Serviço Público de Televisão

Comer, beber, respirar. Necessidades sem as quais não sobrevivemos. E se para respirar basta estar vivo (ou vice-versa) para comer e beber temos que geralmente confiar na partilha do trabalho, num mercado e na interacção humana. No entanto o estado não oferece padarias públicas, nem engarrafa água. Parece estranho como se pode confiar nos privados para oferecer estes produtos ou serviços básicos para a sobrevivência do Homem. Estranho para quem acompanhe a discussão em torno da RTP, claro.

Deve um governo tem canal de televisão na sua posse? Precisamos dum canal da televisão na posse do estado para que exista qualidade e isenção nas televisões? Olhando para a programação da RTP1 (música pimba de manhã, novelas e música pimba de tarde, “entretenimento” pago a preço de ouro à noite) e para os shares da RTP2  (consistentemente abaixo dos 5%)  parece evidente que em termos de qualidade e de necessidade as coisas não estão propriamente bem entregues. Olhando para sucessivas polémicas de sucessivos governos que são acusados de querer usar a televisão pública em proveito próprio ter-se-á uma ideia pelo menos quanto à percepção da permeablidade da RTP ao poder político.

Depois há argumentos mais interessantes que advêm da defesa do património linguístico e cultural ou da necessidade de manter um canal de televisão em caso de emergência. Quanto à defesa de património cultural e linguístico, depois do Acordo Ortográfico creio que estamos conversados quanto à capacidade dos governos defenderem o nosso. De resto, a necessidade de manter um canal de comunicação em emergência não depende de existir um canal de televisão do estado. Depende da capacidade de emitir (em várias frequências) nessas circunstâncias – e se algumas vez essas circunstâncias se verificarem, tenha um rádio de onda curta à mão. A pilhas.

Há ainda o argumento de que não há mercado publicitário para sustentar mais um canal (como se a RTP não tivesse publicidade q.b.) e que não é sustentável a operação de três canais comerciais em Portugal. Confesso-me ignorante sobre o mercado de publicidade televisiva, mas parece-me que é mais elástico que muita gente pensa  e que mais slots (se os houver por uma privatização do canal público) baixariam os preços o que também traria novos clientes. E seja como for, se houver candidatos para uma terceira licença privada é porque consideram que há mercado. Os players existentes ter-se-ião de adaptar, mas isso é da vida.

Por fim há uma mentalidade do século passado que ignora o cabo, a internet e novas formas que cada vez mais pessoas abraçam para entretenimento, informação e cultura. Sim, sei que há muita gente que não tem cabo e que não sabe ligar um computador, mas é impossível ignorar que são cada vez menos e fazer de conta que do outro lado não quem simplesmente não veja um minuto dos generalistas.

Posto isto nada me opõe a privatizar a RTP. Apesar de algumas luminárias dizerem que dá lucro, a RTP custou aos portugueses (entre serviço de dívida, indemnização compensatória e taxa do audiovisual) cerca de 400 milhões de euros só no ano passado. Isso é muito dinheiro e se alguém fizer televisão com zero euros dos contribuintes fico encantado. A questão é que a RTP tem empregados, esses empregados têm direitos, contratos, indemnizações, etc. Seria estranho que quem a comprasse, ficando com os mesmos custos fixos, fizesse grande negócio – se é, como parece, nesses custos fixos que reside o “problema” da RTP.

Qual então o caminho a adoptar? Pessoalmente defendo a alienação completa da empresa RTP a quem der mais, sem rendas. As obrigações a cumprir pelo novo operador seriam as mesmas que os da SIC e TVI que poderiam ou não ser adaptados à nova realidade. A não haver ofertas o estado deveria encerrar a empresa e alienar as duas licenças. Mas isto não se coaduna com os compromissos dos partidos de governo pelo que, no quadro actual, penso que a melhor forma seria o estado alienar a licença da RTP1 com parte da empresa e manter a RTP2 e a restante parte da empresa. A RTP2 ficaria com a missão actual (que mais se assemelhará àquilo que comummente se chama de “serviço público de televisão”) e o novo canal ficaria com as mesmas obrigações que a SIC e a TVI: fazer televisão que as pessoas querem ver – eu não, mas isso também é da vida. O estado alienaria o máximo da empresa possível, mas sempre com a finalidade de não pagar um tostão público à nova empresa. O canal público (antiga RTP2) receberia uma administração obrigada a gastar um custo fixo – menor que o actual – e governar o canal com base nesse orçamento. É longe de ser uma situação ideal, mas julgo que a melhor actualmente possível.

P.S.: Seja no entanto qual for a solução final é uma tonteria ter quem está a estudar cenários a dar entrevistas sobre esses cenários. Aliás, não se compreende como pode um assessor do governo dar entrevistas sobre as matérias em que está a trabalhar. Deveria ser a primeira condição para trabalhar para o governo: não dar entrevistas. Entrevistas dão os membros do governo. É uma patetice com os resultados que se viram.

