o fernando diz já foi desmentido pelos pecs!
    Se voce aumentar impostos fernando, vai ter que aumentar depois,e vamos andar de pec em pe até á morte final! É preferivel a instabilidade social que a instabilidade económica

  6. Fernando S

    rr,
    Nenhuma familia vai para a rua e passa fome por causa dos recentes aumentos de impostos ou de eventuais novos aumentos. Quem anda na rua e anda mal alimentado (mas não penso que passe fome) são uma parte dos desempregados e dos que ja eram pobres. Estes ja não pagam impostos.
    Ha muita demagogia (e hipocrisia) a proposito desta questão dos aumentos de impostos. O aumento de impostos diminui naturalmente rendimentos e, em muitos caso, niveis de vida. Mas as mais das vezes apenas implica uma redução de consumos não basicos e essenciais. O rendimento real, monetario e não monetario, dos portugueses cresceu muito nas ultimas décadas. O PIB real per capita duplicou entre 1973 e 2008. A queda dos ultimos 3 anos ainda nos mantém acima do que era em 2000. Os portugueses sofrem com a crise mas não é nenhuma tragédia. Sobretudo para aqueles, e são ainda uma larga maioria, que teem um emprego, e ainda mais para todos aqueles, e são muitos, que teem um rendimente suficientemente alto para pagar impostos. O choradinho miserabilista em torno desta questão é indecente.

  7. rr

    Pois esses não pagam, e se isto continuar assim muitos mais não pagarão!O fernando nao tem noção do que é a pobreza das familias portuguesas.Para si pode não ter afectado muito, mas para muitas familias que conheço afectou bastante.Posso lhe dizer que aquilo que vejo do aumentos dos impostos é muito mais grave do que o que o fernando diz., ou seja o fernando diz uma coisa, mas o que vejo muitas vezes é radicalmente diferente.Indecente parace-me o seu out of touch com a realidade e a sua falta de sensiblidade! Indecente é o seu autoritarismo fiscal.

  8. Fernando S

    rr,
    Não estamos aqui a falar de mim, de si, das familias portuguesas que o rr conhece ou das que eu conheço (sim, é verdade, imagine que também conheço familias portuguesas !…),… Estamos a falar de um pais de 10 milhões da habitantes.
    Quanto à minha “falta de sensibilidade” (ja faltava este argumento sobre o monopolio do coração !…), preocupo-mo sim com a situação e o futuro de um pais que por causa de tantos erros e de tantas irresponsabilidades, muitas vezes em nome da famigerada “sensibilidade social”, adoptou durante anos e anos o caminho da facilidade e tem agora que fazer enormes sacrificios para tentar dar a volta.
    Quanto ao meu “autoritarismo fiscal” (?!?!…) va contar essa aos milhares e milhares de funcionarios publicos a quem seria preciso baixar remunerações por imediatamente na rua, aos milhares e milhares de pensionistas que teriam de ver pensões e prestações sociais diminuidas, aos milhares e milhares de portugueses que deixariam de beneficiar de tarifas reduzidas na saude e na educação,etc, etc, tudo medidas que seria necessario aplicar “autoritariamente” e sem “sensibilidade social” para fazer os cortes nas despesas publicas que permitiriam evitar os aumentos de impostos feitos e a fazer desde que começou o actual plano de austeridade.

  9. Paulo Pereira

    Os pobres pagam uma taxa marginal de impostos sobre muito alta por via do IVA e S.Social.

    O Fernando S continua na linha do Passos / Gaspar a inventar uma macroeconomia nova , que até a Merkel ontem atirou para o lixo !

