Incompetência despesista reincidente

Se se concretizar um novo aumento de impostos como já prometeu o primeiro-ministro, convém reconhecer: é a segunda vez que em menos de uma década a so called direita governa como se fosse esquerda, com maquilhagem orçamental a fingir que se corta despesa e aumentando impostos. Se tal se concretizar, é bom que nas próximas eleições esta so called direita tenha um resultado que a torne em cacos. Talvez assim surja uma direita em Portugal – que teria bem mais aceitação do que políticos e jornalistas pensam – que, numa terceira chegada ao governo (graças à incompetência das duas vezes anteriores será ainda longínqua) tome as medidas que este país pede há 10 anos.

E Passos Coelho que não tome por certa a paz social. É certo que os eleitores sabem que quem faliu o país foi a criatura socrática, mas também sabem que quem não tem conseguido inverter a situação orçamental (e que muito evidentemente não quer destruir o ganha-pão estatal de tanta clientela partidária) é o actual governo.

22 pensamentos sobre “Incompetência despesista reincidente

  1. FilipeBS

    Cara Maria João Marques, infelizmente, se esta chamada direita tiver um resultado “que a torne em cacos”, duvido que os portugueses tenham o discernimento de reconhecer que existe uma direita melhor. No dia seguinte estão é todos a votar na esquerda, convencidos que o que é preciso é alavancar a economia com “investimento” público (i.e. dívida pública). Esta direita que está no governo está tão (erroneamente) conotada com o liberalismo que o mais provável é a maioria não querer mais “liberalismo”. Ou acha que o português médio consegue discernir a diferença entre esta direita uma direita verdadeiramente liberal? Esta direita prometeu cortes, e só aumenta impostos. Ninguém mais acredita em coisa nenhuma…

  2. teixeira

    Nada do que este governo está a fazer se diferencia da esquerda.
    São criados que calçaram os sapatos do senhor.

  3. Maria João Marques

    ‘ Esta direita que está no governo está tão (erroneamente) conotada com o liberalismo que o mais provável é a maioria não querer mais “liberalismo”.’

    Infelizmente é verdade. E da próxima vez que se prometer baixar impostos (e não esqueçamos a promessa do choque fiscal de Durão Barroso) o eleitorada pode mandar a direita a um sítio desagradável. Se se concretizar o aumento de impostos é bom que contem com uns 12 anos de oposição.

  4. Maria João Marques

    ‘Nada do que este governo está a fazer se diferencia da esquerda.’
    Pois não. Nem entendo para que quiseram provocar eleições para terem igual política.

  5. jorge rodrigues

    Cito Almada:

    “PORTUGAL QUE COM TODOS ESTES SENHORES, CONSEGUIU A CLASSIFICAÇÃO DO PAIZ MAIS ATRAZADO DA EUROPA E DE TODO OMUNDO! O PAIZ MAIS SELVAGEM DE TODAS AS ÁFRICAS! O EXILIO DOS DEGRADADOS E DOS INDIFERENTES! A AFRICA RECLUSA DOS EUROPEUS! O ENTULHO DAS DESVANTAGENS E DOS SOBEJOS! PORTUGAL INTEIRO HA-DE ABRIR OS OLHOS UM DIA – SE É QUE A SUA CEGUEIRA NÃO É INCURÁVEL E ENTÃO GRITARÁ COMMIGO, A MEU LADO, A NECESSIDADE QUE PORTUGAL TEM DE SER QUALQUER COISA DE ASSEIADO!”

    In Manifesto Anti-Dantas

  6. “Esta direita que está no governo está tão (erroneamente) conotada com o liberalismo que o mais provável é a maioria não querer mais “liberalismo”
    .
    Mais uma mentira a juntar a tantas outras, que ainda teve a gravidade de diabolizar os verdadeiros liberais que nada têm a ver com estas práticas. Terá sido de propósito?

  7. FilipeBS

    André Miguel, acredito (ou quero acreditar) que o Passos até fez a campanha eleitoral e entrou para o governo com ideias de fazer alguma coisa realmente de útil pelo país, de reformar o Estado, diminuindo-o, de cortar na despesa, de libertar a sociedade de encargos que a iniciativa privada pode cobrir, etc, etc. Mas, chegado ao topo do Estado, as pressões são tais na maioria dos sectores que, o governante, vê-se impossibilitado de prosseguir as reformas. Os grupos de pressão são mais do que muitos e muito poderosos. Foram eles que, logo à partida, meteram os governantes no sítio em questão. Há favores a pagar. Não se pode ir contra certos interesses instalados. No fundo, a culpa não é só do governante. É de toda a sociedade. Veja-se o caso RTP. A culpa não é só do governo por não avançar definitivamente com a privatização. É de toda a sociedade, como um todo: uns porque querem manter a RTP como um instrumento de comunicação do governo, outros porque não querem mais concorrência, outros pela razão A, outros pela razão B, etc… No fim, toda a sociedade é responsável pelo imobilismo reformista em que nos encontramos.