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38 pensamentos sobre “Serviço Público de Televisão

  1. Pedro Pestana Bastos

    Micha

    E a RTP Africa?
    E a RTP Internacional ?
    E o acervo histórico?
    E os canais de Rádio (Antena 1, 2 e 3) ?
    E como contrariar a CRP que estabelece que os privados só podem exercer mediante licença a atribuir em concurso publico?
    E a RTP 2 teria possbilidade ?
    E o que acontece aos 140 milhoes de taxa audiovisual ? Para quanto baixam ?
    E o canal 1 passa a poder a mesma possibilidade de publicidade que os privados ?

    Por outras palavras. Porque não fechar simplesmente um canal de televisão e dois de rádios e baixar a taxa audiovisual para metade acabando com as indemnizações compensatórias ?

  2. Tó Zé

    No seu texto só não consigo ver a análise a um ponto (fulcral, na minha opinião). Acha que a RTP conseguiria manter a certa imparcialidade relativa (aos outros canais) no caso de uma privatização? Acha que a estação de televisão não entraria no jogo dos privados (SIC e TVI) de proteger os grupos económicos que lhes pagam o ordenado?
    É verdade que isso não deveria ser problemático. As pessoas têm capacidade para analisar os conteúdos e discernimento para ver onde começa o fundamentalismo partidário nas televisões. Mas, infelizmente, num país com níveis extremamente baixos de literacia é evidente que tal não acontece.
    Aí, podiamos contar um pouco com a RTP. Conseguia ser das poucas televisões portuguesas a manter-se com alguma imparcialidade (como já disse, relativa, uma vez que a SIC e a TVI são insuportáveis em certos aspetos).
    Quanto ao lucro da RTP, não era suposto ela já ter dado lucro segundo os orçamentos. Na verdade, ela só começaria a dar lucro em 2013. Enfim, não é estranha a pressa do governo em vender a RTP quando ela começaria a dar lucro ao Estado e a compensar os prejuízos causados aos orçamentos.
    Outro ponto da questão é o fim das Antenas 2 e 3 (na rádio), o que faz com que alguns portugueses deixem de ter uma estação de música clássica enquanto vão no carro. Apesar de ser um desses portugueses, já não me faz diferença, visto que agora trabalho na Bélgica (aqui as faculdades pagam melhor).
    Gostava que me respondesse e me desse a sua opinião pessoal sobre a parcialidade do canal com uma privatização.

  3. Michael Seufert

    Pedro,
    a RTP-Africa, Internacional e o acervo não estão abrangidas pelo problema físico do espectro rediomagnético, pelo que não se-lhes aplica a maioria dos problemas que se levantam na privatização da RTP. Com emissões em streaming que a RTP, a Sic e a TVI até já fazem, podias bem fechar ou reduzir ao máximo as emissões da RTP-i e RTP-A.
    O acervo deveria ser do domínio público e integrado não sei se na Torre do Tombo, ou parecido. Até que aposto que muito privado digitalizava de graça pelos direitos de emissão por um espaço de tempo definido.
    Nada contra concurso público para a licença.
    A RTP2 ficaria como está, como disse.
    Não sei quanto custaria a taxa do audiovisual neste cenário. Provavelmente a mais.
    O canal 1 (se lhe quiseres chamar assim), como disse, ficava igual à Sic e à TVI. Podia até chamar-se Canal 5, NovaTV ou XXI. Era outro canal, esquece RTP.

    A tua proposta não está mal. Mas acho que provavelmente um canal público mantém o problema dos custos fixos que a RTP tem com dois canais.

  4. Michael Seufert

    Vasco, nem todos podemos concordar 😉
    Mas é como digo, no cenário actual e considerando o programa de governo e dos partidos, julgo que não há margem para não manter um canal nas mãos do estado – e acho que nesse cenário deve ser um canal com as características da 2.

  5. Pisca

    Estas brilhantes inteligências um dia destes ainda vão descobrir que a Torre do Tombo e a Biblioteca Nacional só dão despesa, portanto arranjam por aí um alfarrabista amigo e vendem a papelada toda, e despedem o pessoal que por lá anda, uma cambada armados em estudiosos a meter o nariz em tralhas do passado

    Os edificios podem ser despachados para fazer espectáculos, já anda aí um comprador

    É isso ?

  6. Paulo Pereira

    Devido à questão constitucional, a RTP 2 e a RTP Internacional poderiam servir para prestar o serviço publico , com um custo máximo de 75 milhões de euros por ano, ou seja uma redução em 50% da taxa do audiovisual e zero de subsidios do estado.

    A RTP1 poderia ser vendida e o produto da venda abatido à divida do Grupo RTP.

  7. Carlos Guimarães Pinto

    Qualquer emigrante com dinheiro para comprar os pacotes de televisão em que a RTP Internacional vem incluida também tem dinheiro para uma ligação à internet. A RTP Internacional é uma inutilidade anacrónica.

  8. Carlos Guimarães Pinto

    O acervo histórico pode ir para a torre do tombo (suporte físico) e youtube (formato digital). Por 10000 mil euros compra-se disco rígido suficiente para guardar cópias do acervo histórico.

