E não lhe enviou flores ?

Passos Coelho felicita Eduardo dos Santos e MPLA pela vitória:

Na promoção da paz, da estabilidade, da democracia, do progresso económico e social em ambos os países e nas regiões em que nos inserimos, temos estado juntos. Juntos na certeza de que este é o caminho que queremos continuar a trilhar neste século XXI.

Passos Coelho podia ter o discernimento de, mesmo felicitando um ditador, um assassino e um cleptocrata, se conter nas palavras. Não o teve. Podia não repetir a brincadeira, evitando não voltar a falar num suposto “compromisso com a democracia”. Não o fez. E o PSD, cujos papagaios de serviço não se contiveram nas críticas à afeição de Sócrates por Chavez, bem que podia ter uma palavra a dizer. Mas até ver, não teve.

Portugal é duplamente cúmplice das efemérides do povo angolano. Por ter beneficiado e permitido a chegada do MPLA ao poder. E por, anos mais tarde, acariciar o Regime, como se de um grupo de pensadores e benfeitores se tratasse.

8 pensamentos sobre “E não lhe enviou flores ?

  1. FNV

    Pois, mas esses papagaios calaram -se há muito tempo sobre este assunto. Prefrem tiradas moraleiras, são mais baratas.

  2. jose mota

    pelo menos o Santos não passa a vida em Portugal como os palhaços do Hugo e do Kadafi com a tenda atrás e uma legião de jornalistas papalvos a ouvir suas eminências pardas.

  3. Hum, este foi o primeiro pensamento que tive quando li a notícia mas, pensando melhor, acho perfeitamente normal a felicitação, embora o tom pudesse ser outro. O país não está em posição de ser “pai” de ninguém, longe vai o tempo do colonialismo, Angola é um parceiro estratégico pois é dos poucos que pensa botar aqui algum. Angola tem mais de 100.000 portugueses a trabalhar lá, uma parceria que enriquece os dois países. Se Angola tem problemas, e tem-nos, estes deverão ser resolvidos pelos angolanos, ou parece que há muita gente com saudades dos tempos da guerra fria, em que a palavra de ordem era interferir na politica interna de muitos países. Portugal decerto beneficiaria com uma democratização a valer de Angola, pelo que não sou apoiante do actual regime angolano e, não pretendo sequer defender a posição do governo e do PM portugueses.

  4. Ricardo, talvez eu me tenha excedido um pouco no meu comentário, mas na questão de Angola há muita gente que fala sem medir as consequências daquilo que diz. Como tenho alguns amigos a trabalhar/residir lá, sou obrigado a ver o outro lado da moeda. Eu, até por questões ideológicas, preferia que não se fizesse nada. E detesto ver os nossos governantes, seja de que partido forem, de mãos dadas com os políticos angolanos.

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