  8. ricardo saramago

    Não é com esta gente, nem com troikas, nem com direitas nem esquerdas.
    Ainda tem que piorar muito mais, antes que haja condições para começar a melhorar.
    Vai ser a “longa noite” de pelo menos uma geração.

  9. lucklucky

    Precisamente é preciso o PSD e o CDS com menos de 10% de votos. Se temos sociallismo que os resultados do desastre do sociallismo sejam feitos pela esquerda não pela direita.

  10. teixeira

    -Esquerda, direita, direita esquerda. Sao todos socialistas…
    Nao e’ preciso nem direita, nem esquerda, nem centro… So e’ preciso Liberdade!-
    Absolutamente de acordo.

  11. FM

    As observações da MJM são judiciosas. Creio, porém, que a raiz das distorções apontadas se inserem numa questão filosófica mais profunda e de que ainda não há muita consciência (o comentário do Filipe BS pressente isso): o Estado, tal o conhecbemos, está condenado; a estrutura das sociedades vai-se alterar profundamente; o sintoma até agora mais visível dessa “revolução” é o fenómeno chamado de globalização.

  12. Paulo Pereira

    O Passos / Gaspar não percebem de macroeconomia.

    Se percebessem nunca iriam ter um programa economico desastroso como o que estão a implementar.

    A fixação na deficit em vez de na despesa é um sintoma claro de incompetência e ignorância , além de tudo o resto.

  13. JS

    Filipe BS #9. “É de toda a sociedade.”. Não leve a mal, mas não é “toda a sociedade”.
    O mal é apenas do sistema eleitoral. O PM depende do Partido, não do eleitorado.
    O Partido -lá dentro pejado de lóbis- manda no PM. Ponto final.

    Receita para haver um Executivo forte?. Capaz de ser Executivo?. É simples.
    Actualizar o Sistema Eleitoral da AR.

    Só com uma AR maioritariamente independente é que haverá PM, e PR, independentes dos partidos, com força para tocar nestes minúsculos, caricátos -mas perniciosos- lóbis.

    Ps. Os candidatos a PR também não podem ter qualquer relação, mesmo que remota, com partidos. Percebe-se porquê. Devem ser personagens cujo prestígio seja pessoal, independentes de partidos.
    E não criaturas que dependem dos partidos para serem eleitos ou reeleitos.

  14. fernandojmferreira

    Para o JS: E’ a eterna falacia do estatismo: A idea que “o sistema” funciona mas que precisa de estar constantemente a ser “reformado”. Muda-se a engrenagem daqui, poe-se um pouco de oleo ali, muda-se a marca do oleo, ja que este nao presta, mas vai haver um oleo, esse sim, que vai fazer as engrenagens funcionarem como um brinquinho.
    Continuar a confiar nop estatismo, nessa idea que, para prosperarmos e sermos felizes, precisamos ser governados, controlados e limitados na nossa creatividade e na opcao voluntaria de nos relacionarmos contractualmente com os outros.
    Continuar a confiar no estatismo e’ o mesmo que continuar a acreditar que uma matilha de lobos pode alguma vez tomat conta das ovelhas. E’ impossivel. Podemos pensar que se tirarmos os dentes aos lobos, se lhes pusermos restricoes ao seu movimentos (constituicoes), entao a coisa vai funcionar. O problema e’ a natureza dos lobos… Vem sempre ao de cima. Cumprimentos!

  15. JS

    FJMF. Obrigado pela atenção que deu ao meu comentário e pela atenção que teve em responder.
    Concordo com as suas observações.Com o devido respeito à dona do post, MJM, permitam-me.
    Magna Carta, Habeas corpus, a Portuguesíssima República Constitucional, as Lendas do Rei Artur … os códigos de conduta moral e social das religiões, desde à mais 5.000 anos …
    são tudo testemunhos de alguém, alguns, que -e neste caso numa modestíssima escala- não desistiram … como este blog, “post” e comentários. Nem uns, os lobos, nem os outros. Cordialmente.

  16. António

    A esquerda radical comunistóide acusa o poder de ser todo igualmente capitalista neo-liberal. A direita radical pseudo liberal acusa o poder de ser todo igualmente socialista…

    Nem cds, nem psd, nem troika, nem europa nem eua são de direita nem liberais…

    Confirma-se: liberalismo é um ideal utópico, que só está ao alcance de alguns bloggers teóricos!

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