  9. Pisca

    Carlos Guimarães você sonha as barbaridades que acaba de lhe sair dos dedos ? Ou fala mesmo a sério o que é muito mais grave

  10. Pedro

    Falta ao texto a atenção e reflexão sobre a matéria constitucional. O assunto serviço público de televisão está na Constituição e não se pode passar por cima dela.

  11. Aladin

    ” Acha que a RTP conseguiria manter a certa imparcialidade relativa (aos outros canais) no caso de uma privatização?

    Esta pergunta retórica parte de uma premissa errada: a de que existe imparcialidade e que ela, sendo uma virtude, só o Estado a tem.

    Se fosse assim, então a televisão cubana era imparcial, a chinesa tb, a venzuelana, etc. E não são, obviamente.

    Os jornalistas não são anjos assexuados caídos do Céu. Têm opiniões, interpretam o mundo de acordo com a sua formatação ideológica, religiosa, etc, os seus ódios e amores, etc.
    A deontologia profissional é a mesma, quer trabalhem nesta ou naquela estação. Respondem tb ao medo de perderem o emprego, de não serem promovidos, de não agradarem ao chefe, e isso é tão verdade num caso como noutro.

    Ora uma vez que a imparcialidade é uma miragem, é melhor que as coisas se definam.
    Nos EUA, por exemplo, a FOX é conservadora, a MSNBC é esquerdista, e todas as televisões e jornais têm a sua visão das coisas. E têm um mercado que lhes compra o produto.

    O consumidor escolhe.
    Se não gosta do produto B, compra o produto A, na certeza de que não há um produto perfeito. Cabe-lhe a ele digerir a informação que lhe chega sob diferentes pontos de vista.

    Dito isto, faz tanto sentido o Estado ter uma TV, como uma sapataria ou um talho.
    Vem na Constituição?
    Pois vem, mas isso é mais um dos nossos motivos de vergonha, recordação lúgubre de um tempo folclórico em que uns quantos parolos acreditavam que os amanhãs cantavam.

  12. Guillaume Tell

    “10. Carlos Guimarães você sonha as barbaridades que acaba de lhe sair dos dedos ? Ou fala mesmo a sério o que é muito mais grave”
    Sendo eu luso-descendente só posso que confirmar as palavras do Carlos Guimarães. Eu só olhou para a Internacional quando há Telejornal, hóquei em patins e filmes portugueses. O primeiro tenho na net facilemente, o segundo é mais difícil de encontrar, é certo que a RTPi ajuda ao retransmitir os campeonatos do mundo e da Europa e a final a quatro da Liga Europeia quando lá chega um clube português mas o resto, campeonato e taça CERS nem vistos (o ano passado ganhou-a o Benfica e o Braga foi esmagado na final deste ano e foi pela net que o sube, só para ver). Quanto ao último também durou pouco tempo, há três anos ainda os podiamos ver mas era uns horários sem jeito, sabádo à tarde ou domingo à noite, só para quem vivesse num fuso horário adequado. De resto tudo o que é música, cultura, desporto mais em geral, informação detalhada, humor é tudo graças à net que me mantenho informado.

    De toda maneira o meu amor e interesse por Portugal não se deve à existência de um canal público chato, deve-se aos meus pais e ao meu próprio interesse pessoal.

  13. Tó Zé

    Estou desapontado com a resposta que Aladin me deu sobre o tema da parcialidade.
    Na realidade eu não afirmei que a RTP era imparcial, passo a especificar, apenas disse que era menos parcial que as outras. Penso que já expliquei a “premissa errada”.
    Quanto à falácia da generalização precipitada que cometeu, acho que uma estação de televisão de um país democrático tem algumas diferenças a televisões públicas de regimes ditaturiais. Por isso, boa falácia.
    De novo, constato que para responder ao meu comentário caiu no erro de presumir que uma parte considerável da população tem literacia suficiente para analisar os conteúdos da televisão (algo que eu tinha previsto que fizesse no meu primeiro argumento). Se observarmos o sistema americano verificamos que grande parte da população também não tem níveis elevados de literacia, e, de facto, permitiram-se a passar de um Estado seguro, para um Estado com demasiadas dívidas (bastou acreditarem nos republicanos depois de Clinton).
    No entanto, como não estou aqui a discutir política americana, devo voltar ao tema RTP. O Estado tem visivelmente mais condições de agir de modo menos parcial, não me questione porquê (eu não consigo entender), mas de facto a experiência comprova-o, basta mudar de canal durante os noticiários.
    Quanto ao produto perfeito, concordo plenamente consigo. Mas, devido à extrema parcialidade (imposta pelas direções) dos jornalistas nos canais privados, o Estado tem o dever de ser um posto sólido e de ter serviços que apoiem os cidadãos. Infelizmente, em Portugal a parcialidade ultrapassa quaisquer limites, tendo em conta as independências de Marcelo Rebelo de Sousa e Miguel Sousa Tavares (os dois comentadores mais vistos, que por acaso correspondem aos partidos mais votados, sendo que os registos de audiências alternam consoante o partido no governo e muitos votos dependem daquilo que eles dizem a uma grande quantidade de classe média acéfala que se limita a seguir a onda no momento de votar).

