O que é o serviço público da RTP?

Escavando aqui encontrei a resposta que pode ser um autêntico ovo de Colombo:

O serviço público da RTP é dar emprego a cerca de 1.500 funcionários da RTP!

Quem quiser receber a taxa de audiovisual vai ter de pagar os custos com os ditos 1.500 funcionários.

E custa hoje pouco mais de 200.000 Euros por ano por funcionário. O concessionário será mais eficiente e reduzirá este custo por funcionário talvez para metade. Por comparação com os “empregos verdes” é uma verdadeira pechincha. Pessoalmente trocava “energia renovável” de interesse público (leia-se subsídios à produção de energias caras) por “serviço público de televisão”. Dinheiro atirado à rua por dinheiro atirado à rua, sempre era menos por “posto de trabalho”.

Uma sugestão ao concessionário: Proponham pagar a cada um dos colaboradores o seu salário para ficarem em casa. Poupa-se o resto do dinheiro, o “serviço público” mantém-se e ainda temos os accionistas da SIC e TVI a baterem palmas. Todas as partes que verdadeiramente interessam ficam melhor.

PS: Só mesmo em Portugal é que se encontram mais factos em um artigo de opinião do que na generalidade das notícias sobre o mesmo assunto.

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19 pensamentos sobre “O que é o serviço público da RTP?

  1. Carmen

    O governo permite esta especulação em torno da privatizaçã/concessão/oferta/venda/negócio/sei lá, da RTP. O governo sabe que haveria especulação a partir do momento em que o Sr. Borges falou. Se não quiesesse especulação, explicava. Mas assim, todos os portugueses especulamos sobre algo que pagamos do nosso bolso e sobre o que o governo não achou por bem esclarecer. É evidente que o governo está a ver onde param as modas, interessa-lhe a especulação. É a única maneira que tem de ir buscar ideias sem que se note muito que ele próprio não as tem, e na volta, fica a perceber perfeitamente quem adere ou não, o que é importante com vista ao futuro…
    Carmen

  2. Estamos no bom caminho. É o que dizem os especialistas da tanga. Provavelmente nem a casa deles sabem governar… mas isso são outros 500… Continuem nesse caminho e tenho curiosidade em ver a onde vamos terminar.

  3. Ricardo G. Francisco

    Dervisch,

    “Todas as partes que verdadeiramente interessam ficam melhor”

    Conhece a ironia?

    É que começando no CDS e acabando no PCP, sempre em aumento de intensidade, é o que pensam. Os indivíduos, em particular os contribuintes são os que menos interessam. Interessa é aumentar o poder dos partidos e o favorecimento de grupos de interesse, que alimentam os partidos.

  4. Ricardo G. Francisco

    Carlos Carvalho,

    Por aqui a solução era simples. Vender a RTP pelo melhor preço. Leiloar mais 50 licenças de canal aberto sem obrigações nem restrições.

    Infelizmente os Portugueses continuam a acreditar na bondade do “serviço público” que serve o “bem comum”. Invariavelmente favorecem as “partes que verdadeiramente interessam”.

  5. PMBB

    Pechincha?! Garanto-lhe que os quase 300 M€ de custos anuais da RTP dão para construir uma grande barragem…

  6. JS

    O Serviço Público que a RTP tem vindo a proporcionar, à três decadas, é muito difícil e importante.

    Sem ele os 60.000 militantes (30.000 do PS + 30.000 do PSD) e respectivos mentores, que gravitam na àrea do poder, dificilmente poderiam esconder as vantagens “não públicas” que auferem.

    Sem ele os restantes 9.970.000 portugueses já há muito teriam percebido que estão a ser enganados.
    A paz social depende de um bom serviço público tipo RTP. Bem haja.

    Ps.- Sadismo pago, directamente, pelos “masocados”.

  7. Ricardo G. Francisco

    PMBB,

    O novo mantra dos keynesianos é o estímulo das empresas associadas às energias renováveis para criação de emprego. Salvo erro em Espanha cada “emprego verde” custou ao Estado em subsídios mais de 500K por emprego.

    Por comparação…uma pechincha…e mesmo assim só entendido pelos amantes do “bem comum”.

  8. António Costa

    Caro Ricardo, não é um Ovo do Colombo, é uma solução que não viola a concorrência. Não escrevi que o serviço público é dar emprego a 1500 pessoas. Prestar esse serviço público exige esses recursos, coisa bem diferente. Não estou certo que a concessão seja a melhor solução, tem virtudes, mas tem um pecado original, o dito cheque. Quem o quiser, tem também de receber os recursos humanos respectivos. Sou defensor de um serviço público, prestado por uma empresa pública ou privada, e que temos todos de pagar. Não lamento o fim da RTP2, que ninguém vê, apesar de tantos a terem descoberto nos últimos dias, E considero que o mercado privado de televisão em duopólio, como existe hoje, deve ser posto em causa. Se o mercado quiser, claro.

