Parceria Insurgente/Diário Económico: Ricardo Magalhães

O herói da esquerda é o trabalhador. O da direita é o empreendedor que melhor satisfaça o consumidor. Para a esquerda, os recursos são ilimitados e as necessidades exigem “estímulo”, pelo que a taxa de juro é sempre demasiado alta. Para a direita, as necessidades são ilimitadas, os recursos limitados e a serem geridos com destreza e atenção ao retorno. Depois de anos a seguir a lógica de esquerda (quantas vezes lemos num jornal queixas de que a taxa de juro é demasiado baixa para incentivar à poupança?), a economia Portuguesa está hoje demasiado débil para mais indefinições e as privatizações são imperiosas e urgentes.

“Bem-vindos ao futuro”, artigo de Ricardo Campelo de Magalhães

10 pensamentos sobre “Parceria Insurgente/Diário Económico: Ricardo Magalhães

  1. jhb

    Os clichés do costume… Privatizar…blá blá blá…concorrência…blá blá blá…eficiência…blá blá blá…

    “Para a direita, as necessidades são ilimitadas, os recursos limitados” … Isto sim é hilariante. Os recursos são limitados, assim que vamos nós consumi-los já antes que outros o façam. Isto sim é o capitalismo a falar de recursos limitados…

  2. Ramone

    As necessidades ilimitadas da direita passam pela ilimitada necessidade que o capital tem do recursos dos outros – quer dizer, do seu trabalho (por isso para a direita os recursos, que são o trabalho dos outros, também são ilimitados, só que ela nem sequer vê isso).

    Talvez quando for tudo mecanizado não precisem de mão-de-obra mas nessa altura a questão é quem vai comprar os seus produtos se estiver tudo desempregado?

  3. edgar

    “Depois de anos a seguir a lógica de esquerda”
    Lógica da esquerda com o bloco central (PS/PSD/CDS) a governar há mais de 36 anos e a ocupar tudo o que é cargo no aparelho do estado?

    “Para a direita, as necessidades são ilimitadas, os recursos limitados e a serem geridos com destreza e atenção ao retorno”
    É para rir? Basta lembrar o BPN e o BPP, para não falar de outros bancos e instituições financeiras.
    Foram os trabalhadores que andaram na especulação financeira e imobiliária durante estes anos todos? Que se aproveitaram dos paraísos fiscais para todo o tipo de fuga a impostos e negócios de legitimidade duvidosa?

    “as privatizações são imperiosas e urgentes” Mais? Há quantos anos andam com essa cassete enquanto o país se afunda cada vez mais e os buracos são cada vez maiores?

  4. “Para a esquerda, os recursos são ilimitados e as necessidades exigem “estímulo”, pelo que a taxa de juro é sempre demasiado alta. Para a direita, as necessidades são ilimitadas, os recursos limitados e a serem geridos com destreza e atenção ao retorno.”
    Eu já tive um deputado do Bloco de Esquerda a me dizer isso a parte dos recursos ilimitados num debate público, na FEUP…

  5. Pingback: Privatizações « Ricardo Campelo de Magalhães

  6. “PSD e CDS governam segundo os princípios do Liberalismo? Não brinquem comigo…” é a mesma lógica argumentativa que vocês extasiam a vossa congregação ao apelidar de tudo o que seja governo e medida “não competitiva” de socialista. Como diria a ilimitada filosofia de esquina: “quem com ignorância mata, com ignorância morre”.

  7. Paulo Pereira

    Se a direita considera que os recursos são “limitados” então porque é que não se preocupa com isso e defende tantas vezes o desperdicio de recursos ?

    Num sistema capitalista, os empreendedores precisam de juros baixos e de consumidores com poder de compra, não existe nenhuma oposição entre empreendedores e trabalhadores , nem entre bancos e empreendedores.

    Estas ideias da esquerda e da direita são completamente desfasadas da realidade.

  8. Pisca

    Depois de ouvir tanto e tão alto paleio de sabedores de economia, alguém me explica uma coisa:

    Se um investidor/capitalista/empreendedor resolver fazer uma fabrica cascas de cebola, pode juntar o capital, pedir financiamentos, agregar acionistas desejosos de fazer evoluir a economia, tudo ao molho, mais e unicos importantes no processo segundo o que anda por aqui escrito

    Se por acaso, apenas por acaso, não encontrar um pedreiro/trolha, um electricista um carpinteiro e outras reles profissões que no entender dos comentadores nunca vêm ao caso, nem serão necessárias, a tal fabrica de cascas de cebola vai crescer como ? regando ? Olhem que mesmo assim é preciso arranjar baldes e quem os construa e um canalizador que coloque uma torneirinha lá no sitio

    Acho eu que de economia não percebo nada

  9. Álvaro Anacleto

    1- Todos são importantes em qualquer modelo económico vigente. Trabalhadores e empresários dependem uns dos outros. No entanto, um modelo que se baseie em baixos salários e baixa qualificação tem pernas curtas e falhará certamente. Os trabalhadores portugueses possuem fama além fronteiras, mas ao mesmo tempo são “rascas” no seu próprio pais. Tal deve-se certamente a má gestão e aos tais baixos salários. E mais, no atual contexto estamos a formar uma geração altamente qualificada e a exportá-la quando mais precisamos deles cá.
    2- A economia portuguesa está demasiado débil devido a autênticos casos de polícia. O saque ao dinheiro dos contribuintes foi e é demasiado escandaloso e mau de mais para ser verdade. Os ditos empreendedores desde sempre se apoiaram na muleta estado para investir. Na prática é sempre o estado e os contribuintes a financiar o privado e o risco assumido por estes é zero ou muito perto disso.
    3- Não concordo que as privatizações, liberalização de mercados e por ai fora sejam necessariamente benéficas para os consumidores. Os preços muitas vezes não baixam e até sobem, como aliás temos assistido nos casos dos combustíveis e comunicações. A qualidade de serviço também não está diretamente associada a privatizações. O privado só funcionará bem se existirem entidades reguladoras que assegurem o normal funcionamento dos mercados e evitem a cartelização dos preços.
    4- Na minha perspetiva, existem setores que não devem ser privatizados por serem demasiado importantes para o equilíbrio social e, por isso, não devem estar sujeitos à obrigatoriedade de dar lucro, casos da Saúde, Justiça e Águas.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.