  14. Aladin

    “caiu no erro de presumir que uma parte considerável da população tem literacia suficiente para analisar os conteúdos da televisão”

    O argumento inevitável daqueles que se acham mais esclarecidos que os outros. O povo é pouco inteligente, não sabe o que é bom para ele, faz escolhas erradas, precisa que pessoas esclarecidas (que o Tó Zé, obviamente se considera) decidam pelo povo aquilo que o povo deve gostar.

    Nada de novo. Lenine e as vanguardas revolucionárias, o Partido de burocratas que sabe melhor que os operários o que os operários devem querer, a 1ª República a limitar o voto porque as mulheres e os analfabetos não fazem escolhas certas, etc.

    O seu erro é ideologico, meu caro. Você acredita sinceramente que é mais esperto que o povo, que a sua noção de bem colectivo é superior à das escolhas livres do próprio colectivo.
    Um totalitário em potência, na pior hipotese, um ditador paternalista, na melhor.

    O estado é “menos parcial”?

    As crenças não se discutem, meu caro. Passe aos factos e demonstre essa tese.
    Comece, por exemplo, pela BBC…

  15. Aladin

    Por exemplo, comece por googlar “BBC” e “bias”, e verá mais de 17 milhões de referências….

  16. Tó Zé

    Na verdade não me considero mais exclarecido do que os outros. Isso seria pouco inteligente da minha parte. Apenas considero que grande parte das pessoas (comigo incluido) são susceptíveis de serem controladas pela comunicação social, não é por acaso que lhe chamam de 4º poder.
    Na verdade, o Estado não é menos parcial, mas é um facto infeliz que a RTP (que deveria proteger os interesses do Estado, precisamente por ser pública) tem uma visão mais imparcial das coisas. Na verdade, a RTP não tem muita concorrência em termos de parcialidade (mas isso far-me-ia voltar ao velho argumento SIC/TVI), a RTP consegue simplesmente ser menos perigosa para massas do que os outros canais.
    Na verdade, a ideologia passa por ensinar as pessoas a pensar e não ensinar os conhecimentos às pessoas (como os governos em Portugal têm feito ao longo do século XX, começando com a ditadura, passando por Mário Soares e Cavaco Silva, sem deixar Sócrates e Nuno Crato atrás). De facto, para se conseguir pensar é preciso ser mais do que cidadão, é preciso ser autodidata. E digo-lhe mais, o tema das ditaduras é realmente a minha especialidade (e consegui ser contratado por causa disso).
    Ao contrário de muita gente, eu não quero decidir aquilo de que o povo deve ou não gostar. No entanto, acredito que o povo tem de pensar nas escolhas que faz, independentemente de gostar de pensar ou não. Digo-lhe mais, nunca conseguiria viver numa ditadura, na verdade, concordo com Churchill em que a democracia é o pior regima, a seguir a todos os outros.
    Na verdade, não me importo que o povo faça as suas próprias escolhas (o contrário seria um corte dos direitos naturais), apenas me importo que num período de 38 anos de democracia não tenha havido um único ministério da educação que desse mais importância à educação do que ao ensino de matérias. Isso é que me irrita.
    Já que estou a falar de ideologias políticas, certamente deve conhecer o conceito marxista de determinismo social (um dos fatores chave na minha tese).
    Já agora, mostre-me um caso palpável em que a RTP (e não a BBC) tenha protegido o patrão (nos últimos tempos) como a TVI faz e como a SIC fez. Só um caso. Espero que não seja pedir muito.

  17. professor

    ALADIN
    A propósito da iliteracia , relato apenas factos passados em duas áreas de presumidas (i)literacias diferentes .
    1.No passado , como professor no ultimo ano de um curso universitário de reputada Escola (e outros colegas o constatam no presente) a generalidade dos alunos ser incapaz de criticar um texto .Já não falo do português utilizado !!!
    2.Quando surgia na TV a noticia de o Conselho de Ministros ter aprovado o novo “selo do carro” logo de imediato se formavam bichas à porta das lojas vendedoras .
    E eu próprio tive um problema com uma notária relativamente a uma idêntica alteração da estampilha fiscal !!!
    Ainda, Surgiu um email na Internet descrevendo que a Maddie nunca existiu . Que era tudo artimanha para arranjar dinheiro. E houve tugas que piamente acreditaram no email . E quantos tugas acreditam (dizem-lhe que sim …) que as marés são por causa da lua ? ou que a Terra anda à volta do Sol .
    E ainda hoje existem vivos que não acreditam na ida do Amstrong à Lua …
    Não esqueça: A Televisão (para alem do futebol que agora deixou de ser de borla e das Telenovelas) é a BIBLIA SAGRADA deste POVO .

