no bom caminho

“(…) Segundo os números avançados pelo Governo à troika, o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que em Junho de 2010 era negativo em 94,6 milhões de euros – e na primeira metade de 2011 negativo em 55,5 milhões – soma agora 1,9 milhões positivos. Como acordado com a troika, dos custos com pessoal foram excluídos os sobrecustos com as rescisões de contratos que somaram na primeira metade deste ano 6,3 milhões de euros. Das empresas de transporte saíram, entre o final de 2010 e Junho passado, 2206 trabalhadores (…) O valor dos resultados operacionais avançados à troika são diferentes dos que constam no último boletim da Direcção-Geral deo Tesouro e Finanças (103,3 milhões de euros negativos), uma vez que nãon contabilizam as amortizações e depreciações. O EBITDA é o indicador que tem servido de base à análise da troika. Nos primeiros seis meses do ano, e face ao mesmo período de 2010, as receitas operacionais agregadas do sector dos transportes subiram de 361,8 para 388,7 milhões de euros, com um aumento das vendas de 268,9 para 307,4 milhões. As despesas operacionais recuaram, por seu lado, de 456,4 para 386,8 milhões de euros nestes dois anos.”, no Jornal de Negócios (página 7).

Se há política deste Governo com a qual concordo é aquela que tem sido seguida na área dos transportes públicos. Defendi-o a 29/04/2011 em artigo na Vida Económica (“Transportes públicos”), quando este Governo não tinha ainda sido eleito. E os resultados começam a aparecer – o EBITDA do primeiro semestre foi positivo e o País não deixou de ter transportes públicos por isso. Mantendo a trajectória, o Governo está próximo de obter um equilíbrio razoável: gerir uma rede de transportes públicos sem prejuízos (nem lucros) de centenas de milhões.

Resta a dívida histórica, no caso dos transportes de 20 mil milhões, cuja resolução definitiva é muito mais difícil e que passará por uma qualquer engenharia financeira que transforme os credores em accionistas. Enquanto isso não acontece, um EBITDA positivo, mesmo que residual, lá irá permitindo amortizar qualquer coisita ao passivo histórico e, certamente, permitirá que não se acrescente à pilha de dívidas. Afinal, sempre é necessário começar por algum lado.

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