  10. rr

    Fernando, um pais de 10 milhoes de habitante é compostos por familias, como voce e eu(nota-se que está longe do pais), e infelizmente não posso tomar por séria, qualquer pessoa como o senhor, que de forma soberba, arrogante e repugnante, desvaloriza as dificuldades que as familias e as empresas passam.Lamento dizer-lhe mas a relativização acerca dos resultados dos impostos nas familias é uma flagrante mentira, para não dizer algo pior.Sim, deve conhecer familias portuguesas, mas daquelas bem orientadas financeiramente.E voce pões as culpas nas familias portuguesas, que teem sustentado o estado, quando este é que geriu mal o dinheiro das familias. Voce erra o alvo.E sim, tenho sensiblidade pelas empresas, pela inovação, pelo dinamismo.
    Mas se calhar fernando se calhar nem é assim tao mau a subida de impostos: como a nossa carga fiscal é com aquela insuportabilidade que conhecemos, provavelmente vai ajudar as familias a consumirem ainda menos, ou seja o estado não vai arrecadar um tostão que seja.Isto significa que as forças das circunstancias vai obrigar a ser muito mais agressivo no corte de despesa.Isso é positivo.Portanto fernando, mesmo que o governo taxe o mar, o ceu e as plantas, o resultado é o mesmo do que nao taxar, ou seja 0. As circunstancias vão fazer com que tenhamos que perder esse medo de reformar e medo das pessoas, porque vai estar em jogo a nossa economia
    De qualquer forma, sim, eu prefiro ficar sem prestacoes sociais, sem funcionarios publicos, do que tar a pagar os erros que nao cometi.E digo-lhe mais: Diminuir despesa em vez de aumentar impostos não é uma mera opção, é a unica opção eficaz do ponto de vista económico, portanto eu estou-me a lixar para os funcionarios publicos, porque se nós não cortarmos a bem, acabamos sempre por cortar a mal, ou por força das circunstancias.A economia é como um ser humano: Se damos o tratamento certo, o doente recupera, se damos o errado, ele morre

  11. Fernando S

    rr : “eu estou-me a lixar para os funcionarios publicos”

    Ja se tinha percebido. Para quem quer dar lições de “sensibilidade social” !…

    Quanto ao resto ja lhe disse o que penso.

  12. rr

    Oh fernando, perceba uma coisa: uma medida sacrifica sempre alguém.Daqui saiem 2 questões: o que é que se deve proteger e o que é que é mais eficaz economicamente.Quanto á 1º, nao tenho duvidas nenhumas que a austeridade nao chegou ao estado e aos funcionarios publicos, eque continuam mais privilegiados do que os trablhadores de qualquer empresa privada.E quanto á eficácia, a receita com ou sem impostos mantem-se na mesma, pelo que mais tarde ou mais cedo, o estado terá que fazer a sua austeridade.Quem errou foi o estado, não os privados

  13. Fernando S

    rr,

    Afinal agora ja reconhece que “uma medida sacrifica sempre alguém” e importa o que é “mais eficaz economicamente” … Ja é melhor do que aquele seu discurso demagogico e e de moralista empertigado sobre as dificuldades das familias … Ninguém tem o monopolio da sensibilidade e do coração !

    Num ponto estou de acordo consigo, e ja o escrevi varias vezes : em geral os funcionarios publicos foram e são mais favorecidos do que os trabalhadores do sector privado. Em geral, porque as situações individuais são muitas e diversas. Convém também não esquecer que mesmo dentro do sector privado os trabalhadores de muitas empresas do sector dos não transaccionaveis (Bancos, Telecomunicações, Energia, etc) também foram mais bem tratados do que os trabalhadores de muitas empresas do sector dos transaccionaveis (industria exportadora, agricultura, etc). Seja como for, precisamente por isto, considero a decisão do TC como infundada e errada. Este obstaculo acaba por empurrar o governo para outras medidas que vão pesar sobre os trabalhadores do privado e que, para todos os efeitos, correspondem efectivamente a aumentos de impostos. Este tipo de resistencias institucionais mostra também até que ponto pode ser dificil reduzir as despesas do Estado com o funcionalismo, de longe as mais importantes no orçamento. Por exemplo, vai ser possivel dispensar funcionarios ?