  18. Bruno

    “num período de 38 anos de democracia não tenha havido um único ministério da educação que desse mais importância à educação do que ao ensino de matérias.”
    Isto deve ser num país diferente daquele em que eu vivo. A educação e o eduquês tem sido a regra nos 38 anos em prejuízo do ensino.
    “mostre-me um caso palpável em que a RTP (e não a BBC) tenha protegido o patrão (nos últimos tempos)”. Esta é gira! Acontece que a atual administração não foi nomeada pelo novo patrão e não pode ser despedida, por isso ainda podem continuar a fazer favores ao antigo patrão.

  19. António Amarante

    Michael Seufert,
    Bom dia, poderia explicar melhor o que entende por “problema físico do espectro radiomagnético”? Obrigado.

  20. António, não sei o seu ponto de partida, mas fundamentalmente convém reter que o espaço em que as ondas electromagnéticas (as que transportam os sinais de rádio e de televisão, mas também sinais de telemóvel, Bluetooth canais de rádio de emergência e curiosamente ainda as micro-ondas que aquecem a sopa lá em casa) se movem é limitado. As frequências em que se pode emitir são regulamentadas – teria sempre de ser assim – e os operadores têm de obter licenças para o fazer. Assim evita-se que dois operadores emitam na mesma frequência e causem interferências nos sinais respectivos.
    Já agora, não tenho aqui os meus apontamentos de Ondas mas tento de cabeça, no sistema digital a mesma frequência pode tranportar vários sinais digitais. Dependendo do sistema de codificação pode haver, por hipóse, 4, 8 ou até 16 sinais numa mesma frequência, sem quaiquer interferências. Isso “desdobra” o espaço pelo que no espaço de frequências se pode, emitir dezenas de canais mais. Depois há outras questões que se prendem com o HD, etc, que voltam a reduzir este espaço, mas fundamentalmente é isto.
    Ainda assim mantém-se a questão política: o espaço é limitado, nem que seja politicamente, e não é de acesso livre. No Cabo também há limitações, mas não se comparam.

  21. Aladin

    A argumentação do Tó Zé e do professor assenta na incapacidade das pessoas normais fazerem escolhas “certas”.
    Como é habitual, ou se excluem a si mesmos das “pessoas normais” ( eles, pelo contrário, são pessoas mais esclarecidas, têm mais “pinta”), ou fazem parte delas.
    No 1º caso, é para eles óbvio que quem deveria decidir e escolher o que as pessoas normais devem ver e ouvir, são pessoas como eles, esclarecidas e inteligentes, e essas estão todas no Estado. O Estado, como sabemos, é constituido por pessoas esclarecidas, inteligentes e imparciais. Anjos vindos directamente dos espaços celestiais.
    O facto de nada disto ser verdade, não derrota a sua convicção. São assim as crenças: por definição, imunes aos factos.
    Há um longo historial de pesadelos autocráticos assentes nesta crença. A começar pelo Index, passando pelos estados totalitários, a censura, etc.
    Vês…tu és pouco esperto, és incapaz de saber o que é bom para ti, eu nomeio-me teu tutor e digo-te o que deves ver, ler e ouvir.
    É este o argumento dos tózés e dos professores da mula ruça. As pessoas decidem da sua vida, decidem o que estudam, o que vestem, o que comem, os filhos que têm, os negócios em que investem, os representantes que exercem o poder mas, eis a descoberta dos tózés, não estão capacitados para escolherem o que ver, ouvir e ler.
    Precisam de tózés esclarecidíssimos para isso.

    No 2º caso, então o argumento suicida-se a si mesmo. Se o tózé não está à altura para fazer escolhas, se é tão incapaz como o povo abstracto, os “tugas”, como lhe chama o professor da mula ruça, esses tugas que apodam de iliteratos e estúpidso, então aquilo que diz é o resultado dessa estupidez ontológica e não se deve levar a sério.

    Enxerguem-se meus caros. Se não acreditam na democracia assumam-no. Se não acreditam nas escolhas das pessoas, assumam-no.

    Como moral da história fica uma história interessante e verdadeira: questionada, a esmagadora maioria dos tugas, acha que os tugas conduzem mal. Mas a esmagadora maioria acha que ele, particularmente, conduz bem.

  22. Bruno

    Como só preciso de um exemplo: A cobertura da falsificação da licenciatura de Sócrates só foi abordada quando já era impossível fingir que o assunto não exista (contrastando com a actual cobertura da falsificação da licenciatura de Miguel Relvas.

  23. António Amarante

    Caro Michael Seufert,
    Muito obrigado pela resposta, percebi o que prentendia dizer. Mas isto recorda-me outra questão em que já pensei, o espectro é sim limitado, mas existem 30 ou 40 frequências (não sei o número exacto mas apenas que são dezenas) e cada uma pode transportar 4, 8, 16 canais de televisão, ou mais ainda de rádio, portanto por que razão está este recurso tão sub-aproveitado? Porque estão licenciados apenas 4 canais numa única frequência e não está o mercado liberalizado? Abundam canais locais e regionais a transmitir via internet e dezenas por cabo, seguramente muito quereriam pagar licença de transmissão em TDT em vez de pagar a operadores de streaming via internet ou de cabo, ou como complemento para chegar a mais espectadores e poder aumentar as suas receitas de publicidade.
    É que nem põe a questão de viabilidade técnica ou não, e para mais o espectro radio-eléctrico não dá despesa, limita-se a estar disponível para ser usado, penso ser um desperdício de recursos. É quase como ter uma autoestrada com várias faixas de rodagem mas permitir-se apenas o uso de uma e por apenas 3 empresas. Não faz sentido, nem práctico nem financeiro.
    Cumprimentos,
    António Amarante

  24. Caro “professor”

    Sou um d’esses portuguezes que acreditam que a Lua influencia as marés.

