Síria: verdadeiros sacrifícios em nome do bem-comum

According to the leaked files, Assad sacrificed hundreds of citizens and low-ranking security forces in order to convince international public opinion that terrorists have infiltrated the Syrian territory and started conducting mortal operations.
A narrative the regime keeps pushing forward since the start of the Syrian revolution in Mars 2011.

Al Arabiya. Amanhã há mais. E das duas, uma: ou os exclusivos são verdadeiros ou a estação televisiva faz parte da conspiração internacional…de vizinhança.

A marca de Zorrinho

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

Esta semana, o descaramento maior coube a Carlos Zorrinho, o qual, a propósito dos pífios “cortes” nas fundações, lamentou com total precisão e nenhuma legitimidade: “Quando é para aumentar os sacrifícios aos portugueses, é sempre mais do que aquilo que esperamos; quando é para cortar despesa, é sempre menos do que aquilo que esperamos.” Brincadeira? Parece. Mas não é. É apenas o PS a confiar na amnésia terminal do eleitorado.

Em matéria de amnésia, nem vale a pena notar o impulso do PS a incontáveis fundações. Sobretudo, importa descontar a facilidade com que o PS alterna as exigências de “investimento” público com a mágoa de que a despesa pública não seja devidamente reduzida. O primeiro sermão tem a atenuante da coerência face ao modus operandi que nos deixou na penúria. No segundo, trata-se de puro desplante. E se apetecer ao cidadão médio comparar o caso ao do gatuno que condena as escassas medidas de segurança depois de esvaziar o banco, a comparação é redundante: é literalmente isso o que se passa.

Síria: quando os vizinhos se juntam

Syrian President Bashar al-Assad ordered the killing of two Turkish air force pilots who were captured after their fighter jet was shot down on June 22, 2012, files obtained by Al Arabiya show.

Acredito que possam existir provas irrefutáveis que a Al Arabiya não passa de um instrumento da Mossad. Prometem as cenas dos próximos capítulos desta guerra repleta de ética.

 

O gene

Concorde-se ou não, é sempre com agrado e interesse que se lêem as observações do Pedro Arroja sobre o espaço cultural em que estamos inseridos, em contraponto (e em confronto) com outras culturas próximas. Mas continuo a achar que em tal análise das culturas católicas falta um factor essencial: o factor (ou herança) árabe. Não tenho qualquer evidência científica para apresentar em defesa desta tese. É apenas uma convicção que foi crescendo a partir de alguns factos circunstanciais (para além da História): ser nativo de um país do sul da Europa, viver há anos na cidade que foi o último reduto árabe da península ibérica e ter um conhecimento razoável do Mediterrâneo latino e eslavo (e algumas experiências do outro lado do lago). Vale o que vale. Mas vale o suficiente para estar convencido de que vamos continuar a disparar ao lado do tema central enquanto insistirmos em ignorar este termo da equação. Para que serve acertar no alvo? Talvez para nada. Ou talvez para se chegar à conclusão definitiva de que o “projecto europeu”, tal como tem sido desenhado nas últimas duas décadas, está condenado ao fracasso, e que esse fracasso pode condenar-nos ao jugo da tirania. É que o pilar onde se sustenta o paleio unionista — a matriz cristã da Europa — é uma farsa, e não é porque uns são protestantes e outros católicos. A clivagem é mais profunda.

É urgente expurgar o socialismo da constituição (2)

No seguimento de É urgente expurgar o socialismo da constituição,

Paradoxo constitucional (2) de Adolfo Mesquita Nunes:

Não há ninguém que hoje não defenda cortes na despesa. Já é um avanço. Hoje sabemos que ter as contas em ordem é condição essencial para o crescimento. Hoje está claro que, quanto mais o Estado cortar na despesa, menos os contribuintes têm de pagar por ela.

É certo que, na hora de concretizar esses cortes, as opiniões começam a dividir-se de uma forma que favorece a indecisão. Assim que se anuncia um corte, logo aparece quem diga que o corte devia ser feito noutro lugar ou com outra proporção ou apenas depois de outros cortes ..

.. há que olhar para a composição da despesa pública. As despesas com a segurança social, a saúde e a educação constituem cerca de 75% dos encargos do Estado. As despesas com prestações sociais e salários correspondem a cerca de 70% dos encargos do Estado. Cerca de 70% dos gastos com educação ou com segurança e ordem pública prendem-se com salários. E note-se que as restantes áreas, as primeiras sacrificadas em qualquer política de contenção, estão já quase reduzidas ao seu mínimo (sofrendo cortes muitas vezes injustos), uma vez que os vários governos procuram preservar as áreas sociais e estão impedidos de resolver o problema pelo lado dos salários.

Isto não é ideologia. É a realidade a bater-nos à porta. E, se queremos cortes, temos de encarar a realidade de frente.