Dan Mitchell sobre a França

Time to Start the Countdown for France’s Fiscal Crisis. Excertos:

“France wasn’t doing so well under the de facto socialist Nicolas Sarkozy, and it seems that things are looking even worse now that the de jure socialist Francois Hollande is in charge.”

(…)

I’m wondering when the pessimism will spread to investors. France recently lost its triple-A credit rating, but the rating agencies don’t do a good job, so I think it’s much more important to look at the prices of credit default swaps.

In other words, how much does it cost for an investor to insure debt from the French government? According to this CNBC site, France isn’t viewed as being as creditworthy as nations such as Switzerland, Germany, and the United States, but it is closer to those countries than it is to Spain, Italy, or Portugal.

This is just a guess on my part, but I think France is reaching the point where investors are suddenly going to get concerned about the government’s ability to fulfill its promises.

If Hollande follows through on his threat to impose a “patriotic” 75-percent tax rate, for example, that could be the trigger that makes the bond market a lot more skittish. Particularly since it will result in fewer rich people in France.

Carregar em quem produz e cria valor (75%!) para atirar o dinheiro a quem calha – por coincidência, geralmente amigos da cúpula do poder – para estimular o consumo. A diferença, soma-se à dívida.

Eu sou Economista e portanto tenho a certeza que isto não resulta, mas a minha questão é: será que é mesmo necessário um curso de Economia para perceber que uma situação destas tem de rebentar mais tarde ou mais cedo?

Entretanto, aceitam-se apostas sobre quando é que os juros exigidos à França vão ultrapassar os 7%.

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10 pensamentos sobre “Dan Mitchell sobre a França

  1. José Maia

    Os franceses são um povo antigo e não têm por hábito sacrificar a tradição e o pensamento à cultura do vende tudo, típica de novo rico. A América é isso mesmo, uma novo ricolândia sem escrúpulos, a revolta da voracidade individual contra todos os valores simbólicos que possam unir uma nação ou um povo. Um curioso caso de baixeza nos modos e costumes oriundo de uma omnipresente classe baixíssima com dinheiro. Mais vale perder prosperidade material do que ceder a uma cultura de consumismo piroso (veja-se a mulher de Mitt Romney, esse monumento ao “bom gosto” americano) onde brotam como cogumelos charlatães à moda de TV Shop. É extremamente infeliz um povo onde, desde criança, se aprende a ver no consumo o único manancial de felicidade. Numa cultura assim não se pode pedir sacrifícios a ninguém já que o gozo do consumo e do conforto é o único valor.

  2. vivendipt

    O Banco francês CIFD (Credit Immobilier de France Development), após desesperada tentativa de arranjar comprador, foi “brutalmente” nacionalizado por François Hollande, o tal candidato do PS que informou o eleitorado há uns meses que não iria usar dinheiro público para salvar bancos.

    Chega o momento da verdade ao recentemente eleito Presidente Hollande e…Aauch!

    Hollande: 0
    Keynesianismo: 1

    http://contascaseiras.blogspot.com

  3. Vivendi,
    Obrigado pelo Info sobre o CIFD.

    Sebastien,
    De Setembro a Fevereiro vão 5 meses…
    O Obama tem eleições em Novembro e a partir dessa data devem-se descobrir relatórios interessantes…
    Com a nacionalização entretanto ocorrida…
    Eu aposto em finais de Dezembro.

  4. tina

    “É preciso lata qualificar a infelicidade ou felicidade dos outros.”

    Demonstra que o que move a esquerda é a inveja.

  5. Paulo Pereira

    As obrigações de divida pública francesa a 5 anos estão a pagar 0,96 % ao ano !!!!

    Nada mau !

    Quando é que malta percebe que o que conta é o déficit externo e não o interno ?

  6. JP Ribeiro

    “será que é mesmo necessário um curso de Economia para perceber que uma situação destas tem de rebentar mais tarde ou mais cedo?”
    R: Não. Não é necessário nenhum curso de economia, basta a quarta classe e um pouco de bom senso. A quarta classe ajuda, mas o bom senso é indispensável. Infelizmente, nos nossos tempos, o bom senso rareia.

  7. ElPibe

    Sr. José Maia, nota-se que do povo americano percebe pouco, e conhece nada, como a maioria dos europeus que se acha superior por direito de nascença. “baixeza nos modos e costumes”? “classe baixíssima com dinheiro”?

    Tive a oportunidade de visitar esse suposto povo bárbaro recentemente, e posso garantir-lhe que o que encontrei foi uma simpatia e um civismo que o povo português nunca conseguirá alcançar, de tão primitivo e selvagem que é em comparação.

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