Porque agora vai estar na moda discutir Ayn Rand

To Rand, being “selfish” meant being true to oneself, neither sacrificing one’s own desires nor trampling on others.

Outras leituras: Ressurreição e A razão da liberdade.

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10 pensamentos sobre “Porque agora vai estar na moda discutir Ayn Rand

  1. Sebastien De Vries

    Li Ayn Rand em 1986. Em inglês, “Atlas Shrugged”. É um livro de ficção com referentes éticos. Descubram.
    Nos EUA, foi já referido como o segundo livro a seguir à Biblia como de maior influência.

    Em Portugal não se fala de Burke no secundário, mas refere-se Rousseau e Marx; não se refere a Maistre mas refere-se a Lénin;…

    O que acho interessante é ver a Escola Pública portuguesa (dirigida à populaça para só saber coisas do ideológico “ordenado” pelo Politburo de Lisboa) a dizer zero sobre uma das autoras que mais influenciou personagens da história da ainda primeira potência mundial. A tal potência que tem sete universidades nas dez melhores do mundo, e onde cada estudante de Harvard custa 120 000 euros…

    A escola pública portuguesa ensinou e ensina os “politicamente legítimos” de uma época que levou à ruína do Ocidente.
    Pagamos impostos para a escola pública fornecer mercadoria de produção para hoje outras soberanias…

  2. Engraçado: “trampling on others” é precisamente o que atrai Ludwig von Mises em Ayn Rand. Cito de memória, se me prmite, duma carta que ele lhe escreveu: «Obrigado pela sua coragem de confrontar as massas com a sua absoluta inferioridade.» Posso ir à procura da citação exacta, se quiser, mas não anda muito longe disto. E, se bem me lembro, o direito dos “superiores” a “espezinhar” os inferiores é explicitamente invocado no elogio que Rand faz ao assassino William Hickman – o modelo de Rand para o “herói” de “The Fountainhead.”

    Mas ainda bem que vai estar na moda discutir Ayn Rand: a luz do sol é o mais poderoso dos desinfectantes.

  3. manuel.ferreira

    NOVO… CODIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL…CTN……VAMOS SER RAPIDOS E DIRETOS…
    É ABSOLUTAMENTE NECESSARIO…
    UMA REFORMA FISCAL E TRIBUTARIA…IMEDIATA E URGENTE…….. … ISSO É QUE É SER INOVADOR…MODERNO …DIFERENTE…E MELHOR…
    I.V.A. — Imposto sobre o Valor Acrescentado … ( imposto sobre o consumo ).
    I.P.P. — Imposto Poluidor Pagador … ( imposto sobre a poluição ).
    I.J.A.T. — Imposto sobre Jogo , Alcool , Tabaco … ( imposto sobre os vícios ).
    I.S.I. — Imposto sobre as Importações … ( imposto sobre produtos importados ).
    ESTES SÃO OS UNICOS IMPOSTOS JUSTOS QUE DEVEM EXISTIR…
    AGORA VEM A LISTA DOS IMPOSTOS …
    ……… QUE DEVEM SER IMEDIATAMENTE ABOLIDOS…E SER ATÉ CRIMINALIZADOS…
    Imposto sobre o trabalho—–NUNCA DEVIA TER EXISTIDO…
    Imposto sobre a produção—–INADMISSIVEL…
    Imposto sobre a poupança—–INCOMPREENSÍVEL…
    Imposto sobre o investimento—–INTOLERÁVEL…
    É ESTA COLOSSAL INJUSTIÇA FISCAL…que deve ser corrigida urgentemente…
    É ESTE ESTADO CEGO SURDO E MUDO…que deve ser reinventado novamente…
    É ESTA FILOSOFIA FISCAL…que deve ser melhor , diferente , e mais humana…
    O ESTADO RECEBE EXATAMENTE O MESMO VALOR…MAS SÓ DE FORMA JUSTA…!!!

  4. Ramone

    “neither sacrificing one’s own desires”

    A questão é que o egoismo militante é precisamente a militância pelo sacrifício do desejo. O desejo permanece em face de uma insatisfação instigante, quer dizer, uma curiosidade acerca do outro que não cessa de se inscrever. O egoísmo militante no caso é a perda desta curiosidade acerca o outro e a queda numa relação imaginária com um Eu auto-suficiente. Resulta, enfim, numa identificação com a imagem do espelho, onde não há “buracos” – não se põe o dedo na boca da imagem especular…O júbilo egoístico, aquela vertigem que se sente ante a perspectiva de uma auto-suficiência perfeita, é como o júbilo da criança de 6 meses quando percebe a sua imagem no espelho, lá onde ela é competa e perfeitamente íntegra por oposição à desarticulação que ela vive na carne, digamos assim, já que nem sequer ainda caminha por si mesma.

  5. Ramone

    Cabe dizer que “The Fountainhead” – o filme (não li o livro) – é um excelente filme e, a meu ver, mostra bem os impasses do capitalismo. Não é por acaso que o herói do filme é um artista (um arquitecto), já que é na arte enquanto criação que o agente não se deve comprometer senão com a sua obra. Já não é o mesmo quando se trata de vender mercadorias onde vale acima de tudo o gosto do comprador, quer dizer, as abominadas massas. É curioso, contudo, como se viu blogs e comentadores de direita – a maior parte possivelmente dispostos a prestar os maiores eleogios a Ayn Rand – a agirem como os personagens mais detestáveis do filme a propósito disto:

    https://oinsurgente.org/tag/escultor-sonoro-e-plastico-joao-ricardo-de-barros-oliveira/

    http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5669185.html

    Não perdoaram que o artista fosse completamente independente na definição do conceito da peça a apresentar.

    Quanto à questão do desejo vê-se no filme, na cena entre Dominique e Gail, logo depois dela ter destruído uma estátua de que gostava muito para que não se prendesse a ela, como este último é movido pelo enigma em que ela se constitui para ele – é este enigma, este “je ne sais quoi” que ela transparece para ele, para Gail, que é o objecto causa do desejo; é sempre algo a que não conseguimos propriamente por um nome. O que causa o desejo no personagem principal, Howard Roark, o que causa o desejo no espectador, nomeadamente o espectador identificado com o discurso e o pensamento de Rand não é esse pensamento em sua textualidade mas o próprio mistério do ponto de onde é enunciado. O que causa o desejo não é portanto o discurso explícito de Howard mas algo como a pergunta: quem é aquele homem? O que quer ele verdadeiramente?

  6. Pingback: A direita sociopata | cinco dias

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