    Fazendo mais um esforço para concordar consigo (apesar dos nomes feios que me chamou aqui em cima !!…), também reconheço que a austeridade tem de tocar sobretudo o Estado e preservar o mais possivel o sector privado. Também tenho escrito neste sentido (mas o rr apenas consegue ler que eu sou contra o corte nas despesas publicas e a favor de aumentos de impostos !…). Por isso é que a intenção de fazer a consolidação orçamental com 2/3 pelo lado das despesas e 1/3 pelo lado das receitas (fiscais, privatizações, outras) vai no bom sentido. O que o rr não integra é que os cortes nas despesas levam mais tempo a implementar enquanto que os aumentos das receitas pela via fiscal podem ser feitos no curto prazo. Vamos ver qual vai ser a proporção mais para o final do programa de austeridade. Mas sei perfeitamente que isto não o convence …

    Ja não o acompanho quando diz que “quem errou foi o estado, não os privados”. O Estado somos todos, cidadãos, eleitores, grupos intermédios, partidos, politicos, funcionarios, governantes, etc… Quem errou foram os governos que fizeram as politicas que fizeram. Mas cada governo também herda uma realidade que vem detras e que não se muda facilmente e rapidamente. E os governos e as politicas são também o resultado de toda uma série de escolhas (a começar pelas eleitorais) e pressões por parte de tanta gente a tantos niveis da sociedade. Não nos esqueçamos ainda que, por via do Estado e das politicas governamentais, muitas pessoas e empresas do privado também foram beneficiadas. Quem errou foi a sociedade portuguesa no seu conjunto. Poderiamos falar das responsabilidades individuais mas isso é delicado e levar-nos-ia muito longe.

    Não percebo porque é que continua a insistir que o Estado não fez nenhuma austeridade, que não se cortaram despesas publicas. Pode não ser suficiente, pode ser modesta, mas é uma realidade : cortes nas remunerações de funcionarios ; cortes nas pensões e subsidios ; cortes nas rendas nos sectores farmaceutico, energético, telecomunicações, PPPs, cortes na saude e na educação (menos professores), etc,etc… Ainda ha muito por fazer ? Sem duvida. Mas sabe-se que estão na calha outros cortes e continuam a ser programados cortes para mais tarde (2013, 2014,…). A verdade é que ha muitos protestos e uma forte oposição, da parte dos interessados, funcionarios e privados, da parte da população, da parte dos partidos politicos da oposição, e até da parte de muitos dos proprios partidos do governo (o chamado “fogo amigo” !).

    Como o disse varias vezes discordo também quando diz que o aumento de impostos não tem qualquer eficacia no que se refere à consolidação orçamental. As receitas até podem baixar. Mas se alguns impostos não aumentassem baixariam ainda mais. O que faz baixar as receitas não são os aumentos das taxas mas sim a propria recessão, que todos sabemos ser anterior e ter causas bem mais profundas e estruturais.

  14. rr

    “agora ja reconhece que “uma medida sacrifica sempre alguém” e importa o que é “mais eficaz economicamente” … Ja é melhor do que aquele seu discurso demagogico e e de moralista empertigado sobre as dificuldades das familias … Ninguém tem o monopolio da sensibilidade e do coração”
    Mas sempre reconheci isso, a questão é que a maioria das pessoas trabalham no privado,e uma minoria é compostaq por trabalhadores publicos.E é nesses que tem de recair o esforço.Nesse sentido, a situação actual não é correcta

    “Por isso é que a intenção de fazer a consolidação orçamental com 2/3 pelo lado das despesas e 1/3 pelo lado das receitas (fiscais, privatizações, outras) vai no bom sentido. O que o rr não integra é que os cortes nas despesas levam mais tempo a implementar enquanto que os aumentos das receitas pela via fiscal podem ser feitos no curto prazo. Vamos ver qual vai ser a proporção mais para o final do programa de austeridade. Mas sei perfeitamente que isto não o convence …”
    O que eu integro, é que a situação urgente exige tudo menos medo do sistema e dos lobbies, e sobretudo, que nenhum aumento de impostos neste momento pode trazer mais receitas.Se as familias nao consomem , logo nao pagam imposto.Os unicos impostos que podem dar receita é o irs e o imi, e mesmo assim corremos sempre o risco de um milionario emigrar para outras paragens mais atractivas do ponto de vista fiscal.Tem que ter mais cuidado a avaliar isso.Como eu lhe disse á mil comentarios atrás, não há dinheiro, nem tesouros que possam cobrir os impostos.É como se o governo lançasse uma cana de pesca para um lado vazio.E as familias já reagiram a essa mudança fernando.Daqui para a frente vai sendo cada vez mais dificil desculpar o governo.O meu problema é este fernando: por mais que tente , não consigo acreditar que no curto prazos, mil pecs resolvam a questão.Ninguém vai aguentar já isso,nem haverá dinheiro, Não vejo a sua logica