    Pensa que são causadas pelo quê? Pelo balançar da Terra quando gira?

  25. Pingback: Quanto Custa a RTP? « Ricardo Campelo de Magalhães

  26. Tó Zé

    Confesso que estava à espera de outro exemplo (algo mais forte do que a licenciatura de Sócrates). Na verdade, a RTP acompanhou esse caso como acompanha todas as notícias, muito pouco. Neste momento, a única coisa que eu vejo a RTP falar muito é do fim do próprio canal como nós o conhecemos. Na verdade, fui um assiduo espectador da RTP e nunca vi grande espalhafato em relação a Miguel Relvas (ou pelo menos, muito menos do que na SIC).
    Já sobre aquele argumento que diz que o meu argumento se destrói a si mesmo, é completamente infundado. Acha que nós não podemos achar que seria melhor para nós pensar e ainda assim não sermos grandes pensadores. A História está recheada de pessoas que consideravam o pensamento como algo importante mas mesmo assim nunca conseguiram pensar.
    Na verdade, não disse que cada pessoa é incapaz de pensar, disse que o povo no seu conjunto é incapaz de pensar. Cada pessoa isoladamente consegue chegar às suas próprias conclusões (que depois se vêm confirmar como certas ou erradas). No entanto, quando se une uma grande quantidade de pessoas em frente a um demagogo, imediatamente deixamos de ter um conjunto de individuos pensantes e passamos a ter uma multidão acéfala (salvo raras exceções), podemos até verificar que em alguns casos o demagogo consegue provocar apenas um extase temporário, mas noutros, o extase transforma-se em convicção e por vezes em suicídio.
    Infelizmente, a TV tem esse papel de levar demagogos às massas, transformando os indivíduos pensantes em “marias vão com as outras”. É por isso que precisamos de uma estação que não desenvolva as notícias em extensos artigos de opinião (como a SIC ou a TVI fazem), mas que as apresente brevemente sem alterar a posição das pessoas. É claro que aceitamos como exceção quando os jornalistas sabem que o sítio onde trabalham vai ser privatizado e que eles não vão menter os seus postos de trabalho se não derem luta. Acho que este parágrafo responde ao fraco interesse dado à licenciatura de Sócrates e mesmo à de Miguel Relvas.

    P.S. Nunca chamei de tugas a ninguém (exceto à tartaruga do meu cunhado, mas é esse o nome dela) e quando referi “neste momento” sobre o telejornal da RTP, referia-me a até à uma semana atrás, dado que já não estou em Portugal e agora raramente vejo canais portugueses (numa tentativa quase vã de habituar as minhas filhas ao francês, que é a língua desta região da Bélgica).

  27. Aladin

    “Na verdade, não disse que cada pessoa é incapaz de pensar, disse que o povo no seu conjunto é incapaz de pensar.”

    Mais uma asneira. Não é o “povo” que escolhe ver este ou aquele canal, ler este ou aquele jornal. É cada pessoa, com o seu telecomando e o seu dinheiro.
    E cada pessoa é exactamente como o tózé: convencida do seu bom senso e das suas capacidades e duvidosa das capacidades do “povo”.

    Mas os tózés “esclarecidos”, acham sempre que o “povo” é uma entidade própria, com atributos que eles deploram.
    E não se apercebem que cada um deles é uma parte desse “povo” e que as suas escolhas são tão individuais como as dos outrps.

  28. Aladin

    O Tó zé além de confundir o “à” com o “há”, confunde tb a psicologia das multidões com as escolhas livres de cada pessoa, no conforto do seu sofá.
    Ele, tozé, no seu sofá, com o telecomando na mão, é uma pessoa. Pensa!
    Os outros, nas exactas circunstâncias dele, são o “povo”. Incapaz de pensar.
    O problema do argumento. é que cada um deles acha exactamente o mesmo de si e dos outros. Cada zé tó, acha que ele é o zé tó e os outros são o “povo”.
    Ah, e quanto ao argumento que se suicida a si mesmo, o zé tó já deve ter ouvido falar do paradoxo do barbeiro….infelizmente não o entendeu, o que prova, com a mesma má fé, que as televisões “imparciais” que anda a ver e que quer impor ao “povo”, não bastam para lhe ensinar as coisas “certas”.