  9. Ricardo G. Francisco

    Caro António Costa,

    Desculpe o abuso. Não quis dizer que tinha escrito isso. Mas de facto “peguei” na ligação entre as receitas e a obrigação da manutenção da estrutura.

    A verdade é que ninguém é capaz de explicar o que é o serviço público de televisão, pelo menos de uma forma que exiga que seja o Estado a sequer o ter de pagar. O fornecimento de serviços de telecomunicação também são um serviço público. Temos de ter um financiamento e/ou gestão centralizada? Não.

    A manutenção de um canal público serve acima de tudo interesses instalados, desde corporativos a empresariais. A isto acresce dar jeito aos partidos do poder e a sua existência ser imperiosa para os partidos contra poder. Isto significa que todos concordam que ele deve existir mas com regras diferentes. E assim temos a RTP que serve todos estes interesses de forma concentrada e tem uma factura financeira e política, porque a informação é política, dispersa por muitos.

    Pelo caminho, e com a entrada da TDT, fica a pergunta: Porque não abrem mais canais? Já não há limitação de espectro.

  10. João Branco

    “Porque não abrem mais canais? Já não há limitação de espectro.”

    Bem, já não há alguma limitação de espectro (a TDT realmente consome menos espectro em definição normal) mas o espectro disponibilizado foi “vendido” aos operadores de telecomunicações (4G e afins). Isto dito se acabar mesmo o canal 2 fica livre pelo menos mais um canal. Se bem me lembro o “oferecido” a cada operador foi um canal em SD/HD, pelo que há mais algum espaço livre para canais SD…

  11. Euro2cent

    > ficarem em casa

    E depois quem é que entrevista o Marocas?

    Se não lhe dão atenção de seis em seis meses, pode entrar em erupção.

    E depois queixem-se dos detritos tóxicos que envenenam tudo num raio de 500 km.

    Não pensam nestas coisas …

  12. Tiro ao Alvo

    Eu, por mim, não privatizava a RTP, não.: oferecia-a de borla aos seus funcionários. Claro que lhe cortava os subsídios e acabava com a taxa do audiovisual, cobrada a toda a gente que tem contador, inclusive, aos mortos nos cemitérios. Para grandes males, grandes remédios…

  13. Ricardo G. Francisco

    Tiro ao alvo,

    Sem brincadeira essa é uma solução que podia ser aplicada de forma transversal a tudo o que é do Estado. Desde transportes a escolas e hospitais. É claro que não se pode deixar de ter financiamento público de escolas e hospitais de um dia para outro. Seguros públicos e cheques ensino poderiam ser o modelo de transição.

  14. jhb

    “Seguros públicos e cheques ensino poderiam ser o modelo de transição.”

    Transição para quê? Para o sistema onde só quem pode pagar é que tem acesso a serviços de saúde e educação?

  15. PMBB

    [8]
    RGF,
    Concordo, não disse o contrário, só comentei a “pechincha”, a comparação foi sua. Não percebo quase 300 M€ de despesas anuais da RTP que, por comparação análoga, é suficiente para construir um grande empreendimento hidroeléctrico.

  16. Manuel M. Coelho

    A rtp foi apãnhada de assalto,no dia da abrilada cumenista:desde essa data nunca deu lucro au pais, como quase todas as empresas do pais.Há quem diga que caiu nas mãos de um punhado de ladroês.Quanto a mim uma empresa que não da lucro é para fechar portas, agora e sempre em todo mundo.
    No meu tempo camponês,quando se levava uma vaca para feira, o valor da vaca era calcolado tendo em conta a cor da pele o tipo de cornos, o estado fisico,se aparelhava bem á esquerda ou direita e o peso.
    Pare-me que nos canais de televizão o critério de avaliação é semelhante.O Mendes e o Malato recebem mais €5000 com aquelas palhaçadas:a Catarina Furtado por ser muito bonita €3000,por ter um sorriso de ancantos €5000 por ter as unhas pintadas de verde €1500.O apresentador do télejurnal €6000 por piscar o olho.Em contrapartida a Fátima Campos Ferreira terão que lhe cortar € 2000 poque ja não é nova.
    Qual serviso publico qual carapuça.Estamos perante uma cambada de papoês que só contam com o papo deles.coitado,a de quém é feio, tem que ir fazer o trabalho de supeira.Os partidos e os socecivos governos nunca se preocuparam porque tinham ali uma porta aberta para a cunha para os boys.
    Bom.O governo devia vender a rtp( aos trabalhadores) a custo 0 para se livrar deste cancro.

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