    “Ja não o acompanho quando diz que “quem errou foi o estado, não os privados”. O Estado somos todos, cidadãos, eleitores, grupos intermédios, partidos, politicos, funcionarios, governantes, etc… Quem errou foram os governos que fizeram as politicas que fizeram. Mas cada governo também herda uma realidade que vem detras e que não se muda facilmente e rapidamente. E os governos e as politicas são também o resultado de toda uma série de escolhas (a começar pelas eleitorais) e pressões por parte de tanta gente a tantos niveis da sociedade. Não nos esqueçamos ainda que, por via do Estado e das politicas governamentais, muitas pessoas e empresas do privado também foram beneficiadas. Quem errou foi a sociedade portuguesa no seu conjunto. Poderiamos falar das responsabilidades individuais mas isso é delicado e levar-nos-ia muito longe.”
    Não é bem assim.Nós simplesmente tinhamos um estado grande, com excessod e funcionarios e estruturas.E governos que geriram mal.Foram os governantes que erraram, não o cidadão comum que se levanta cedo e chega tarde a casa depois de uma jornada de trabalho, ou os empresários que nao fazem os seus negócios á custa do estado.Por issso digo : os cidadão deviam ter sido poupados.Quem está mal é que tem de se mudar.

    “Não percebo porque é que continua a insistir que o Estado não fez nenhuma austeridade, que não se cortaram despesas publicas. Pode não ser suficiente, pode ser modesta, mas é uma realidade : cortes nas remunerações de funcionarios ; cortes nas pensões e subsidios ; cortes nas rendas nos sectores farmaceutico, energético, telecomunicações, PPPs, cortes na saude e na educação (menos professores), etc,etc… Ainda ha muito por fazer ? Sem duvida. Mas sabe-se que estão na calha outros cortes e continuam a ser programados cortes para mais tarde (2013, 2014,…). A verdade é que ha muitos protestos e uma forte oposição, da parte dos interessados, funcionarios e privados, da parte da população, da parte dos partidos politicos da oposição, e até da parte de muitos dos proprios partidos do governo (o chamado “fogo amigo” !).”
    Eu não insisto que o estado nao faça, mas convenhamos, é uma verdadeira ninharia face ao que os privados estão a fazer.Mesmo para esta altura, muito mais devia ser feito.Traz protestos? Traz barulho? Pois, mas está na altura de caber ao estado fazer o seu sacrificio na resolução da crise.Não podem sempre ser os mesmos do costume a apanhar com a chuva,A experiencia diz-me que aqui em portugal,que quem deixa para depois, nunca chegará a faze-lo.Pode não ser o caso, mas realmente não sou tão crédulo e optimista nas capacidades do governo.O psd está praticamente unido no apoio a passos coelho, esteja descansado Mas posso lhe garantir que por exemplo, a assunção cristas e o fernando leal da costa, de liberais teem muito pouco!

    “Como o disse varias vezes discordo também quando diz que o aumento de impostos não tem qualquer eficacia no que se refere à consolidação orçamental. As receitas até podem baixar. Mas se alguns impostos não aumentassem baixariam ainda mais. O que faz baixar as receitas não são os aumentos das taxas mas sim a propria recessão, que todos sabemos ser anterior e ter causas bem mais profundas e estruturais.”
    Creio que é importante recordar-lhe para os sucessivos aumentos de impostos que o anterior governo fez, e que esses aumentos são uma causa estrutural e profunda.Esses aumentos produziram a recessão que já se vivia no ano passado, e em recessão as pessoas consomem menos, porque se as coisas estão mais caras, logo a racionalização e a selectividade serão maiores.Dai, eu achar, que por mais aumentos que o governo faça, nunca irá arrecadar nada.Não é apenas opcional,é uma questão de viabilidade.Ou faz um maior esforço na despesa,ou então fernando,tudo acaba

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