  29. Tó Zé

    Peço desculpa pelo erro do à, nesse ponto estou completamente errado.
    Em relação à frase que copiou no primeiro comentário, há uma frase muito interessante de Luís Sepúlveda sobre isso, “eu copio parágrafos porque se copiasse apenas frases estaria a alterar o sentido ao que os outros dizem”. Confirma-se que foi isso que o senhor fez, pegou numa frase e deturpou todo o parágrafo. Como o senhor já deve ter estudado em sociologia, é muito mais fácil levar uma multidão a aceitar as nossas palavras do que uma pessoa isoladamente. No entanto, como não me considero um perito nessa matéria, remeto-o para as obras de Marx e Froid, eles certamente estudaram esse assunto aprofundadamente.

  30. Aladin

    “é muito mais fácil levar uma multidão a aceitar as nossas palavras do que uma pessoa isoladamente. ”

    O seu problema é que ainda não entendeu que as decisões individuais de um telespectador, que decide ver este ou aquele canal, não têm nada a ver com movimentos de massas.
    E se, por absurdo, fossem, isto é, se a sua decisão individual ao escolher ver este ou aquele canal, fosse influenciada pelas escolhas que os seus vizinhos, nas casas do lado, estão simultanemente a fazer, então o argumento da diversificação ainda mais se impõe.
    Sabendo que a TV pública é tão imparcial, pura e imperfeita como todas as outras, estamos todo mais cínicos e menos manipuláveis.
    Pelo contrário, uma televisão pública com a fama de ser a mais pura vestal, é como um bom charlatão: é falso, mas engana muita gente.
    São assim os bons vigaristas: conseguem passar junto das vítimas a ideia de que são as pessoas mais honestas e fiáveis do mundo.

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  32. Chicossilva

    A discussão sobre o que deve ser, e se deve ser, um serviço público de televisão é a relevante. A discussão sobre quem se julga mais inteligente, para já, não é.
    De facto, se podemos conceber com alguma facilidade qual a missão de serviços públicos a proporcionar pelo Estado (Estado, e não Governo, note-se) para a educação, saúde, habitação ou justiça, o risco de ficarmos sem resposta quando se fala de serviço público do Estado para comunicações audiovisuais parece-me bastante maior.
    Podemos alegar, desde logo, que as comunicações audiovisuais não têm o mesmo carácter de necessidade que a saúde, educação, habitação ou justiça. E penso que, neste campo, não deve haver mais discussão: não têm mesmo. Porque, quem quer que ponha em questão este ponto, poderá estar legitimamente a falar de negócios, de influências políticas ou dos seus tráficos, mas não está a discutir o mesmo que eu estou e, portanto, não é para aqui chamado.
    Assim sendo, terá o serviço público de TV/Rádio, sequer, razão para existir? Será, como alguém afirma, para o Estado o mesmo que ter uma sapataria ou um talho?
    Ou, pelo contrário, poderá representar a satisfação de uma função na sociedade que, mesmo que não seja de carácter vital, tenha um papel suficiente benéfico para a sociedade que não é satisfeita pelos parceiros já existentes e justifica, assim, o nosso patrocínio financeiro? Poderia, enfim, a sociedade beneficiar se o estado tivesse um talho?
    É boa ideia, antes de mais, consultar em http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/governodasociedade/missao.php o actual mandato da RTP no que respeita a serviço público, para que se fique com a noção do que o tal serviço pretende ser, mas não é. Resulta claro, desta consulta, que a maioria dos objectivos de missão não são, nem claros, nem desejáveis à luz dos eventuais interesses do Estado, nem, ao que parece, são cumpridos pelo actual servidor, a RTP. Assim, sem prejuízo do facto de que alguns dos pontos são objectivos interessantes e passíveis de ser adoptados numa futura proposta de Serviço Público, a verdade é que, na realidade, vivemos num mundo sem verdadeiro SP. E, bem ou mal, cá vivemos.
    A forma como este assunto tem sido apresentado pelo governo é, decerto, aberrante e, eventualmente, algo suspeita. Na verdade, o risco de estarmos a assistir ao primeiro de vários actos de uma farsa feita de factos políticos é elevado: ele é o consultor em fim de carreira e estafado pela seu passado que disse, mas não devia ter dito; ele é o ministro que deveria ter dito mas que, afinal nem queria dizer, nem tinha licença do PM para aparecer; ele é o presidente que ainda não ouviu falar de nada; ele é a administração que é levada na enxurrada; ele é, enfim, toda a gente que acha que o serviço público é para defender, de uma forma ou de outra, mas não explica porquê.
    No meio disto, ele é, também, o pretexto para serem colocadas aquelas que podem ser as questões de fundo: justifica-se a existência do Serviço Público de TV/rádio? Se sim, quais devem ser os seu objectivos e qual a estrutura mais adequada para servir esses objectivos?
    Não pretendo ter resposta para estas questões nem tentar esclarecer quais os motivos que o SP poderá ter para justificar a sua existência e financiamento público. Mas atrevo-me a enunciar algumas coisas que acho que o tal SP, seja ele o que for, não deve ser:
    1. Não deve estar ao serviço do Governo: vai o PSD, vai o Oliveira Matos, vai o PS, vai o Matos Oliveira. Nem, evidentemente, de qualquer crença religiosa. Há que assegurar uma independência estatutária que possa garantir que não gastamos o dinheiro dos nossos impostos em propaganda politico-partidária para além do que a lei (e o respeito pela inteligência) permite. Fácil? Decerto que não, uma vez que ainda estamos longe de o conseguir com a Justiça…
    2. Não deve ser financiado por entidades privadas. Para tal, é importante reconhecer e definir claramente qual o espaço da sua actividade e quais os benefícios que a sociedade dele pode extrair. Será pago pela taxa de televisão actual? Não: se se vier a reconhecer o seu interesse nacional, deve ser financiado pelo OE. Eventualmente, com uma contribuição percentual obrigatória das assinaturas que os espectadores fazem aos operadores privados, incluindo da TV cabo. Paga pelos tais operadores, é claro: é o seu contributo para o SP.
    3. Não deve ter publicidade comercial. De facto, tal como qualquer serviço público, não deve ter uma postura empresarial nem, neste caso, estar dependente da lógica da conquista dos shares de audiências. Acabemos, assim, com a lógica actual da caça à audiência (ou ao anúncio…): às 8, bola, às 10, Ana Bola. O espectador tem que ter a certeza de que a informação que recebe não tem por trás nenhum interesse comercial e que não está a pagar, outra vez, um qualquer serviço que já pagou com os seus impostos…
    4. Não deve ser culturalmente limitado. O SP deve proporcionar uma possibilidade de expressão abrangente a todos os cidadãos, incluindo, naturalmente, as minorias que podem não encontrar outro espaço de expressão. Sem que deixe, por isso, de ter necessariamente uma perspectiva moral social sólida, com respeito estrito pela equivalência de importância entre cada indivíduo e os outros indivíduos e entre o indivíduo e a sociedade, na defesa da verdade e promoção activa dos ideais de paz e não violência, respeito por todas as formas de vida e tolerância informada para com todos os que perfilhem estes ideais. Promover, enfim, o primado da inteligência e da educação (que não é bem aquela coisa de se saber tirar o chapéu…)
    5. Não deve ser condescendente. Não deve deixar de informar a verdade ou simplificar a complexidade com o pretexto de que o povo é inculto e não entende: esse papel já é muito bem desempenhado pelos operadores privados. Deve, pelo contrário, ser estimulante na informação, provocativo quanto necessário, técnica e cientificamente bem fundamentado e intransigente, politicamente isento para se permitir ser incorrecto, bem actualizado sem se perder ou confundir em novidades. Deve, nesse aspecto, ser para os seus colaboradores a melhor escola de transmissão de informação que estes puderem ter.
    6. Não deve ser mais um pretexto para dar, a expensas do cidadão contribuinte, emprego fácil e não qualificado a inúteis e a incapazes. Como todos os serviços públicos, deve pugnar pela parcimónia e exigir, permanentemente, uma impecável gestão dos dinheiros públicos. Isto inclui, é claro, evitar as PPPs (já estava toda a malta a ver o que aquilo ia dar, não estava?)
    Podia, é claro, ir por aí afora e, provavelmente, não ir a lado nenhum que valesse a pena. No entanto, estou convencido de que já seria possível encontrar, neste breve enquadramento, alguma utilidade para o SP que me levaria a não me arrepender de (ter que) o financiar.
    Se o estado pudesse ter um talho que vendesse apenas carne de excelência, criada segundo as melhores exigências de qualidade a um preço compatível, servindo de referencia reguladora para a qualidade e preços de todos os operadores nesse mercado, então acho que todos acharíamos que esse talho devia existir porque estava a prestar aos cidadãos o tipo de serviço que é suposto ser pago pelos nossos impostos: o que beneficia o nosso bem-estar.
    Concluindo e parafraseando: podemos viver sem a Antena 2? Podemos, é claro…

  33. Carlos

    A Constituição da República não dá que comer, nem beber, nem ajuda a respirar. Essa é que é uma verdade insofismável.

  34. professor

    cfr. # 19 (ALADIN)
    # 24
    “O consumidor escolhe o produto” (com 90% de publicidade nos custos…)
    “A população tem literacia suficiente para avaliação dos conteúdos da televisão” !…
    Pura verborreia ideológica (tal como PPC e Relvas…)
    Primeiro , desconhece a Teoria da Escolha Pública !,,, e outras coisas mais …segundo ,
    a sua excelsa inteligência chega ao ponto de pôr no meu pensamento o que eu não disse …
    E quanto aos tugas um espelho fica-lhe bem .
    E é esta ideologia abrilista que pôs este País no deplorável estado em que ele se encontra .
    Nada há a fazer . Pululam como cogumelos .
    Desconhece que sou “normal” (ou , pelo menos pretendo sê-lo segundo o critério do meu mundo que como para milhões é diferente do seu …)
    Quanto ao “professor da mula ruça” , lembro-lhe Albino Forjaz de Sampaio com os seus P.P.P. .
    PONTO FINAL

    # 27
    ZWEI
    Sabe de astronomia e similares . Parabéns .
    Mas não sabe de português ? (pura poesia…)

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